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Cérebro doido!

O nosso cérebro é diodo!!!
De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
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O Homem... a criação especial de Deus??

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COOL DESIGN!

http://br.youtube.com/watch?v=Lcrq5OOkQdk

Aqui está um vídeo muito bem feito sobre as maravilhas que Deus fez!
Sim, ele fez Tudo.
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A força de uma teoria

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... Ou muito à frente, ou então... acho que é isso

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Desta vez não é ficção

Um macaco Rhesus foi, pela primeira vez, clonado a partir de células cutâneas.

Há 10 anos a equipa de Mitalipov usou 15 mil ovócitos para tentar clonar um primata. A técnica foi diferente da que usaram na Dolly: luz polarizada para ver o ADN do ovócito em vez de luz ultravioleta ou um pigmento especial, como acontece na técnica convencional; e uma solução de nutrientes que permite controlar melhor a activação dos ovócitos pelos genes da célula do doador adulto - que, neste caso, eram as células da pele do macaco Semos, com 9 anos de idade.

Desta vez foram necessários 150 ovócitos para gerar cada linhagem. As CEE obtidas são idênticas às naturais, tendo já sido transformadas, in vitro, em células cardíacas e neurónios. "E, quando as injectamos em ratinhos, elas formam tumores que indicam que podem, de facto, dar origem a todos os tecidos do organismo."(Mitalipov).

Para criar a ovelha Dolly foram necessários 277 óvulos, apenas 1 teve êxito. Nos primatas superiores havia, até agora, um problema. Duas proteínas essenciais para o controle correcto da replicação dos cromossomas, desaparecíam numa fase precoce do desenvolvimento embrionário do primata superior. Muitas células, a partir de uma certa altura, tinham um número anormal de cromossomas. A partir deste momento a embriogénese ficava comprometida. Investigadores descobriram que faltavam duas proteínas para que o processo se desenrolasse normalmente, essas proteínas responsáveis pela organização dos cromossomas são NUMA e HSET. Actualmente, com a nova técnica, esse problema foi contornado. PARABÉNS!


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O CULPADO...


Há 160 M.a. tinha 170 Km de diâmetro, orbitava na Cintura Principal Interior (entre Marte e Júpiter). Um colisão deixou-o com 40 Km de diâmetro e mais de 1000 fragmentos com diâmetro superior a 1 Km. Um deles era o Baptistina. As orbitas desses fragmentos acabou por cruzar com a orbita da Terra. Os impactos produzidos pela chuva de meteoritos estarão na causa da extinção macissa das espécies do Cretácico, há 65 M.a.

São estas as principais conclusões do artigo de Bottke, Vokrouhlicky e Nesvorny publicado na revista Nature[Bottke, Vokrouhlicky & Nesvorny (2007), "An asteroid breakup 160 Myr ago as the probable source of the K/T impactor", Nature, 449, 48-51]. Apenas o "sumário do editor" e o abstract são de acesso livre (em inglês).
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Ideias para quem não sabe tocar

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Os problemas do Dilúvio

Pensando em outras hipóteses para a origem da água, deparamos com um «pequeno» problema: não há água suficiente para o dilúvio! Fazendo uns cálculos muito simples vamos ver o disparate total que é esta fantasia do dilúvio global. Para ter uma ideia da quantidade de água necessária para semelhante coisa, consideremos o diâmetro da Terra no equador, 12 756.8, km e a altura do Monte Everest, 8 848 m (o Monte Ararat, onde supostamente pousou a Arca no fim do dilúvio, tem 5 151 m).

O volume de água necessário seria algo como 4.525x109 km3 ou 4 525 000 000 000 000 000 000 litros o que corresponde a uma massa de água de 4.525x1021 kilogramas. Estima-se que a quantidade de água existente na atmosfera seja uma parcela infíma deste volume e mesmo toda a água na hidrosfera terrestre, incluindo oceanos, rios, lagos e outros cursos de água, é menos de um terço deste volume.

Para além deste pequeno pormenor, é interessante notar que esta massa de água que supostamente cobriu toda a Terra durante quase um ano (desaparecendo não se sabe para onde), não teve qualquer efeito na crusta terrestre, que no entanto mostra elevação pós-glacial nos locais onde os cientistas indicam terem existido glaciares - com espessuras inferiores a esta impossível camada de água, para além de a densidade do gelo ser menor que a da água- num passado mais ou menos remoto.

A proposta de um dos pais do criacionismo «científico», Henry Morris, de que a Terra estaria rodeada por uma bolha gigantesca e invísivel de água «divina» (uma vez que desafiava todas as leis da química e da física), causa ainda mais problemas.

Admitindo que toda a água se encontrava na forma de vapor na atmosfera, a cabeça anda à roda não só com a pressão atmosférica impossível a que tal corresponderia como com o calor libertado pela condensação desta quantidade enorme de água, que tornaria impossível ter água líquida e teria certamente escaldado toda a vida na Terra. O mesmo aconteceria com uma bolha de água líquida, assim mantida por milagre, agora por conversão de energia potencial em energia cinética e posteriormente em calor por impacto com a Terra.

Por outro lado, há outra questão intrigante: admitindo por redução ao absurdo que a Terra tenha ficado coberta com uma altura de água de quase 9 km, o que teria acontecido à nossa atmosfera? A troposfera, a camada mais baixa da atmosfera, estende-se até uma altitude média de 12 km, podendo atingir 17 km nalguns pontos e reduzindo-se a sete quilómetros nos pólos. Esta camada contém cerca de 80% dos gases, do ar, da Terra. A ter existido um dilúvio destas proporções, a Terra teria perdido boa parte destes gases, e a composição (e pressão) da atmosfera terrestre ter-se-ia alterado radicalmente, muito provavelmente não permitindo vida como a conhecemos.

Os espantalhos criacionistas

De Rerum Natura



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Auto-organização de sistemas químicos


As espécies químicas denominadas anfifílicas -que incluem os detergentes e alguns lípidos - contêm uma parte hidrofílica (que «gosta» de água), e uma hidrofóbica (que não «gosta» de água). Por este motivo, estas espécies agregam-se na presença de água, formando, por exemplo, micelas ou bicamadas. Esta capacidade de auto-organização (self-assembly) consiste na formação (espontânea) de estruturas complexas a partir de componentes simples.

Os detergentes, como o detergente aniónico representado na figura, são um exemplo banal de auto-organização de moléculas simples. Os detergentes devem a sua acção de limpeza ao facto de formarem aglomerados auto-organizados de forma globular, as micelas, que dissolvem no seu interior todo o «lixo» orgânico não solúvel em água (gorduras, etc.).

Outro exemplo de uma estrutura auto-organizada, que permite a realização de tarefas que os componentes isolados são incapazes de promover, é a membrana celular. A membrana celular é constituída essencialmente por proteínas e lípidos. As membranas das células animais contêm colesterol, um lípido igualmente, o que não acontece nas células vegetais, que possuem outros esterois. Quanto maior for a concentração de esterois, menos fluida será a membrana. Os fosfolípidos são os lípidos mais abundantes nas membranas celulares e assim um vesículo gigante (GUV) de fosfolipídos é o modelo estrutural mais simples de uma célula.

Os fosfolípidos são ésteres de glicerol - que esterificado com três ácidos gordos dá origem aos chamados triglicéridos. Num fosfolípido, o glicerol está ligado a dois ácidos gordos e o terceiro grupo -OH liga-se a um dos oxigénio do grupo fosfato. A outro dos oxigénios do grupo fostato podem estar ligados grupos neutros ou com carga, como a colina, a etanoamina, o inositol, o glicerol ou outros. Qunado o grupo a que o fosfato se liga é a colina, temos as fostatidilcolinas - como a representada na figura que hidrolisada dá origem a um ácido gordo saturado, o ácido esteárico e um insaturado, o ácido oleico - igualmente chamadas lecitinas.

Na figura que se segue é esquematizada a auto-organização dos fosfolípidos em bicamadas. Estruturas deste tipo incluem, para além das membranas celulares, lipossomas e estruturas muito importantes a nível biológico, os vesículos sinápticos - onde são armazenados neurotransmissores e neuromoduladores, as substâncias químicas usadas para transmitir informação entre as células.



Em conclusão, um argumento pseudo-científico recorrente contra a evolução consiste na afirmação de que é impossível algo na natureza tornar-se mais «organizado» sem a intervenção de um desígnio inteligente. Por muita habilidade retórica que seja utilizada no disparate debitado, este é completamente falso. Existem inúmeros exemplos na natureza de sistemas auto-organizados e não é necessário invocar qualquer «intervenção inteligente» para explicar a sua existência, bastam alguns conhecimentos de química básica.

Como referi há algum tempo, alguns compostos capazes de self-assembly encontram-se no espaço interestelar, sintetisados de forma abiótica a partir dos elementos produzidos nas estrelas. Na realidade, não há quaisquer dúvidas sobre a síntese abiótica de moléculas orgânicas, quer em planetas e luas sem qualquer evidência de vida quer no espaço interestelar.

A maioria das pessoas não segue as últimas descobertas da NASA nem repara nos processos espontâneos de auto-organização que acontecem no seu quotidiano. Mas não há nenhum milagre envolvido em lavar a louça nem é necessário invocar uma inteligência externa ou forças sobrenaturais para explicar a formação das micelas que permitem ao detergente cumprir a sua função. Aliás, pensar que tal é necessário é uma forma de demissão de tentar perceber como funciona o único mundo que conhecemos, um mundo natural regido por leis naturais.

Apenas quando deixámos de aceitar como necessária a intervenção de agentes sobrenaturais, começámos a conseguir explicar o mundo à nossa volta e começámos a conseguir controlar fenómenos, como doenças, produção de alimentos, produção de electricidade, etc., que permitiram a melhoria de qualidade de vida indispensável ao progresso ético da humanidade.


Retirado do blog De Rerum Natura
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Os criadores da vida

Apenas os elementos químicos mais leves - hidrogénio, hélio e lítio - foram produzidos no Big Bang. Os outros elementos são produtos de estrelas, que «sintetizam» elementos diferentes em diferentes etapas da sua vida. Durante a explosão de supernovas, são produzidos os elementos mais pesados. Vários mecanismos, como os ventos estelares e as próprias explosões de supernovas, fazem com que os elementos formados nas estrelas se misturem com o gás interestelar, que eventualmente irá dar origem a novas estrelas e planetas.
post "desde (quase) o incio - fase estelar"




Neste vídeo, que integra a série de ciência Origins da PBS Nova, que gostaria imenso alguma das nossas televisões adquirisse, Neil deGrasse Tyson conta-nos a história dos elementos de uma forma que explica por que é actualmente o mais conhecido astrofísico americano.
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Doping PARTE II

A resistência é afectada pela quantidade de oxigénio que chega aos músculos. A eritropoietina é uma proteína natural que incentiva o desenvolvimento de glóbulos vermelhos, que são transportadores de oxigénio. A sua forma sintética é uma droga chamada Epoietin ou EPO, foi desenvolvida para o tratamento de anemia mas também é usada por atletas. O seu uso por ciclistas na Volta à França de 1998 foi assombrada por um escândalo. Uma equipa inteira foi eliminada quando se descobriu o uso de EPO, mas o abuso desportivo desta droga continua.

Já se tentou a transferência genética para aumentar a produção de eritropoietina em macacos, os resultados ilustram o perigo. O número de glóbulos vermelhos dos macacos duplicou no espaço de dez semanas, produzindo um sangue tão espesso que tinha de ser periodicamente diluído para evitar a falência do coração.

A manipulação do DNA para melhor performance tornar-se-á aceitável?

Se a terapia genética for usada para melhorar a qualidade de vida, a postura ética da sociedade em relação à manipulação dos nossos genes provavelmente será bem diferente da actual. Terapias que regeneram os músculos podem ser úteis para ajudar atletas a recuperar de lesões.

O jornal New England Journal of Medicine divulgou a primeira descrição documentada de um ser humano portador de uma mutação genética que elimina a produção de miostasina.

Seria um benefício injusto haver vantagens naturais deste tipo em atletas? O caso justificaria o uso de drogas inibidoras da miostasina ou de terapia genética por parte de outros atletas só para nivelar a competição?

O esquiador de cross-country finlendês Eero Mäntyranta ganhou duas medalhas de ouro na Olimpíadas de Inverno de 1964. A descoberta da mutação em toda a sua família foi feita décadas mais tarde. A mutação provoca uma resposta exagerada à eritropoietina.

Em 2003 cientistas australianos examinaram um gene, o ACTN3, num grupo de velocistas. Quase 20% não possuem a versão funcional deste gene, que origina uma proteína específica para as fibras musculares rápidas. Os velocistas continham uma frequência alta da presença de ACTN3 funcional.

Até agora, mais de 90 genes já foram associados ao desempenho atlético.

Um receio está a tomar forma entre os críticos. A conformação genética poderá fazer com que crianças sejam recrutadas para certos desportos ou impedidas de atingir níveis de elite no caso de não possuírem a conformação desejada.

Criaremos superatletas?

In SCIAM (Agosto 2004)
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Milagre à Força!

Estão-se a passar. O homem tem que ser rapidamente dado como santo e, então, há que fabricar uns milagres quanto antes!
Está a fazer furor em determinados meios católicos que, aparentemente, incluem a TV do Vaticano, a foto de uma fogueira que, nas mentes permeáveis e facilmente sugestionáveis de alguns católicos, dizem tratar-se da imagem de João Paulo II!


Porque é que o anterior Papa haveria de aparecer numa fogueira e não numa sandes de torresmos é um assunto sobre o qual não me quero debruçar. Mas, pergunto-me, o que terá visto um observador da mesma fogueira desviado 45º para a esquerda?
Por outro lado, não seria esta uma mensagem de deus a sugerir um maior apoio à Palestina? Cada um vê o que lhe parece mais conveniente… mas, não passa de ilusão. In http://www.heldersanches.com/
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Doping PARTE I


A terapia genética para restaurar músculos afectados pela idade ou por doenças está a um passo de poder ser usada por médicos, mas os atletas do elite já pensam em utilizá-los para realçar o seu desempenho, transformando para sempre a natureza do desporto.

Este tipo de geneterapia pode transformar a vida de idosos e de pessoas que sofram de distrofia muscular. O problema está nos atletas adeptos do doping, não é possível distinguir as substâncias produzidas por esse gene dos seus correspondentes naturais.
As células-satélite respondem ao factor de crescimento I semelhante à insulina (IGF-I), aumentando o número de divisões celulares. A miostasina, outro factor de regulação, inibe a sua proliferação.

A equipa de H. Lee Sweeney da Universidade da Pansilvânia analisou a possibilidade de usar o IGF-I para alterar a função muscular escolhendo como vector do implante do gene no tecido o vírus adenoassociado (AAV), visto que infecta o músculo humano sem causar nenhuma doença conhecida.

Depois de injectar a combinação de AAV-AGF-I em camudongos jovens, o tamanho geral dos músculos e o ritmo em que eles cresciam eram entre 15% e 30% maiores que o normal.

Terapias que bloqueiam a miostasina têm grande apelo para as pessoas saudáveis que queiram obter um aumento muscular rápido. Estas drogas sistémicas não são capazes de atingir músculos predeterminados, tal com uma transferência genética, mas têm a vantagem de ser administradas mais facilmente no caso de haver algum problema. Por outro lado, seria fácil para as agências reguladoras detectar essas drogas com um exame de sangue.
E se os atletas resolverem utilizar uma terapia genética semelhante à AAV-IGF-I? O produto do gene só seria encontrado no músculo e não no sangue ou na urina e seria idêntico ao seu correspondente natural. Só uma biópsia poderia provar a presença de determinado gene sintético ou de um vector. No caso do AAV, muitas pessoas podem já estar naturalmente infectadas por esse vírus. Sendo assim, o exame seria inconclusivo. Como a maioria dos atletas não se sujeitaria a esse tipo de biópsia invasiva antes de uma competição, o doping genético permaneceria virtualmente invisível.Em corridas de curta distância, pode ser desejável manipular genes para transformar fibras musculares no tipo rápido. Para um maratonista, o ideal seria aumentar a sua resistência.
Fonte: SCIAM, Agosto 2004 (www.sciam.com.br)
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Diabo a Sete e Rebimbo'Malho



Apresentação do primeiro álbum dos Diabo a Sete no TAGV, em Coimbra.


Grande concerto!




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Adão e Eva




Se Adão e Eva existiram:

1 - Houve evolução

2 - Eva era às manchinhas pretas, amarelas, vermelhas, brancas...

De certo teve de haver uma evolução, caso contrário como explicar as "raças"?
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Geometria do Universo


Se a densidade de matéria/energia no começo tivesse sido exactamente igual à densidade crítica, então ficaria igual à densidade crítica durante a expansão do espaço. Mas se a densidade de matéria/energia tivesse sido um mínimo maior ou menor que a densidade crítica, a expansão tê-la-ia levado a valores muito afastados da densidade crítica.

A densidade matéria/energia do universo não é milhares de vezes inferior ou superior à densidade crítica: o espaço não é substancialmente curvo, positiva ou negativamente. O que quer dizer que o universo, no início, estava num equilíbrio muito precário numa aresta extremamente fina.

O problema da planura não mostra que o modelo convencional do big bang esteja errado. Um crente fervoroso reage ao problema da planura com um encolher de ombros e a resposta rápida, “era assim que as coisas eram nessa altura”, assumindo a densidade de matéria/energia incrivelmente precisa do universo inicial como um dado adquirido por explicar.

A evolução da cosmologia inflacionária prevê que a parte que podemos ver do universo deva ser praticamente plana. Prevê que a densidade de matéria/energia que observamos deva ser quase 100 por cento da densidade crítica.

Deveríamos observar um universo plano com a densidade de matéria/energia crítica? A resposta, há uns anos, era “não”. Pesquisas na quantidade de matéria/energia apontavam para 5 por cento da densidade crítica. O erro cometido nesta resposta foi que, na altura, só tiveram em conta a matéria e energia que emitem luz.

As análises mostravam que muitas das galáxias mais velozes deveriam ser sacudidas do aglomerado. Mas nenhuma delas o era. Poderia haver matéria adicional no aglomerado, que não emitia luz mas fornecia a atracção gravitacional adicional necessária para o manter intacto.

A nova resposta foi que a matéria escura perfaz cerca de 25 por cento da densidade crítica. Juntamente com os 5 por cento da matéria visível, a matéria escura leva a conta a 30 por cento da quantidade prevista pela cosmologia inflacionária.

Como justificar os 70 por cento em falta?

Os físicos procuram segundas opiniões quando se lhes deparam dados ou teorias que apontam para resultados intrigantes. Destas segundas opiniões, as mais convincentes são as que alcançam a mesma conclusão seguindo um ponto de vista que difere imenso da análise original. Quando as setas da explicação convergem para um único ponto de ângulos diferentes, há uma boa possibilidade de que estejam a apontar para a mouche do alvo científico.

Até cerce de 7 mil milhões de anos APB dominava a atracção gravitacional. Por esta altura, à medida que a matéria se espalhava, a atracção gravitacional diminuía, o empurrão da constante cosmológica passava gradualmente a dominar.

Uma constante cosmológica que contribui 70 por cento da densidade crítica, juntamente com os 30 por cento da matéria comum e energia escura, levaria a massa/energia aos 100 por cento previstos pela cosmologia inflacionária. O empurrão repulsivo mostrado pelos dados de supernovas pode ser explicado como sendo a quantidade de energia escura necessária para entrar em conta com os 70 por cento do universo ainda não vistos.

No início, a energia do universo era carregada pelo campo do inflatão, que estava em repouso longe do seu estado de energia mínima. Devido à sua pressão negativa, o campo do inflatão provocou uma enorme explosão de expansão inflacionária. 10-35 segundos mais tarde, enquanto o inflatão deslizava para uma energia potencial mais baixa, a explosão de expansão terminou e o inflatão libertou a sua energia acumulada, usada para a produção de matéria e radiação comuns. Durante milhares de milhões de anos estes constituintes exerceram atracção gravitacional normal que retardou a expansão espacial. À medida que o universo crescia e se tornava mais difuso, a atracção gravitacional diminuía. Há cerca de 7 mil milhões de anos, a atracção gravitacional normal tornou-se suficientemente fraca para que a repulsão gravitacional da constante cosmológica do universo se tornasse dominante, e desde então a taxa de expansão espacial tem vindo a aumentar continuamente.

Daqui a uns 100 mil milhões de anos o universo será um sítio vasto, vazio e solitário.

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NASA encontra anel de matéria escura


Astrónomos da NASA identificaram um gigantesco anel de matéria escura num aglomerado de galáxias, a cinco mil milhões de anos-luz da Terra, com a ajuda do telescópio espacial Hubble.

O anel, com um diâmetro estimado em 2,6 milhões de anos-luz, foi descoberto no aglomerado de galáxias ZwCl0024+1652 e é a maior prova que confirma a existência de matéria escura.

Os astrónomos desconhecem ainda quais os componentes que constituem esta matéria invisível, que não emite luz, não brilha e compõe 80 por cento da massa do Universo.

O estudo, publicado pela revista científica "Astrophysical Journal", refere que a formação do anel no aglomerado resultou de uma possível colisão entre duas galáxias.

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Simetria

Se aquecermos um pedaço de gelo até aos 0ºC e continuarmos a aquecer, o gelo começa a tornar-se água líquida. Quando chegamos aos 100ºC dá-se outra mudança: a água líquida transforma-se em vapor de um gás quente. Os três estados partilham da mesma composição molecular.

A simetria desempenha um papel central nas transições de fase. À escala molecular o gelo tem uma estrutura cristalina com moléculas de H2O dispostas numa rede hexagonal ordenada. Ao aquecermos, o arranjo cristalino derrete e forma um agrupamento de moléculas desordenado e uniforme – água líquida – e vemo-la igual para qualquer ângulo de rotação. Aumentámos a simetria.

A transição de fase líquida para vapor também resulta de um aumento de simetria. Numa molécula de água, em média, as moléculas individuais estão agrupadas com o lado do hidrogénio de uma molécula próximo do lado do oxigénio da sua vizinha. Se rodássemos uma dada molécula nesse grupo, isso perturbaria o padrão molecular. Quando a água ferve e se torna vapor as moléculas flutuam livremente; já não existe um padrão para as orientações das moléculas, o gás fica sempre a parecer o mesmo. Há um aumento de simetria ao passar da fase sólida para líquida e da fase líquida para gasosa.

Há razões para acreditar que, quando o universo passou por certas temperaturas críticas – análogas às das transições de fase da água -, sofreu uma mudança radical e uma redução drástica de simetria.

A “substância” que condensou, ou congelou, quando o universo arrefeceu e atravessou temperaturas específicas é um campo, o campo de Higgs.

Os fotões são os constituintes elementares dos campos electromagnéticos. Os gravitões são as partículas que constituem o campo gravitacional. Os gluões são as partículas constituintes da força nuclear forte, as partículas W e Z (força nuclear fraca e forte formam os campo de Yang-Mills) são as constituintes da força nuclear fraca e o electrão é a partícula constituinte do campo do electrão.

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BANG!

À medida que o tempo recua, o espaço encolhe, as galáxias aproximam-se mas o tamanho global permanece o mesmo, porque? Se o espaço é infinito e reduzirmos todas as distâncias o tamanho a metade continua a ser infinito.

A partir de uma erupção o espaço e o tempo emergiram. Contudo, se o universo é espacialmente infinito, havia já uma extensão espacial infinita no momento do big bang. Estas condições existiam por toda a parte e não num único ponto. A erupção do big bang ocorreu por toda a parte nesta extensão infinita. Após a explosão o espaço expandiu, mas o seu tamanho global não aumentou, uma vez que algo que já é infinito não pode ficar ainda maior. O que aumentou foram as separações entre objectos.

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Stellarium



Stellarium is a free open source planetarium for your computer. It shows a realistic sky in 3D, just like what you see with the naked eye, binoculars or a telescope.
It is being used in planetarium projectors. Just set your coordinates and go.





Visita e faz o download
: http://www.stellarium.org/




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Large Hadron Colider


Não sei se aquela palavra no título do post vos diz alguma coisa , se estiverem ligados à Ciência é quase impossível não ter ouvido falar nele , se a Ciência não vos dizer nada e se gostarem de ler , e porventura leram o livro Anjos e Demónios Este centro de investigação é dos maiores do mundo , se não for o maior ,centrando o seu âmbito na Física das Particulas . Só para terem uma ideia o novo acelarador(já explico o que é) que esta no CERN , que se designa por LHC ( Large Hadron Colider) representa a maior colaboração científica da História : mais de 4000 investigadores de 40 países .


Um acelerador de partículas muito sucintamente , é um acelerador como o próprio nome indica de "coisas muito pequenas " sendo agrupadas no que podemos chamar partícula, contudo estas partículas têm tamanhos muito reduzidos não sendo possível ao olhos humano poder ver a beleza do universo atómico , na verdade nem no mais potente microscópio electrónico, só consegue ver o "rasto destas partículas porque estas, sendo aceleradas por um campo magnético fortíssima faz com que aconteça colisões muito energéticas .

O LHC está enterrado 80 metros à superfície , na zona de fronteira entre a França e a Suiça , e para guiar os protões ( partículas positivas) na viagem pelo acelerador são necessários campos magnéticos muito elevados , que são obtidos por imanes supercondutores arrefecidos a temperaturas da ordem dos 270 graus negativos , ou seja , próximo do zero absoluto .

Os objectivos do LHC , destaca-se descobrir uma partícula muito esquiva designada por Bosão de Higgs , que se supõe ser “ a mãe de todas as partículas “ . Pois ela é que confere a massa a todas as outras partículas . O modelo padrão da Física ( já falei sobre ele num post anterior) assenta nessa existência dessa partícula , e também teorias inovadores que têm um dos pressupostos é a existência dessa partícula . Outro objecto é provar a existência de partículas superpesadas , para provar a teoria da Supersimeria que pretende unificar as quatro forças da Natureza.

Quanto ao detector , o ATLAS , as dimensões deste são monstruosas 46 metros de comprimento por 25 de altura e tem uma massa de 7000 toneladas . Para terem ideia da precisão deste detector consegue medir o efeito das marés lunares nos feixes das partículas , que representa um mm em 27 km , parece insignificante , mas é detectável.

Estes “colossos” custam 2000 milhões de euros para LHC e 325 milhões para o ATLAS.


Para terem uma ideia do tamanho do acelerador e da localização .( Vai entrar em funcionamento em 2007)

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Cientistas finalizam 1ª fase de construção do LHC

Os técnicos da Organização Européia de Pesquisa Nuclear (CERN) colocaram hoje o último grande ímã supercondutor de 34 toneladas que completa o anel subterrâneo de 27 km construído entre a França e a Suíça.

Após dois anos de intensos trabalhos, um guindaste gigante baixou o ímã, de 15 metros de comprimento. Ele foi instalado cerca de 50 metros abaixo da terra, num ato público com a presença de centenas de técnicos, cientistas, jornalistas e convidados.

Para a construção do grande anel, que fica a uma profundidade de 50 a 100 metros entre França e Suíça, com precisão de décimos de milímetro, foram usadas milhares de toneladas de material, segundo os dirigentes do CERN.

O objetivo é que, a partir de novembro, seja possível acelerar prótons ou íons de chumbo a velocidades próximas à luz, para depois provocar sua colisão. Os cientistas recriarão assim condições como as do "Big Bang", que deu origem ao Universo.

Além disso, entre centenas de projetos, os cientistas querem demonstrar a existência do ainda hipotético bosón de Higgs, conhecido como a "partícula de Deus". Ele permitiria completar o modelo standard da física de partículas.

Um erro de cálculo provocou o rompimento, há um mês, do suporte de um dos ímãs. Ao cair, com uma grande explosão, ele encheu o túnel de hélio e pó. Foi preciso retirar todo o pessoal e revisar todos os ímãs da mesma série. Mesmo assim, o maior centro de pesquisa nuclear do mundo não alterou as suas previsões de entrada em funcionamento do acelerador.

Cada protón dará 11.245 voltas por segundo no anel, girando durante 10 horas. A distância percorrida será equivalente a uma viagem de ida e volta a Netuno.

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Evolucionismo vs Criacionismo

Este video põe frente a frente duas correntes de como surgiu a vida , o Evoluccionismo e o Criacionismo



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Teoria dos Elos Perdidos

Elos perdidos existem sempre e sempre existirão, neste ou noutro qualquer contexto. Entre dois pontos diferentes podemos definir um número infinito de pontos intermédios. Ao ser descoberto um fóssil a que chamaremos 1, que evolui para outro também descoberto denominado 2, virão os criacionistas com a teoria do elo perdido, pois não existe um fóssil 1,5. Caso um dia seja descoberto um fóssil denominado 1,5 virão novamente os criacionistas ainda com mais argumentos, pois desta vez conseguem ver 2 elos perdidos, o 1,25 e o 1,75. A situação pode prolongar-se ad nauseam.

Aplicando este raciocínio ao quotidiano de devotos religiosos cristãos poderemos indagar se estes alguma vez poderão sair de casa para ir até uma paróquia, visto que entre o ponto de partida e o de chegada existem infinitos pontos intermédios de passagem.

Podemos também encaixar este raciocínio em qualquer filme, e assim concluir que eles representam nada e coisa nenhuma. Como um filme é apenas uma sequência de imagens, poderemos pegar num segundo de um filme com 27 frames por segundo a título de exemplo, e atribuir-lhe os dotes do inifinto ad nauseam. Se entre o frame 1 e o frame 2 não existe um frame 1,5, então existe um elo perdido no filme. Se aplicarmos a teoria do meio frame a um filme de 90 minutos a 27 frames por segundo extraímos cerca de 145800 elos perdidos.

Elos perdidos ad nauseam não faltam. Tal não acontece com a racionalidade.

http://www.ateismo.net/diario
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Indignação

(Clique para aumentar a imagem e a indignação)
Fonte: Público, hoje.
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Terceira estória parte IV

O artigo publicado na edição de Julho de 1989 na revista "Bible-Science Newsletter" reportou que
Dr. Bolton Davidheiser escreveu para o escritório da NASA em Greenbelt, Maryland, onde o fato supostamente ocorreu. Eles responderam que não sabiam nada sobre o senhor Harold Hill e não podiam corroborar as referências sobre o "dia perdido"... No concludente parágrafo da carta da NASA lê-se: ‘Apesar de fazermos uso de posições planetárias como fator necessário para a determinação das órbitas das naves espaciais em nossos computadores, não descobrimos que nenhum astronauta ou cientista espacial em Greenbelt estivesse envolvido na estória do "dia perdido" atribuída ao Sr. Hill’ (Bartz, 1989, página 12).
"Computadores não são máquinas mágicas que podem adivinhar coisas que estão escondidas das pessoas. Maravilhosas como elas são, estão limitadas aos conhecimentos que damos a elas. Computadores dependem de nós para adquirirem conhecimento. Enquanto um computador pode ser usado para gerar um calendário, desde hoje até uma data distante no passado, o que não é uma prática incomum, um computador não pode nos dizer se algum tempo está faltando ou não. Na verdade, o computador teria que ser programado com todo tipo de ajustes, considerando várias mudanças no calendário ocidental, sobre os últimos dois mil anos. Simplificando, a estória é tecnicamente impossível, não interessando quão sofisticado seja seu computador" (1989, página 12).

Só a partir dos anos 80 do séc. XX é que foi possível, com a utilização de sofisticadas integrações numéricas, baseadas em algoritmos feitos a pensar nos computadores que então se desenvolviam, calcular órbitas planetárias ao longo de milhões de anos. O processo foi lento, uma vez que estes cálculos são muito exigentes tanto técnica como computacionalmente. Contudo, ao longo dos anos foi sendo possível levar estas integrações cada vez mais longe no tempo, ao ponto de hoje já se estudar a evolução de órbitas planetárias em tempos mais longos do que a própria idade do sistema solar.
Essencialmente, estas integrações a longo termo mostraram que as ressonâncias são o mecanismo principal do caos lento: pequenos efeitos cumulativos podem resultar em perturbações significativas que levam a comportamentos irregulares nas órbitas dos planetas. Um dos pioneiros destas integrações foi Jacques Laskar, quem primeiro integrou o sistema solar, excluindo Plutão, para um intervalo de tempo de 200 milhões de anos, e analisou nesta escala de tempo as variações dos elementos orbitais relevantes para a configuração global do sistema: excentricidade, inclinação do plano orbital e tamanho da órbita de cada planeta. O algoritmo permite também a detecção de caos, por exemplo lançando várias condições iniciais muito próximas para averiguar se as órbitas correspondentes apresentaram divergência exponencial, a habitual assinatura do caos.
Por último, demosntrem-me como é que estes cálculos (http://www.geocities.com/lemagicien_2000/mathpage/calcorb/calcorb.html#t6) podem confirmar que há um dia perdido? Como é que há um cálculo desses nas minhas sebentas de cosmologia? Gostava de saber!
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Terceira estória parte III

Essa mentira foi amplamente divulgada na década de 60 e início de 70 como resultado dos esforços de Harold Hill, então presidente da Curtis Engine Company em Halenthorpe (Baltimore), Maryland. No seu livro de 1974, "Como viver como filho de um rei", Hill devotou um capítulo inteiro à estória (páginas 65-77), e explicou como ela foi difundida. Ele declarou que na ocasião falou para estudantes secundaristas e universitários sobre assuntos relacionados à Bíblia e à ciência, e que a estória do "dia que faltou" da NASA foi uma das que ele falou com mais freqüência (páginas 65-66). De alguma maneira (mesmo Hill nunca soube como), Mary Kathryn Bryan, uma colunista do Evening World, de Spencer, Indiana, recebeu um relato por escrito da estória de Hill e o publicou em sua coluna.
Mais tarde, Hill observou, "vários noticiários pegaram a estória e ela apareceu em centenas de lugares" (página 69, no original). Ao relato, sem dúvida, foi proporcionado uma certa quantidade de credibilidade embutida, quando Hill sugeriu, relativamente ao programa espacial em Goddard: "Eu estava envolvido desde o início, através de arranjos contratuais com minha empresa" (1974, página 65). [Quando isso foi verificado, viu-se que a conexão de Hill com a NASA era, na melhor das hipóteses, tênua; sua empresa nunca teve nenhum contrato para prestar serviços em geradores elétricos em nenhuma agência governamental. Ele nunca foi contactado de nenhuma maneira para missões de operação ou planejamento].
Todos os esforços para confirmar a origem da estória falharam. Depois que um artigo sobre o assunto apareceu, em Abril de 1970, no "Bible-Science Newsletter", vários leitores da revista escreveram a Hill. Num artigo subseqüente, a revista fez menção ao fato de que, depois que o artigo foi publicado em 1970, alguns leitores finalmente receberam uma carta de Hill na qual ele declarava não ter sido o criador da estória. No seu livro publicado em 1974, ele confessa não haver testemunhado o incidente da NASA pessoalmente, e afirmou ainda que não podia se lembrar quando nem onde foi a primeira vez que a ouviu, mas insistiu que "minha incapacidade de fornecer documentação do incidente do ‘dia que faltou’, de maneira nenhuma diminui sua autenticidade" (página 71).
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Terceira estória parte II

Primeiro, Rimmer especificamente declara que está fazendo uma citação de Ball e Totten, apesar de nenhuma das declarações que fez terem sido colocadas entre aspas. Segundo, o livro de 1890 que Totten escreveu ("O Longo Dia de Josué e o Relógio do Sol de Ahaz") nunca foi citado por Rimmer, o que parece um pouco estranho, considerando que Rimmer devotou um capítulo inteiro sobre o assunto no seu próprio livro.
Terceiro, não há referências bibliográficas de Rimmer sobre os trabalhos de Ball e Totten – novamente pouco usual, uma vez que Rimmer baseia toda sua argumentação na validade dos declarações daqueles autores.
Quarto, inúmeros outros escritores têm feito sérios esforços para determinar a validade da afirmação de Rimmer, tanto quanto aquelas de Ball e Totten, mas sem sucesso. Por exemplo, Bernard Ramm, no livro "A Visão Cristã da Ciência e das Escrituras", discute o ponto-de-vista de Dr. Rimmer e sua referência a Totten. Ramm incluiu suas conclusões pessoais considerando a documentação oferecida por Rimmer, Totten e Ball nomenclatura bem escolhida. Ele observou: "Isso eu não fui capaz de verificar para minha própria satisfação... Dr. Kulp tentou checar essa teoria em Yale [empregador de Totten] e na Inglaterra [residência de Sir Edwin Ball], e não encontrou nada que verificasse isso". (1959, página 109 a 117).
Como tal história se originou é muito mais difícil de saber do que como ela circula. Quando uma história é "corroborada" com o nomes de pessoas de credibilidade e fatos relevantes, o povo não se preocupa em investigá-la. Uma vez aceita, ela então é usada no que o crédulo na Bíblia vê como um justa defesa da palavra de Deus.Com todas as evidências agora disponíveis, a história de Ball, Totten e Rimmer simplesmente não são verdadeiras, e não podem mais ser usadas nem em defesa da Bíblia nem na defesa da palavra de Deus. O mesmo pode ser dito acerca da versão moderna da história. Novamente, alguns fatos anteriores são necessários. Quando o relato, da maneira como fez o Dr, Rimmer, foi publicado pela primeira vez, causou aparentemente grande excitação, e foi aceita sem contestação por aqueles que estavam ansiosos em mostrar como a ciência "comprova" uma verdade bíblica. Depois que essa excitação inicial diminuiu, a história foi esquecida, ou deixada de lado, e eventualmente relegada na pilha de relíquias da história. Sua permanência lá, contudo, foi breve. Alguém (até agora ninguém sabe quem) redescobriu a história, tirou fora a poeira, deu a ela algum embelezamento (sem dúvida para fazê-la mais de acordo com os conhecimentos científicas modernos), colocou nomes (de indivíduos, empresas e cidades), e então, intencionalmente, embutiu nela referência a uma agência governamental bastante popular, que foi/é bastante conhecida pelo público (a NASA – Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço). Com a reedição da história agora completa, colocou nela uma credibilidade que poucos pensaram em duvidar ou questionar.
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O Relojoeiro Cego

"O Relojoeiro Cego" de Richard Dawkins.


Richard Dawkins iniciou seu livro The Blind Watchmaker [O Relojoeiro Cego] , sua influente reafirmação do darwinismo, com a observação que "A biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejadas para um propósito". Poderíamos considerar a possibilidade que os organismos vivos dão aquela aparência porque na verdade eles foram planejados? Dawkins, que é virtualmente o exemplo definidor de um materialista científico intransigente, lida aquela sugestão com o desprezo que ele acha merecedor. O objetivo da ciência evolucionária, ele afirma, é explicar com as coisas complexas são feitas a partir de um começo simples. Um Planejador não evoluído que seja presumivelmente mais complexo do que as coisas que ele planeja não cabe naquele quadro. No A Escalada do Monte Improvável Dawkins nomeia os organismos de "designóides" -- significando que as coisas se parecem exatamente como se tivessem sido projetadas, mas que na verdade foram feitas pelo "relojoeiro cego"-- i.e., as forças darwinianas inconscientes de mutação e seleção [natural].
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Terceira estória e introdução à crítica


“Harold Hill, presidente da Companhia Curtis de Baltimore - Maryland - e conselheiros do programa espacial, refere o seguinte achado: Uma das coisas mais incríveis que Deus fez entre nós, sucedeu recentemente com nossos astronautas e pesquisadores científicos em Green Belt - Maryland. Estavam verificando a posição do Sol, a Lua e dos Planetas para saberem onde se encontrariam dentro de cem anos e também nos próximos mil anos. Estes dados tornam-se indispensáveis para poder-se enviar satélites ao espaço e evitar que choquem com alguma coisa uma vez que estejam em órbita. Deve-se projetar a órbita levando em consideração o tempo de vida do satélite ao mesmo tempo se conhecer às posições dos planetas para que os satélites não venham a ser destruídos. Foram feitos os computadores percorrerem, através dos séculos e de repente pararam. O computador principiou a emitir um sinal vermelho de alerta, indicando que existia algum erro nas informações que lhe haviam sido fornecidas e com os resultados comparativos com as normas estabelecidas. Resolveram chamar o departamento de manutenção para fazer-se uma revisão geral e os técnicos chamados comprovaram que a aparelhagem encontrava-se em perfeitas condições. O diretor operacional da IBM indagou qual seria o problema e para sua surpresa a resposta foi: “Encontramos que falta um dia nos dados do universo do tempo transcorrido na história”.”

No décimo capítulo do Velho Testamento do Livro de Josué, está relatado que o Sol "parou". Circula, com freqüência, a história de que cientistas da NASA, usando computadores para calcular as órbitas da Terra e do Sol, encontraram o que seria um "dia perdido". Depois de muitos exames, esses cientistas usaram seus computadores para descobrir o dia que faltava, provando que o registro bíblico é correto. Essa história é verdadeira?

Histórias similares têm circulado por mais de meio século. No seu livro de 1936 – "A Harmonia da Ciência e Escritura", Harry Rimmer dedicou o último capítulo inteiro à "Moderna Ciência e o Longo Dia de Josué". Nessa discussão, Rimmer reconta a história bíblica de como Deus fez o Sol parar (Josué 10), e então faz as seguintes declarações concernentes ao milagre: "O testemunho final da ciência é que tal dia está faltando no registro do tempo. Por mais que o tempo se prolongue, o registro deste dia deve permanecer. O fato é atestado por eminentes homens de ciência, dois dos quais eu cito aqui". (1936, p. 280)

Dr. Rimmer então menciona dois cientistas – Sir Edwin Ball, um astrônomo britânico, e Charles A. I. Totten, um professor de Yale. Ele informa ter sido Ball o primeiro a noticiar que "quarenta e quatro horas foram perdidas no tempo solar". Rimmer então faz a pergunta: "Para onde eles foram, o que foi que causou esse estranho lapso, e como ele aconteceu? (p. 280). Rimmer então oferece o que ele chamou de sumário do livro de Totten onde, ele diz, a informação poderia ser encontrada para provar exatamente como o dia perdido foi descoberto. Rimmer dá até o dia e o mês exatos no qual a batalha de Josué foi travada – Quarta-feira, 22 de Julho (p.226).

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Liberdade: Vá para fora!

Para comemorar a liberdade que ganha à 33 anos, decidimos usufrui-la.
Fomos a caminho de Espanha (onde não se via a não ser portugueses... os espanhóis estavam a trabalhar). Fomos ao encontro das Tapas e dos preços baixos.
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Religião vs Ciência e Filosofia

«Da filosofia à ciência o processo é contínuo, e já foi repetido em muitos domínios. «De que é feita a matéria?» era uma pergunta filosófica até se compreender o suficiente para formular hipóteses testáveis e, eventualmente, um modelo científico bem fundamentado. Há séculos que andamos nisto, avançando mais nuns domínios que noutros. E cada avanço levanta mais perguntas que é preciso compreender, e, uma vez compreendidas, tentar responder. Perguntas filosóficas que se transformam em perguntas científicas que dão respostas científicas e levantam novas perguntas filosóficas.»

«Nem a filosofia pode vencer a ciência nem a ciência vencer a filosofia. São ambas parte do mesmo processo de compreensão. Mas o [leitor] tem razão em se preocupar com a religião, que sempre foi a roda quadrada desta carroça. A religião assume que já sabe as respostas e nem sequer gosta de perguntas. Enquanto as outras se ajudavam e avançavam a religião ficou na mesma, cada vez mais isolada da realidade.»(«Ciência, Filosofia e Religião.», no Que Treta!)

«Para além disso, a ciência assenta em verificação experimental e a religião assenta na fé, que por definição dispensa qualquer tipo de comprovação, pelo que as duas abordagens ao conhecimento são completamente irreconciliáveis. E considerando que ao longo de boa parte da História da humanidade se tentou arduamente aproximar ambas parece pouco provável que a conciliação alguma vez aconteça» («O perímetro da ignorância», no De Rerum Natura)

http://www.ateismo.net/diario/2007/04/atesmo-na-blogosfera_20.php
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A lei do mais apto

"Não é a mais forte das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor reage à mudança."
Charles Darwin (1809-1882)



http://terraquegira.blogspot.com/
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Diagnóstico genético não deve ser usado para escolher características



O parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida pronunciou-se sobre o Diagnóstico Genético Pré-Implantação. Esta técnica tem a capacidade de identificar o sexo do bebé que o embrião estudado der origem e a existência de de anomalias genéticas que são causa de doenças hereditárias e de malformações congénitas graves (hemofilia, "doença dos pezinhos").


O conselho considera contudo que a utilização desta técnica para a selecção de embriões em função de características físicas que não estão associadas a qualquer patologia, designadamente, para escolha ou melhoramento de características consideradas normais é eticamente inaceitável.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=21351&op=all

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O Método Científico

Ao aplicar este método sabemos se a “nossa” teoria estará certa, ou errada. Se podemos confiar nela, ou se temos de mudar de ideias.

Karl Poper concebeu o método científico como uma sequência de refutações. Primeiro inventam-se as hipóteses, de seguida faz-se o possível para as refutar. Se a hipótese resistir ao falseamento será aceite até aparecer qualquer facto que a contradiga.

As 4 etapas:
1 – Ocorrência do Problema
2 – Formulação da hipótese
3 – Dedução de consequências a partir da hipótese formulada
4 – Comprovação experimental

Se a hipótese resistir aos falseamentos é elevada a lei ou nova teoria.

Verificação – Os factos confirmam a hipótese (deduções coincidem com os factos)
Falseamento – Os factos refutam a hipótese (deduções são contrariadas pelos factos)
Demarcação – A hipótese não pode ser verificada nem falseada. Não é uma hipótese científica (critério de demarcação entre o que é ciência e o que não o é).
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A guerra prossegue e procura obter apoios na Igreja Católica.

Stephen Meyer chamou o filósofo Michael Tkacz, director do Instituto de Filosofia Cristã, para lhe perguntar por que motivo os seguidores de Tomás de Aquino não tinham estado presentes num congresso internacional sobre o DI. “Estamos do mesmo lado, ou não?”. Tkacz explica: “A Teoria do DI baseia-se na Falácia Cosmogónica. Essa insistência na ideia de que a Criação significa que Deus produziu, periodicamente, novas e distintas formas de vida é confundir o acto da Criação com o modo como os seres naturais se desenvolvem no Universo”.

O Discovery Institute procura recuperar a hegemonia perdida através de uma atitude diametralmente oposta à do Dalai Lama, que escreve: “Entender a natureza da realidade é possível através da investigação crítica: se a análise científica demonstra que determinadas afirmações do Budismo são falsas, devemos aceitar as descobertas da Ciência e abandonar esses conceitos.”.

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A verdadeira face do DI

A 18 de Outubro de 2004, o conselho escolar de Dover, Pensilvânia, decidiu incluir o DI através do livro “Of Pandas and People”. Onze padres recorreram aos tribunais para anular a decisão.

O caso parecia uma cópia do que aconteceram em Dayton, 80 anos antes. O juiz John Jones III, cristão praticante e nomeado por George W. Bush, ouviu alegações e testemunhos dos litigantes e da defesa, que ficou a cargo do Thomas More Law Center.

O argumento dos litigantes era de que o DI não passa de criacionismo disfarçado. Para a defesa trata-se de uma ciência nos seus primórdios, por detrás da qual não existe religião, o que não deixa de ser curioso pois o próprio “Documento Cunha”, base ideológica do Discovery Institute, declara que é necessário afirmar a existência de provas de um projecto inteligente na Natureza, deu como exemplo o sistema imunitário, “cuja origem os cientistas foram incapazes de explicar”. O advogado dos litigantes levantou-se e colocou diante de Behe 58 artigos publicados em revistas tão prestigiadas como a Science, Nature, Proceedings of the National Academy of Sciences, etc., sobre a evolução do sistema imunitário, perguntando: “Acha que estes artigos não são suficientemente bons?”. Behe defendeu-se: “Nenhum explica a questão de forma rigorosa (…) Se bem que eu não tenha lido a todos”.

Behe foi forçado a admitir que, se a sua definição de Ciência fosse aplicada de modo a englobar o DI, a astrologia também seria uma ciência. Steven Gey comentou: No final, a defesa perdeu nitidamente o processo: ao negar as definições habituais de Ciência, todos percebemos o que se estava a passar”.

A 20 de Dezembro o juiz determinava que ficara demonstrado que o DI não passa de criacionismo disfarçado; é religião a fazer-se passar por ciência.

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A primeira derrota do fundamentalismo religioso

A primeira derrota do fundamentalismo religioso surgiu quando se aprovou, no estado da Luisiana, uma lei que obrigava as escolas a explicar o criacionismo se também ensinassem biologia evolutiva. Em 1987, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu que a lei da Luisiana era inconstitucional, pois violava o princípio da separação entre Estado e religião consagrado na Primeira Emenda. Em resposta, surgiu o livro “Of Pandas and People”. O objectivo não era ensinar biologia, mas expulsar o evolucionismo, acusado de minar osvalores morais e as crenças religiosas dos jovens.

Para terem êxito, não deviam incluir qualquer referência a Deus nas páginas do livro. A começar pelo título, “Creation Biology (1983), eliminaram as palavras “criacionismo” e “criacionista”.

Em 1991, saiu “Darwin on Trial” de Philip Johnson, no qual se acusava a teoria da evolução de ser “pseudociência”, pois não fora confirmada e nem sequer constituída uma hipótese científica. Era uma postura filosófica produto de um evidente materialismo ateu. No livro torna-se claro o verdadeiro objectivo do DI, o qual não é eliminar a evolução mas sim atingir a base de sustentação da Ciência moderna.

A ciência é metodologicamente naturalista: procura explicações naturais para o mundo natural. Johnson reuniu-se com o filósofo Stephen Mayer, vice-presidente do Discovery Institute, para delinear uma estratégia de substituir a “ciência materialista” pela “ciência teísta” e transformar o DI na “perspectiva dominante na Ciência”.

Na reunião “Reivindicando a América para Cristo”, em 1999, Johnson proferiu que “O DI é um movimento ecuménico. Permite-nos ter um ponto de apoio nas revistas científicas e outro nas revistas de diferentes confissões religiosas. A teoria darwiniana da evolução contradiz não apenas o Génesis como toda a Bíblia”

Em 1993, o movimento DI, inicio a actividade graças a um donativo de 450 mil dólares. Johnson, fundador do Discovery Institute, planeia a “Wedge Stategy” (estratégia da cunha), na qual lança uma guerra cultural contra a concepção da Ciência moderna, espalhando a ideia de que a evolução é uma teoria em crise.

O braço jurídico do Discovery Institute, o Thomas More Law Center, proporciona assistência e apoio a todos os conselhos ou associações que pretendam introduzir o DI. O programa IDEA conseguiu “colocar” conferências em universidades com o prestígio de Yale.

As entrevistas aos membros são controladas por assessores de imprensa. Quando um jornalista da cadeia ABC perguntou a Stephen Meyer se os cristãos evangélicos figuravam entre os principais patrocinadores, o assessor interrompeu e avisou: “Não creio que queira ir por esse caminho”.

Ao politizar as teorias científicas, conseguem retirar-lhes força, pois para a sociedade, os cientistas são o grupo profissional que goza de maior credibilidade.

O Discovery Institute quer separar o DI do Criacionismo. Negando associação com o Deus dos cristãos, mas os seus membros são fundamentalistas cristãos. Interrogados sobre quem foi o “desenhador”, encolhem os ombros e respondem que não podem dizer nada em termos científicos.

O único argumento a favor da existência de um criador inteligente é o da improbabilidade. É um raciocínio antigo. A versão moderna contém a analogia do relojoeiro: se encontramos um relógio numa mata, pensaremos que alguém o perdeu, e não que surgiu ali pelo concurso de circunstâncias naturais.

Michael Behe limita-se a conferir que é a “Teoria do Dedo de Deus”: como não podem explicá-lo como resultado da evolução, torna-se necessário um criador. Misturando o que não foi explicado com o inexplicável.
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Teremos sido Desenhados?

Em 2004, a Comissão Teológica Internacional tornou público um documento (“Comunhão e Administração”). No parágrafo 69 é referido o facto evolutivo e diz que a acção causal de Deus se pode exprimir que como necessidade quer como contingência. No entanto, admite que “um grupo crescente de cientistas” defende a existência de uma criação deliberada da Natureza, que o conceito central da teoria evolutiva é incorrecto.

O criacionismo, expulso pelo Supremo Tribunal, surge agora disfarçado sob uma imagem mais asséptica e menos cristã, o Desenho Inteligente (DI).

No dia 10 de Julho de 1925, o treinador John Scopes foi acusado de violar o Decreto Butler do estado do Tennessee; a lei, em vigor até 1967, proibia que se ensinasse nas escolas “qualquer teoria que negue a história da Criação Divina do Homem”. O mais irónico é que Scopes nunca chegou a dar uma aula sobre a evolução; ninguém lhe perguntou, porque nunca foi chamado a prestar declarações.

Deus criou o mundo em seis dias e, segundo os cálculos que o arcebispo anglicano James Ussher, a Terra foi criada na véspera do dia 23 de Outubro do ano 4000 a.C.

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Duas Estórias, parte II

Segunda:

"A luz inicial veio do nada e depois Deus fez o Sol e pô-lo no sítio de onde vinha a luz para pensarmos que era o Sol a dar a luz."

Estas histórias estão tal qual eu as ouvi de mais do que uma pessoa que o dizia com uma cara séria, e eu o tentava ouvir também com uma cara séria…

Passo às críticas (construtivas):


Uma teoria para explicar o aparecimento da luz antes das estruturas que a produzem (estrelas) é um pouco estranha. A cosmologia tem uma resposta séria, plenamente de acordo com os cálculos e confirmadas em laboratório, mas há quem não aceite estas respostas e tente outros esquemas mais imaginativos para a explicação do aparecimento da luz antes de qualquer estrutura universal. A explicação cosmológia: A explosão de matéria foi muito violenta e projectou fotões resultantes da aniquilação da matéria com a antimatéria. Esta luz com o passar do tempo foi-se diluindo no Universo e tornou-se anémica, hoje é conhecida como radiação de fundo em microondas. A chuva que às vezes aparece nas nossas televisões confirma que essa radiação existe, e se existe veio da grande explosão. Era a luz inicial. Porém outra teoria afirma apenas, e sem nada para provar, que Deus fez a luz e depois pôs os corpos no sítio de onde vinha a luz. Isto é, Deus fez-nos a luz do Sol, e depois pôs o Sol no lugar de onde vinha essa luz. Alguma lógica?? Não! Eu e um amigo meu, matemático falava-mos desta teoria a rir porque há maneiras ridículas de não querer acreditar em outra teoria, que é séria.

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Duas Estórias, parte I

Primeira:

"Um astronauta foi ao espaço e ouviu vozes a cantar, disse que eram anjos."

Passo às críticas (construtivas):

Existem 2 tipos de ondas: as ondas electromagnéticas (luz) e as ondas mecânicas (som). As ondas electromagnéticas deslocam-se em qualquer meio enquanto que as ondas mecânicas se deslocam apenas onde o seu meio permite, ou seja, onde haja meio de propagação favorável. O som desloca-se onde haja partículas que transportem o som, o som, na Terra, é transportado pelo ar, não é mais que choque de partículas, logo se houver partículas suficientes para dar continuidade a esses choques o som chega até onde o número dessas partículas seja suficiente. Como no Universo é praticamente tudo vácuo (0 partículas) como pode o som propagam-se a não ser onde a concentração de partículas seja elevada?

A história de um astronauta que foi ao espaço e afirmou ter ouvido vozes pode ser muito duvidosa. Os sons poderiam ser do interior da sua nave, se ele estivesse no interior desta; podia ser algo na comunicação incorporada no seu fato, se ele estivesse fora da nave. Ele não poderia ter ouvido nada: 1 – o som não se propaga no espaço; 2 – o fato não o deixava ouvir nada do exterior.

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criacionismo vs cerveja












A perspectiva mais radical do «criacionismo» desfaz-se num minuto. Por exemplo: acreditar que o mundo foi criado há exactamente 6000 anos significa esquecer que a cerveja foi inventada cerca de 2500 anos antes dessa data. É uma injustiça.
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Design Inteligente??

O fundamentalismo cristão nasce nos ambientes protestantes e caracteriza-se pela decisão de interpretar literalmente as Escrituras. Mas para que possa haver uma interpretação literal das escrituras, é preciso que estas possam ser livremente interpretadas pelo crente, e isto é típico do protestantismo. Não pode haver fundamentalismo católico porque a interpretação das Escrituras é mediada pela Igreja.

Já com os padres se tinha desenvolvido uma hermenêutica mais flexível, como a de Santo Agostinho, que não hesitava em admitir que a Bíblia recorria com frequência a metáforas e alegorias, e que os sete dias da Criação podiam ter sido sete milénios.

Uma vez admitindo que os sete dias da Criação são um conto poético que pode ser interpretado para além da sua letra, o Génesis parece dar razão a Darwin: primeiro tem lugar uma espécie de Big Bang, com a explosão de Luz, depois os planetas ganham forma e a Terra sofre os grandes choques geológicos (as terras separam-se do mar), em seguida aparecem os vegetais, os frutos e as sementes, e por fim as águas começam a fervilhar com seres vivos (a vida surge a partir da água), os pássaros levantam voo, e só depois, aparecem os mamíferos (é imprecisa a posição genealógica dos répteis, mas não se pode exigir demasiado do Génesis).

No fim aparece o homem que é criado a partir do barro, ou seja, de matéria precedente. Mais evolucionista do que isto não pode ser.

O que é que a teologia católica pretexta para não se identificar com um evolucionismo materialista? Tudo é obra de Deus, como é óbvio, e também que na escala evolutiva se verifica um salto qualitativo, quando Deus introduziu num organismo vivo uma alma racional imortal. É apenas este o ponto em que se funda a batalha materialismo/espiritualismo.

Um aspecto interessante nos EUA para reintroduzir a doutrina criacionista nas escolas é que não se está a falar tanto de criação divina quanto de “Desenho Inteligente”.

A ideia é: não queremos impor-vos a presença de um barbudo antropomórfico, queremos apenas que aceitem que, a ter existido um desenvolvimento evolutivo, tal não aconteceu ao acaso mas de acordo com um plano que não pode deixar de depender de uma qualquer forma de Mente (é o mesmo que admitir que o “Desenho Inteligente” admite um Deus panteísta em vez de transcendente).

Curioso é que o Desenho Inteligente não exclua um processo casual que se processa através de tentativas e erros, como o darwinismo, de modo que só sobrevivem os indivíduos que melhor se adaptam ao meio ambiente no decurso da luta pela vida.

Como fazer uma estátua a partir de um bloco de pedra, a imagem da estátua vai aparecendo por tentativas deitando-se fora o excesso.

Um Desenho Inteligente pode manifestar-se através de uma série de aceitações e repulsas daquilo que o caso oferece. Temos de decidir se primeiro está o Desenho, que escolhe e rejeita, ou se é o Caso que, aceitando e rejeitando, se manifesta como a única forma de Inteligência – o que equivaleria a dizer que é o Caso que faz Deus.

Umberto Eco – A Passo de Carangueijo

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O Que explodiu?

O big bang é uma teoria que descreve a evolução cósmica no tempo que decorreu desde uma pequeníssima fracção de segundo após o que quer que tenha acontecido que deu origem ao universo, mas não diz nada sobre o tempo zero em si. Já que, de acordo com a teoria, no começo supostamente ocorreu uma explosão. Não nos diz nada sobre o que explodiu, porque explodiu, como exoplodiu.

Einstein e todos os cientistas da época “sabiam” que o universo à maior das escalas era fixo e imutável. Einstein procurou uma modificação das equanções da relatividade geral que permitisse um universo de acordo com o preconceito prevalecente. Foi introduzida nas equações da relatividade geral a constante cosmológica.. Esta era uma forma exótica de energia que preenchia todo o espaço.

Hoje os físicos invocam a “energia escura”, que se assemelha à velha noção de éter e à nova noção de campo de Higgs.

Pressões positivas contribuem para a gravidade atractiva; as pressões negativas contribuem para a gravidade repulsiva. Quando a pressão é negativa, existe uma competição entre a gravidade atractiva normal, que surge da massa e energia, e a gravidade repulsiva exótica, que surge da pressão negativa.

A matéria e a radiação exercem uma força gravitacional atractiva. O novo termo cosmológico exerce uma força gravitacional repulsiva. Einsteis conseguia equilibrar estas duas forças para produzir um universo estático.

Hubble mostrou que o universo não é estático. Se Einstein tivesse confiado nas equações originais da relatividade geral, teria previsto a expansão do universo. Einstein arrependeu-se e apagou a constante cosmológica.

E se o campo de Higgs congelasse a uma energia não nula e aí permanecesse enquanto o resto do universo continuava a arrefecer? O campo de Higgs ficara superarrefecido. Esta situação é análoga ao que acontece com a água altamente purificada, que pode ser superarrefecia a menos de 0ºC, porque a formação de gelo requer impurezas em torno dos cristais.

Um campo de Higgs que fique preso num planalto não só preenche o espaço com energia como também contribui com uma pressão negativa uniforme: tem as mesmas propriedades da constante cosmológica.

Processos quânticos irão causar saltos aleatórios no valor do campo de Higgs permitindo que a sua energia e pressão relaxem para zero. Este salto pode ter acontecido num tempo tão curto como 10-35 segundos.

A energia e a pressão negativa dos campos de Higgs é mais de 10100 vezes maior que o valor que Einstein escolhera.

Quando o universo era muito denso a energia era carregada por um campo de Higgs, num valor afastado do seu ponto mais baixo: é o inflatão. Devido à pressão negativa, o inflatão gerou repulsão gravitacional, levando o universo a inflacionar. A repulsão durou apenas 10-35 segundos.

O universo expandiu-se por um factor de 1030 ( como escalonar uma molécula de DNA ao tamanho da Via Láctea em menos de um bilionésimo de bilionésimo de segundo).

Nenhuma da luz emitida pela maior parte do universo poderia ter-nos alcançado, e muita não chegará senão muito depois de o Sol e a Terra terem morrido.

O espaço continuou a crescer e a arrefecer permitindo que as partículas de matéria se agregassem em estruturas como galáxias, estrelas e planetas.

- "O Tecido do Cosmos" - Brian Greene

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Entropia e datação do Universo

Se a relatividade nos ensina que a passagem do tempo depende da rapidez com que nos movemos e do campo gravitacional em que estamos, de que tratamos quando os astrónomos falam do universo inteiro como tendo uma idade bem definida de 14 mil milhões de anos?
O Universo está recheado de uma radiação de microndas, que se diluiu progressivamente e arrefeceu até aos 2,7 graus acima do zero absoluto.
Nos seus estados iniciais o Universo não estava povoado por aglomerados de matéria grandes, de grande entropia. A uniformidade da radiação da temperatura da radiação confirma que o jovem universo era homogéneo – o que implica baixa entropia.
À escala das moléculas a água é heterogénea. Mas, se fizermos a média sobre os granulados moleculares de pequena escala e examinarmos a água às escalas “grandes” do quotidiano, a água no copo parece-nos uniforme. Quando o universo é examinado a escalas suficientemente grandes parece-nos homogéneo. A uniformidade da radiação é assim um testamento fossilizado de uma grande uniformidade.
Se o universo não tivesse simetria no espaço, se a radiação de fundo fosse completamente desordenada, com temperaturas muitíssimo diferentes em regiões diferentes, o tempo, num sentido cosmológico, teria pouco significado. Relógios em locais diferentes mostrariam a passagem do tempo a ritmos diferentes.
Se passássemos por uma fábrica e víssemos uma série de coisas a voarem violentamente para fora em todas as direcções, provavelmente pensaríamos que houvera uma explosão. Se seguíssemos os percursos dos fragmentos de metal e pedaços cimento ao contrário, acabaríamos por encontrá-los a todos a convergir para um sítio que seria um candidato muito provável ao local onde a explosão ocorrera.

"O Tecido do Cosmos" - Brian Greene
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14/12/2007

Cérebro doido!

O nosso cérebro é diodo!!!
De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.

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05/12/2007

O Homem... a criação especial de Deus??

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03/12/2007

COOL DESIGN!

http://br.youtube.com/watch?v=Lcrq5OOkQdk

Aqui está um vídeo muito bem feito sobre as maravilhas que Deus fez!
Sim, ele fez Tudo.

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28/11/2007

A força de uma teoria

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26/11/2007

... Ou muito à frente, ou então... acho que é isso

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15/11/2007

Desta vez não é ficção

Um macaco Rhesus foi, pela primeira vez, clonado a partir de células cutâneas.

Há 10 anos a equipa de Mitalipov usou 15 mil ovócitos para tentar clonar um primata. A técnica foi diferente da que usaram na Dolly: luz polarizada para ver o ADN do ovócito em vez de luz ultravioleta ou um pigmento especial, como acontece na técnica convencional; e uma solução de nutrientes que permite controlar melhor a activação dos ovócitos pelos genes da célula do doador adulto - que, neste caso, eram as células da pele do macaco Semos, com 9 anos de idade.

Desta vez foram necessários 150 ovócitos para gerar cada linhagem. As CEE obtidas são idênticas às naturais, tendo já sido transformadas, in vitro, em células cardíacas e neurónios. "E, quando as injectamos em ratinhos, elas formam tumores que indicam que podem, de facto, dar origem a todos os tecidos do organismo."(Mitalipov).

Para criar a ovelha Dolly foram necessários 277 óvulos, apenas 1 teve êxito. Nos primatas superiores havia, até agora, um problema. Duas proteínas essenciais para o controle correcto da replicação dos cromossomas, desaparecíam numa fase precoce do desenvolvimento embrionário do primata superior. Muitas células, a partir de uma certa altura, tinham um número anormal de cromossomas. A partir deste momento a embriogénese ficava comprometida. Investigadores descobriram que faltavam duas proteínas para que o processo se desenrolasse normalmente, essas proteínas responsáveis pela organização dos cromossomas são NUMA e HSET. Actualmente, com a nova técnica, esse problema foi contornado. PARABÉNS!


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O CULPADO...


Há 160 M.a. tinha 170 Km de diâmetro, orbitava na Cintura Principal Interior (entre Marte e Júpiter). Um colisão deixou-o com 40 Km de diâmetro e mais de 1000 fragmentos com diâmetro superior a 1 Km. Um deles era o Baptistina. As orbitas desses fragmentos acabou por cruzar com a orbita da Terra. Os impactos produzidos pela chuva de meteoritos estarão na causa da extinção macissa das espécies do Cretácico, há 65 M.a.

São estas as principais conclusões do artigo de Bottke, Vokrouhlicky e Nesvorny publicado na revista Nature[Bottke, Vokrouhlicky & Nesvorny (2007), "An asteroid breakup 160 Myr ago as the probable source of the K/T impactor", Nature, 449, 48-51]. Apenas o "sumário do editor" e o abstract são de acesso livre (em inglês).

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10/11/2007

Ideias para quem não sabe tocar

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09/11/2007

Os problemas do Dilúvio

Pensando em outras hipóteses para a origem da água, deparamos com um «pequeno» problema: não há água suficiente para o dilúvio! Fazendo uns cálculos muito simples vamos ver o disparate total que é esta fantasia do dilúvio global. Para ter uma ideia da quantidade de água necessária para semelhante coisa, consideremos o diâmetro da Terra no equador, 12 756.8, km e a altura do Monte Everest, 8 848 m (o Monte Ararat, onde supostamente pousou a Arca no fim do dilúvio, tem 5 151 m).

O volume de água necessário seria algo como 4.525x109 km3 ou 4 525 000 000 000 000 000 000 litros o que corresponde a uma massa de água de 4.525x1021 kilogramas. Estima-se que a quantidade de água existente na atmosfera seja uma parcela infíma deste volume e mesmo toda a água na hidrosfera terrestre, incluindo oceanos, rios, lagos e outros cursos de água, é menos de um terço deste volume.

Para além deste pequeno pormenor, é interessante notar que esta massa de água que supostamente cobriu toda a Terra durante quase um ano (desaparecendo não se sabe para onde), não teve qualquer efeito na crusta terrestre, que no entanto mostra elevação pós-glacial nos locais onde os cientistas indicam terem existido glaciares - com espessuras inferiores a esta impossível camada de água, para além de a densidade do gelo ser menor que a da água- num passado mais ou menos remoto.

A proposta de um dos pais do criacionismo «científico», Henry Morris, de que a Terra estaria rodeada por uma bolha gigantesca e invísivel de água «divina» (uma vez que desafiava todas as leis da química e da física), causa ainda mais problemas.

Admitindo que toda a água se encontrava na forma de vapor na atmosfera, a cabeça anda à roda não só com a pressão atmosférica impossível a que tal corresponderia como com o calor libertado pela condensação desta quantidade enorme de água, que tornaria impossível ter água líquida e teria certamente escaldado toda a vida na Terra. O mesmo aconteceria com uma bolha de água líquida, assim mantida por milagre, agora por conversão de energia potencial em energia cinética e posteriormente em calor por impacto com a Terra.

Por outro lado, há outra questão intrigante: admitindo por redução ao absurdo que a Terra tenha ficado coberta com uma altura de água de quase 9 km, o que teria acontecido à nossa atmosfera? A troposfera, a camada mais baixa da atmosfera, estende-se até uma altitude média de 12 km, podendo atingir 17 km nalguns pontos e reduzindo-se a sete quilómetros nos pólos. Esta camada contém cerca de 80% dos gases, do ar, da Terra. A ter existido um dilúvio destas proporções, a Terra teria perdido boa parte destes gases, e a composição (e pressão) da atmosfera terrestre ter-se-ia alterado radicalmente, muito provavelmente não permitindo vida como a conhecemos.

Os espantalhos criacionistas

De Rerum Natura



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Auto-organização de sistemas químicos


As espécies químicas denominadas anfifílicas -que incluem os detergentes e alguns lípidos - contêm uma parte hidrofílica (que «gosta» de água), e uma hidrofóbica (que não «gosta» de água). Por este motivo, estas espécies agregam-se na presença de água, formando, por exemplo, micelas ou bicamadas. Esta capacidade de auto-organização (self-assembly) consiste na formação (espontânea) de estruturas complexas a partir de componentes simples.

Os detergentes, como o detergente aniónico representado na figura, são um exemplo banal de auto-organização de moléculas simples. Os detergentes devem a sua acção de limpeza ao facto de formarem aglomerados auto-organizados de forma globular, as micelas, que dissolvem no seu interior todo o «lixo» orgânico não solúvel em água (gorduras, etc.).

Outro exemplo de uma estrutura auto-organizada, que permite a realização de tarefas que os componentes isolados são incapazes de promover, é a membrana celular. A membrana celular é constituída essencialmente por proteínas e lípidos. As membranas das células animais contêm colesterol, um lípido igualmente, o que não acontece nas células vegetais, que possuem outros esterois. Quanto maior for a concentração de esterois, menos fluida será a membrana. Os fosfolípidos são os lípidos mais abundantes nas membranas celulares e assim um vesículo gigante (GUV) de fosfolipídos é o modelo estrutural mais simples de uma célula.

Os fosfolípidos são ésteres de glicerol - que esterificado com três ácidos gordos dá origem aos chamados triglicéridos. Num fosfolípido, o glicerol está ligado a dois ácidos gordos e o terceiro grupo -OH liga-se a um dos oxigénio do grupo fosfato. A outro dos oxigénios do grupo fostato podem estar ligados grupos neutros ou com carga, como a colina, a etanoamina, o inositol, o glicerol ou outros. Qunado o grupo a que o fosfato se liga é a colina, temos as fostatidilcolinas - como a representada na figura que hidrolisada dá origem a um ácido gordo saturado, o ácido esteárico e um insaturado, o ácido oleico - igualmente chamadas lecitinas.

Na figura que se segue é esquematizada a auto-organização dos fosfolípidos em bicamadas. Estruturas deste tipo incluem, para além das membranas celulares, lipossomas e estruturas muito importantes a nível biológico, os vesículos sinápticos - onde são armazenados neurotransmissores e neuromoduladores, as substâncias químicas usadas para transmitir informação entre as células.



Em conclusão, um argumento pseudo-científico recorrente contra a evolução consiste na afirmação de que é impossível algo na natureza tornar-se mais «organizado» sem a intervenção de um desígnio inteligente. Por muita habilidade retórica que seja utilizada no disparate debitado, este é completamente falso. Existem inúmeros exemplos na natureza de sistemas auto-organizados e não é necessário invocar qualquer «intervenção inteligente» para explicar a sua existência, bastam alguns conhecimentos de química básica.

Como referi há algum tempo, alguns compostos capazes de self-assembly encontram-se no espaço interestelar, sintetisados de forma abiótica a partir dos elementos produzidos nas estrelas. Na realidade, não há quaisquer dúvidas sobre a síntese abiótica de moléculas orgânicas, quer em planetas e luas sem qualquer evidência de vida quer no espaço interestelar.

A maioria das pessoas não segue as últimas descobertas da NASA nem repara nos processos espontâneos de auto-organização que acontecem no seu quotidiano. Mas não há nenhum milagre envolvido em lavar a louça nem é necessário invocar uma inteligência externa ou forças sobrenaturais para explicar a formação das micelas que permitem ao detergente cumprir a sua função. Aliás, pensar que tal é necessário é uma forma de demissão de tentar perceber como funciona o único mundo que conhecemos, um mundo natural regido por leis naturais.

Apenas quando deixámos de aceitar como necessária a intervenção de agentes sobrenaturais, começámos a conseguir explicar o mundo à nossa volta e começámos a conseguir controlar fenómenos, como doenças, produção de alimentos, produção de electricidade, etc., que permitiram a melhoria de qualidade de vida indispensável ao progresso ético da humanidade.


Retirado do blog De Rerum Natura

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Os criadores da vida

Apenas os elementos químicos mais leves - hidrogénio, hélio e lítio - foram produzidos no Big Bang. Os outros elementos são produtos de estrelas, que «sintetizam» elementos diferentes em diferentes etapas da sua vida. Durante a explosão de supernovas, são produzidos os elementos mais pesados. Vários mecanismos, como os ventos estelares e as próprias explosões de supernovas, fazem com que os elementos formados nas estrelas se misturem com o gás interestelar, que eventualmente irá dar origem a novas estrelas e planetas.
post "desde (quase) o incio - fase estelar"




Neste vídeo, que integra a série de ciência Origins da PBS Nova, que gostaria imenso alguma das nossas televisões adquirisse, Neil deGrasse Tyson conta-nos a história dos elementos de uma forma que explica por que é actualmente o mais conhecido astrofísico americano.

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31/10/2007

Doping PARTE II

A resistência é afectada pela quantidade de oxigénio que chega aos músculos. A eritropoietina é uma proteína natural que incentiva o desenvolvimento de glóbulos vermelhos, que são transportadores de oxigénio. A sua forma sintética é uma droga chamada Epoietin ou EPO, foi desenvolvida para o tratamento de anemia mas também é usada por atletas. O seu uso por ciclistas na Volta à França de 1998 foi assombrada por um escândalo. Uma equipa inteira foi eliminada quando se descobriu o uso de EPO, mas o abuso desportivo desta droga continua.

Já se tentou a transferência genética para aumentar a produção de eritropoietina em macacos, os resultados ilustram o perigo. O número de glóbulos vermelhos dos macacos duplicou no espaço de dez semanas, produzindo um sangue tão espesso que tinha de ser periodicamente diluído para evitar a falência do coração.

A manipulação do DNA para melhor performance tornar-se-á aceitável?

Se a terapia genética for usada para melhorar a qualidade de vida, a postura ética da sociedade em relação à manipulação dos nossos genes provavelmente será bem diferente da actual. Terapias que regeneram os músculos podem ser úteis para ajudar atletas a recuperar de lesões.

O jornal New England Journal of Medicine divulgou a primeira descrição documentada de um ser humano portador de uma mutação genética que elimina a produção de miostasina.

Seria um benefício injusto haver vantagens naturais deste tipo em atletas? O caso justificaria o uso de drogas inibidoras da miostasina ou de terapia genética por parte de outros atletas só para nivelar a competição?

O esquiador de cross-country finlendês Eero Mäntyranta ganhou duas medalhas de ouro na Olimpíadas de Inverno de 1964. A descoberta da mutação em toda a sua família foi feita décadas mais tarde. A mutação provoca uma resposta exagerada à eritropoietina.

Em 2003 cientistas australianos examinaram um gene, o ACTN3, num grupo de velocistas. Quase 20% não possuem a versão funcional deste gene, que origina uma proteína específica para as fibras musculares rápidas. Os velocistas continham uma frequência alta da presença de ACTN3 funcional.

Até agora, mais de 90 genes já foram associados ao desempenho atlético.

Um receio está a tomar forma entre os críticos. A conformação genética poderá fazer com que crianças sejam recrutadas para certos desportos ou impedidas de atingir níveis de elite no caso de não possuírem a conformação desejada.

Criaremos superatletas?

In SCIAM (Agosto 2004)

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26/10/2007

Milagre à Força!

Estão-se a passar. O homem tem que ser rapidamente dado como santo e, então, há que fabricar uns milagres quanto antes!
Está a fazer furor em determinados meios católicos que, aparentemente, incluem a TV do Vaticano, a foto de uma fogueira que, nas mentes permeáveis e facilmente sugestionáveis de alguns católicos, dizem tratar-se da imagem de João Paulo II!


Porque é que o anterior Papa haveria de aparecer numa fogueira e não numa sandes de torresmos é um assunto sobre o qual não me quero debruçar. Mas, pergunto-me, o que terá visto um observador da mesma fogueira desviado 45º para a esquerda?
Por outro lado, não seria esta uma mensagem de deus a sugerir um maior apoio à Palestina? Cada um vê o que lhe parece mais conveniente… mas, não passa de ilusão. In http://www.heldersanches.com/

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Doping PARTE I


A terapia genética para restaurar músculos afectados pela idade ou por doenças está a um passo de poder ser usada por médicos, mas os atletas do elite já pensam em utilizá-los para realçar o seu desempenho, transformando para sempre a natureza do desporto.

Este tipo de geneterapia pode transformar a vida de idosos e de pessoas que sofram de distrofia muscular. O problema está nos atletas adeptos do doping, não é possível distinguir as substâncias produzidas por esse gene dos seus correspondentes naturais.
As células-satélite respondem ao factor de crescimento I semelhante à insulina (IGF-I), aumentando o número de divisões celulares. A miostasina, outro factor de regulação, inibe a sua proliferação.

A equipa de H. Lee Sweeney da Universidade da Pansilvânia analisou a possibilidade de usar o IGF-I para alterar a função muscular escolhendo como vector do implante do gene no tecido o vírus adenoassociado (AAV), visto que infecta o músculo humano sem causar nenhuma doença conhecida.

Depois de injectar a combinação de AAV-AGF-I em camudongos jovens, o tamanho geral dos músculos e o ritmo em que eles cresciam eram entre 15% e 30% maiores que o normal.

Terapias que bloqueiam a miostasina têm grande apelo para as pessoas saudáveis que queiram obter um aumento muscular rápido. Estas drogas sistémicas não são capazes de atingir músculos predeterminados, tal com uma transferência genética, mas têm a vantagem de ser administradas mais facilmente no caso de haver algum problema. Por outro lado, seria fácil para as agências reguladoras detectar essas drogas com um exame de sangue.
E se os atletas resolverem utilizar uma terapia genética semelhante à AAV-IGF-I? O produto do gene só seria encontrado no músculo e não no sangue ou na urina e seria idêntico ao seu correspondente natural. Só uma biópsia poderia provar a presença de determinado gene sintético ou de um vector. No caso do AAV, muitas pessoas podem já estar naturalmente infectadas por esse vírus. Sendo assim, o exame seria inconclusivo. Como a maioria dos atletas não se sujeitaria a esse tipo de biópsia invasiva antes de uma competição, o doping genético permaneceria virtualmente invisível.Em corridas de curta distância, pode ser desejável manipular genes para transformar fibras musculares no tipo rápido. Para um maratonista, o ideal seria aumentar a sua resistência.
Fonte: SCIAM, Agosto 2004 (www.sciam.com.br)

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26/06/2007

Diabo a Sete e Rebimbo'Malho



Apresentação do primeiro álbum dos Diabo a Sete no TAGV, em Coimbra.


Grande concerto!




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19/05/2007

Adão e Eva




Se Adão e Eva existiram:

1 - Houve evolução

2 - Eva era às manchinhas pretas, amarelas, vermelhas, brancas...

De certo teve de haver uma evolução, caso contrário como explicar as "raças"?

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17/05/2007

Geometria do Universo


Se a densidade de matéria/energia no começo tivesse sido exactamente igual à densidade crítica, então ficaria igual à densidade crítica durante a expansão do espaço. Mas se a densidade de matéria/energia tivesse sido um mínimo maior ou menor que a densidade crítica, a expansão tê-la-ia levado a valores muito afastados da densidade crítica.

A densidade matéria/energia do universo não é milhares de vezes inferior ou superior à densidade crítica: o espaço não é substancialmente curvo, positiva ou negativamente. O que quer dizer que o universo, no início, estava num equilíbrio muito precário numa aresta extremamente fina.

O problema da planura não mostra que o modelo convencional do big bang esteja errado. Um crente fervoroso reage ao problema da planura com um encolher de ombros e a resposta rápida, “era assim que as coisas eram nessa altura”, assumindo a densidade de matéria/energia incrivelmente precisa do universo inicial como um dado adquirido por explicar.

A evolução da cosmologia inflacionária prevê que a parte que podemos ver do universo deva ser praticamente plana. Prevê que a densidade de matéria/energia que observamos deva ser quase 100 por cento da densidade crítica.

Deveríamos observar um universo plano com a densidade de matéria/energia crítica? A resposta, há uns anos, era “não”. Pesquisas na quantidade de matéria/energia apontavam para 5 por cento da densidade crítica. O erro cometido nesta resposta foi que, na altura, só tiveram em conta a matéria e energia que emitem luz.

As análises mostravam que muitas das galáxias mais velozes deveriam ser sacudidas do aglomerado. Mas nenhuma delas o era. Poderia haver matéria adicional no aglomerado, que não emitia luz mas fornecia a atracção gravitacional adicional necessária para o manter intacto.

A nova resposta foi que a matéria escura perfaz cerca de 25 por cento da densidade crítica. Juntamente com os 5 por cento da matéria visível, a matéria escura leva a conta a 30 por cento da quantidade prevista pela cosmologia inflacionária.

Como justificar os 70 por cento em falta?

Os físicos procuram segundas opiniões quando se lhes deparam dados ou teorias que apontam para resultados intrigantes. Destas segundas opiniões, as mais convincentes são as que alcançam a mesma conclusão seguindo um ponto de vista que difere imenso da análise original. Quando as setas da explicação convergem para um único ponto de ângulos diferentes, há uma boa possibilidade de que estejam a apontar para a mouche do alvo científico.

Até cerce de 7 mil milhões de anos APB dominava a atracção gravitacional. Por esta altura, à medida que a matéria se espalhava, a atracção gravitacional diminuía, o empurrão da constante cosmológica passava gradualmente a dominar.

Uma constante cosmológica que contribui 70 por cento da densidade crítica, juntamente com os 30 por cento da matéria comum e energia escura, levaria a massa/energia aos 100 por cento previstos pela cosmologia inflacionária. O empurrão repulsivo mostrado pelos dados de supernovas pode ser explicado como sendo a quantidade de energia escura necessária para entrar em conta com os 70 por cento do universo ainda não vistos.

No início, a energia do universo era carregada pelo campo do inflatão, que estava em repouso longe do seu estado de energia mínima. Devido à sua pressão negativa, o campo do inflatão provocou uma enorme explosão de expansão inflacionária. 10-35 segundos mais tarde, enquanto o inflatão deslizava para uma energia potencial mais baixa, a explosão de expansão terminou e o inflatão libertou a sua energia acumulada, usada para a produção de matéria e radiação comuns. Durante milhares de milhões de anos estes constituintes exerceram atracção gravitacional normal que retardou a expansão espacial. À medida que o universo crescia e se tornava mais difuso, a atracção gravitacional diminuía. Há cerca de 7 mil milhões de anos, a atracção gravitacional normal tornou-se suficientemente fraca para que a repulsão gravitacional da constante cosmológica do universo se tornasse dominante, e desde então a taxa de expansão espacial tem vindo a aumentar continuamente.

Daqui a uns 100 mil milhões de anos o universo será um sítio vasto, vazio e solitário.

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NASA encontra anel de matéria escura


Astrónomos da NASA identificaram um gigantesco anel de matéria escura num aglomerado de galáxias, a cinco mil milhões de anos-luz da Terra, com a ajuda do telescópio espacial Hubble.

O anel, com um diâmetro estimado em 2,6 milhões de anos-luz, foi descoberto no aglomerado de galáxias ZwCl0024+1652 e é a maior prova que confirma a existência de matéria escura.

Os astrónomos desconhecem ainda quais os componentes que constituem esta matéria invisível, que não emite luz, não brilha e compõe 80 por cento da massa do Universo.

O estudo, publicado pela revista científica "Astrophysical Journal", refere que a formação do anel no aglomerado resultou de uma possível colisão entre duas galáxias.

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15/05/2007

Simetria

Se aquecermos um pedaço de gelo até aos 0ºC e continuarmos a aquecer, o gelo começa a tornar-se água líquida. Quando chegamos aos 100ºC dá-se outra mudança: a água líquida transforma-se em vapor de um gás quente. Os três estados partilham da mesma composição molecular.

A simetria desempenha um papel central nas transições de fase. À escala molecular o gelo tem uma estrutura cristalina com moléculas de H2O dispostas numa rede hexagonal ordenada. Ao aquecermos, o arranjo cristalino derrete e forma um agrupamento de moléculas desordenado e uniforme – água líquida – e vemo-la igual para qualquer ângulo de rotação. Aumentámos a simetria.

A transição de fase líquida para vapor também resulta de um aumento de simetria. Numa molécula de água, em média, as moléculas individuais estão agrupadas com o lado do hidrogénio de uma molécula próximo do lado do oxigénio da sua vizinha. Se rodássemos uma dada molécula nesse grupo, isso perturbaria o padrão molecular. Quando a água ferve e se torna vapor as moléculas flutuam livremente; já não existe um padrão para as orientações das moléculas, o gás fica sempre a parecer o mesmo. Há um aumento de simetria ao passar da fase sólida para líquida e da fase líquida para gasosa.

Há razões para acreditar que, quando o universo passou por certas temperaturas críticas – análogas às das transições de fase da água -, sofreu uma mudança radical e uma redução drástica de simetria.

A “substância” que condensou, ou congelou, quando o universo arrefeceu e atravessou temperaturas específicas é um campo, o campo de Higgs.

Os fotões são os constituintes elementares dos campos electromagnéticos. Os gravitões são as partículas que constituem o campo gravitacional. Os gluões são as partículas constituintes da força nuclear forte, as partículas W e Z (força nuclear fraca e forte formam os campo de Yang-Mills) são as constituintes da força nuclear fraca e o electrão é a partícula constituinte do campo do electrão.

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BANG!

À medida que o tempo recua, o espaço encolhe, as galáxias aproximam-se mas o tamanho global permanece o mesmo, porque? Se o espaço é infinito e reduzirmos todas as distâncias o tamanho a metade continua a ser infinito.

A partir de uma erupção o espaço e o tempo emergiram. Contudo, se o universo é espacialmente infinito, havia já uma extensão espacial infinita no momento do big bang. Estas condições existiam por toda a parte e não num único ponto. A erupção do big bang ocorreu por toda a parte nesta extensão infinita. Após a explosão o espaço expandiu, mas o seu tamanho global não aumentou, uma vez que algo que já é infinito não pode ficar ainda maior. O que aumentou foram as separações entre objectos.

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09/05/2007

Stellarium



Stellarium is a free open source planetarium for your computer. It shows a realistic sky in 3D, just like what you see with the naked eye, binoculars or a telescope.

It is being used in planetarium projectors. Just set your coordinates and go.





Visita e faz o download
: http://www.stellarium.org/




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07/05/2007

Large Hadron Colider


Não sei se aquela palavra no título do post vos diz alguma coisa , se estiverem ligados à Ciência é quase impossível não ter ouvido falar nele , se a Ciência não vos dizer nada e se gostarem de ler , e porventura leram o livro Anjos e Demónios Este centro de investigação é dos maiores do mundo , se não for o maior ,centrando o seu âmbito na Física das Particulas . Só para terem uma ideia o novo acelarador(já explico o que é) que esta no CERN , que se designa por LHC ( Large Hadron Colider) representa a maior colaboração científica da História : mais de 4000 investigadores de 40 países .


Um acelerador de partículas muito sucintamente , é um acelerador como o próprio nome indica de "coisas muito pequenas " sendo agrupadas no que podemos chamar partícula, contudo estas partículas têm tamanhos muito reduzidos não sendo possível ao olhos humano poder ver a beleza do universo atómico , na verdade nem no mais potente microscópio electrónico, só consegue ver o "rasto destas partículas porque estas, sendo aceleradas por um campo magnético fortíssima faz com que aconteça colisões muito energéticas .

O LHC está enterrado 80 metros à superfície , na zona de fronteira entre a França e a Suiça , e para guiar os protões ( partículas positivas) na viagem pelo acelerador são necessários campos magnéticos muito elevados , que são obtidos por imanes supercondutores arrefecidos a temperaturas da ordem dos 270 graus negativos , ou seja , próximo do zero absoluto .

Os objectivos do LHC , destaca-se descobrir uma partícula muito esquiva designada por Bosão de Higgs , que se supõe ser “ a mãe de todas as partículas “ . Pois ela é que confere a massa a todas as outras partículas . O modelo padrão da Física ( já falei sobre ele num post anterior) assenta nessa existência dessa partícula , e também teorias inovadores que têm um dos pressupostos é a existência dessa partícula . Outro objecto é provar a existência de partículas superpesadas , para provar a teoria da Supersimeria que pretende unificar as quatro forças da Natureza.

Quanto ao detector , o ATLAS , as dimensões deste são monstruosas 46 metros de comprimento por 25 de altura e tem uma massa de 7000 toneladas . Para terem ideia da precisão deste detector consegue medir o efeito das marés lunares nos feixes das partículas , que representa um mm em 27 km , parece insignificante , mas é detectável.

Estes “colossos” custam 2000 milhões de euros para LHC e 325 milhões para o ATLAS.


Para terem uma ideia do tamanho do acelerador e da localização .( Vai entrar em funcionamento em 2007)

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Cientistas finalizam 1ª fase de construção do LHC

Os técnicos da Organização Européia de Pesquisa Nuclear (CERN) colocaram hoje o último grande ímã supercondutor de 34 toneladas que completa o anel subterrâneo de 27 km construído entre a França e a Suíça.

Após dois anos de intensos trabalhos, um guindaste gigante baixou o ímã, de 15 metros de comprimento. Ele foi instalado cerca de 50 metros abaixo da terra, num ato público com a presença de centenas de técnicos, cientistas, jornalistas e convidados.

Para a construção do grande anel, que fica a uma profundidade de 50 a 100 metros entre França e Suíça, com precisão de décimos de milímetro, foram usadas milhares de toneladas de material, segundo os dirigentes do CERN.

O objetivo é que, a partir de novembro, seja possível acelerar prótons ou íons de chumbo a velocidades próximas à luz, para depois provocar sua colisão. Os cientistas recriarão assim condições como as do "Big Bang", que deu origem ao Universo.

Além disso, entre centenas de projetos, os cientistas querem demonstrar a existência do ainda hipotético bosón de Higgs, conhecido como a "partícula de Deus". Ele permitiria completar o modelo standard da física de partículas.

Um erro de cálculo provocou o rompimento, há um mês, do suporte de um dos ímãs. Ao cair, com uma grande explosão, ele encheu o túnel de hélio e pó. Foi preciso retirar todo o pessoal e revisar todos os ímãs da mesma série. Mesmo assim, o maior centro de pesquisa nuclear do mundo não alterou as suas previsões de entrada em funcionamento do acelerador.

Cada protón dará 11.245 voltas por segundo no anel, girando durante 10 horas. A distância percorrida será equivalente a uma viagem de ida e volta a Netuno.

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Evolucionismo vs Criacionismo

Este video põe frente a frente duas correntes de como surgiu a vida , o Evoluccionismo e o Criacionismo



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05/05/2007

Teoria dos Elos Perdidos

Elos perdidos existem sempre e sempre existirão, neste ou noutro qualquer contexto. Entre dois pontos diferentes podemos definir um número infinito de pontos intermédios. Ao ser descoberto um fóssil a que chamaremos 1, que evolui para outro também descoberto denominado 2, virão os criacionistas com a teoria do elo perdido, pois não existe um fóssil 1,5. Caso um dia seja descoberto um fóssil denominado 1,5 virão novamente os criacionistas ainda com mais argumentos, pois desta vez conseguem ver 2 elos perdidos, o 1,25 e o 1,75. A situação pode prolongar-se ad nauseam.

Aplicando este raciocínio ao quotidiano de devotos religiosos cristãos poderemos indagar se estes alguma vez poderão sair de casa para ir até uma paróquia, visto que entre o ponto de partida e o de chegada existem infinitos pontos intermédios de passagem.

Podemos também encaixar este raciocínio em qualquer filme, e assim concluir que eles representam nada e coisa nenhuma. Como um filme é apenas uma sequência de imagens, poderemos pegar num segundo de um filme com 27 frames por segundo a título de exemplo, e atribuir-lhe os dotes do inifinto ad nauseam. Se entre o frame 1 e o frame 2 não existe um frame 1,5, então existe um elo perdido no filme. Se aplicarmos a teoria do meio frame a um filme de 90 minutos a 27 frames por segundo extraímos cerca de 145800 elos perdidos.

Elos perdidos ad nauseam não faltam. Tal não acontece com a racionalidade.

http://www.ateismo.net/diario

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04/05/2007

Indignação

(Clique para aumentar a imagem e a indignação)
Fonte: Público, hoje.

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Terceira estória parte IV

O artigo publicado na edição de Julho de 1989 na revista "Bible-Science Newsletter" reportou que
Dr. Bolton Davidheiser escreveu para o escritório da NASA em Greenbelt, Maryland, onde o fato supostamente ocorreu. Eles responderam que não sabiam nada sobre o senhor Harold Hill e não podiam corroborar as referências sobre o "dia perdido"... No concludente parágrafo da carta da NASA lê-se: ‘Apesar de fazermos uso de posições planetárias como fator necessário para a determinação das órbitas das naves espaciais em nossos computadores, não descobrimos que nenhum astronauta ou cientista espacial em Greenbelt estivesse envolvido na estória do "dia perdido" atribuída ao Sr. Hill’ (Bartz, 1989, página 12).
"Computadores não são máquinas mágicas que podem adivinhar coisas que estão escondidas das pessoas. Maravilhosas como elas são, estão limitadas aos conhecimentos que damos a elas. Computadores dependem de nós para adquirirem conhecimento. Enquanto um computador pode ser usado para gerar um calendário, desde hoje até uma data distante no passado, o que não é uma prática incomum, um computador não pode nos dizer se algum tempo está faltando ou não. Na verdade, o computador teria que ser programado com todo tipo de ajustes, considerando várias mudanças no calendário ocidental, sobre os últimos dois mil anos. Simplificando, a estória é tecnicamente impossível, não interessando quão sofisticado seja seu computador" (1989, página 12).

Só a partir dos anos 80 do séc. XX é que foi possível, com a utilização de sofisticadas integrações numéricas, baseadas em algoritmos feitos a pensar nos computadores que então se desenvolviam, calcular órbitas planetárias ao longo de milhões de anos. O processo foi lento, uma vez que estes cálculos são muito exigentes tanto técnica como computacionalmente. Contudo, ao longo dos anos foi sendo possível levar estas integrações cada vez mais longe no tempo, ao ponto de hoje já se estudar a evolução de órbitas planetárias em tempos mais longos do que a própria idade do sistema solar.
Essencialmente, estas integrações a longo termo mostraram que as ressonâncias são o mecanismo principal do caos lento: pequenos efeitos cumulativos podem resultar em perturbações significativas que levam a comportamentos irregulares nas órbitas dos planetas. Um dos pioneiros destas integrações foi Jacques Laskar, quem primeiro integrou o sistema solar, excluindo Plutão, para um intervalo de tempo de 200 milhões de anos, e analisou nesta escala de tempo as variações dos elementos orbitais relevantes para a configuração global do sistema: excentricidade, inclinação do plano orbital e tamanho da órbita de cada planeta. O algoritmo permite também a detecção de caos, por exemplo lançando várias condições iniciais muito próximas para averiguar se as órbitas correspondentes apresentaram divergência exponencial, a habitual assinatura do caos.
Por último, demosntrem-me como é que estes cálculos (http://www.geocities.com/lemagicien_2000/mathpage/calcorb/calcorb.html#t6) podem confirmar que há um dia perdido? Como é que há um cálculo desses nas minhas sebentas de cosmologia? Gostava de saber!

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Terceira estória parte III

Essa mentira foi amplamente divulgada na década de 60 e início de 70 como resultado dos esforços de Harold Hill, então presidente da Curtis Engine Company em Halenthorpe (Baltimore), Maryland. No seu livro de 1974, "Como viver como filho de um rei", Hill devotou um capítulo inteiro à estória (páginas 65-77), e explicou como ela foi difundida. Ele declarou que na ocasião falou para estudantes secundaristas e universitários sobre assuntos relacionados à Bíblia e à ciência, e que a estória do "dia que faltou" da NASA foi uma das que ele falou com mais freqüência (páginas 65-66). De alguma maneira (mesmo Hill nunca soube como), Mary Kathryn Bryan, uma colunista do Evening World, de Spencer, Indiana, recebeu um relato por escrito da estória de Hill e o publicou em sua coluna.
Mais tarde, Hill observou, "vários noticiários pegaram a estória e ela apareceu em centenas de lugares" (página 69, no original). Ao relato, sem dúvida, foi proporcionado uma certa quantidade de credibilidade embutida, quando Hill sugeriu, relativamente ao programa espacial em Goddard: "Eu estava envolvido desde o início, através de arranjos contratuais com minha empresa" (1974, página 65). [Quando isso foi verificado, viu-se que a conexão de Hill com a NASA era, na melhor das hipóteses, tênua; sua empresa nunca teve nenhum contrato para prestar serviços em geradores elétricos em nenhuma agência governamental. Ele nunca foi contactado de nenhuma maneira para missões de operação ou planejamento].
Todos os esforços para confirmar a origem da estória falharam. Depois que um artigo sobre o assunto apareceu, em Abril de 1970, no "Bible-Science Newsletter", vários leitores da revista escreveram a Hill. Num artigo subseqüente, a revista fez menção ao fato de que, depois que o artigo foi publicado em 1970, alguns leitores finalmente receberam uma carta de Hill na qual ele declarava não ter sido o criador da estória. No seu livro publicado em 1974, ele confessa não haver testemunhado o incidente da NASA pessoalmente, e afirmou ainda que não podia se lembrar quando nem onde foi a primeira vez que a ouviu, mas insistiu que "minha incapacidade de fornecer documentação do incidente do ‘dia que faltou’, de maneira nenhuma diminui sua autenticidade" (página 71).

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Terceira estória parte II

Primeiro, Rimmer especificamente declara que está fazendo uma citação de Ball e Totten, apesar de nenhuma das declarações que fez terem sido colocadas entre aspas. Segundo, o livro de 1890 que Totten escreveu ("O Longo Dia de Josué e o Relógio do Sol de Ahaz") nunca foi citado por Rimmer, o que parece um pouco estranho, considerando que Rimmer devotou um capítulo inteiro sobre o assunto no seu próprio livro.
Terceiro, não há referências bibliográficas de Rimmer sobre os trabalhos de Ball e Totten – novamente pouco usual, uma vez que Rimmer baseia toda sua argumentação na validade dos declarações daqueles autores.
Quarto, inúmeros outros escritores têm feito sérios esforços para determinar a validade da afirmação de Rimmer, tanto quanto aquelas de Ball e Totten, mas sem sucesso. Por exemplo, Bernard Ramm, no livro "A Visão Cristã da Ciência e das Escrituras", discute o ponto-de-vista de Dr. Rimmer e sua referência a Totten. Ramm incluiu suas conclusões pessoais considerando a documentação oferecida por Rimmer, Totten e Ball nomenclatura bem escolhida. Ele observou: "Isso eu não fui capaz de verificar para minha própria satisfação... Dr. Kulp tentou checar essa teoria em Yale [empregador de Totten] e na Inglaterra [residência de Sir Edwin Ball], e não encontrou nada que verificasse isso". (1959, página 109 a 117).
Como tal história se originou é muito mais difícil de saber do que como ela circula. Quando uma história é "corroborada" com o nomes de pessoas de credibilidade e fatos relevantes, o povo não se preocupa em investigá-la. Uma vez aceita, ela então é usada no que o crédulo na Bíblia vê como um justa defesa da palavra de Deus.Com todas as evidências agora disponíveis, a história de Ball, Totten e Rimmer simplesmente não são verdadeiras, e não podem mais ser usadas nem em defesa da Bíblia nem na defesa da palavra de Deus. O mesmo pode ser dito acerca da versão moderna da história. Novamente, alguns fatos anteriores são necessários. Quando o relato, da maneira como fez o Dr, Rimmer, foi publicado pela primeira vez, causou aparentemente grande excitação, e foi aceita sem contestação por aqueles que estavam ansiosos em mostrar como a ciência "comprova" uma verdade bíblica. Depois que essa excitação inicial diminuiu, a história foi esquecida, ou deixada de lado, e eventualmente relegada na pilha de relíquias da história. Sua permanência lá, contudo, foi breve. Alguém (até agora ninguém sabe quem) redescobriu a história, tirou fora a poeira, deu a ela algum embelezamento (sem dúvida para fazê-la mais de acordo com os conhecimentos científicas modernos), colocou nomes (de indivíduos, empresas e cidades), e então, intencionalmente, embutiu nela referência a uma agência governamental bastante popular, que foi/é bastante conhecida pelo público (a NASA – Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço). Com a reedição da história agora completa, colocou nela uma credibilidade que poucos pensaram em duvidar ou questionar.

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03/05/2007

O Relojoeiro Cego

"O Relojoeiro Cego" de Richard Dawkins.


Richard Dawkins iniciou seu livro The Blind Watchmaker [O Relojoeiro Cego] , sua influente reafirmação do darwinismo, com a observação que "A biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejadas para um propósito". Poderíamos considerar a possibilidade que os organismos vivos dão aquela aparência porque na verdade eles foram planejados? Dawkins, que é virtualmente o exemplo definidor de um materialista científico intransigente, lida aquela sugestão com o desprezo que ele acha merecedor. O objetivo da ciência evolucionária, ele afirma, é explicar com as coisas complexas são feitas a partir de um começo simples. Um Planejador não evoluído que seja presumivelmente mais complexo do que as coisas que ele planeja não cabe naquele quadro. No A Escalada do Monte Improvável Dawkins nomeia os organismos de "designóides" -- significando que as coisas se parecem exatamente como se tivessem sido projetadas, mas que na verdade foram feitas pelo "relojoeiro cego"-- i.e., as forças darwinianas inconscientes de mutação e seleção [natural].

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26/04/2007

Terceira estória e introdução à crítica


“Harold Hill, presidente da Companhia Curtis de Baltimore - Maryland - e conselheiros do programa espacial, refere o seguinte achado: Uma das coisas mais incríveis que Deus fez entre nós, sucedeu recentemente com nossos astronautas e pesquisadores científicos em Green Belt - Maryland. Estavam verificando a posição do Sol, a Lua e dos Planetas para saberem onde se encontrariam dentro de cem anos e também nos próximos mil anos. Estes dados tornam-se indispensáveis para poder-se enviar satélites ao espaço e evitar que choquem com alguma coisa uma vez que estejam em órbita. Deve-se projetar a órbita levando em consideração o tempo de vida do satélite ao mesmo tempo se conhecer às posições dos planetas para que os satélites não venham a ser destruídos. Foram feitos os computadores percorrerem, através dos séculos e de repente pararam. O computador principiou a emitir um sinal vermelho de alerta, indicando que existia algum erro nas informações que lhe haviam sido fornecidas e com os resultados comparativos com as normas estabelecidas. Resolveram chamar o departamento de manutenção para fazer-se uma revisão geral e os técnicos chamados comprovaram que a aparelhagem encontrava-se em perfeitas condições. O diretor operacional da IBM indagou qual seria o problema e para sua surpresa a resposta foi: “Encontramos que falta um dia nos dados do universo do tempo transcorrido na história”.”

No décimo capítulo do Velho Testamento do Livro de Josué, está relatado que o Sol "parou". Circula, com freqüência, a história de que cientistas da NASA, usando computadores para calcular as órbitas da Terra e do Sol, encontraram o que seria um "dia perdido". Depois de muitos exames, esses cientistas usaram seus computadores para descobrir o dia que faltava, provando que o registro bíblico é correto. Essa história é verdadeira?

Histórias similares têm circulado por mais de meio século. No seu livro de 1936 – "A Harmonia da Ciência e Escritura", Harry Rimmer dedicou o último capítulo inteiro à "Moderna Ciência e o Longo Dia de Josué". Nessa discussão, Rimmer reconta a história bíblica de como Deus fez o Sol parar (Josué 10), e então faz as seguintes declarações concernentes ao milagre: "O testemunho final da ciência é que tal dia está faltando no registro do tempo. Por mais que o tempo se prolongue, o registro deste dia deve permanecer. O fato é atestado por eminentes homens de ciência, dois dos quais eu cito aqui". (1936, p. 280)

Dr. Rimmer então menciona dois cientistas – Sir Edwin Ball, um astrônomo britânico, e Charles A. I. Totten, um professor de Yale. Ele informa ter sido Ball o primeiro a noticiar que "quarenta e quatro horas foram perdidas no tempo solar". Rimmer então faz a pergunta: "Para onde eles foram, o que foi que causou esse estranho lapso, e como ele aconteceu? (p. 280). Rimmer então oferece o que ele chamou de sumário do livro de Totten onde, ele diz, a informação poderia ser encontrada para provar exatamente como o dia perdido foi descoberto. Rimmer dá até o dia e o mês exatos no qual a batalha de Josué foi travada – Quarta-feira, 22 de Julho (p.226).

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25/04/2007

Liberdade: Vá para fora!

Para comemorar a liberdade que ganha à 33 anos, decidimos usufrui-la.
Fomos a caminho de Espanha (onde não se via a não ser portugueses... os espanhóis estavam a trabalhar). Fomos ao encontro das Tapas e dos preços baixos.

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20/04/2007

Religião vs Ciência e Filosofia

«Da filosofia à ciência o processo é contínuo, e já foi repetido em muitos domínios. «De que é feita a matéria?» era uma pergunta filosófica até se compreender o suficiente para formular hipóteses testáveis e, eventualmente, um modelo científico bem fundamentado. Há séculos que andamos nisto, avançando mais nuns domínios que noutros. E cada avanço levanta mais perguntas que é preciso compreender, e, uma vez compreendidas, tentar responder. Perguntas filosóficas que se transformam em perguntas científicas que dão respostas científicas e levantam novas perguntas filosóficas.»

«Nem a filosofia pode vencer a ciência nem a ciência vencer a filosofia. São ambas parte do mesmo processo de compreensão. Mas o [leitor] tem razão em se preocupar com a religião, que sempre foi a roda quadrada desta carroça. A religião assume que já sabe as respostas e nem sequer gosta de perguntas. Enquanto as outras se ajudavam e avançavam a religião ficou na mesma, cada vez mais isolada da realidade.»(«Ciência, Filosofia e Religião.», no Que Treta!)

«Para além disso, a ciência assenta em verificação experimental e a religião assenta na fé, que por definição dispensa qualquer tipo de comprovação, pelo que as duas abordagens ao conhecimento são completamente irreconciliáveis. E considerando que ao longo de boa parte da História da humanidade se tentou arduamente aproximar ambas parece pouco provável que a conciliação alguma vez aconteça» («O perímetro da ignorância», no De Rerum Natura)

http://www.ateismo.net/diario/2007/04/atesmo-na-blogosfera_20.php

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19/04/2007

A lei do mais apto

"Não é a mais forte das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor reage à mudança."
Charles Darwin (1809-1882)



http://terraquegira.blogspot.com/

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18/04/2007

Diagnóstico genético não deve ser usado para escolher características



O parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida pronunciou-se sobre o Diagnóstico Genético Pré-Implantação. Esta técnica tem a capacidade de identificar o sexo do bebé que o embrião estudado der origem e a existência de de anomalias genéticas que são causa de doenças hereditárias e de malformações congénitas graves (hemofilia, "doença dos pezinhos").


O conselho considera contudo que a utilização desta técnica para a selecção de embriões em função de características físicas que não estão associadas a qualquer patologia, designadamente, para escolha ou melhoramento de características consideradas normais é eticamente inaceitável.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=21351&op=all

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17/04/2007

O Método Científico

Ao aplicar este método sabemos se a “nossa” teoria estará certa, ou errada. Se podemos confiar nela, ou se temos de mudar de ideias.

Karl Poper concebeu o método científico como uma sequência de refutações. Primeiro inventam-se as hipóteses, de seguida faz-se o possível para as refutar. Se a hipótese resistir ao falseamento será aceite até aparecer qualquer facto que a contradiga.

As 4 etapas:
1 – Ocorrência do Problema
2 – Formulação da hipótese
3 – Dedução de consequências a partir da hipótese formulada
4 – Comprovação experimental

Se a hipótese resistir aos falseamentos é elevada a lei ou nova teoria.

Verificação – Os factos confirmam a hipótese (deduções coincidem com os factos)
Falseamento – Os factos refutam a hipótese (deduções são contrariadas pelos factos)
Demarcação – A hipótese não pode ser verificada nem falseada. Não é uma hipótese científica (critério de demarcação entre o que é ciência e o que não o é).

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13/04/2007

A guerra prossegue e procura obter apoios na Igreja Católica.

Stephen Meyer chamou o filósofo Michael Tkacz, director do Instituto de Filosofia Cristã, para lhe perguntar por que motivo os seguidores de Tomás de Aquino não tinham estado presentes num congresso internacional sobre o DI. “Estamos do mesmo lado, ou não?”. Tkacz explica: “A Teoria do DI baseia-se na Falácia Cosmogónica. Essa insistência na ideia de que a Criação significa que Deus produziu, periodicamente, novas e distintas formas de vida é confundir o acto da Criação com o modo como os seres naturais se desenvolvem no Universo”.

O Discovery Institute procura recuperar a hegemonia perdida através de uma atitude diametralmente oposta à do Dalai Lama, que escreve: “Entender a natureza da realidade é possível através da investigação crítica: se a análise científica demonstra que determinadas afirmações do Budismo são falsas, devemos aceitar as descobertas da Ciência e abandonar esses conceitos.”.

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A verdadeira face do DI

A 18 de Outubro de 2004, o conselho escolar de Dover, Pensilvânia, decidiu incluir o DI através do livro “Of Pandas and People”. Onze padres recorreram aos tribunais para anular a decisão.

O caso parecia uma cópia do que aconteceram em Dayton, 80 anos antes. O juiz John Jones III, cristão praticante e nomeado por George W. Bush, ouviu alegações e testemunhos dos litigantes e da defesa, que ficou a cargo do Thomas More Law Center.

O argumento dos litigantes era de que o DI não passa de criacionismo disfarçado. Para a defesa trata-se de uma ciência nos seus primórdios, por detrás da qual não existe religião, o que não deixa de ser curioso pois o próprio “Documento Cunha”, base ideológica do Discovery Institute, declara que é necessário afirmar a existência de provas de um projecto inteligente na Natureza, deu como exemplo o sistema imunitário, “cuja origem os cientistas foram incapazes de explicar”. O advogado dos litigantes levantou-se e colocou diante de Behe 58 artigos publicados em revistas tão prestigiadas como a Science, Nature, Proceedings of the National Academy of Sciences, etc., sobre a evolução do sistema imunitário, perguntando: “Acha que estes artigos não são suficientemente bons?”. Behe defendeu-se: “Nenhum explica a questão de forma rigorosa (…) Se bem que eu não tenha lido a todos”.

Behe foi forçado a admitir que, se a sua definição de Ciência fosse aplicada de modo a englobar o DI, a astrologia também seria uma ciência. Steven Gey comentou: No final, a defesa perdeu nitidamente o processo: ao negar as definições habituais de Ciência, todos percebemos o que se estava a passar”.

A 20 de Dezembro o juiz determinava que ficara demonstrado que o DI não passa de criacionismo disfarçado; é religião a fazer-se passar por ciência.

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A primeira derrota do fundamentalismo religioso

A primeira derrota do fundamentalismo religioso surgiu quando se aprovou, no estado da Luisiana, uma lei que obrigava as escolas a explicar o criacionismo se também ensinassem biologia evolutiva. Em 1987, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu que a lei da Luisiana era inconstitucional, pois violava o princípio da separação entre Estado e religião consagrado na Primeira Emenda. Em resposta, surgiu o livro “Of Pandas and People”. O objectivo não era ensinar biologia, mas expulsar o evolucionismo, acusado de minar osvalores morais e as crenças religiosas dos jovens.

Para terem êxito, não deviam incluir qualquer referência a Deus nas páginas do livro. A começar pelo título, “Creation Biology (1983), eliminaram as palavras “criacionismo” e “criacionista”.

Em 1991, saiu “Darwin on Trial” de Philip Johnson, no qual se acusava a teoria da evolução de ser “pseudociência”, pois não fora confirmada e nem sequer constituída uma hipótese científica. Era uma postura filosófica produto de um evidente materialismo ateu. No livro torna-se claro o verdadeiro objectivo do DI, o qual não é eliminar a evolução mas sim atingir a base de sustentação da Ciência moderna.

A ciência é metodologicamente naturalista: procura explicações naturais para o mundo natural. Johnson reuniu-se com o filósofo Stephen Mayer, vice-presidente do Discovery Institute, para delinear uma estratégia de substituir a “ciência materialista” pela “ciência teísta” e transformar o DI na “perspectiva dominante na Ciência”.

Na reunião “Reivindicando a América para Cristo”, em 1999, Johnson proferiu que “O DI é um movimento ecuménico. Permite-nos ter um ponto de apoio nas revistas científicas e outro nas revistas de diferentes confissões religiosas. A teoria darwiniana da evolução contradiz não apenas o Génesis como toda a Bíblia”

Em 1993, o movimento DI, inicio a actividade graças a um donativo de 450 mil dólares. Johnson, fundador do Discovery Institute, planeia a “Wedge Stategy” (estratégia da cunha), na qual lança uma guerra cultural contra a concepção da Ciência moderna, espalhando a ideia de que a evolução é uma teoria em crise.

O braço jurídico do Discovery Institute, o Thomas More Law Center, proporciona assistência e apoio a todos os conselhos ou associações que pretendam introduzir o DI. O programa IDEA conseguiu “colocar” conferências em universidades com o prestígio de Yale.

As entrevistas aos membros são controladas por assessores de imprensa. Quando um jornalista da cadeia ABC perguntou a Stephen Meyer se os cristãos evangélicos figuravam entre os principais patrocinadores, o assessor interrompeu e avisou: “Não creio que queira ir por esse caminho”.

Ao politizar as teorias científicas, conseguem retirar-lhes força, pois para a sociedade, os cientistas são o grupo profissional que goza de maior credibilidade.

O Discovery Institute quer separar o DI do Criacionismo. Negando associação com o Deus dos cristãos, mas os seus membros são fundamentalistas cristãos. Interrogados sobre quem foi o “desenhador”, encolhem os ombros e respondem que não podem dizer nada em termos científicos.

O único argumento a favor da existência de um criador inteligente é o da improbabilidade. É um raciocínio antigo. A versão moderna contém a analogia do relojoeiro: se encontramos um relógio numa mata, pensaremos que alguém o perdeu, e não que surgiu ali pelo concurso de circunstâncias naturais.

Michael Behe limita-se a conferir que é a “Teoria do Dedo de Deus”: como não podem explicá-lo como resultado da evolução, torna-se necessário um criador. Misturando o que não foi explicado com o inexplicável.

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11/04/2007

Teremos sido Desenhados?

Em 2004, a Comissão Teológica Internacional tornou público um documento (“Comunhão e Administração”). No parágrafo 69 é referido o facto evolutivo e diz que a acção causal de Deus se pode exprimir que como necessidade quer como contingência. No entanto, admite que “um grupo crescente de cientistas” defende a existência de uma criação deliberada da Natureza, que o conceito central da teoria evolutiva é incorrecto.

O criacionismo, expulso pelo Supremo Tribunal, surge agora disfarçado sob uma imagem mais asséptica e menos cristã, o Desenho Inteligente (DI).

No dia 10 de Julho de 1925, o treinador John Scopes foi acusado de violar o Decreto Butler do estado do Tennessee; a lei, em vigor até 1967, proibia que se ensinasse nas escolas “qualquer teoria que negue a história da Criação Divina do Homem”. O mais irónico é que Scopes nunca chegou a dar uma aula sobre a evolução; ninguém lhe perguntou, porque nunca foi chamado a prestar declarações.

Deus criou o mundo em seis dias e, segundo os cálculos que o arcebispo anglicano James Ussher, a Terra foi criada na véspera do dia 23 de Outubro do ano 4000 a.C.

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29/03/2007

Duas Estórias, parte II

Segunda:

"A luz inicial veio do nada e depois Deus fez o Sol e pô-lo no sítio de onde vinha a luz para pensarmos que era o Sol a dar a luz."

Estas histórias estão tal qual eu as ouvi de mais do que uma pessoa que o dizia com uma cara séria, e eu o tentava ouvir também com uma cara séria…

Passo às críticas (construtivas):


Uma teoria para explicar o aparecimento da luz antes das estruturas que a produzem (estrelas) é um pouco estranha. A cosmologia tem uma resposta séria, plenamente de acordo com os cálculos e confirmadas em laboratório, mas há quem não aceite estas respostas e tente outros esquemas mais imaginativos para a explicação do aparecimento da luz antes de qualquer estrutura universal. A explicação cosmológia: A explosão de matéria foi muito violenta e projectou fotões resultantes da aniquilação da matéria com a antimatéria. Esta luz com o passar do tempo foi-se diluindo no Universo e tornou-se anémica, hoje é conhecida como radiação de fundo em microondas. A chuva que às vezes aparece nas nossas televisões confirma que essa radiação existe, e se existe veio da grande explosão. Era a luz inicial. Porém outra teoria afirma apenas, e sem nada para provar, que Deus fez a luz e depois pôs os corpos no sítio de onde vinha a luz. Isto é, Deus fez-nos a luz do Sol, e depois pôs o Sol no lugar de onde vinha essa luz. Alguma lógica?? Não! Eu e um amigo meu, matemático falava-mos desta teoria a rir porque há maneiras ridículas de não querer acreditar em outra teoria, que é séria.

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26/03/2007

Duas Estórias, parte I

Primeira:

"Um astronauta foi ao espaço e ouviu vozes a cantar, disse que eram anjos."

Passo às críticas (construtivas):

Existem 2 tipos de ondas: as ondas electromagnéticas (luz) e as ondas mecânicas (som). As ondas electromagnéticas deslocam-se em qualquer meio enquanto que as ondas mecânicas se deslocam apenas onde o seu meio permite, ou seja, onde haja meio de propagação favorável. O som desloca-se onde haja partículas que transportem o som, o som, na Terra, é transportado pelo ar, não é mais que choque de partículas, logo se houver partículas suficientes para dar continuidade a esses choques o som chega até onde o número dessas partículas seja suficiente. Como no Universo é praticamente tudo vácuo (0 partículas) como pode o som propagam-se a não ser onde a concentração de partículas seja elevada?

A história de um astronauta que foi ao espaço e afirmou ter ouvido vozes pode ser muito duvidosa. Os sons poderiam ser do interior da sua nave, se ele estivesse no interior desta; podia ser algo na comunicação incorporada no seu fato, se ele estivesse fora da nave. Ele não poderia ter ouvido nada: 1 – o som não se propaga no espaço; 2 – o fato não o deixava ouvir nada do exterior.

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criacionismo vs cerveja












A perspectiva mais radical do «criacionismo» desfaz-se num minuto. Por exemplo: acreditar que o mundo foi criado há exactamente 6000 anos significa esquecer que a cerveja foi inventada cerca de 2500 anos antes dessa data. É uma injustiça.

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08/03/2007

Design Inteligente??

O fundamentalismo cristão nasce nos ambientes protestantes e caracteriza-se pela decisão de interpretar literalmente as Escrituras. Mas para que possa haver uma interpretação literal das escrituras, é preciso que estas possam ser livremente interpretadas pelo crente, e isto é típico do protestantismo. Não pode haver fundamentalismo católico porque a interpretação das Escrituras é mediada pela Igreja.

Já com os padres se tinha desenvolvido uma hermenêutica mais flexível, como a de Santo Agostinho, que não hesitava em admitir que a Bíblia recorria com frequência a metáforas e alegorias, e que os sete dias da Criação podiam ter sido sete milénios.

Uma vez admitindo que os sete dias da Criação são um conto poético que pode ser interpretado para além da sua letra, o Génesis parece dar razão a Darwin: primeiro tem lugar uma espécie de Big Bang, com a explosão de Luz, depois os planetas ganham forma e a Terra sofre os grandes choques geológicos (as terras separam-se do mar), em seguida aparecem os vegetais, os frutos e as sementes, e por fim as águas começam a fervilhar com seres vivos (a vida surge a partir da água), os pássaros levantam voo, e só depois, aparecem os mamíferos (é imprecisa a posição genealógica dos répteis, mas não se pode exigir demasiado do Génesis).

No fim aparece o homem que é criado a partir do barro, ou seja, de matéria precedente. Mais evolucionista do que isto não pode ser.

O que é que a teologia católica pretexta para não se identificar com um evolucionismo materialista? Tudo é obra de Deus, como é óbvio, e também que na escala evolutiva se verifica um salto qualitativo, quando Deus introduziu num organismo vivo uma alma racional imortal. É apenas este o ponto em que se funda a batalha materialismo/espiritualismo.

Um aspecto interessante nos EUA para reintroduzir a doutrina criacionista nas escolas é que não se está a falar tanto de criação divina quanto de “Desenho Inteligente”.

A ideia é: não queremos impor-vos a presença de um barbudo antropomórfico, queremos apenas que aceitem que, a ter existido um desenvolvimento evolutivo, tal não aconteceu ao acaso mas de acordo com um plano que não pode deixar de depender de uma qualquer forma de Mente (é o mesmo que admitir que o “Desenho Inteligente” admite um Deus panteísta em vez de transcendente).

Curioso é que o Desenho Inteligente não exclua um processo casual que se processa através de tentativas e erros, como o darwinismo, de modo que só sobrevivem os indivíduos que melhor se adaptam ao meio ambiente no decurso da luta pela vida.

Como fazer uma estátua a partir de um bloco de pedra, a imagem da estátua vai aparecendo por tentativas deitando-se fora o excesso.

Um Desenho Inteligente pode manifestar-se através de uma série de aceitações e repulsas daquilo que o caso oferece. Temos de decidir se primeiro está o Desenho, que escolhe e rejeita, ou se é o Caso que, aceitando e rejeitando, se manifesta como a única forma de Inteligência – o que equivaleria a dizer que é o Caso que faz Deus.

Umberto Eco – A Passo de Carangueijo

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06/03/2007

O Que explodiu?

O big bang é uma teoria que descreve a evolução cósmica no tempo que decorreu desde uma pequeníssima fracção de segundo após o que quer que tenha acontecido que deu origem ao universo, mas não diz nada sobre o tempo zero em si. Já que, de acordo com a teoria, no começo supostamente ocorreu uma explosão. Não nos diz nada sobre o que explodiu, porque explodiu, como exoplodiu.

Einstein e todos os cientistas da época “sabiam” que o universo à maior das escalas era fixo e imutável. Einstein procurou uma modificação das equanções da relatividade geral que permitisse um universo de acordo com o preconceito prevalecente. Foi introduzida nas equações da relatividade geral a constante cosmológica.. Esta era uma forma exótica de energia que preenchia todo o espaço.

Hoje os físicos invocam a “energia escura”, que se assemelha à velha noção de éter e à nova noção de campo de Higgs.

Pressões positivas contribuem para a gravidade atractiva; as pressões negativas contribuem para a gravidade repulsiva. Quando a pressão é negativa, existe uma competição entre a gravidade atractiva normal, que surge da massa e energia, e a gravidade repulsiva exótica, que surge da pressão negativa.

A matéria e a radiação exercem uma força gravitacional atractiva. O novo termo cosmológico exerce uma força gravitacional repulsiva. Einsteis conseguia equilibrar estas duas forças para produzir um universo estático.

Hubble mostrou que o universo não é estático. Se Einstein tivesse confiado nas equações originais da relatividade geral, teria previsto a expansão do universo. Einstein arrependeu-se e apagou a constante cosmológica.

E se o campo de Higgs congelasse a uma energia não nula e aí permanecesse enquanto o resto do universo continuava a arrefecer? O campo de Higgs ficara superarrefecido. Esta situação é análoga ao que acontece com a água altamente purificada, que pode ser superarrefecia a menos de 0ºC, porque a formação de gelo requer impurezas em torno dos cristais.

Um campo de Higgs que fique preso num planalto não só preenche o espaço com energia como também contribui com uma pressão negativa uniforme: tem as mesmas propriedades da constante cosmológica.

Processos quânticos irão causar saltos aleatórios no valor do campo de Higgs permitindo que a sua energia e pressão relaxem para zero. Este salto pode ter acontecido num tempo tão curto como 10-35 segundos.

A energia e a pressão negativa dos campos de Higgs é mais de 10100 vezes maior que o valor que Einstein escolhera.

Quando o universo era muito denso a energia era carregada por um campo de Higgs, num valor afastado do seu ponto mais baixo: é o inflatão. Devido à pressão negativa, o inflatão gerou repulsão gravitacional, levando o universo a inflacionar. A repulsão durou apenas 10-35 segundos.

O universo expandiu-se por um factor de 1030 ( como escalonar uma molécula de DNA ao tamanho da Via Láctea em menos de um bilionésimo de bilionésimo de segundo).

Nenhuma da luz emitida pela maior parte do universo poderia ter-nos alcançado, e muita não chegará senão muito depois de o Sol e a Terra terem morrido.

O espaço continuou a crescer e a arrefecer permitindo que as partículas de matéria se agregassem em estruturas como galáxias, estrelas e planetas.

- "O Tecido do Cosmos" - Brian Greene

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28/02/2007

Entropia e datação do Universo

Se a relatividade nos ensina que a passagem do tempo depende da rapidez com que nos movemos e do campo gravitacional em que estamos, de que tratamos quando os astrónomos falam do universo inteiro como tendo uma idade bem definida de 14 mil milhões de anos?
O Universo está recheado de uma radiação de microndas, que se diluiu progressivamente e arrefeceu até aos 2,7 graus acima do zero absoluto.
Nos seus estados iniciais o Universo não estava povoado por aglomerados de matéria grandes, de grande entropia. A uniformidade da radiação da temperatura da radiação confirma que o jovem universo era homogéneo – o que implica baixa entropia.
À escala das moléculas a água é heterogénea. Mas, se fizermos a média sobre os granulados moleculares de pequena escala e examinarmos a água às escalas “grandes” do quotidiano, a água no copo parece-nos uniforme. Quando o universo é examinado a escalas suficientemente grandes parece-nos homogéneo. A uniformidade da radiação é assim um testamento fossilizado de uma grande uniformidade.
Se o universo não tivesse simetria no espaço, se a radiação de fundo fosse completamente desordenada, com temperaturas muitíssimo diferentes em regiões diferentes, o tempo, num sentido cosmológico, teria pouco significado. Relógios em locais diferentes mostrariam a passagem do tempo a ritmos diferentes.
Se passássemos por uma fábrica e víssemos uma série de coisas a voarem violentamente para fora em todas as direcções, provavelmente pensaríamos que houvera uma explosão. Se seguíssemos os percursos dos fragmentos de metal e pedaços cimento ao contrário, acabaríamos por encontrá-los a todos a convergir para um sítio que seria um candidato muito provável ao local onde a explosão ocorrera.

"O Tecido do Cosmos" - Brian Greene

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