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Rápidas: Idade do Universo Confirmada


Tomo a liberdade de transcrever parte de um artigo interessante do AstroPT, escrito pelo ROCA:

Usando galáxias inteiras e aglomerados galácticos como lentes para a observação de outras galáxias, os pesquisadores têm uma nova maneira e precisa para medir o tamanho e a idade do Universo e como ele se expande rapidamente, junto com as demais técnicas independentes. Estas medidas determinam um valor para a constante de Hubble, que indica o tamanho do Cosmos e confirma a idade do Universo avaliada em 13,75 bilhões de anos, com uma margem de erro de 170 milhões de anos. Os resultados também confirmam a força da energia escura, responsável pela aceleração da expansão do Universo.

Os pesquisadores do Instituto Kavli para Astrofísica de Partículas e Cosmologia (KIPAC) no SLAC National Accelerator Laboratory do Departamento de Energia dos Estados Unidos e da Universidade de Stanford, a Universidade de Bonn  e outras instituições dos Estados Unidos e Alemanha, publicaram os resultados da pesquisa na edição de 1 de março do The Astrophysical Journal. Os pesquisadores usaram os dados coletados pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e mostraram maior precisão proporcionada pela combinação com os dados da sonda Wilkinson Anisotrópica de Microondas (WMAP).

A equipe usou a técnica das lentes gravitacionais para medir a distância percorrida pela luz de uma galáxia brilhante ativa até a Terra ao longo de vários caminhos. Conhecendo o tempo necessário para percorrer cada caminho e as velocidades reais envolvidas, os cientistas puderam deduzir não só o quão longe estão as galáxias, mas também a escala global do Universo e alguns detalhes de sua expansão.

Muitas vezes é difícil para os cientistas a distinguir entre uma luz distante muito brilhante e uma fonte fraca perto de nós. As lentes gravitacionais resolvem este problema, fornecendo pistas múltiplas sobre a distância que a luz percorre. Esta informação extra lhes permite determinar o tamanho do Universo, que os astrofísicos freqüentemente expressam em termos de uma quantidade chamada constante de Hubble.

“Há muito tempo nós sabemos que as lentes são capazes de fazer medidas físicas da constante de Hubble“, disse Phil Marshall do KIPAC. No entanto, lentes gravitacionais nunca foram usadas de maneira tão precisa, até agora. Estas novas medições proporcionam uma medição tão precisa da constante de Hubble quanto as  bem estabelecidas pelas outras ferramentas como as supernovas padrão a análise da radiação de fundo de microondas cósmico (CMB).” O uso das lentes gravitacionais amadureceu como um instrumento competitivo disponível dentro da caixa de ferramentas dos astrofísicos”, disse Marshall.

O artigo "Técnica baseada nas lentes gravitacionais confirma a idade do Universo" por completo está disponível para leitura.
No "Eternos Aprendizes - Técnica baseada em lentes gravitacionais confirma a idade do Universo" está disponível um pequeno vídeo que explica de forma muito simples o efeito de lente gravitacional.
Nota: 1 bilhão do artigo refere-se, obviamente, a mil milhões.
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Rápidas: Temos um Primo... Teremos Vizinhos?


Na revista Nature vem um artigo a descrever a nona descoberta da missão CoRoT. Há anos que se esperava por uma descoberta como esta. A missão que detecta planetas fora do nosso Sistema Solar encontrou o designado CoRoT-9b, um planeta com uma órbita normal e com um período longo, de 95 dias.

CoRoT-9b
tipo - G3
Período - 95 dias
Excêntricidade - 0,11
Ditância ao sol - 0,36 - 0,45 u.a.
Massa - 85% Massa de Júpiter
Raio - 105% do de Júpiter
Temperatura - 250 - 430 K
Trânsito - 8 horas

"“Corot-9b é o primeiro exoplaneta que se parece realmente com os planetas do nosso sistema solar,” acrescenta Hans Deeg, autor principal do trabalho. “Tem o tamanho de Júpiter e uma órbita similar à de Mercúrio.”"

"Mais de 400 exoplanetas foram descobertos até agora, 70 dos quais pelo método de trânsito. Corot-9b é especial no sentido em que a distância à estrela hospedeira é cerca de dez vezes maior do que esta mesma distância para qualquer dos planetas descobertos pelo mesmo método. E, contrariamente a esses exoplanetas, o planeta tem um clima temperado. A temperatura da sua superfície gasosa parece situar-se entre 160º e -20º Celsius, com variações mínimas entre o dia e a noite. O valor exacto depende da possível presença de uma camada de nuvens altamente reflectoras."

Podem ler mais aqui
                     E aqui

Fontes:
AstroPT - CoRoT-9b Anunciado
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O Hexágono de Saturno



Reparei que um misterioso evento em Saturno já foi referido em alguns sites, blogs e vídeos.
Em 1979, a sonda Voyager 1 fotografou a misteriosa forma de hexágono no pólo norte do planeta. As suas arestas têm o mesmo comprimento, 13800 km (um pouco maior que o diâmetro da Terra). O seu comprimento maior é de cerca de 25000 km, cerca de quatro Terras. Está em rotação e completa uma volta em 10 horas.
Em 2007 e 2008 a sonda Cassina-Hyugens fotografa com mais detalhe o evento.
Richard Hendricks investigou o assunto e escreveu um artigo sobre como pode ser formada a estrutura (podem ler aqui). Ele refere que “relatamos uma nova e espetacular instabilidade da superfície de um fluido em um sistema em rotação. Em um fluxo movido por um fundo rotatório de um cilindro estacionário parcialmente cheio, a forma da superfície livre pode espontaneamente quebrar a simetria axial e assumir a forma de um polígono em rotação rígida com uma velocidade diferente do fundo. Com água, observamos polígonos de até seis vértices” e ainda que “Em um fluxo movido por um fundo rotatório de um cilindro estacionário parcialmente cheio, a forma da superfície livre pode espontaneamente quebrar a simetria axial e assumir a forma de um polígono em rotação rígida com uma velocidade diferente do fundo. Com água, observamos polígonos de até seis vértices”.
Podem ler mais  no blog Eternos Aprendizes.
Obviamente, perante um cenário destes, em vez de procurar uma resposta racional algumas pessoas, com toda a previsibilidade, inventam teorias da conspiração e fazem simples cálculos numéricos de forma a haver comparações coincidentes com o que quiserem. Por exemplo a minha colher do café é 5,37 vezes mais pequena que a minha impressora. Curiosamente, multiplicando por 100 temos 537, que é o número de pessoas que trabalha na empresa do café que estou a beber. Isto é conspiração! Perceberam o exemplo estapafúrdio? Não existe este tipo de ideias? Então vejam aqui.
Neste blog lê-se que Interessante lembrar que 'Saturday' o dia de Saturno , Sábado é considerado sagrado em algumas religiões e o símbolo hexagonal pode ser encontrado por exemplo na "estrela de seis pontas" , que também é um símbolo do planeta Saturno o sexto planeta a partir do Sol , 6 é também o primeiro número perfeito 1 + 2 + 3 = 6”
Ainda este blog Illuminati Archives (obviamente)  refere que “O hexágono é feito das nuvens da amônia (que esticam 25.000 quilômetros transversalmente) essa raça ao redor como se estavam em uma pista sextavada enorme, ele detalhou. A estrutura é um exemplo do “da física hyperdimensional,” e há uma formação similar em torno do Pólo Norte de Jupiter, ele adicionou.”, referindo-se a “Richard C. Hoagland da missão da empresa compartilhou de sua análise do hexágono estranho”. Ainda por cima estes blogs recebem uma mensagem a transformam-na ao ponto de haver outro hexágono no pólo sul entre outras barbaridades.

Ver mais aqui


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CONTRA-CAPA: O Mistério da Núvem Interestelar



O blog Tribuna dá-nos a notícia de que a NASA descobriu  "o Cinturão de Fótons", composto por átomos de hidrogénio e de hélio e tem uma temperatura de 6000ºC.


No entanto, no segundo parágrafo já não é cinturão para passar a ser uma núvem interestelar. De facto o termo correcto é núvem, porque cinturão é uma trutura em forma de halo que rodeia uma outra estrutura ou conjunto de estruturas. Ainda mais uma curiosidade é o facto de o autor do post achar que hidrogénio e hélio é a mesma coisa que fotões.


Mais à frente aparece-nos esta espantosa frase:

"A compressão adicional poderia permitir a mais raios cósmicos alcançar o interior do sistema solar, possivelmente afetando o clima terrestre e a capacidade dos astronautas a viajar com segurança através do espaço."

A semântica não é a melhor. Parece ser uma tradução by Google e sem revisão. Pois reparem na parte em que se lê "A compressão adicional poderia permitir a mais raios". A compreensão permite os raios alcançarem o Sistema Solar?

E ainda esta frase:

"os astronautas não teriam que viajar tão longe, porque o espaço interestelar estaria mais perto que nunca. Estes eventos costumam acontecer em escalas de dezenas a centenas de milhares de anos, que é o tempo que demora o sistema solar para passar de uma nuvem a seguinte."

Em nenhum artigo leio que os astronautas pretendem ir ao espaço interestelar. E mais, se a núvem não existisse não deixaria de haver espaço intraestelar pois o ambiente no Sistema Solar continuaria o mesmo.

Com a motivação de saber o que é o tal cinturã ode fotões continuei a ler e cheguei ao subtítulo "O que é o Cinturão de Fótons". Infelizmente a resposta não foi dada. Em vez de responder à pergunta o autor explica um ciclo de trevas e luz. A pergunta fica no ar...

Todo o resto do post é metafísica aludindo a ciclos de trevas pelo trajecto em torno da galáxia e ciclo mais pequenos de luz.

A notícia original não foi explanada e foi arranjada à medida da metafísica do autor. Ficaremos à espera de algo científico e das repostas às perguntas que ficam no ar.

Fontes:
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CAPA: O Mistério da Núvem Interestelar




Uma notícia da NASA refere a descoberta de um mistério com alguns anos. O nosso Sistema Solar está a atravessar uma núvem de material interestelar com 30 anos-luz de diâmetro e é composta por átomos de hidrogénio e de hélio.

A questão é: como é que a núvem não de dispersou? A explosão das estrelas vizinhas deveria ter dispersado ou esmagado a núvem. no entanto ela continua intacta.

O mistério foi desfeito pelas sondas Voyager. A núvem possui um campo magnético mais forte do que se pensava e que é responsável pela sua sustentação. "Este campo magnético pode dar a pressão necessária para resistir à destruição" (Meray Opher, heliofísico).

As Voyager não estão dentro da núvem "mas estão lá perto e podemos sentir como é à medida que nos aproximamos" (Opher).

A Núvem Interestelar Local, como é chamada, é contida pelo campo magnético do Sol numa espécie de bolha magnética que "protege o Sistema Solar interior dos raios cósmicos galácticos e das núvens interestelares"


"Outras nuvens interestelares podem também estar magnetizadas, assumem Opher e seus colegas. Assim, nós poderemos eventualmente colidir com algumas."

"“Os seus fortes campos magnéticos podem comprimir a heliosfera ainda mais do que está agora”, conforme o estudo da NASA. “Uma maior compressão pode permitir com que um maior número de raios cósmicos alcance o Sistema Solar interior, possivelmente afetando o clima terrestre e a capacidade dos astronautas viajarem em segurança pelo espaço."




Fontes:
AstroPT - As sondas Voyager resolvem mistério nos confins do Sistema Solar
Eternos Aprendizes -  As sondas Voyager resolvem mistério nos confins do Sistema Solar
ScienceNASA - Voyager Makes an Interstellar Discovery

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A Energia Escura Existe? - Um Lugar Não Especial




Os vazios, menores que o modelo anteriormente mencionado, e estruturas filamentares descobertas por observações podem imitar os efeitos da energia escura. No modelo de Tirthabir Biswas, Alessio Notari  e Valerio Marra “o Universo parece um queijo suíço”. Deste modo será um universo uniforme, com vários vazios e com uma taxa de expansão a variar ligeiramente entre locais de vazio e locais de estruturas filamentares. Assim estas “variações na taxa de expansão alteram levemente o brilho redshift” dos feixes de luz das supernovas. No entanto, para Joseph Zuntz “para reproduzir os efeitos da energia escura precisaríamos de muitos vazios de baixa densidade com uma configuração muito especial”
A partir das equações de Einstein podemos calcular a taxa de expansão de uma determinada zona do Universo (calculando a quantidade de matéria a dividir pelo volume). Mas para resolver equações complicadas usam-se formas de cálculo mais fácil como médias e aproximações. Alguns pesquisadores afirmam que as aproximações feitas e os termos adicionais colocados são desprezíveis no resultado final.
O Levantamento do Legado de Supernovas e a Missão Conjunta de Energia Escura em conjunto com o Plank Surveyor e o Square Kilometer Array irão fazer levantamentos de medições da radiação cósmica de fundo em microondas, de supernovas e de todas as galáxias compreendidas no nosso horizonte obrervável.
Ver também:

Fonte:
Scientific American - "Existe Mesmo uma Energia Escura?" Junho 2009
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LCROSS Detecta Vida na Terra

"O Satélite de Observação e Detecção de Crateras Lunares (LCROSS), um componente da missão do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), realizou uma calibragem de rotina dos seus instrumentos há uns dias, apontando-os para a Terra para observar o que nosso planeta se parece visto de fora." (eternos aprendizes).

O oxigénio molecular (O2) é bastante instável. Contudo, na nossa atmosfera apresenta-se numa percentagem de cerca de 21%. Isto porque aqui na Terra há vida vegetal, que forma O2 a uma velocidade idêntica à do seu consumo pelos outros seres.

Assim, a busca de oxigénio molecular é buscar uma forma de vida.

Ver mais aqui
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Encontrado Aminoácido num Cometa



A sonda Stardust recolheu da cauda do cometa Wild 2 o aminoácigo Glicina, um dos 20 tijolos das proteínas.

A nossa descoberta dá força à teoria de que alguns dos ingredientes da vida se formaram no espaço e chegaram à Terra há muito tempo, através de impactos de meteoritos e cometas”, disse Jamie Elsila, do Goddard Space Flight Center da NASA.

A poeira da cauda do cometa ficou retida num segmento de aerogel (meterial comporto por 1% de hidrogénio e 99% de "vazio").
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Mais Provas das Alunagens


O astroPT mostra dá a notícia de uma prova de que a Apollo 11 esteve mesmo na Lua. Pode-se ler que:

“Em Julho de 1969, os telescópios de Jodrell Bank estavam a monitorizar as transmissões da missão Apollo 11” e “a monitorizar/espiar a sonda Soviética não-tripulada Luna 15”, que ía “recolher pedras e solo lunar, e retornar à Terra com essas amostras lunares.”

“No entanto, a missão fracassou porque a Luna 15 espatifou-se na Lua a 21 de Julho 1969, poucas horas antes de Armstrong e Aldrin terem deixado a superfície lunar.”

“Nas transmissões de Jodrell Bank, ouve-se o fundador do Observatório – Sir Bernard Lovell – a narrar os eventos.
Por trás da voz dele, ouve-se por vezes as transmissões da Apollo 11.
No background, também se ouve os cientistas na Sala de Controlo preocupados a dizer que a Luna 15 estava a descer demasiado depressa e que se ia espatifar na superfície lunar.”

A transmissão pode ser ouvida aqui.


O site Eternos Aprendizes refere que a LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) fotografou o local de pouso da Apollo 14 e mostra o módulo lunar e vai fotografar os locais de pouso das Apollo 11, 12, 15, 16 e 17.


Fontes:

AstroPT - Luna 15 prova Alunagem Americana

Eternos Aprendizes - A LRO Fotografou o Local de Pouso da Apollo 14 e Mostra o Módulo Lunar

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Rápidas: Congelado

Plank, a nave espacial criogénica atingiu o ponto de temperatura mais baixa medida de um corpo no Universo.

A temperatura de -273,05ºC (0,1ºC acima do zero absoluto) foi medida quando a nave atingiu o ponto Lagrange L2. Esta temperatura é necessária para que o Observatório Espacial Plank possa estudar a Radiação Cósmica de Fundo em Microondas.

Plank vai-nos mostrar o mapa da radiação com uma resolução maior que os 3 mapas anteriores.

Na imagem acima podemos ver a evolução das resoluções dos 3 satélites.

Neste post do blog "Eternos Aprendizes" podem ler mais detalhes.
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Mostrar mensagens com a etiqueta Sonda. Mostrar todas as mensagens
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26/03/2010

Rápidas: Idade do Universo Confirmada


Tomo a liberdade de transcrever parte de um artigo interessante do AstroPT, escrito pelo ROCA:

Usando galáxias inteiras e aglomerados galácticos como lentes para a observação de outras galáxias, os pesquisadores têm uma nova maneira e precisa para medir o tamanho e a idade do Universo e como ele se expande rapidamente, junto com as demais técnicas independentes. Estas medidas determinam um valor para a constante de Hubble, que indica o tamanho do Cosmos e confirma a idade do Universo avaliada em 13,75 bilhões de anos, com uma margem de erro de 170 milhões de anos. Os resultados também confirmam a força da energia escura, responsável pela aceleração da expansão do Universo.

Os pesquisadores do Instituto Kavli para Astrofísica de Partículas e Cosmologia (KIPAC) no SLAC National Accelerator Laboratory do Departamento de Energia dos Estados Unidos e da Universidade de Stanford, a Universidade de Bonn  e outras instituições dos Estados Unidos e Alemanha, publicaram os resultados da pesquisa na edição de 1 de março do The Astrophysical Journal. Os pesquisadores usaram os dados coletados pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e mostraram maior precisão proporcionada pela combinação com os dados da sonda Wilkinson Anisotrópica de Microondas (WMAP).

A equipe usou a técnica das lentes gravitacionais para medir a distância percorrida pela luz de uma galáxia brilhante ativa até a Terra ao longo de vários caminhos. Conhecendo o tempo necessário para percorrer cada caminho e as velocidades reais envolvidas, os cientistas puderam deduzir não só o quão longe estão as galáxias, mas também a escala global do Universo e alguns detalhes de sua expansão.

Muitas vezes é difícil para os cientistas a distinguir entre uma luz distante muito brilhante e uma fonte fraca perto de nós. As lentes gravitacionais resolvem este problema, fornecendo pistas múltiplas sobre a distância que a luz percorre. Esta informação extra lhes permite determinar o tamanho do Universo, que os astrofísicos freqüentemente expressam em termos de uma quantidade chamada constante de Hubble.

“Há muito tempo nós sabemos que as lentes são capazes de fazer medidas físicas da constante de Hubble“, disse Phil Marshall do KIPAC. No entanto, lentes gravitacionais nunca foram usadas de maneira tão precisa, até agora. Estas novas medições proporcionam uma medição tão precisa da constante de Hubble quanto as  bem estabelecidas pelas outras ferramentas como as supernovas padrão a análise da radiação de fundo de microondas cósmico (CMB).” O uso das lentes gravitacionais amadureceu como um instrumento competitivo disponível dentro da caixa de ferramentas dos astrofísicos”, disse Marshall.

O artigo "Técnica baseada nas lentes gravitacionais confirma a idade do Universo" por completo está disponível para leitura.
No "Eternos Aprendizes - Técnica baseada em lentes gravitacionais confirma a idade do Universo" está disponível um pequeno vídeo que explica de forma muito simples o efeito de lente gravitacional.
Nota: 1 bilhão do artigo refere-se, obviamente, a mil milhões.

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18/03/2010

Rápidas: Temos um Primo... Teremos Vizinhos?


Na revista Nature vem um artigo a descrever a nona descoberta da missão CoRoT. Há anos que se esperava por uma descoberta como esta. A missão que detecta planetas fora do nosso Sistema Solar encontrou o designado CoRoT-9b, um planeta com uma órbita normal e com um período longo, de 95 dias.

CoRoT-9b
tipo - G3
Período - 95 dias
Excêntricidade - 0,11
Ditância ao sol - 0,36 - 0,45 u.a.
Massa - 85% Massa de Júpiter
Raio - 105% do de Júpiter
Temperatura - 250 - 430 K
Trânsito - 8 horas

"“Corot-9b é o primeiro exoplaneta que se parece realmente com os planetas do nosso sistema solar,” acrescenta Hans Deeg, autor principal do trabalho. “Tem o tamanho de Júpiter e uma órbita similar à de Mercúrio.”"

"Mais de 400 exoplanetas foram descobertos até agora, 70 dos quais pelo método de trânsito. Corot-9b é especial no sentido em que a distância à estrela hospedeira é cerca de dez vezes maior do que esta mesma distância para qualquer dos planetas descobertos pelo mesmo método. E, contrariamente a esses exoplanetas, o planeta tem um clima temperado. A temperatura da sua superfície gasosa parece situar-se entre 160º e -20º Celsius, com variações mínimas entre o dia e a noite. O valor exacto depende da possível presença de uma camada de nuvens altamente reflectoras."

Podem ler mais aqui
                     E aqui

Fontes:
AstroPT - CoRoT-9b Anunciado

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O Hexágono de Saturno



Reparei que um misterioso evento em Saturno já foi referido em alguns sites, blogs e vídeos.
Em 1979, a sonda Voyager 1 fotografou a misteriosa forma de hexágono no pólo norte do planeta. As suas arestas têm o mesmo comprimento, 13800 km (um pouco maior que o diâmetro da Terra). O seu comprimento maior é de cerca de 25000 km, cerca de quatro Terras. Está em rotação e completa uma volta em 10 horas.
Em 2007 e 2008 a sonda Cassina-Hyugens fotografa com mais detalhe o evento.
Richard Hendricks investigou o assunto e escreveu um artigo sobre como pode ser formada a estrutura (podem ler aqui). Ele refere que “relatamos uma nova e espetacular instabilidade da superfície de um fluido em um sistema em rotação. Em um fluxo movido por um fundo rotatório de um cilindro estacionário parcialmente cheio, a forma da superfície livre pode espontaneamente quebrar a simetria axial e assumir a forma de um polígono em rotação rígida com uma velocidade diferente do fundo. Com água, observamos polígonos de até seis vértices” e ainda que “Em um fluxo movido por um fundo rotatório de um cilindro estacionário parcialmente cheio, a forma da superfície livre pode espontaneamente quebrar a simetria axial e assumir a forma de um polígono em rotação rígida com uma velocidade diferente do fundo. Com água, observamos polígonos de até seis vértices”.
Podem ler mais  no blog Eternos Aprendizes.
Obviamente, perante um cenário destes, em vez de procurar uma resposta racional algumas pessoas, com toda a previsibilidade, inventam teorias da conspiração e fazem simples cálculos numéricos de forma a haver comparações coincidentes com o que quiserem. Por exemplo a minha colher do café é 5,37 vezes mais pequena que a minha impressora. Curiosamente, multiplicando por 100 temos 537, que é o número de pessoas que trabalha na empresa do café que estou a beber. Isto é conspiração! Perceberam o exemplo estapafúrdio? Não existe este tipo de ideias? Então vejam aqui.
Neste blog lê-se que Interessante lembrar que 'Saturday' o dia de Saturno , Sábado é considerado sagrado em algumas religiões e o símbolo hexagonal pode ser encontrado por exemplo na "estrela de seis pontas" , que também é um símbolo do planeta Saturno o sexto planeta a partir do Sol , 6 é também o primeiro número perfeito 1 + 2 + 3 = 6”
Ainda este blog Illuminati Archives (obviamente)  refere que “O hexágono é feito das nuvens da amônia (que esticam 25.000 quilômetros transversalmente) essa raça ao redor como se estavam em uma pista sextavada enorme, ele detalhou. A estrutura é um exemplo do “da física hyperdimensional,” e há uma formação similar em torno do Pólo Norte de Jupiter, ele adicionou.”, referindo-se a “Richard C. Hoagland da missão da empresa compartilhou de sua análise do hexágono estranho”. Ainda por cima estes blogs recebem uma mensagem a transformam-na ao ponto de haver outro hexágono no pólo sul entre outras barbaridades.

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30/12/2009

CONTRA-CAPA: O Mistério da Núvem Interestelar



O blog Tribuna dá-nos a notícia de que a NASA descobriu  "o Cinturão de Fótons", composto por átomos de hidrogénio e de hélio e tem uma temperatura de 6000ºC.


No entanto, no segundo parágrafo já não é cinturão para passar a ser uma núvem interestelar. De facto o termo correcto é núvem, porque cinturão é uma trutura em forma de halo que rodeia uma outra estrutura ou conjunto de estruturas. Ainda mais uma curiosidade é o facto de o autor do post achar que hidrogénio e hélio é a mesma coisa que fotões.


Mais à frente aparece-nos esta espantosa frase:

"A compressão adicional poderia permitir a mais raios cósmicos alcançar o interior do sistema solar, possivelmente afetando o clima terrestre e a capacidade dos astronautas a viajar com segurança através do espaço."

A semântica não é a melhor. Parece ser uma tradução by Google e sem revisão. Pois reparem na parte em que se lê "A compressão adicional poderia permitir a mais raios". A compreensão permite os raios alcançarem o Sistema Solar?

E ainda esta frase:

"os astronautas não teriam que viajar tão longe, porque o espaço interestelar estaria mais perto que nunca. Estes eventos costumam acontecer em escalas de dezenas a centenas de milhares de anos, que é o tempo que demora o sistema solar para passar de uma nuvem a seguinte."

Em nenhum artigo leio que os astronautas pretendem ir ao espaço interestelar. E mais, se a núvem não existisse não deixaria de haver espaço intraestelar pois o ambiente no Sistema Solar continuaria o mesmo.

Com a motivação de saber o que é o tal cinturã ode fotões continuei a ler e cheguei ao subtítulo "O que é o Cinturão de Fótons". Infelizmente a resposta não foi dada. Em vez de responder à pergunta o autor explica um ciclo de trevas e luz. A pergunta fica no ar...

Todo o resto do post é metafísica aludindo a ciclos de trevas pelo trajecto em torno da galáxia e ciclo mais pequenos de luz.

A notícia original não foi explanada e foi arranjada à medida da metafísica do autor. Ficaremos à espera de algo científico e das repostas às perguntas que ficam no ar.

Fontes:

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CAPA: O Mistério da Núvem Interestelar




Uma notícia da NASA refere a descoberta de um mistério com alguns anos. O nosso Sistema Solar está a atravessar uma núvem de material interestelar com 30 anos-luz de diâmetro e é composta por átomos de hidrogénio e de hélio.

A questão é: como é que a núvem não de dispersou? A explosão das estrelas vizinhas deveria ter dispersado ou esmagado a núvem. no entanto ela continua intacta.

O mistério foi desfeito pelas sondas Voyager. A núvem possui um campo magnético mais forte do que se pensava e que é responsável pela sua sustentação. "Este campo magnético pode dar a pressão necessária para resistir à destruição" (Meray Opher, heliofísico).

As Voyager não estão dentro da núvem "mas estão lá perto e podemos sentir como é à medida que nos aproximamos" (Opher).

A Núvem Interestelar Local, como é chamada, é contida pelo campo magnético do Sol numa espécie de bolha magnética que "protege o Sistema Solar interior dos raios cósmicos galácticos e das núvens interestelares"


"Outras nuvens interestelares podem também estar magnetizadas, assumem Opher e seus colegas. Assim, nós poderemos eventualmente colidir com algumas."

"“Os seus fortes campos magnéticos podem comprimir a heliosfera ainda mais do que está agora”, conforme o estudo da NASA. “Uma maior compressão pode permitir com que um maior número de raios cósmicos alcance o Sistema Solar interior, possivelmente afetando o clima terrestre e a capacidade dos astronautas viajarem em segurança pelo espaço."




Fontes:
AstroPT - As sondas Voyager resolvem mistério nos confins do Sistema Solar
Eternos Aprendizes -  As sondas Voyager resolvem mistério nos confins do Sistema Solar
ScienceNASA - Voyager Makes an Interstellar Discovery

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27/12/2009

A Energia Escura Existe? - Um Lugar Não Especial




Os vazios, menores que o modelo anteriormente mencionado, e estruturas filamentares descobertas por observações podem imitar os efeitos da energia escura. No modelo de Tirthabir Biswas, Alessio Notari  e Valerio Marra “o Universo parece um queijo suíço”. Deste modo será um universo uniforme, com vários vazios e com uma taxa de expansão a variar ligeiramente entre locais de vazio e locais de estruturas filamentares. Assim estas “variações na taxa de expansão alteram levemente o brilho redshift” dos feixes de luz das supernovas. No entanto, para Joseph Zuntz “para reproduzir os efeitos da energia escura precisaríamos de muitos vazios de baixa densidade com uma configuração muito especial”
A partir das equações de Einstein podemos calcular a taxa de expansão de uma determinada zona do Universo (calculando a quantidade de matéria a dividir pelo volume). Mas para resolver equações complicadas usam-se formas de cálculo mais fácil como médias e aproximações. Alguns pesquisadores afirmam que as aproximações feitas e os termos adicionais colocados são desprezíveis no resultado final.
O Levantamento do Legado de Supernovas e a Missão Conjunta de Energia Escura em conjunto com o Plank Surveyor e o Square Kilometer Array irão fazer levantamentos de medições da radiação cósmica de fundo em microondas, de supernovas e de todas as galáxias compreendidas no nosso horizonte obrervável.
Ver também:

Fonte:
Scientific American - "Existe Mesmo uma Energia Escura?" Junho 2009

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18/08/2009

LCROSS Detecta Vida na Terra

"O Satélite de Observação e Detecção de Crateras Lunares (LCROSS), um componente da missão do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), realizou uma calibragem de rotina dos seus instrumentos há uns dias, apontando-os para a Terra para observar o que nosso planeta se parece visto de fora." (eternos aprendizes).

O oxigénio molecular (O2) é bastante instável. Contudo, na nossa atmosfera apresenta-se numa percentagem de cerca de 21%. Isto porque aqui na Terra há vida vegetal, que forma O2 a uma velocidade idêntica à do seu consumo pelos outros seres.

Assim, a busca de oxigénio molecular é buscar uma forma de vida.

Ver mais aqui

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Encontrado Aminoácido num Cometa



A sonda Stardust recolheu da cauda do cometa Wild 2 o aminoácigo Glicina, um dos 20 tijolos das proteínas.

A nossa descoberta dá força à teoria de que alguns dos ingredientes da vida se formaram no espaço e chegaram à Terra há muito tempo, através de impactos de meteoritos e cometas”, disse Jamie Elsila, do Goddard Space Flight Center da NASA.

A poeira da cauda do cometa ficou retida num segmento de aerogel (meterial comporto por 1% de hidrogénio e 99% de "vazio").

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16/08/2009

Mais Provas das Alunagens


O astroPT mostra dá a notícia de uma prova de que a Apollo 11 esteve mesmo na Lua. Pode-se ler que:

“Em Julho de 1969, os telescópios de Jodrell Bank estavam a monitorizar as transmissões da missão Apollo 11” e “a monitorizar/espiar a sonda Soviética não-tripulada Luna 15”, que ía “recolher pedras e solo lunar, e retornar à Terra com essas amostras lunares.”

“No entanto, a missão fracassou porque a Luna 15 espatifou-se na Lua a 21 de Julho 1969, poucas horas antes de Armstrong e Aldrin terem deixado a superfície lunar.”

“Nas transmissões de Jodrell Bank, ouve-se o fundador do Observatório – Sir Bernard Lovell – a narrar os eventos.
Por trás da voz dele, ouve-se por vezes as transmissões da Apollo 11.
No background, também se ouve os cientistas na Sala de Controlo preocupados a dizer que a Luna 15 estava a descer demasiado depressa e que se ia espatifar na superfície lunar.”

A transmissão pode ser ouvida aqui.


O site Eternos Aprendizes refere que a LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) fotografou o local de pouso da Apollo 14 e mostra o módulo lunar e vai fotografar os locais de pouso das Apollo 11, 12, 15, 16 e 17.


Fontes:

AstroPT - Luna 15 prova Alunagem Americana

Eternos Aprendizes - A LRO Fotografou o Local de Pouso da Apollo 14 e Mostra o Módulo Lunar

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12/07/2009

Rápidas: Congelado

Plank, a nave espacial criogénica atingiu o ponto de temperatura mais baixa medida de um corpo no Universo.


A temperatura de -273,05ºC (0,1ºC acima do zero absoluto) foi medida quando a nave atingiu o ponto Lagrange L2. Esta temperatura é necessária para que o Observatório Espacial Plank possa estudar a Radiação Cósmica de Fundo em Microondas.

Plank vai-nos mostrar o mapa da radiação com uma resolução maior que os 3 mapas anteriores.

Na imagem acima podemos ver a evolução das resoluções dos 3 satélites.

Neste post do blog "Eternos Aprendizes" podem ler mais detalhes.

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