12/Jul/2009

Rápidas: Congelado

Plank, a nave espacial criogénica atingiu o ponto de temperatura mais baixa medida de um corpo no Universo.

A temperatura de -273,05ºC (0,1ºC acima do zero absoluto) foi medida quando a nave atingiu o ponto Lagrange L2. Esta temperatura é necessária para que o Observatório Espacial Plank possa estudar a Radiação Cósmica de Fundo em Microondas.

Plank vai-nos mostrar o mapa da radiação com uma resolução maior que os 3 mapas anteriores.

Na imagem acima podemos ver a evolução das resoluções dos 3 satélites.

Neste post do blog "Eternos Aprendizes" podem ler mais detalhes.

6/Jul/2009

Rápidas: Descongelado



Cientistas japoneses criaram clones saudáveis de ratos que tinham sido preservados durante 16 anos a uma temperatura de -20ºC, sem nenhuma protecção química do gelo.

Foram usados núcleos de células cerebrais descongeladas em células hospedeiras, que conduziram a uma linha de células estaminais embrionárias. Destas linhas obtiveram-se 13 linhagens de ratos.

Fonte: Scientific American

1/Jul/2009

Rápidas: Desastre de Conhecimento

No blog Um Só Caminho encontrei esta magnífica questão:

"se ele - o Big Bang - é quem deu inicio ao universo como pode ter distruido os dinossauros ?"

Isto faz-me lembrar uma questão colocada em 2004 numa palestra sobre Astronomia, em Faro. A questão foi a seguinte... Preparem-se!

"Se, de Faro vejo a Lua e não vejo Lisboa, então a Lua está a uma distância menor do que a de Faro está de Lisboa.."

Um problema de conhecimento e também de senso comum...

Tunguska, 101 anos - Perspectiva Sombira



Um estudo do laboratório Sandia melhora nossa imagem sobre o mecanismo da explosão, mas também faz um alerta. O número de asteróides potencialmente perigosos é muito maior que o de cometas. Seja o que for, a possibilidade de acontecer de novo exige a elaboração de uma boa estratégia de defesa.

Devido a rotação da Terra, se a colisão de Tunguska tivesse ocorrido cerca de 4-5 horas e meia mais tarde, a cidade de São Petersburgo, antiga capital do império russo, teria sido varrida do mapa para sempre.

Tunguska, 101 anos - Teorias



Como introdução começo com um parágrafo de Carlos Oliveira, no Ciência Hoje:

"Existem mais de 160 ideias com eventuais explicações para o que aconteceu, incluindo a explosão de um OVNI, uma bomba atómica, e até a explosão de um mini-buraco-negro. Criatividade não falta…"

E é verdade, vejamos:

Do site Eternos Aprendizes retiro quatro hipóteses para o que terá acontecido o evento de Tunguska:

NAVE ALIENÍGENA Em 1946, o engenheiro e escritor de ficção científica Alexander P. Kazantsev propôs que a explosão de Tunguska teria sido causada por uma nave alienígena com propulsão nuclear. Em pouco tempo sua idéia se tornou tão popular que passou de ficção à teoria, ganhando adeptos até hoje – mesmo que jamais tenham sido encontrados vestígios materiais ou radioatividade no local.

ANTIMATÉRIA E se um pedaço de antimatéria vindo do espaço fosse a causa do evento? Matéria e antimatéria se aniquilam mutuamente, com grande liberação de energia. No entanto, essa hipótese não leva em consideração os detritos minerais encontrados no local. Além disso, não há evidências de pedaços de antimatéria vagando em nossa vizinhança. Se existissem, produziriam constantemente raios gama; mas as emissões detectadas provêm de outras fontes.

MINI BURACO NEGRO Em 1973, os físicos Albert A. Jackson e Michael P. Ryan propuseram que a explosão em Tunguska teria sido provocada pela passagem de um pequeno buraco negro pela Terra. A hipótese falha porque não existe um evento similar de “saída”, como seria esperado, nem foi detectado nenhum tipo de distúrbio no manto terrestre.

BOMBA-H NATURAL E se um cometa com uma concentração anômala de deutério (água “pesada”) desencadeasse uma explosão nuclear ao penetrar em nossa atmosfera? O problema é que isso é inconsistente com o nosso conhecimento sobre os cometas, além de não prover as condições de pressão e temperatura necessárias para uma ignição nuclear.

Tunguska, 101 anos - Núvens Noctilucentes



As nuvens noctilucentes, são nuvens brilhantes, visíveis durante a noite, compostas de partículas de gelo que apenas se formam em altitudes elevadas e sob condições extremas de baixa temperatura. Formam-se a 90 Km de altura, na mesosfera acima das regiões polares durante os meses do verão, quando a mesosfera atinge uma temperatura de aproximadamente -117 graus Celsius.

Estas nuvens apareceram no dia seguinte da explosão de Tunguska e também aparecerem usualmente após os lançamentos dos ônibus espaciais.

No lançamento de um vaivém são libertadas cerca de 300 toneladas de vapor de água na termosfera terrestre e viajam até as regiões do Ártico e da Antártida, onde se formam estas nuvens fantásticas.

Kelley e seus colaboradores observaram com atenção o fenómeno destas núvens que surgiram dias depois do lançamento do vaivém espacial Endeavour (STS-118), a 8 de Agosto de 2007. Nuvens noctilucentes com aparência similar já tinham sido observadas após os lançamentos de 1997 e 2003.

Nas noites seguintes à explosão de Tunguska em 1908, os céus noturnos na Europa brilharam com intensidade incomum, particularmente na Grã-Bretanha, a mais de 5.000 km de distância.

Kelley ressaltou que ficou intrigado pelos relatos históricos das testemunhas sobre o que se passou depois e concluiu que os céus brilhantes deveriam ter sido causados por nuvens noctilucentes. O suposto cometa de 1908 teria começado a fragmentar-se possivelmente na mesma altitude em que ocorre a liberação das plumas de escape dos vaivéns espaciais, depois do lançamento. Em ambos os casos, grandes quantidades de vapor de água foram libertadas na atmosfera.

Ocorreu um mecanismo de transporte deste material durante dezenas de milhares de quilómetros num curto espaço de tempo e não há nenhum modelo físico conhecido que explique esta situação”, disse Kelley. “Trata-se uma ‘física inédita’, totalmente nova”.
Os cientistas informam que esta “nova” física está associada aos turbilhões energéticos atmosféricos, os quais giram na direcção contrária à dos ponteiros do relógio. Como o vapor de água foi capturado por estes redemoinhos, a água viajou em altas velocidades: quase 100 metros por segundo.

Os cientistas procuram há bastante tempo estudar a estrutura do vento nestas regiões superiores da atmosfera, o que é bastante difícil de realizar usando as ferramentas tradicionais tais como foguetes de sondagem, balões meteorológicos ou satélites espaciais, explicou Charlie Seyler, professor de engenharia eléctrica da Universidade de Cornell, e co-autor do artigo publicado.

Nossas observações mostram que o conhecimento corrente das camadas atmosféricas denominadas ‘mesosfera-inferior’ e ‘termosfera’ é muito pobre,” afirmou Seyler. A termosfera é a camada da atmosfera que fica acima da mesosfera.

Fonte:
http://eternosaprendizes.com/2009/06/28/tunguska-1908-novasevidencias-apontam-que-o-evento-foi-causado-por-um-cometa/

Tunguska, 101 anos - O que Aconteceu?



“Por volta das 7:15 da manhã daquele 30 de junho de 1908 uma onda de choque quase mil vezes mais forte que a bomba de Hiroshima devastou 80 milhões de árvores em mais de 2.000 km² de floresta. Renas, ursos, lobos, raposas e milhares de outros animais tombaram junto com a vegetação, que até hoje não se recompôs inteiramente.” (in zenite)

A 70 quilómetros de distância, as pessoas sentiram um abalo tão forte que as fez cair das cadeiras e sentiram um calor tão intenso que as suas roupas pareciam estar em fogo.

O céu nocturno ficou incandescente durante semanas. Em Londres, a mais de 10.000 km de distância, era possível ler um jornal à noite! Do outro lado do oceano, o observatório norte-americano Smithsonian registou uma diminuição na transparência atmosférica que durou meses.

Em 1921., o geólogo soviético Leonid Kulik deduziu que o evento foi devido a queda de um grande meteorito. Outra expedição ocorreu em 1927, motivado pela busca de um meteorito ferroso, de valor comercial. Mas nenhuma cratera foi encontrada.

Calculou-se que a magnitude da explosão ficou entre 10 e 15 milhões de toneladas dinamite. Mas o objecto que a causou não tocou o solo, explodindo a cerca de 8 km de altura.

Afastada a suposição de um meteorito, mas levando em conta os relatos da bola de fogo, surgiu uma outra hipótese: em 1908, um pedaço de cometa se chocou com a Terra.

Cometa ou asteróide?


Um cometa é formado principalmente de gelo. Gelo de água e um pouco de metano. Se o corpo responsável pelo desastre fosse, de facto, um cometa haveria no solo vestígios de micro-diamantes e pequenas esferas de vidro (sílica), com alta concentração de irídio e níquel, o que comprovaria a origem extraterrestre. Expedições enviadas a Tunguska a partir de 1950 encontraram precisamente esses indícios.

Em 2007, Mark Boslough e o seu grupo do Sandia National Laboratories utilizou pela primeira vez supercomputadores para simular em três dimensões o evento Tunguska. O resultado foi assustador.

Antes, supunha-se que um pedaço de cometa do tamanho de um campo de futebol, pesando um milhão de toneladas e movendo-se a 108.000 km/h teria causado da explosão. Porém, as simulações sugerem que um pequeno asteróide teria o mesmo efeito.

Outro investigador, Michael Kelley da universidade de Cornell, chegou à mesma conclusão: ele analisou as famosas e misteriosas nuvens noctilucentes e os rastros de vapor de água gerados na atmosfera pelas plumas de escape geradas pelos foguetes dos vaivéns espaciais e ligou esse fenómeno com o evento Tunguska.


fontes:

Scientific American, n.º74

Zenite blog

Ciência Hoje

29/Jun/2009

Rápidas: Se o Dr. House Fosse Feito nos Açores

Fantástico excerto de um episódio do Dr. House...

... mas nos Açores

Rápidas: O Humor Científico de David Marçal

Aqui, no blog "De Rerum Natura", "Humor Científico em Dose Dupla"

No primeiro parágrafo mostra-nos, de uma forma cómica o bastante para também ser realidade (por vezes), um pensamento criacionista relativamente ao modo como o vírus A/H1N1/09 sobreviveu após o Dilúvio.

24/Jun/2009

Há Uma Nova "Estrela" no Céu


Pois é, um novo ponto luminoso aparece, agora, no céu azul. Não é uma estrela, não é um cometa, não é um OVNI. É sim, a EEI (ISS sigla inglesa), a Estação Espacial Internacional.

Neste post do blog AstroPT pode ler-se que "A Estação Espacial Internacional, com a adição de painéis solares, tornou-se o 2º objecto mais brilhante no céu nocturno."

Até é possível ver a EEI durante o dia! Podem ver mais aqui

20/Jun/2009

Rápidas: Planetas Mais Além!



Foi detectado o primeiro planeta fora da Via Láctea (nossa galáxia). "O objecto, detectado através da técnica de “pixel-lensing”, foi detectado na galáxia de Andrómeda.

Com 6 vezes a massa de Júpiter, o objecto poderá ser um planeta gigante ou então uma anã castanha."(link-AstroPT).

Deste 1995 que se encontram planetas fora do nosso Sistema Solar. Agora estamos um nível acima.

O Público explica como foi detectado o objecto:
"A descoberta deste possível planeta foi feita usado um método que analisa o efeito de produzido pela passagem de corpos espaciais entre um observador e uma estrela ou planeta distante. Se forem muito maciços, estes objectos podem causar distorções, já que a gravidade do objecto que está no meio faz curvar a luz. Mas a técnica usada pelos cientistas aproveita-se do efeito contrário: há um aumento notável na intensidade da luz observada quando um objecto menos maciço passa entre o observador e uma estrela ou planeta distante."

19/Jun/2009

Rápidas: O que Aconteceu no LHC?

O blog Ensino Física Quimica explica-nos o que realmente aconteceu no LHC para ficar um ano em reparações.

Aqui fica o vídeo:



Tradução realizada pelo aluno Miguel Simão da Escola Secundária c/ 3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho, recorrendo ao dotsub, a partir da transcrição em inglês da conferência TED "O que é que correu mal no LHC?" por Brian Cox (Fevereiro de 2009):

18/Jun/2009

CONTRA-CAPA: Energia Escura e Princípio de Copérnico



Fora com a energia escura e princípio de Copérnico? Este é o título do post no blog do Sabino.

No início do seu postinho refere que a energia escura é pensada para bater certo com a teoria dos "big-bangers". De facto a energia escura foi descoberta indirectamente e não inventada tendo em vista uma solução para uma hipótese. Se assim fosse inventaríam algo bem melhor.

Contudo, não faz uma referência idêntica quando se refere ao Princípio de Copérnico (no parágrafo seguinte). Isto porque ele gostaria que estivéssemos numa posição especial do universo (por alguma razão filosófica). Sabino rejeita o princípio antrópico, talvez sem saber o que isso é ou significa, e apoia (segamente?) um conjunto de cientistas que não apoia o princípio de Copérnico.

Por último refere que "É interessante ver um artigo deste género, em pleno ano 2009, a mostrar cientistas que estão a fazer progressos em considerar outros modelos cosmológicos.". Em primeiro lugar, para ele, os cientistas só fazem progressos quando o Sabino gosta delas. Em segundo, infelizmente a rejeição dop princípio de Copérnico não é um modelo cosmológico.

E depois que "a longa e debalde procura pela mítica energia escura levou outros físicos a enveredarem por outras paragens e a considerarem a possível posição especial da Terra no Universo." Ou seja, para Sabino e matéria escura é mítica, mas não sabe porquê, e leva os físicos a acreditar, pela fé (porque são cientistas), que a Terra ocupa um lugar especial no Universo. Então e para onde foi o princípio antrópico? Como consegue rejeitá-lo?

Nota: Na imagem do post podemos ver o que são modelos cosmológicos.


CAPA: Energia Escura e Princípio de Copérnico


No blog T(Terra que Gira) começa por explicar como foi descoberta a energia escura, a sua história. De seguida, o Princípio de Copérnico é destacada, pela positiva, revelando uma propriedade do Universo: O Universo é isotrópico.

Mostra-nos que um grupo de investigadores apresentou uma ideia em que rejeita o Princípio de Copérnico. Falta-nos saber porquê...

O Post encontra-se neste link

15/Jun/2009

Rápidas: Evolução no Rio



Depois da evolução numa caixa de Petri, demonstrou-se evolução no rio Damier.

A investigadora Swanne Gordon estudou a espécie aquática «Poecilia reticulata» ao fim de 30 gerações destes peixes verificou-se evolução.

Segundo o site "Ciência Hoje": "Gordon e a sua equipa estudaram os peixes do rio Yarra introduzindo-os no rio Damier, numa secção acima da barreira das quedas de água onde não se encontram predadores. Os peixes também colonizaram a porção inferior da corrente, abaixo da queda de água, que contém predadores naturais."

o astroPT também tem um bom post sobre a notícia aqui
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