5 de Nov de 2009

Campo de Higgs, a Massa e o Cientista



O meu primeiro post no astroPT é este: "Campo de Higgs, a Massa e o Cientista".

Campo de Higgs:

A 10-42 segundos após o Big Bang, crê-se que a temperatura terá sido cerca de 1032 Kelvin. N este momento todos os campos oscilavam violentamente. Ao arrefecer e expandir, a radiação e a densidade de matéria ficavam diluídas.

Quando a temperatura baixou o suficiente, o campo de Higgs condensou num determinado valor não nulo através de todo o espaço. O universo estaria, então repleto de um campo de Higgs uniforme e não nulo.

O campo de Higgs é como um éter que banha todo o Universo. É bastante importante porque crê-se ser a sua partícula (o bosão de Higgs) a conferir massa às partículas.

Higgs e a origem massa:

Podemos sentir os nossos músculos a trabalhar. Quanto maior a massa do objecto a ser movido, maior a força que os músculos terão de exercer. Neste sentido, a massa de um objecto representa a sua resistência a mudanças do seu movimento. De onde vem esta resistência a ser acelerado? O que dá inércia a um objecto?

O oceano de Higgs, no qual estamos todos imersos, interage com os quarks e com os electrões: resiste às suas acelerações. As forças que exercemos milhares de vezes por dia para mudar a velocidade deste ou daquele objecto são forças que lutam contra o arrastamento do oceano de Higgs.

Para acelerar um objecto submerso em água, teríamos de empurrar com mais força. Ele resistirá às nossas tentativas para mudar a sua velocidade mais fortemente do que quando não está na água, e assim comporta-se como se tivesse aumentado a sua massa. As partículas elementares resistem a tentativas de mudança das suas velocidades – adquirem massa.

Se não fosse o campo de Higgs, todas as partículas fundamentais seriam como o fotão, e não teriam qualquer massa.

O bosão de Higgs é a única partícula do modelo padrão que ainda não foi observada. Quando se confirmar experimentalmente a sua existência iremos saber o porquê das massas de cada partícula do modelo padrão. O bosão de Higgs foi predito em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs, trabalhando as ideias de Philip Anderson.

O LHC vai dar-nos uma resposta. Qualquer que seja a resposta será sempre importante. Ou confirmará a previsão, o que é fantástico, ou não confirma, o que será maravilhoso pois temos de procurar mais e novas ideias vão jorrar. O cientista não pode estar à espera de uma resposta favorável à sua ideia. O cientista estuda a natureza tal qual ela é e funciona. Qualquer que seja a resposta é a abertura para a descoberta da realidade.

Na Gazeta de Física podemos encontrar uma excelente analogia com o campo de Higgs. Vou transcrever a descrição:
“..Entra na sala um cientista de grande renome, uma verdadeira estrela, e à medida que atravessa a sala cria, naturalmente, a cada passo, uma aglomeração de admiradores, ansiosos por falarem com ele.

…Isto impede-o de percorrer a sala normalmente, criando-lhe uma resistência ao movimento, como se a sua massa aumentasse, tal como acontece a uma partícula que se move através de um campo de Higgs.

…Se um rumor atravessa a sala,

… também produz um efeito de aglomeração, mas desta vez entre os próprios cientistas na sala. Estes aglomerados são como as próprias partículas Higgs.”

Poderão ver as ilustrações na fonte.

Fontes:
“O Tecido do Cosmos”, Brian Greene

Wikipedia – Bosão de Higgs

Gazeta de Física – “O que é o bosão de Higgs e porque o queremos encontrar?”

17 de Out de 2009

Rápidas: Onde está a ISS?


A NASA tem um site onde é possível saber onde está a Estação Espacial Internacional. A imagem aparece em tempo real.

Este é o site que o mostra.

E este é um site que nos informa de quando a ISS vai passar por cima de nós. A ISS é visível a olho nu!

12 de Out de 2009

Rápidas: Deus Não Criou os Céus e a Terra - Problemas de Tradução...



No blog Sem Ciência aparece uma notícia intrigante. Uma descoberta interessante. Começa assim: "“No princípio, Deus criou os Céus e a Terra” seria uma afirmação incorreta de acordo com o estudo de uma pesquisadora holandesa."


Ellen Van de Wolde, divulgou recentemente a sua tese na Universidade de Radbound. Ellen é "professora que refuta as primeiras palavras da Gênesis ensina e pesquisa o Velho testamento e textos fonte do judaísmo na universidade. Para ela, houve um erro de tradução e interpretação da Bíblia." refere o blog.

Ainda podemos ler que:

"Após uma análise do texto original hebraico, levando em conta seu contexto, ela afirma que a palavra “bara”, que é usada na primeira frase do Gênesis, não significaria “criar”, mas sim “separar”, de forma que o Velho Testamento começaria com: “No princípio, Deus separou os Céus da Terra”."
E que:

"Na sua interpretação, o Gênesis não fala sobre o princípio absoluto do tempo, mas sim do início de um determinado ato – o que significa que o início da Bíblia não é o princípio de tudo, mas o de uma narrativa."

Bem, os fanáticos pelas escrituras literais e pelo "colar" as peças à na sua cosmovisão poderão chegar à seguinte hipótese:
Afinal a poeira sempre existiu e a Terra e os céus vieram dela. Bom, mas mesmo assim.. hmm.. foi Deus.

Até onde isto nos leva? Uns trabalham para encontrar pistas e os outros aproveitam e colam essas pistas na sua visão deturpada? Ou deturpam as "peças" recortando-as à medida dos buraquinhos? Limam as arestas dos cubos e esculpem as esferas. Assim, os cientistas podem descobrir o que quiserem. É só colar a magnífica e irrefutável frase: "mas quem criou isso foi Deus". Bom, sendo assim, um dia chegaremos ao Big Bang e, encostados ao limite temporal do início dirão o mesmo: "mas quem o criou foi Deus". É que assim não encaixa...

Fonte:
Sem Ciência - Deu não criou Céu e Terra, diz pesquizadora

6 de Out de 2009

Rápidas: Colisão de Campos



No blog Eternos Aprendizes é apresentado um é-nos apresentada a hipótese de que "o Universo ainda está se expandindo e que vivemos em uma diminuta região de estabilidade, uma bolha cósmica em meio a uma gigantesca tormenta universal." A pergunta que fica é: como podemos aferir esses Universos se estão para além do nosso?

Neste artigo de Anthony Aguirre e Atthew Johnson, de 21 de Setembro de 2009. Transcrevo o abstract (in Eternos Aprendizes):

"Neste quadro de eterna inflação guiada por uma potência escalar de mínimos múltiplos, nosso Universo observável reside dentro de uma das diversas bolhas formadas pelas transições de um falso vácuo. Essas bolhas necessariamente colidem entre si, perturbando a homogeneidade e isotropia de nossa bolha interior e possivelmente levando a assinaturas detectáveis na porção observável de nossa bolha cósmica, potencialmente na radiação cósmica de fundo de microondas (CMB – Cosmic Microwave Background) ou outras sondagens de alta precisão. Isto constitui um teste direto experimental da teoria da eterna inflação e o cenário do vácuo da teoria das cordas. A forma simplificada de abordar esta possibilidade pode se resumir a responder 3 questões: O que acontece em uma colisão genérica em bolhas cósmicas? Quais são os efeitos observacionais que poderiam ser esperados? Como poderíamos observar tal colisão? Nesta revisão nos relatamos o progresso corrente em cada uma destas questões, melhoramos alguns dos resultados existentes e tentamos estabelecer direções para futuras pesquisas."

A resposta poderá estar na colisão dos campos dos outros Universos com o nosso. "
Este choque cósmico haveria deixado seu marca na forma de várias facetas simétricas na radiação cósmica de fundo de microondas". A sonda Plank está a captar imagens da Radiação Cósmica de Fundo em Microondas, e poderá revelar surpresas.


Fontes:

Eternos Aprendizes - "
Quando Universos colidem, como saber sobre isso?"

Imagem

24 de Set de 2009

O Perigo (Crime) da Desinformação na Internet


A Internet é uma grande fonte de informação, tanto da credível como da despresível, perigosa e da criminosa. Já li sobre várias teorias da conspiração mas as relacionadas com a Gripe são as piores. Não por serem as mais infundadas, ou fundadas em fontes que não são as melhores, mas por incentivarem à não vacinação, por exemplo.

No blog do professor João Vasconcelos Costa pode ler-se algo a desmentir, ou melhor a desmistificar o perigo da vacina da Gripe A H1N1:
"em 1976, houve uma epidemia nos EUA, conhecida como New Jersey, de um vírus também H1N1, cuja vacina causou acidentalmente um número considerável de casos de uma doença relacionada com infecções virais, o sindroma de Guillain-Barré (SGB), um quadro clínico essencialmente caracterizado por paralisias diversas.

1. Ainda não há vacina para a gripe pandémica de 2009. A comparação com casos anteriores é especulativa. Cada epidemia é diferente (H1N1 é coisa muito larga, até há vírus sazonais deste tipo), cada vacina é diferente. Acidentes na Medicina sempre houve e são a excepção, nada que justifique suspeitar de que se repitam sistematicamente. Pelo contrário, servem para se aprender e estar atento a evitá-los no futuro.

2. Se a H1N1 de 1976 (New Jersey) tivesse relação com esta até era bom, estávamos imunizados. Repito, não se pode fazer comparações, muito menos em relação a uma vacina que ainda nem existe.

3. O SGB não é uma situação clínica ligeira ou agradável, mas está muito longe de ser classificado como “doença nervosa fatal”, como diz o artigo. Na grande maioria dos casos cura-se em meses e a mortalidade é inferior a 4%, tendendo a diminuir com os tratamentos actuais.

4. O SGB ocorre depois de variadas infecções virais, principalmente a gripe e também depois de vacinação contra a gripe sazonal, sarampo, hepatite B, etc.

5. Em 1976 houve cerca de 500 casos devido à vacinação, nos EUA. Todos os anos há nos EUA 5000 a 10000 casos de SGB devidos a doenças virais e vacinação.

6. Se estimarmos que um quinto dos americanos foi vacinado em 1976, a incidência de SGB foi de 10/100.000, comparada com a incidência habitual de 2-4/100.000/ano. Foi mais alta mas não enormemente mais.

7. O número de mortes foi de 25, donde uma taxa de mortalidade de 5%, semelhante à habitual.

8. É verdade que estas consequências da vacinação foram superiores às da própria gripe de 1976, mas isto não terá sido devido à vacinação, mesmo com as lamentáveis consequências que teve?

9. A gripe pandémica de 2009 vai com mais de 250.000 casos e mais de 3000 mortos com gripe confirmada laboratorialmente (de facto, provavelmente muitos mais). Vai haver certamente no outono/inverno uma segunda vaga muito maior.

10. Estudos rigorosos mostram que a vacinação de 70% da população causaria o fim rápido da pandemia.

11. Assim, apelos à recusa de vacinação são uma irresponsabilidade criminosa."


A Hemaglutanina (o "H" do H1N1, por exemplo), liga-se a receptores contendo ácido siálico. Terá de construir ligações alfa2-3 e a alfa 2-6. O porco possui os dois tipos de ligação e, desta forma, será elemento que pode misturar as estirpes que possuem estas ligações.

A H5N1 só tem transmissibilidade para humanos a partir de aves em condições muito precárias de higiene. Ao infectar um humano vai formar ligações alfa2-6, numa zona mais profunda dos pulmões. Assim, os poucos infectados correm grande risco de vida.

A H1N1 é transmissível entre humanos. Ao infectar um humano vai formar ligações alfa 2-3, da zona superior respiratória. É mais fácil tratar.

15 de Set de 2009

Rápidas: O Espaço Expande ou o Tempo Pára?


E se, em vez de o espaço estar a exapdir, for o tempo que está a abrandar?


Pois é, o Espaço e o Tempo são duas variáveis interligadas. "Esta é a ideia do Professor Jose Senovilla, e dos seus colegas, que, a partir de Espanha, dizem que não existe qualquer energia negra!" (AstroPT)


"Baseado numa variante da Teoria das Cordas (em que estamos na superficie de uma membrana), o que eles propõem é que o Tempo está a ser convertido em Espaço" (AstroPT)



Por fim, se isto for verdade o tempo irá parar gradualmente enquanto parece que a expansão acelera. O Tempo irá parar. Será que poderá inverter? Como nos irá parecer o Espaço? E o que acontecerá com a Entropia? Sabemos que o Tempo é simátrico e o que determina a seta do tempo é o sentido do aumento da Entropia. O que acontecerá à Entropia?

Para ler mais, aqui

10 de Set de 2009

Novo Projecto: NQBE na FCT


Um novo projecto está em gestação há cerca de um ano. O Núcleo de Química, Biologia e Engenharia (NQBE) está prestes a nascer, na FCT da Universidade Nova de Lisboa.

Uma plataforma fundada por jovens estudantes das áras da Química, Biologia e Engenharia e que tem por objectivo fazer o link entre a comunidade académica e a comunidade profissional das áreas abrangidas.

O Núcleo é aberto a quem pretender dar um pouco de si e do seu tempo a ajudar na contrução permanente desta estrutura. Estão no forno um site e uma newsletter. E está-se a fazer a massa de futuras palestras, fórums, encontros, etc.

Para o Núcleo ser o que o estudante necessita é necessário ter vida. Esta vida é dada por alunos, ex-alunos. professores, empresas e investigadores. Todos nós podemos dispender um pouco do nosso tempo em prol de nós mesmos e dos outros. Pois o que fazemos no NQBE é pela comunidade, que beneficia do que este projecto possa dar, e por nós, que aprendemos algo em colaborar.

Colabora, aprende, investe, partilha!

O site ainda não está a funcionar.


5 de Set de 2009

Ética, Economia e Futuro


A economia pode-nos dar elementos de análise sobre as possíveis alternativas para a prevenção dos efeitos adversos da subida das temperaturas. O que devemos fazer? – é a pergunta. Quando interesses entram em conflito esta questão é sempre de natureza ética.

Como devemos avaliar o bem-estar das futuras gerações, considerando que terão mais bens materiais que nós?

Quase toda a gente reconhece o princípio moral básico de que não se deve fazer algo em seu benefício se prejudicar alguém. E quando causamos algum mal deveremos recompensar a vítima.

As alterações climáticas irão provocar danos. As doenças tropicais vão aumentar o seu alcance. A mudança nos padrões das chuvas levará à falta de alimentos e de água potável. Estas alterações vão afectar um número elevado de pessoas. A OMS estima que, desde 2000 o número anual de mortos devido às mudanças climáticas já superou os 150 mil.

Neste momento, quase tudo o que fazemos e compramos prejudica os outros. Não o podemos evitar. Contudo, recorrendo ao princípio moral básico, devemos tentar parar o mais depressa possível.

O que fazer?

Um projecto industrial que traga benefícios num futuro próximo, mas que emita gases de efeito estufa, e cujos benefícios ultrapassem os custos. Este projecto deve seguir em frente?

Ética dos Custos e Benefícios

Os custos da atenuação são os sacrifícios que a actual geração terá de fazer para reduzir os gases de efeito estufa. Os benefícios são um melhor nível de vida para as gerações futuras. Trata-se de uma discussão ética porque se avalia os benefícios para algumas pessoas em função dos custos para outras. A economia apresenta métodos para avaliar os benefícios em relação aos custos.

O relatório Stern Review on the Economics of Climate Change, de Nicholas Stern. O relatório compara custos e benefícios e conclui que os benefícios obtidos com a redução das emissões de gases de efeito estufa seriam maiores que os gastos para os reduzir. Um outro estudo, de William Nordhaus, conclui que a necessidade de intervenção não é urgente.

Qual a diferença nos diagnósticos de Stern e de Nordhaus? Stern usa uma “taxa de desconto” menor, ou seja, dá menor valor aos bens futuros relativamente aos actuais. Quanto mais no futuro estiverem esses bens mais desconto sofrem. A taxa de desconto mede a velocidade com que o valor dos bens diminui com o tempo. Para Norhaus a taxa é de 6%, enquanto para Stern é apenas de 1,4 pontos percentuais. Parecem valores pequenos mas estamos a olhar no tempo. Um desvio torna-se maior quanto mais tempo permanece. O resultado disto é que, para US$ 1 Bilião em bens, daqui a 100 anos, Norhaus avalia-os em US$ 2,5 mil milhões.

Futuro Mais Rico

E porquê o desconto nos bens futuros? Por dois motivos:

1- Um dos chavões a Economia é que ela cresce sempre, a longo prazo. Isto irá fazer com que, no futuro, as pessoas tenham, em média, mais bens do que nós. E quanto mais bens menor o valor dos bens adicionais. Os bens têm um valor marginal decrescente, desvalorizam.

2- Puramente ético e divide-se em dois ramos:

A- No Prioritarismo – aumento no bem-estar do indivíduo – um benefício que chega a uma pessoa rica tem um valor social menor que teria se chegasse a uma pessoa pobre.

B- No utilitarismo um benefício tem o mesmo valor social independentemente de quem o receba.

Qual a taxa de desconto a aplicar? O que determina a velocidade de diminuição no valor dos bem disponíveis no futuro? A riqueza das pessoas no futuro é que determina essa taxa e a velocidade. Pessoas mais ricas adquirem mais bens. Ora se os bens têm um valor marginal decrescente faz com que uma alta taxa de crescimento vai provocar uma alta taxa de desconto.

Em Economia afere-se o valor da taxa fixando a taxa mais alta no mercado monetário, onde se compram e vendem produtos futuros.

Outro factor que afecta a taxa de desconto é o seguinte: “Em quanto devem ser avaliados os benefícios às pessoas ricas futuras, em relação às nossas?”

1- Para o prioritarismo o valor atribuído aos benefícios às pessoas do futuro deveria ser menor que os nossos porque as pessoas vão ser mais ricas no futuro.

2- Para o utilirtarismo os benefícios para as pessoas do futuro deveriam ter o mesmo valor que os nossos.

Esta diferença de conceitos provoca a diferença nas taxas de desconto e faz com que a taxa do prioritarismo seja mais elevada relativamente à do utilitarismo.

A médio/longo prazo ambas as taxas chegam a valores baixos. O mundo deve, então, aoptar medidas urgentes para controlar as mudanças climáticas?

Fonte: Scientific American

2 de Set de 2009

Rápidas: Erro ou Conspiração?

Surgiu uma graaaande oportunidade para os conspiracionistas: O Museu de Amsterdão, Rijksmuseum, foi enganado com uma pedra que, afinal é madeira.

Esta rocha teria sido trazida da alunagem da Apolo 11, com outras 100 amostras para outros tantos locais no mundo.

Contudo "Claro que os conspiracionistas vão logo ler esta notícia como mais uma prova de que os astronautas não foram à Lua.Obviamente que esta é mais uma interpretação disparatada!O que esta notícia prova é que é relativamente fácil perceber se a rocha veio realmente da Lua ou não.E como milhares de centros e museus por todo o mundo analisaram as rochas lunares e provaram que elas vieram da Lua, então esta notícia só prova que somente um dos museus foi enganado, provavelmente com um erro de distribuição."

Fonte: AstroPT

ver mais aqui

Rápidas: Lua Cheia não Influencia Partos

No site astroPT aparece a notícia de que um estudo finalmente revela que a influência do astro mais próximo da Terra nos partos é fantasiosa.

É giro fantasiar e ter coisas para contar aos filhos quando forem mais velhos. Ou é bonito achar que foi por algo especial que nasceram. Contudo a realidade não nos coloca em posições especiais. Temos o lugar que temos.

Deixo-vos este "desabafo" de Carlos Oliveira: "Os media dizem que existe porque a “aura de mistério” (da qual já falamos várias vezes) aumenta-lhes as audiências.Os pseudos também o afirmam porque eles vivem de enganar as pessoas.As “pessoas normais” também têm uma vaga ideia disso, devido a: serem enganadas pelas de cima, por histórias subjectivas que ouvem dizer, e porque psicologicamente é atractivo ver relações onde elas não existem.Já algumas pessoas que trabalham em hospitais “juram” que isso é verdade, devido ao chamado Erro de Estatística tipo I. Ou seja, só dão importância aos nascimentos durante a Lua Cheia, esquecendo os dias fortes noutras fases da Lua (tal como quando estamos a pensar numa pessoa e ela telefona e pensamos que estamos em “sintonia” com ela, esquecendo as centenas de vezes em que pensamos nela e ela não telefonou)."

E aqui está a notícia.

Síndrome da Não Argumentação

Sim, estou farto de gente que diz que a Terra é plana porque leu num site ou porque foi o irmão ou o amigo que disse. Normalmente estas pessoas não apanharam com um argumento sério sobre o tema nem investigaram sites mais técnicos. Foi-lhes dito "é assim" e pronto. Assim é! Pior, quando ouvem uma argumentação fundada fecham os ouvidos, os olhos e a boca e viram a cara. Não querem ouvir porque é desacreditar o amigo ou o irmão (ou o que quer que seja) e ficam vulneráveis.

Após o início de uma argumentação fundada a contra-argumentação deles é a mesma que aparece em sites que dizem que a Terra não gira à volta do sol, que o 11 de Setembro não existiu e que há um planeta do tamanho do Sol que está a vir em nossa direcção e vai embater na Terra a 21 de Dezembro de 2012. Dá para rir... e para chorar.

O método científico deve estar interiorizado em nós, mas também a auto-crítica como forma de filtrar a informação à nossa volta.

Já prefiro ficar calado a chorar por dentro e a ver pessoas a caír no precipício das teorias da conspiração.

18 de Ago de 2009

LCROSS Detecta Vida na Terra

"O Satélite de Observação e Detecção de Crateras Lunares (LCROSS), um componente da missão do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), realizou uma calibragem de rotina dos seus instrumentos há uns dias, apontando-os para a Terra para observar o que nosso planeta se parece visto de fora." (eternos aprendizes).

O oxigénio molecular (O2) é bastante instável. Contudo, na nossa atmosfera apresenta-se numa percentagem de cerca de 21%. Isto porque aqui na Terra há vida vegetal, que forma O2 a uma velocidade idêntica à do seu consumo pelos outros seres.

Assim, a busca de oxigénio molecular é buscar uma forma de vida.

Ver mais aqui

Encontrado Aminoácido num Cometa



A sonda Stardust recolheu da cauda do cometa Wild 2 o aminoácigo Glicina, um dos 20 tijolos das proteínas.

A nossa descoberta dá força à teoria de que alguns dos ingredientes da vida se formaram no espaço e chegaram à Terra há muito tempo, através de impactos de meteoritos e cometas”, disse Jamie Elsila, do Goddard Space Flight Center da NASA.

A poeira da cauda do cometa ficou retida num segmento de aerogel (meterial comporto por 1% de hidrogénio e 99% de "vazio").

16 de Ago de 2009

Mais Provas das Alunagens


O astroPT mostra dá a notícia de uma prova de que a Apollo 11 esteve mesmo na Lua. Pode-se ler que:

“Em Julho de 1969, os telescópios de Jodrell Bank estavam a monitorizar as transmissões da missão Apollo 11” e “a monitorizar/espiar a sonda Soviética não-tripulada Luna 15”, que ía “recolher pedras e solo lunar, e retornar à Terra com essas amostras lunares.”

“No entanto, a missão fracassou porque a Luna 15 espatifou-se na Lua a 21 de Julho 1969, poucas horas antes de Armstrong e Aldrin terem deixado a superfície lunar.”

“Nas transmissões de Jodrell Bank, ouve-se o fundador do Observatório – Sir Bernard Lovell – a narrar os eventos.
Por trás da voz dele, ouve-se por vezes as transmissões da Apollo 11.
No background, também se ouve os cientistas na Sala de Controlo preocupados a dizer que a Luna 15 estava a descer demasiado depressa e que se ia espatifar na superfície lunar.”

A transmissão pode ser ouvida aqui.


O site Eternos Aprendizes refere que a LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) fotografou o local de pouso da Apollo 14 e mostra o módulo lunar e vai fotografar os locais de pouso das Apollo 11, 12, 15, 16 e 17.


Fontes:

AstroPT - Luna 15 prova Alunagem Americana

Eternos Aprendizes - A LRO Fotografou o Local de Pouso da Apollo 14 e Mostra o Módulo Lunar

15 de Ago de 2009

A Apolo 11 foi Mesmo à Lua?


De entre as teorias da conspiração actuais mais em voga estão as da Gripe A e as da falsa Alunagem de 1969.

A aldrabice de que a Apolo 11 (e não o homem) nunca foi à Lua começou com Bill Kaysing, que de ciência não percebe nada. Tem apenas um bacharelato em língua inglesa. Outro dos espertos é este americano e ainda este brasileiro.

Não percebo como se duvida de que a alunagem aconteceu mas se acredita, porque sim, em pessoas que afirmam que não há buracos negros, que a Terra não gira em torno do Sol, que a bomba atómica não existe e que a ida a Marte é falsa! É incrível!

Para ajudar o melhor é mesmo ser críticos.

Alguns pontos retirados do astroPT sobre uma reportagem da RTP:

1 – na reportagem lê-se e ouve-se várias vezes que “1 em cada 5 americanos” ou “20% dos americanos” duvida da chegada à Lua.
Isto é mentira! Os números da Gallup mostram que é somente 6%!


2 – o facto de haver sítios disparatados na internet a dizer uma idiotice qualquer (por exemplo, que a Terra é plana e não redonda!) não quer dizer que estejam certos e muito menos quer dizer que são científicos!



3 – a jornalista diz que só existia uma fonte de luz: o Sol. Este é mais um disparate de quem não sabe o que é a reflexão.



4 – a jornalista diz textualmente que “a bandeira colocada pelos americanos agita-se com o vento”. Mais uma idiotice. Não há qualquer vento a agitar a bandeira.

Mas continuou com o disparate dizendo que “os cientistas falaram em ventos solares” para explicar o movimento da bandeira, o que é pura mentira! Os cientistas não afirmam nada disto! Pelo contrário, afirmam algo que qualquer pessoa pode comprovar na Terra!


5 – a jornalista afirma: “alegadamente devido à falta de gravidade na Lua”. Tudo o que tem massa, provoca gravidade. A Lua obviamente exerce gravidade! A gravidade na Lua é 1/6 da gravidade terrestre.



6 – a jornalista afirma que “acelerando a imagem não há diferença para a forma como se caminha na Terra”… mas o que se vê é o contrário!



7 – o rover ia dobrado tipo mala, não ocupando muito espaço. E não precisava de caber no módulo lunar, já que ia da parte de fora.



8 – quem filmou a saída da Lua foi o Ed Fendell que estava em Houston e controlou remotamente a câmara do rover que estava na Lua.



9 – o filme não precisava de resistir à temperatura referida porque os astronautas saíam de manhã, com temperaturas amenas. Além disso, o filme estava dentro de um contentor metálico para protecção.


Ficam aqui alguns Myth Busters a provar a falsidade do mito:













Fontes:

AstroPT - A Nasa Mentiu Sobre a Ida à Lua AstroPT - Homem na Lua Show da Lua AstroPT - Lixo na TV
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