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Adão e Eva




Se Adão e Eva existiram:

1 - Houve evolução

2 - Eva era às manchinhas pretas, amarelas, vermelhas, brancas...

De certo teve de haver uma evolução, caso contrário como explicar as "raças"?
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Geometria do Universo


Se a densidade de matéria/energia no começo tivesse sido exactamente igual à densidade crítica, então ficaria igual à densidade crítica durante a expansão do espaço. Mas se a densidade de matéria/energia tivesse sido um mínimo maior ou menor que a densidade crítica, a expansão tê-la-ia levado a valores muito afastados da densidade crítica.

A densidade matéria/energia do universo não é milhares de vezes inferior ou superior à densidade crítica: o espaço não é substancialmente curvo, positiva ou negativamente. O que quer dizer que o universo, no início, estava num equilíbrio muito precário numa aresta extremamente fina.

O problema da planura não mostra que o modelo convencional do big bang esteja errado. Um crente fervoroso reage ao problema da planura com um encolher de ombros e a resposta rápida, “era assim que as coisas eram nessa altura”, assumindo a densidade de matéria/energia incrivelmente precisa do universo inicial como um dado adquirido por explicar.

A evolução da cosmologia inflacionária prevê que a parte que podemos ver do universo deva ser praticamente plana. Prevê que a densidade de matéria/energia que observamos deva ser quase 100 por cento da densidade crítica.

Deveríamos observar um universo plano com a densidade de matéria/energia crítica? A resposta, há uns anos, era “não”. Pesquisas na quantidade de matéria/energia apontavam para 5 por cento da densidade crítica. O erro cometido nesta resposta foi que, na altura, só tiveram em conta a matéria e energia que emitem luz.

As análises mostravam que muitas das galáxias mais velozes deveriam ser sacudidas do aglomerado. Mas nenhuma delas o era. Poderia haver matéria adicional no aglomerado, que não emitia luz mas fornecia a atracção gravitacional adicional necessária para o manter intacto.

A nova resposta foi que a matéria escura perfaz cerca de 25 por cento da densidade crítica. Juntamente com os 5 por cento da matéria visível, a matéria escura leva a conta a 30 por cento da quantidade prevista pela cosmologia inflacionária.

Como justificar os 70 por cento em falta?

Os físicos procuram segundas opiniões quando se lhes deparam dados ou teorias que apontam para resultados intrigantes. Destas segundas opiniões, as mais convincentes são as que alcançam a mesma conclusão seguindo um ponto de vista que difere imenso da análise original. Quando as setas da explicação convergem para um único ponto de ângulos diferentes, há uma boa possibilidade de que estejam a apontar para a mouche do alvo científico.

Até cerce de 7 mil milhões de anos APB dominava a atracção gravitacional. Por esta altura, à medida que a matéria se espalhava, a atracção gravitacional diminuía, o empurrão da constante cosmológica passava gradualmente a dominar.

Uma constante cosmológica que contribui 70 por cento da densidade crítica, juntamente com os 30 por cento da matéria comum e energia escura, levaria a massa/energia aos 100 por cento previstos pela cosmologia inflacionária. O empurrão repulsivo mostrado pelos dados de supernovas pode ser explicado como sendo a quantidade de energia escura necessária para entrar em conta com os 70 por cento do universo ainda não vistos.

No início, a energia do universo era carregada pelo campo do inflatão, que estava em repouso longe do seu estado de energia mínima. Devido à sua pressão negativa, o campo do inflatão provocou uma enorme explosão de expansão inflacionária. 10-35 segundos mais tarde, enquanto o inflatão deslizava para uma energia potencial mais baixa, a explosão de expansão terminou e o inflatão libertou a sua energia acumulada, usada para a produção de matéria e radiação comuns. Durante milhares de milhões de anos estes constituintes exerceram atracção gravitacional normal que retardou a expansão espacial. À medida que o universo crescia e se tornava mais difuso, a atracção gravitacional diminuía. Há cerca de 7 mil milhões de anos, a atracção gravitacional normal tornou-se suficientemente fraca para que a repulsão gravitacional da constante cosmológica do universo se tornasse dominante, e desde então a taxa de expansão espacial tem vindo a aumentar continuamente.

Daqui a uns 100 mil milhões de anos o universo será um sítio vasto, vazio e solitário.

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NASA encontra anel de matéria escura


Astrónomos da NASA identificaram um gigantesco anel de matéria escura num aglomerado de galáxias, a cinco mil milhões de anos-luz da Terra, com a ajuda do telescópio espacial Hubble.

O anel, com um diâmetro estimado em 2,6 milhões de anos-luz, foi descoberto no aglomerado de galáxias ZwCl0024+1652 e é a maior prova que confirma a existência de matéria escura.

Os astrónomos desconhecem ainda quais os componentes que constituem esta matéria invisível, que não emite luz, não brilha e compõe 80 por cento da massa do Universo.

O estudo, publicado pela revista científica "Astrophysical Journal", refere que a formação do anel no aglomerado resultou de uma possível colisão entre duas galáxias.

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Simetria

Se aquecermos um pedaço de gelo até aos 0ºC e continuarmos a aquecer, o gelo começa a tornar-se água líquida. Quando chegamos aos 100ºC dá-se outra mudança: a água líquida transforma-se em vapor de um gás quente. Os três estados partilham da mesma composição molecular.

A simetria desempenha um papel central nas transições de fase. À escala molecular o gelo tem uma estrutura cristalina com moléculas de H2O dispostas numa rede hexagonal ordenada. Ao aquecermos, o arranjo cristalino derrete e forma um agrupamento de moléculas desordenado e uniforme – água líquida – e vemo-la igual para qualquer ângulo de rotação. Aumentámos a simetria.

A transição de fase líquida para vapor também resulta de um aumento de simetria. Numa molécula de água, em média, as moléculas individuais estão agrupadas com o lado do hidrogénio de uma molécula próximo do lado do oxigénio da sua vizinha. Se rodássemos uma dada molécula nesse grupo, isso perturbaria o padrão molecular. Quando a água ferve e se torna vapor as moléculas flutuam livremente; já não existe um padrão para as orientações das moléculas, o gás fica sempre a parecer o mesmo. Há um aumento de simetria ao passar da fase sólida para líquida e da fase líquida para gasosa.

Há razões para acreditar que, quando o universo passou por certas temperaturas críticas – análogas às das transições de fase da água -, sofreu uma mudança radical e uma redução drástica de simetria.

A “substância” que condensou, ou congelou, quando o universo arrefeceu e atravessou temperaturas específicas é um campo, o campo de Higgs.

Os fotões são os constituintes elementares dos campos electromagnéticos. Os gravitões são as partículas que constituem o campo gravitacional. Os gluões são as partículas constituintes da força nuclear forte, as partículas W e Z (força nuclear fraca e forte formam os campo de Yang-Mills) são as constituintes da força nuclear fraca e o electrão é a partícula constituinte do campo do electrão.

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BANG!

À medida que o tempo recua, o espaço encolhe, as galáxias aproximam-se mas o tamanho global permanece o mesmo, porque? Se o espaço é infinito e reduzirmos todas as distâncias o tamanho a metade continua a ser infinito.

A partir de uma erupção o espaço e o tempo emergiram. Contudo, se o universo é espacialmente infinito, havia já uma extensão espacial infinita no momento do big bang. Estas condições existiam por toda a parte e não num único ponto. A erupção do big bang ocorreu por toda a parte nesta extensão infinita. Após a explosão o espaço expandiu, mas o seu tamanho global não aumentou, uma vez que algo que já é infinito não pode ficar ainda maior. O que aumentou foram as separações entre objectos.

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Stellarium



Stellarium is a free open source planetarium for your computer. It shows a realistic sky in 3D, just like what you see with the naked eye, binoculars or a telescope.
It is being used in planetarium projectors. Just set your coordinates and go.





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: http://www.stellarium.org/




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Large Hadron Colider


Não sei se aquela palavra no título do post vos diz alguma coisa , se estiverem ligados à Ciência é quase impossível não ter ouvido falar nele , se a Ciência não vos dizer nada e se gostarem de ler , e porventura leram o livro Anjos e Demónios Este centro de investigação é dos maiores do mundo , se não for o maior ,centrando o seu âmbito na Física das Particulas . Só para terem uma ideia o novo acelarador(já explico o que é) que esta no CERN , que se designa por LHC ( Large Hadron Colider) representa a maior colaboração científica da História : mais de 4000 investigadores de 40 países .


Um acelerador de partículas muito sucintamente , é um acelerador como o próprio nome indica de "coisas muito pequenas " sendo agrupadas no que podemos chamar partícula, contudo estas partículas têm tamanhos muito reduzidos não sendo possível ao olhos humano poder ver a beleza do universo atómico , na verdade nem no mais potente microscópio electrónico, só consegue ver o "rasto destas partículas porque estas, sendo aceleradas por um campo magnético fortíssima faz com que aconteça colisões muito energéticas .

O LHC está enterrado 80 metros à superfície , na zona de fronteira entre a França e a Suiça , e para guiar os protões ( partículas positivas) na viagem pelo acelerador são necessários campos magnéticos muito elevados , que são obtidos por imanes supercondutores arrefecidos a temperaturas da ordem dos 270 graus negativos , ou seja , próximo do zero absoluto .

Os objectivos do LHC , destaca-se descobrir uma partícula muito esquiva designada por Bosão de Higgs , que se supõe ser “ a mãe de todas as partículas “ . Pois ela é que confere a massa a todas as outras partículas . O modelo padrão da Física ( já falei sobre ele num post anterior) assenta nessa existência dessa partícula , e também teorias inovadores que têm um dos pressupostos é a existência dessa partícula . Outro objecto é provar a existência de partículas superpesadas , para provar a teoria da Supersimeria que pretende unificar as quatro forças da Natureza.

Quanto ao detector , o ATLAS , as dimensões deste são monstruosas 46 metros de comprimento por 25 de altura e tem uma massa de 7000 toneladas . Para terem ideia da precisão deste detector consegue medir o efeito das marés lunares nos feixes das partículas , que representa um mm em 27 km , parece insignificante , mas é detectável.

Estes “colossos” custam 2000 milhões de euros para LHC e 325 milhões para o ATLAS.


Para terem uma ideia do tamanho do acelerador e da localização .( Vai entrar em funcionamento em 2007)

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Cientistas finalizam 1ª fase de construção do LHC

Os técnicos da Organização Européia de Pesquisa Nuclear (CERN) colocaram hoje o último grande ímã supercondutor de 34 toneladas que completa o anel subterrâneo de 27 km construído entre a França e a Suíça.

Após dois anos de intensos trabalhos, um guindaste gigante baixou o ímã, de 15 metros de comprimento. Ele foi instalado cerca de 50 metros abaixo da terra, num ato público com a presença de centenas de técnicos, cientistas, jornalistas e convidados.

Para a construção do grande anel, que fica a uma profundidade de 50 a 100 metros entre França e Suíça, com precisão de décimos de milímetro, foram usadas milhares de toneladas de material, segundo os dirigentes do CERN.

O objetivo é que, a partir de novembro, seja possível acelerar prótons ou íons de chumbo a velocidades próximas à luz, para depois provocar sua colisão. Os cientistas recriarão assim condições como as do "Big Bang", que deu origem ao Universo.

Além disso, entre centenas de projetos, os cientistas querem demonstrar a existência do ainda hipotético bosón de Higgs, conhecido como a "partícula de Deus". Ele permitiria completar o modelo standard da física de partículas.

Um erro de cálculo provocou o rompimento, há um mês, do suporte de um dos ímãs. Ao cair, com uma grande explosão, ele encheu o túnel de hélio e pó. Foi preciso retirar todo o pessoal e revisar todos os ímãs da mesma série. Mesmo assim, o maior centro de pesquisa nuclear do mundo não alterou as suas previsões de entrada em funcionamento do acelerador.

Cada protón dará 11.245 voltas por segundo no anel, girando durante 10 horas. A distância percorrida será equivalente a uma viagem de ida e volta a Netuno.

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Evolucionismo vs Criacionismo

Este video põe frente a frente duas correntes de como surgiu a vida , o Evoluccionismo e o Criacionismo



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Teoria dos Elos Perdidos

Elos perdidos existem sempre e sempre existirão, neste ou noutro qualquer contexto. Entre dois pontos diferentes podemos definir um número infinito de pontos intermédios. Ao ser descoberto um fóssil a que chamaremos 1, que evolui para outro também descoberto denominado 2, virão os criacionistas com a teoria do elo perdido, pois não existe um fóssil 1,5. Caso um dia seja descoberto um fóssil denominado 1,5 virão novamente os criacionistas ainda com mais argumentos, pois desta vez conseguem ver 2 elos perdidos, o 1,25 e o 1,75. A situação pode prolongar-se ad nauseam.

Aplicando este raciocínio ao quotidiano de devotos religiosos cristãos poderemos indagar se estes alguma vez poderão sair de casa para ir até uma paróquia, visto que entre o ponto de partida e o de chegada existem infinitos pontos intermédios de passagem.

Podemos também encaixar este raciocínio em qualquer filme, e assim concluir que eles representam nada e coisa nenhuma. Como um filme é apenas uma sequência de imagens, poderemos pegar num segundo de um filme com 27 frames por segundo a título de exemplo, e atribuir-lhe os dotes do inifinto ad nauseam. Se entre o frame 1 e o frame 2 não existe um frame 1,5, então existe um elo perdido no filme. Se aplicarmos a teoria do meio frame a um filme de 90 minutos a 27 frames por segundo extraímos cerca de 145800 elos perdidos.

Elos perdidos ad nauseam não faltam. Tal não acontece com a racionalidade.

http://www.ateismo.net/diario
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Indignação

(Clique para aumentar a imagem e a indignação)
Fonte: Público, hoje.
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Terceira estória parte IV

O artigo publicado na edição de Julho de 1989 na revista "Bible-Science Newsletter" reportou que
Dr. Bolton Davidheiser escreveu para o escritório da NASA em Greenbelt, Maryland, onde o fato supostamente ocorreu. Eles responderam que não sabiam nada sobre o senhor Harold Hill e não podiam corroborar as referências sobre o "dia perdido"... No concludente parágrafo da carta da NASA lê-se: ‘Apesar de fazermos uso de posições planetárias como fator necessário para a determinação das órbitas das naves espaciais em nossos computadores, não descobrimos que nenhum astronauta ou cientista espacial em Greenbelt estivesse envolvido na estória do "dia perdido" atribuída ao Sr. Hill’ (Bartz, 1989, página 12).
"Computadores não são máquinas mágicas que podem adivinhar coisas que estão escondidas das pessoas. Maravilhosas como elas são, estão limitadas aos conhecimentos que damos a elas. Computadores dependem de nós para adquirirem conhecimento. Enquanto um computador pode ser usado para gerar um calendário, desde hoje até uma data distante no passado, o que não é uma prática incomum, um computador não pode nos dizer se algum tempo está faltando ou não. Na verdade, o computador teria que ser programado com todo tipo de ajustes, considerando várias mudanças no calendário ocidental, sobre os últimos dois mil anos. Simplificando, a estória é tecnicamente impossível, não interessando quão sofisticado seja seu computador" (1989, página 12).

Só a partir dos anos 80 do séc. XX é que foi possível, com a utilização de sofisticadas integrações numéricas, baseadas em algoritmos feitos a pensar nos computadores que então se desenvolviam, calcular órbitas planetárias ao longo de milhões de anos. O processo foi lento, uma vez que estes cálculos são muito exigentes tanto técnica como computacionalmente. Contudo, ao longo dos anos foi sendo possível levar estas integrações cada vez mais longe no tempo, ao ponto de hoje já se estudar a evolução de órbitas planetárias em tempos mais longos do que a própria idade do sistema solar.
Essencialmente, estas integrações a longo termo mostraram que as ressonâncias são o mecanismo principal do caos lento: pequenos efeitos cumulativos podem resultar em perturbações significativas que levam a comportamentos irregulares nas órbitas dos planetas. Um dos pioneiros destas integrações foi Jacques Laskar, quem primeiro integrou o sistema solar, excluindo Plutão, para um intervalo de tempo de 200 milhões de anos, e analisou nesta escala de tempo as variações dos elementos orbitais relevantes para a configuração global do sistema: excentricidade, inclinação do plano orbital e tamanho da órbita de cada planeta. O algoritmo permite também a detecção de caos, por exemplo lançando várias condições iniciais muito próximas para averiguar se as órbitas correspondentes apresentaram divergência exponencial, a habitual assinatura do caos.
Por último, demosntrem-me como é que estes cálculos (http://www.geocities.com/lemagicien_2000/mathpage/calcorb/calcorb.html#t6) podem confirmar que há um dia perdido? Como é que há um cálculo desses nas minhas sebentas de cosmologia? Gostava de saber!
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Terceira estória parte III

Essa mentira foi amplamente divulgada na década de 60 e início de 70 como resultado dos esforços de Harold Hill, então presidente da Curtis Engine Company em Halenthorpe (Baltimore), Maryland. No seu livro de 1974, "Como viver como filho de um rei", Hill devotou um capítulo inteiro à estória (páginas 65-77), e explicou como ela foi difundida. Ele declarou que na ocasião falou para estudantes secundaristas e universitários sobre assuntos relacionados à Bíblia e à ciência, e que a estória do "dia que faltou" da NASA foi uma das que ele falou com mais freqüência (páginas 65-66). De alguma maneira (mesmo Hill nunca soube como), Mary Kathryn Bryan, uma colunista do Evening World, de Spencer, Indiana, recebeu um relato por escrito da estória de Hill e o publicou em sua coluna.
Mais tarde, Hill observou, "vários noticiários pegaram a estória e ela apareceu em centenas de lugares" (página 69, no original). Ao relato, sem dúvida, foi proporcionado uma certa quantidade de credibilidade embutida, quando Hill sugeriu, relativamente ao programa espacial em Goddard: "Eu estava envolvido desde o início, através de arranjos contratuais com minha empresa" (1974, página 65). [Quando isso foi verificado, viu-se que a conexão de Hill com a NASA era, na melhor das hipóteses, tênua; sua empresa nunca teve nenhum contrato para prestar serviços em geradores elétricos em nenhuma agência governamental. Ele nunca foi contactado de nenhuma maneira para missões de operação ou planejamento].
Todos os esforços para confirmar a origem da estória falharam. Depois que um artigo sobre o assunto apareceu, em Abril de 1970, no "Bible-Science Newsletter", vários leitores da revista escreveram a Hill. Num artigo subseqüente, a revista fez menção ao fato de que, depois que o artigo foi publicado em 1970, alguns leitores finalmente receberam uma carta de Hill na qual ele declarava não ter sido o criador da estória. No seu livro publicado em 1974, ele confessa não haver testemunhado o incidente da NASA pessoalmente, e afirmou ainda que não podia se lembrar quando nem onde foi a primeira vez que a ouviu, mas insistiu que "minha incapacidade de fornecer documentação do incidente do ‘dia que faltou’, de maneira nenhuma diminui sua autenticidade" (página 71).
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Terceira estória parte II

Primeiro, Rimmer especificamente declara que está fazendo uma citação de Ball e Totten, apesar de nenhuma das declarações que fez terem sido colocadas entre aspas. Segundo, o livro de 1890 que Totten escreveu ("O Longo Dia de Josué e o Relógio do Sol de Ahaz") nunca foi citado por Rimmer, o que parece um pouco estranho, considerando que Rimmer devotou um capítulo inteiro sobre o assunto no seu próprio livro.
Terceiro, não há referências bibliográficas de Rimmer sobre os trabalhos de Ball e Totten – novamente pouco usual, uma vez que Rimmer baseia toda sua argumentação na validade dos declarações daqueles autores.
Quarto, inúmeros outros escritores têm feito sérios esforços para determinar a validade da afirmação de Rimmer, tanto quanto aquelas de Ball e Totten, mas sem sucesso. Por exemplo, Bernard Ramm, no livro "A Visão Cristã da Ciência e das Escrituras", discute o ponto-de-vista de Dr. Rimmer e sua referência a Totten. Ramm incluiu suas conclusões pessoais considerando a documentação oferecida por Rimmer, Totten e Ball nomenclatura bem escolhida. Ele observou: "Isso eu não fui capaz de verificar para minha própria satisfação... Dr. Kulp tentou checar essa teoria em Yale [empregador de Totten] e na Inglaterra [residência de Sir Edwin Ball], e não encontrou nada que verificasse isso". (1959, página 109 a 117).
Como tal história se originou é muito mais difícil de saber do que como ela circula. Quando uma história é "corroborada" com o nomes de pessoas de credibilidade e fatos relevantes, o povo não se preocupa em investigá-la. Uma vez aceita, ela então é usada no que o crédulo na Bíblia vê como um justa defesa da palavra de Deus.Com todas as evidências agora disponíveis, a história de Ball, Totten e Rimmer simplesmente não são verdadeiras, e não podem mais ser usadas nem em defesa da Bíblia nem na defesa da palavra de Deus. O mesmo pode ser dito acerca da versão moderna da história. Novamente, alguns fatos anteriores são necessários. Quando o relato, da maneira como fez o Dr, Rimmer, foi publicado pela primeira vez, causou aparentemente grande excitação, e foi aceita sem contestação por aqueles que estavam ansiosos em mostrar como a ciência "comprova" uma verdade bíblica. Depois que essa excitação inicial diminuiu, a história foi esquecida, ou deixada de lado, e eventualmente relegada na pilha de relíquias da história. Sua permanência lá, contudo, foi breve. Alguém (até agora ninguém sabe quem) redescobriu a história, tirou fora a poeira, deu a ela algum embelezamento (sem dúvida para fazê-la mais de acordo com os conhecimentos científicas modernos), colocou nomes (de indivíduos, empresas e cidades), e então, intencionalmente, embutiu nela referência a uma agência governamental bastante popular, que foi/é bastante conhecida pelo público (a NASA – Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço). Com a reedição da história agora completa, colocou nela uma credibilidade que poucos pensaram em duvidar ou questionar.
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O Relojoeiro Cego

"O Relojoeiro Cego" de Richard Dawkins.


Richard Dawkins iniciou seu livro The Blind Watchmaker [O Relojoeiro Cego] , sua influente reafirmação do darwinismo, com a observação que "A biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejadas para um propósito". Poderíamos considerar a possibilidade que os organismos vivos dão aquela aparência porque na verdade eles foram planejados? Dawkins, que é virtualmente o exemplo definidor de um materialista científico intransigente, lida aquela sugestão com o desprezo que ele acha merecedor. O objetivo da ciência evolucionária, ele afirma, é explicar com as coisas complexas são feitas a partir de um começo simples. Um Planejador não evoluído que seja presumivelmente mais complexo do que as coisas que ele planeja não cabe naquele quadro. No A Escalada do Monte Improvável Dawkins nomeia os organismos de "designóides" -- significando que as coisas se parecem exatamente como se tivessem sido projetadas, mas que na verdade foram feitas pelo "relojoeiro cego"-- i.e., as forças darwinianas inconscientes de mutação e seleção [natural].
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19/05/2007

Adão e Eva




Se Adão e Eva existiram:

1 - Houve evolução

2 - Eva era às manchinhas pretas, amarelas, vermelhas, brancas...

De certo teve de haver uma evolução, caso contrário como explicar as "raças"?

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17/05/2007

Geometria do Universo


Se a densidade de matéria/energia no começo tivesse sido exactamente igual à densidade crítica, então ficaria igual à densidade crítica durante a expansão do espaço. Mas se a densidade de matéria/energia tivesse sido um mínimo maior ou menor que a densidade crítica, a expansão tê-la-ia levado a valores muito afastados da densidade crítica.

A densidade matéria/energia do universo não é milhares de vezes inferior ou superior à densidade crítica: o espaço não é substancialmente curvo, positiva ou negativamente. O que quer dizer que o universo, no início, estava num equilíbrio muito precário numa aresta extremamente fina.

O problema da planura não mostra que o modelo convencional do big bang esteja errado. Um crente fervoroso reage ao problema da planura com um encolher de ombros e a resposta rápida, “era assim que as coisas eram nessa altura”, assumindo a densidade de matéria/energia incrivelmente precisa do universo inicial como um dado adquirido por explicar.

A evolução da cosmologia inflacionária prevê que a parte que podemos ver do universo deva ser praticamente plana. Prevê que a densidade de matéria/energia que observamos deva ser quase 100 por cento da densidade crítica.

Deveríamos observar um universo plano com a densidade de matéria/energia crítica? A resposta, há uns anos, era “não”. Pesquisas na quantidade de matéria/energia apontavam para 5 por cento da densidade crítica. O erro cometido nesta resposta foi que, na altura, só tiveram em conta a matéria e energia que emitem luz.

As análises mostravam que muitas das galáxias mais velozes deveriam ser sacudidas do aglomerado. Mas nenhuma delas o era. Poderia haver matéria adicional no aglomerado, que não emitia luz mas fornecia a atracção gravitacional adicional necessária para o manter intacto.

A nova resposta foi que a matéria escura perfaz cerca de 25 por cento da densidade crítica. Juntamente com os 5 por cento da matéria visível, a matéria escura leva a conta a 30 por cento da quantidade prevista pela cosmologia inflacionária.

Como justificar os 70 por cento em falta?

Os físicos procuram segundas opiniões quando se lhes deparam dados ou teorias que apontam para resultados intrigantes. Destas segundas opiniões, as mais convincentes são as que alcançam a mesma conclusão seguindo um ponto de vista que difere imenso da análise original. Quando as setas da explicação convergem para um único ponto de ângulos diferentes, há uma boa possibilidade de que estejam a apontar para a mouche do alvo científico.

Até cerce de 7 mil milhões de anos APB dominava a atracção gravitacional. Por esta altura, à medida que a matéria se espalhava, a atracção gravitacional diminuía, o empurrão da constante cosmológica passava gradualmente a dominar.

Uma constante cosmológica que contribui 70 por cento da densidade crítica, juntamente com os 30 por cento da matéria comum e energia escura, levaria a massa/energia aos 100 por cento previstos pela cosmologia inflacionária. O empurrão repulsivo mostrado pelos dados de supernovas pode ser explicado como sendo a quantidade de energia escura necessária para entrar em conta com os 70 por cento do universo ainda não vistos.

No início, a energia do universo era carregada pelo campo do inflatão, que estava em repouso longe do seu estado de energia mínima. Devido à sua pressão negativa, o campo do inflatão provocou uma enorme explosão de expansão inflacionária. 10-35 segundos mais tarde, enquanto o inflatão deslizava para uma energia potencial mais baixa, a explosão de expansão terminou e o inflatão libertou a sua energia acumulada, usada para a produção de matéria e radiação comuns. Durante milhares de milhões de anos estes constituintes exerceram atracção gravitacional normal que retardou a expansão espacial. À medida que o universo crescia e se tornava mais difuso, a atracção gravitacional diminuía. Há cerca de 7 mil milhões de anos, a atracção gravitacional normal tornou-se suficientemente fraca para que a repulsão gravitacional da constante cosmológica do universo se tornasse dominante, e desde então a taxa de expansão espacial tem vindo a aumentar continuamente.

Daqui a uns 100 mil milhões de anos o universo será um sítio vasto, vazio e solitário.

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NASA encontra anel de matéria escura


Astrónomos da NASA identificaram um gigantesco anel de matéria escura num aglomerado de galáxias, a cinco mil milhões de anos-luz da Terra, com a ajuda do telescópio espacial Hubble.

O anel, com um diâmetro estimado em 2,6 milhões de anos-luz, foi descoberto no aglomerado de galáxias ZwCl0024+1652 e é a maior prova que confirma a existência de matéria escura.

Os astrónomos desconhecem ainda quais os componentes que constituem esta matéria invisível, que não emite luz, não brilha e compõe 80 por cento da massa do Universo.

O estudo, publicado pela revista científica "Astrophysical Journal", refere que a formação do anel no aglomerado resultou de uma possível colisão entre duas galáxias.

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15/05/2007

Simetria

Se aquecermos um pedaço de gelo até aos 0ºC e continuarmos a aquecer, o gelo começa a tornar-se água líquida. Quando chegamos aos 100ºC dá-se outra mudança: a água líquida transforma-se em vapor de um gás quente. Os três estados partilham da mesma composição molecular.

A simetria desempenha um papel central nas transições de fase. À escala molecular o gelo tem uma estrutura cristalina com moléculas de H2O dispostas numa rede hexagonal ordenada. Ao aquecermos, o arranjo cristalino derrete e forma um agrupamento de moléculas desordenado e uniforme – água líquida – e vemo-la igual para qualquer ângulo de rotação. Aumentámos a simetria.

A transição de fase líquida para vapor também resulta de um aumento de simetria. Numa molécula de água, em média, as moléculas individuais estão agrupadas com o lado do hidrogénio de uma molécula próximo do lado do oxigénio da sua vizinha. Se rodássemos uma dada molécula nesse grupo, isso perturbaria o padrão molecular. Quando a água ferve e se torna vapor as moléculas flutuam livremente; já não existe um padrão para as orientações das moléculas, o gás fica sempre a parecer o mesmo. Há um aumento de simetria ao passar da fase sólida para líquida e da fase líquida para gasosa.

Há razões para acreditar que, quando o universo passou por certas temperaturas críticas – análogas às das transições de fase da água -, sofreu uma mudança radical e uma redução drástica de simetria.

A “substância” que condensou, ou congelou, quando o universo arrefeceu e atravessou temperaturas específicas é um campo, o campo de Higgs.

Os fotões são os constituintes elementares dos campos electromagnéticos. Os gravitões são as partículas que constituem o campo gravitacional. Os gluões são as partículas constituintes da força nuclear forte, as partículas W e Z (força nuclear fraca e forte formam os campo de Yang-Mills) são as constituintes da força nuclear fraca e o electrão é a partícula constituinte do campo do electrão.

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BANG!

À medida que o tempo recua, o espaço encolhe, as galáxias aproximam-se mas o tamanho global permanece o mesmo, porque? Se o espaço é infinito e reduzirmos todas as distâncias o tamanho a metade continua a ser infinito.

A partir de uma erupção o espaço e o tempo emergiram. Contudo, se o universo é espacialmente infinito, havia já uma extensão espacial infinita no momento do big bang. Estas condições existiam por toda a parte e não num único ponto. A erupção do big bang ocorreu por toda a parte nesta extensão infinita. Após a explosão o espaço expandiu, mas o seu tamanho global não aumentou, uma vez que algo que já é infinito não pode ficar ainda maior. O que aumentou foram as separações entre objectos.

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09/05/2007

Stellarium



Stellarium is a free open source planetarium for your computer. It shows a realistic sky in 3D, just like what you see with the naked eye, binoculars or a telescope.

It is being used in planetarium projectors. Just set your coordinates and go.





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07/05/2007

Large Hadron Colider


Não sei se aquela palavra no título do post vos diz alguma coisa , se estiverem ligados à Ciência é quase impossível não ter ouvido falar nele , se a Ciência não vos dizer nada e se gostarem de ler , e porventura leram o livro Anjos e Demónios Este centro de investigação é dos maiores do mundo , se não for o maior ,centrando o seu âmbito na Física das Particulas . Só para terem uma ideia o novo acelarador(já explico o que é) que esta no CERN , que se designa por LHC ( Large Hadron Colider) representa a maior colaboração científica da História : mais de 4000 investigadores de 40 países .


Um acelerador de partículas muito sucintamente , é um acelerador como o próprio nome indica de "coisas muito pequenas " sendo agrupadas no que podemos chamar partícula, contudo estas partículas têm tamanhos muito reduzidos não sendo possível ao olhos humano poder ver a beleza do universo atómico , na verdade nem no mais potente microscópio electrónico, só consegue ver o "rasto destas partículas porque estas, sendo aceleradas por um campo magnético fortíssima faz com que aconteça colisões muito energéticas .

O LHC está enterrado 80 metros à superfície , na zona de fronteira entre a França e a Suiça , e para guiar os protões ( partículas positivas) na viagem pelo acelerador são necessários campos magnéticos muito elevados , que são obtidos por imanes supercondutores arrefecidos a temperaturas da ordem dos 270 graus negativos , ou seja , próximo do zero absoluto .

Os objectivos do LHC , destaca-se descobrir uma partícula muito esquiva designada por Bosão de Higgs , que se supõe ser “ a mãe de todas as partículas “ . Pois ela é que confere a massa a todas as outras partículas . O modelo padrão da Física ( já falei sobre ele num post anterior) assenta nessa existência dessa partícula , e também teorias inovadores que têm um dos pressupostos é a existência dessa partícula . Outro objecto é provar a existência de partículas superpesadas , para provar a teoria da Supersimeria que pretende unificar as quatro forças da Natureza.

Quanto ao detector , o ATLAS , as dimensões deste são monstruosas 46 metros de comprimento por 25 de altura e tem uma massa de 7000 toneladas . Para terem ideia da precisão deste detector consegue medir o efeito das marés lunares nos feixes das partículas , que representa um mm em 27 km , parece insignificante , mas é detectável.

Estes “colossos” custam 2000 milhões de euros para LHC e 325 milhões para o ATLAS.


Para terem uma ideia do tamanho do acelerador e da localização .( Vai entrar em funcionamento em 2007)

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Cientistas finalizam 1ª fase de construção do LHC

Os técnicos da Organização Européia de Pesquisa Nuclear (CERN) colocaram hoje o último grande ímã supercondutor de 34 toneladas que completa o anel subterrâneo de 27 km construído entre a França e a Suíça.

Após dois anos de intensos trabalhos, um guindaste gigante baixou o ímã, de 15 metros de comprimento. Ele foi instalado cerca de 50 metros abaixo da terra, num ato público com a presença de centenas de técnicos, cientistas, jornalistas e convidados.

Para a construção do grande anel, que fica a uma profundidade de 50 a 100 metros entre França e Suíça, com precisão de décimos de milímetro, foram usadas milhares de toneladas de material, segundo os dirigentes do CERN.

O objetivo é que, a partir de novembro, seja possível acelerar prótons ou íons de chumbo a velocidades próximas à luz, para depois provocar sua colisão. Os cientistas recriarão assim condições como as do "Big Bang", que deu origem ao Universo.

Além disso, entre centenas de projetos, os cientistas querem demonstrar a existência do ainda hipotético bosón de Higgs, conhecido como a "partícula de Deus". Ele permitiria completar o modelo standard da física de partículas.

Um erro de cálculo provocou o rompimento, há um mês, do suporte de um dos ímãs. Ao cair, com uma grande explosão, ele encheu o túnel de hélio e pó. Foi preciso retirar todo o pessoal e revisar todos os ímãs da mesma série. Mesmo assim, o maior centro de pesquisa nuclear do mundo não alterou as suas previsões de entrada em funcionamento do acelerador.

Cada protón dará 11.245 voltas por segundo no anel, girando durante 10 horas. A distância percorrida será equivalente a uma viagem de ida e volta a Netuno.

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Evolucionismo vs Criacionismo

Este video põe frente a frente duas correntes de como surgiu a vida , o Evoluccionismo e o Criacionismo



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05/05/2007

Teoria dos Elos Perdidos

Elos perdidos existem sempre e sempre existirão, neste ou noutro qualquer contexto. Entre dois pontos diferentes podemos definir um número infinito de pontos intermédios. Ao ser descoberto um fóssil a que chamaremos 1, que evolui para outro também descoberto denominado 2, virão os criacionistas com a teoria do elo perdido, pois não existe um fóssil 1,5. Caso um dia seja descoberto um fóssil denominado 1,5 virão novamente os criacionistas ainda com mais argumentos, pois desta vez conseguem ver 2 elos perdidos, o 1,25 e o 1,75. A situação pode prolongar-se ad nauseam.

Aplicando este raciocínio ao quotidiano de devotos religiosos cristãos poderemos indagar se estes alguma vez poderão sair de casa para ir até uma paróquia, visto que entre o ponto de partida e o de chegada existem infinitos pontos intermédios de passagem.

Podemos também encaixar este raciocínio em qualquer filme, e assim concluir que eles representam nada e coisa nenhuma. Como um filme é apenas uma sequência de imagens, poderemos pegar num segundo de um filme com 27 frames por segundo a título de exemplo, e atribuir-lhe os dotes do inifinto ad nauseam. Se entre o frame 1 e o frame 2 não existe um frame 1,5, então existe um elo perdido no filme. Se aplicarmos a teoria do meio frame a um filme de 90 minutos a 27 frames por segundo extraímos cerca de 145800 elos perdidos.

Elos perdidos ad nauseam não faltam. Tal não acontece com a racionalidade.

http://www.ateismo.net/diario

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04/05/2007

Indignação

(Clique para aumentar a imagem e a indignação)
Fonte: Público, hoje.

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Terceira estória parte IV

O artigo publicado na edição de Julho de 1989 na revista "Bible-Science Newsletter" reportou que
Dr. Bolton Davidheiser escreveu para o escritório da NASA em Greenbelt, Maryland, onde o fato supostamente ocorreu. Eles responderam que não sabiam nada sobre o senhor Harold Hill e não podiam corroborar as referências sobre o "dia perdido"... No concludente parágrafo da carta da NASA lê-se: ‘Apesar de fazermos uso de posições planetárias como fator necessário para a determinação das órbitas das naves espaciais em nossos computadores, não descobrimos que nenhum astronauta ou cientista espacial em Greenbelt estivesse envolvido na estória do "dia perdido" atribuída ao Sr. Hill’ (Bartz, 1989, página 12).
"Computadores não são máquinas mágicas que podem adivinhar coisas que estão escondidas das pessoas. Maravilhosas como elas são, estão limitadas aos conhecimentos que damos a elas. Computadores dependem de nós para adquirirem conhecimento. Enquanto um computador pode ser usado para gerar um calendário, desde hoje até uma data distante no passado, o que não é uma prática incomum, um computador não pode nos dizer se algum tempo está faltando ou não. Na verdade, o computador teria que ser programado com todo tipo de ajustes, considerando várias mudanças no calendário ocidental, sobre os últimos dois mil anos. Simplificando, a estória é tecnicamente impossível, não interessando quão sofisticado seja seu computador" (1989, página 12).

Só a partir dos anos 80 do séc. XX é que foi possível, com a utilização de sofisticadas integrações numéricas, baseadas em algoritmos feitos a pensar nos computadores que então se desenvolviam, calcular órbitas planetárias ao longo de milhões de anos. O processo foi lento, uma vez que estes cálculos são muito exigentes tanto técnica como computacionalmente. Contudo, ao longo dos anos foi sendo possível levar estas integrações cada vez mais longe no tempo, ao ponto de hoje já se estudar a evolução de órbitas planetárias em tempos mais longos do que a própria idade do sistema solar.
Essencialmente, estas integrações a longo termo mostraram que as ressonâncias são o mecanismo principal do caos lento: pequenos efeitos cumulativos podem resultar em perturbações significativas que levam a comportamentos irregulares nas órbitas dos planetas. Um dos pioneiros destas integrações foi Jacques Laskar, quem primeiro integrou o sistema solar, excluindo Plutão, para um intervalo de tempo de 200 milhões de anos, e analisou nesta escala de tempo as variações dos elementos orbitais relevantes para a configuração global do sistema: excentricidade, inclinação do plano orbital e tamanho da órbita de cada planeta. O algoritmo permite também a detecção de caos, por exemplo lançando várias condições iniciais muito próximas para averiguar se as órbitas correspondentes apresentaram divergência exponencial, a habitual assinatura do caos.
Por último, demosntrem-me como é que estes cálculos (http://www.geocities.com/lemagicien_2000/mathpage/calcorb/calcorb.html#t6) podem confirmar que há um dia perdido? Como é que há um cálculo desses nas minhas sebentas de cosmologia? Gostava de saber!

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Terceira estória parte III

Essa mentira foi amplamente divulgada na década de 60 e início de 70 como resultado dos esforços de Harold Hill, então presidente da Curtis Engine Company em Halenthorpe (Baltimore), Maryland. No seu livro de 1974, "Como viver como filho de um rei", Hill devotou um capítulo inteiro à estória (páginas 65-77), e explicou como ela foi difundida. Ele declarou que na ocasião falou para estudantes secundaristas e universitários sobre assuntos relacionados à Bíblia e à ciência, e que a estória do "dia que faltou" da NASA foi uma das que ele falou com mais freqüência (páginas 65-66). De alguma maneira (mesmo Hill nunca soube como), Mary Kathryn Bryan, uma colunista do Evening World, de Spencer, Indiana, recebeu um relato por escrito da estória de Hill e o publicou em sua coluna.
Mais tarde, Hill observou, "vários noticiários pegaram a estória e ela apareceu em centenas de lugares" (página 69, no original). Ao relato, sem dúvida, foi proporcionado uma certa quantidade de credibilidade embutida, quando Hill sugeriu, relativamente ao programa espacial em Goddard: "Eu estava envolvido desde o início, através de arranjos contratuais com minha empresa" (1974, página 65). [Quando isso foi verificado, viu-se que a conexão de Hill com a NASA era, na melhor das hipóteses, tênua; sua empresa nunca teve nenhum contrato para prestar serviços em geradores elétricos em nenhuma agência governamental. Ele nunca foi contactado de nenhuma maneira para missões de operação ou planejamento].
Todos os esforços para confirmar a origem da estória falharam. Depois que um artigo sobre o assunto apareceu, em Abril de 1970, no "Bible-Science Newsletter", vários leitores da revista escreveram a Hill. Num artigo subseqüente, a revista fez menção ao fato de que, depois que o artigo foi publicado em 1970, alguns leitores finalmente receberam uma carta de Hill na qual ele declarava não ter sido o criador da estória. No seu livro publicado em 1974, ele confessa não haver testemunhado o incidente da NASA pessoalmente, e afirmou ainda que não podia se lembrar quando nem onde foi a primeira vez que a ouviu, mas insistiu que "minha incapacidade de fornecer documentação do incidente do ‘dia que faltou’, de maneira nenhuma diminui sua autenticidade" (página 71).

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Terceira estória parte II

Primeiro, Rimmer especificamente declara que está fazendo uma citação de Ball e Totten, apesar de nenhuma das declarações que fez terem sido colocadas entre aspas. Segundo, o livro de 1890 que Totten escreveu ("O Longo Dia de Josué e o Relógio do Sol de Ahaz") nunca foi citado por Rimmer, o que parece um pouco estranho, considerando que Rimmer devotou um capítulo inteiro sobre o assunto no seu próprio livro.
Terceiro, não há referências bibliográficas de Rimmer sobre os trabalhos de Ball e Totten – novamente pouco usual, uma vez que Rimmer baseia toda sua argumentação na validade dos declarações daqueles autores.
Quarto, inúmeros outros escritores têm feito sérios esforços para determinar a validade da afirmação de Rimmer, tanto quanto aquelas de Ball e Totten, mas sem sucesso. Por exemplo, Bernard Ramm, no livro "A Visão Cristã da Ciência e das Escrituras", discute o ponto-de-vista de Dr. Rimmer e sua referência a Totten. Ramm incluiu suas conclusões pessoais considerando a documentação oferecida por Rimmer, Totten e Ball nomenclatura bem escolhida. Ele observou: "Isso eu não fui capaz de verificar para minha própria satisfação... Dr. Kulp tentou checar essa teoria em Yale [empregador de Totten] e na Inglaterra [residência de Sir Edwin Ball], e não encontrou nada que verificasse isso". (1959, página 109 a 117).
Como tal história se originou é muito mais difícil de saber do que como ela circula. Quando uma história é "corroborada" com o nomes de pessoas de credibilidade e fatos relevantes, o povo não se preocupa em investigá-la. Uma vez aceita, ela então é usada no que o crédulo na Bíblia vê como um justa defesa da palavra de Deus.Com todas as evidências agora disponíveis, a história de Ball, Totten e Rimmer simplesmente não são verdadeiras, e não podem mais ser usadas nem em defesa da Bíblia nem na defesa da palavra de Deus. O mesmo pode ser dito acerca da versão moderna da história. Novamente, alguns fatos anteriores são necessários. Quando o relato, da maneira como fez o Dr, Rimmer, foi publicado pela primeira vez, causou aparentemente grande excitação, e foi aceita sem contestação por aqueles que estavam ansiosos em mostrar como a ciência "comprova" uma verdade bíblica. Depois que essa excitação inicial diminuiu, a história foi esquecida, ou deixada de lado, e eventualmente relegada na pilha de relíquias da história. Sua permanência lá, contudo, foi breve. Alguém (até agora ninguém sabe quem) redescobriu a história, tirou fora a poeira, deu a ela algum embelezamento (sem dúvida para fazê-la mais de acordo com os conhecimentos científicas modernos), colocou nomes (de indivíduos, empresas e cidades), e então, intencionalmente, embutiu nela referência a uma agência governamental bastante popular, que foi/é bastante conhecida pelo público (a NASA – Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço). Com a reedição da história agora completa, colocou nela uma credibilidade que poucos pensaram em duvidar ou questionar.

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03/05/2007

O Relojoeiro Cego

"O Relojoeiro Cego" de Richard Dawkins.


Richard Dawkins iniciou seu livro The Blind Watchmaker [O Relojoeiro Cego] , sua influente reafirmação do darwinismo, com a observação que "A biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejadas para um propósito". Poderíamos considerar a possibilidade que os organismos vivos dão aquela aparência porque na verdade eles foram planejados? Dawkins, que é virtualmente o exemplo definidor de um materialista científico intransigente, lida aquela sugestão com o desprezo que ele acha merecedor. O objetivo da ciência evolucionária, ele afirma, é explicar com as coisas complexas são feitas a partir de um começo simples. Um Planejador não evoluído que seja presumivelmente mais complexo do que as coisas que ele planeja não cabe naquele quadro. No A Escalada do Monte Improvável Dawkins nomeia os organismos de "designóides" -- significando que as coisas se parecem exatamente como se tivessem sido projetadas, mas que na verdade foram feitas pelo "relojoeiro cego"-- i.e., as forças darwinianas inconscientes de mutação e seleção [natural].

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