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CONTRA-CAPA: O Mistério da Núvem Interestelar



O blog Tribuna dá-nos a notícia de que a NASA descobriu  "o Cinturão de Fótons", composto por átomos de hidrogénio e de hélio e tem uma temperatura de 6000ºC.


No entanto, no segundo parágrafo já não é cinturão para passar a ser uma núvem interestelar. De facto o termo correcto é núvem, porque cinturão é uma trutura em forma de halo que rodeia uma outra estrutura ou conjunto de estruturas. Ainda mais uma curiosidade é o facto de o autor do post achar que hidrogénio e hélio é a mesma coisa que fotões.


Mais à frente aparece-nos esta espantosa frase:

"A compressão adicional poderia permitir a mais raios cósmicos alcançar o interior do sistema solar, possivelmente afetando o clima terrestre e a capacidade dos astronautas a viajar com segurança através do espaço."

A semântica não é a melhor. Parece ser uma tradução by Google e sem revisão. Pois reparem na parte em que se lê "A compressão adicional poderia permitir a mais raios". A compreensão permite os raios alcançarem o Sistema Solar?

E ainda esta frase:

"os astronautas não teriam que viajar tão longe, porque o espaço interestelar estaria mais perto que nunca. Estes eventos costumam acontecer em escalas de dezenas a centenas de milhares de anos, que é o tempo que demora o sistema solar para passar de uma nuvem a seguinte."

Em nenhum artigo leio que os astronautas pretendem ir ao espaço interestelar. E mais, se a núvem não existisse não deixaria de haver espaço intraestelar pois o ambiente no Sistema Solar continuaria o mesmo.

Com a motivação de saber o que é o tal cinturã ode fotões continuei a ler e cheguei ao subtítulo "O que é o Cinturão de Fótons". Infelizmente a resposta não foi dada. Em vez de responder à pergunta o autor explica um ciclo de trevas e luz. A pergunta fica no ar...

Todo o resto do post é metafísica aludindo a ciclos de trevas pelo trajecto em torno da galáxia e ciclo mais pequenos de luz.

A notícia original não foi explanada e foi arranjada à medida da metafísica do autor. Ficaremos à espera de algo científico e das repostas às perguntas que ficam no ar.

Fontes:
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CAPA: O Mistério da Núvem Interestelar




Uma notícia da NASA refere a descoberta de um mistério com alguns anos. O nosso Sistema Solar está a atravessar uma núvem de material interestelar com 30 anos-luz de diâmetro e é composta por átomos de hidrogénio e de hélio.

A questão é: como é que a núvem não de dispersou? A explosão das estrelas vizinhas deveria ter dispersado ou esmagado a núvem. no entanto ela continua intacta.

O mistério foi desfeito pelas sondas Voyager. A núvem possui um campo magnético mais forte do que se pensava e que é responsável pela sua sustentação. "Este campo magnético pode dar a pressão necessária para resistir à destruição" (Meray Opher, heliofísico).

As Voyager não estão dentro da núvem "mas estão lá perto e podemos sentir como é à medida que nos aproximamos" (Opher).

A Núvem Interestelar Local, como é chamada, é contida pelo campo magnético do Sol numa espécie de bolha magnética que "protege o Sistema Solar interior dos raios cósmicos galácticos e das núvens interestelares"


"Outras nuvens interestelares podem também estar magnetizadas, assumem Opher e seus colegas. Assim, nós poderemos eventualmente colidir com algumas."

"“Os seus fortes campos magnéticos podem comprimir a heliosfera ainda mais do que está agora”, conforme o estudo da NASA. “Uma maior compressão pode permitir com que um maior número de raios cósmicos alcance o Sistema Solar interior, possivelmente afetando o clima terrestre e a capacidade dos astronautas viajarem em segurança pelo espaço."




Fontes:
AstroPT - As sondas Voyager resolvem mistério nos confins do Sistema Solar
Eternos Aprendizes -  As sondas Voyager resolvem mistério nos confins do Sistema Solar
ScienceNASA - Voyager Makes an Interstellar Discovery

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Tunguska, 101 anos - Núvens Noctilucentes



As nuvens noctilucentes, são nuvens brilhantes, visíveis durante a noite, compostas de partículas de gelo que apenas se formam em altitudes elevadas e sob condições extremas de baixa temperatura. Formam-se a 90 Km de altura, na mesosfera acima das regiões polares durante os meses do verão, quando a mesosfera atinge uma temperatura de aproximadamente -117 graus Celsius.

Estas nuvens apareceram no dia seguinte da explosão de Tunguska e também aparecerem usualmente após os lançamentos dos ônibus espaciais.

No lançamento de um vaivém são libertadas cerca de 300 toneladas de vapor de água na termosfera terrestre e viajam até as regiões do Ártico e da Antártida, onde se formam estas nuvens fantásticas.

Kelley e seus colaboradores observaram com atenção o fenómeno destas núvens que surgiram dias depois do lançamento do vaivém espacial Endeavour (STS-118), a 8 de Agosto de 2007. Nuvens noctilucentes com aparência similar já tinham sido observadas após os lançamentos de 1997 e 2003.

Nas noites seguintes à explosão de Tunguska em 1908, os céus noturnos na Europa brilharam com intensidade incomum, particularmente na Grã-Bretanha, a mais de 5.000 km de distância.

Kelley ressaltou que ficou intrigado pelos relatos históricos das testemunhas sobre o que se passou depois e concluiu que os céus brilhantes deveriam ter sido causados por nuvens noctilucentes. O suposto cometa de 1908 teria começado a fragmentar-se possivelmente na mesma altitude em que ocorre a liberação das plumas de escape dos vaivéns espaciais, depois do lançamento. Em ambos os casos, grandes quantidades de vapor de água foram libertadas na atmosfera.

Ocorreu um mecanismo de transporte deste material durante dezenas de milhares de quilómetros num curto espaço de tempo e não há nenhum modelo físico conhecido que explique esta situação”, disse Kelley. “Trata-se uma ‘física inédita’, totalmente nova”.
Os cientistas informam que esta “nova” física está associada aos turbilhões energéticos atmosféricos, os quais giram na direcção contrária à dos ponteiros do relógio. Como o vapor de água foi capturado por estes redemoinhos, a água viajou em altas velocidades: quase 100 metros por segundo.

Os cientistas procuram há bastante tempo estudar a estrutura do vento nestas regiões superiores da atmosfera, o que é bastante difícil de realizar usando as ferramentas tradicionais tais como foguetes de sondagem, balões meteorológicos ou satélites espaciais, explicou Charlie Seyler, professor de engenharia eléctrica da Universidade de Cornell, e co-autor do artigo publicado.

Nossas observações mostram que o conhecimento corrente das camadas atmosféricas denominadas ‘mesosfera-inferior’ e ‘termosfera’ é muito pobre,” afirmou Seyler. A termosfera é a camada da atmosfera que fica acima da mesosfera.

Fonte:
http://eternosaprendizes.com/2009/06/28/tunguska-1908-novasevidencias-apontam-que-o-evento-foi-causado-por-um-cometa/

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30/12/2009

CONTRA-CAPA: O Mistério da Núvem Interestelar



O blog Tribuna dá-nos a notícia de que a NASA descobriu  "o Cinturão de Fótons", composto por átomos de hidrogénio e de hélio e tem uma temperatura de 6000ºC.


No entanto, no segundo parágrafo já não é cinturão para passar a ser uma núvem interestelar. De facto o termo correcto é núvem, porque cinturão é uma trutura em forma de halo que rodeia uma outra estrutura ou conjunto de estruturas. Ainda mais uma curiosidade é o facto de o autor do post achar que hidrogénio e hélio é a mesma coisa que fotões.


Mais à frente aparece-nos esta espantosa frase:

"A compressão adicional poderia permitir a mais raios cósmicos alcançar o interior do sistema solar, possivelmente afetando o clima terrestre e a capacidade dos astronautas a viajar com segurança através do espaço."

A semântica não é a melhor. Parece ser uma tradução by Google e sem revisão. Pois reparem na parte em que se lê "A compressão adicional poderia permitir a mais raios". A compreensão permite os raios alcançarem o Sistema Solar?

E ainda esta frase:

"os astronautas não teriam que viajar tão longe, porque o espaço interestelar estaria mais perto que nunca. Estes eventos costumam acontecer em escalas de dezenas a centenas de milhares de anos, que é o tempo que demora o sistema solar para passar de uma nuvem a seguinte."

Em nenhum artigo leio que os astronautas pretendem ir ao espaço interestelar. E mais, se a núvem não existisse não deixaria de haver espaço intraestelar pois o ambiente no Sistema Solar continuaria o mesmo.

Com a motivação de saber o que é o tal cinturã ode fotões continuei a ler e cheguei ao subtítulo "O que é o Cinturão de Fótons". Infelizmente a resposta não foi dada. Em vez de responder à pergunta o autor explica um ciclo de trevas e luz. A pergunta fica no ar...

Todo o resto do post é metafísica aludindo a ciclos de trevas pelo trajecto em torno da galáxia e ciclo mais pequenos de luz.

A notícia original não foi explanada e foi arranjada à medida da metafísica do autor. Ficaremos à espera de algo científico e das repostas às perguntas que ficam no ar.

Fontes:

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CAPA: O Mistério da Núvem Interestelar




Uma notícia da NASA refere a descoberta de um mistério com alguns anos. O nosso Sistema Solar está a atravessar uma núvem de material interestelar com 30 anos-luz de diâmetro e é composta por átomos de hidrogénio e de hélio.

A questão é: como é que a núvem não de dispersou? A explosão das estrelas vizinhas deveria ter dispersado ou esmagado a núvem. no entanto ela continua intacta.

O mistério foi desfeito pelas sondas Voyager. A núvem possui um campo magnético mais forte do que se pensava e que é responsável pela sua sustentação. "Este campo magnético pode dar a pressão necessária para resistir à destruição" (Meray Opher, heliofísico).

As Voyager não estão dentro da núvem "mas estão lá perto e podemos sentir como é à medida que nos aproximamos" (Opher).

A Núvem Interestelar Local, como é chamada, é contida pelo campo magnético do Sol numa espécie de bolha magnética que "protege o Sistema Solar interior dos raios cósmicos galácticos e das núvens interestelares"


"Outras nuvens interestelares podem também estar magnetizadas, assumem Opher e seus colegas. Assim, nós poderemos eventualmente colidir com algumas."

"“Os seus fortes campos magnéticos podem comprimir a heliosfera ainda mais do que está agora”, conforme o estudo da NASA. “Uma maior compressão pode permitir com que um maior número de raios cósmicos alcance o Sistema Solar interior, possivelmente afetando o clima terrestre e a capacidade dos astronautas viajarem em segurança pelo espaço."




Fontes:
AstroPT - As sondas Voyager resolvem mistério nos confins do Sistema Solar
Eternos Aprendizes -  As sondas Voyager resolvem mistério nos confins do Sistema Solar
ScienceNASA - Voyager Makes an Interstellar Discovery

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01/07/2009

Tunguska, 101 anos - Núvens Noctilucentes



As nuvens noctilucentes, são nuvens brilhantes, visíveis durante a noite, compostas de partículas de gelo que apenas se formam em altitudes elevadas e sob condições extremas de baixa temperatura. Formam-se a 90 Km de altura, na mesosfera acima das regiões polares durante os meses do verão, quando a mesosfera atinge uma temperatura de aproximadamente -117 graus Celsius.

Estas nuvens apareceram no dia seguinte da explosão de Tunguska e também aparecerem usualmente após os lançamentos dos ônibus espaciais.

No lançamento de um vaivém são libertadas cerca de 300 toneladas de vapor de água na termosfera terrestre e viajam até as regiões do Ártico e da Antártida, onde se formam estas nuvens fantásticas.

Kelley e seus colaboradores observaram com atenção o fenómeno destas núvens que surgiram dias depois do lançamento do vaivém espacial Endeavour (STS-118), a 8 de Agosto de 2007. Nuvens noctilucentes com aparência similar já tinham sido observadas após os lançamentos de 1997 e 2003.

Nas noites seguintes à explosão de Tunguska em 1908, os céus noturnos na Europa brilharam com intensidade incomum, particularmente na Grã-Bretanha, a mais de 5.000 km de distância.

Kelley ressaltou que ficou intrigado pelos relatos históricos das testemunhas sobre o que se passou depois e concluiu que os céus brilhantes deveriam ter sido causados por nuvens noctilucentes. O suposto cometa de 1908 teria começado a fragmentar-se possivelmente na mesma altitude em que ocorre a liberação das plumas de escape dos vaivéns espaciais, depois do lançamento. Em ambos os casos, grandes quantidades de vapor de água foram libertadas na atmosfera.

Ocorreu um mecanismo de transporte deste material durante dezenas de milhares de quilómetros num curto espaço de tempo e não há nenhum modelo físico conhecido que explique esta situação”, disse Kelley. “Trata-se uma ‘física inédita’, totalmente nova”.
Os cientistas informam que esta “nova” física está associada aos turbilhões energéticos atmosféricos, os quais giram na direcção contrária à dos ponteiros do relógio. Como o vapor de água foi capturado por estes redemoinhos, a água viajou em altas velocidades: quase 100 metros por segundo.

Os cientistas procuram há bastante tempo estudar a estrutura do vento nestas regiões superiores da atmosfera, o que é bastante difícil de realizar usando as ferramentas tradicionais tais como foguetes de sondagem, balões meteorológicos ou satélites espaciais, explicou Charlie Seyler, professor de engenharia eléctrica da Universidade de Cornell, e co-autor do artigo publicado.

Nossas observações mostram que o conhecimento corrente das camadas atmosféricas denominadas ‘mesosfera-inferior’ e ‘termosfera’ é muito pobre,” afirmou Seyler. A termosfera é a camada da atmosfera que fica acima da mesosfera.

Fonte:
http://eternosaprendizes.com/2009/06/28/tunguska-1908-novasevidencias-apontam-que-o-evento-foi-causado-por-um-cometa/

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