A Meta Indesejada
Em Direcção aos Direitos Individuais
É um direito individual poder escolher o que é melhor e mais confortável para nós. Se estamos a sofrer queremos escolher o caminho de menos sofrimento. Sem este direito poderemos estar a aplicar uma distanásia. E que direito temos nós em fazer sofrer alguém inocente?
Não podemos ceder a uma mentalidade categórica e deontológica de que a vida humana é inviolável. Não nos podemos esquecer que os seres humanos têm sentimentos e que têm desejos.
Devemos zelar pelos interesses de cada um de nós, seja viver mais ou seja morrer mais cedo. É um direito de escolha que cada pessoa tem. O que será melhor para aquela pessoa: sofrer ou deixar de sofrer?
Testamento vital permite Eutanásia
Num artigo recente (21 de Maio) o Público refere que
"Qualquer pessoa pode deixar escrito quais os cuidados de saúde que deseja ou não receber caso fique incapaz de decidir quando a questão se colocar – a chamada declaração antecipada de vontade -, mas não pode pedir que um terceiro pratique uma acção contrária aos princípios da medicina."
Isto é, uma pessoa pode deixar escrito que não quer cuidados de manutenção de vida. O médico desliga as máquinas. Isto chama-se Eutanásia. Quer seja o médico, quer seja um familiar a fazê-lo. Há que entender o que é a Eutanásia: "Eu" e "Thanatos", o que significa uma boa morte.
Contudo há várias formas de proporcionar uma "boa morte":
1-Eutanásia Voluntária - A obtém os medicamentos que irão permitir a B que se suicide
2-Eutanásia Involuntária - Quando é realizada numa pessoa que poderia ter consentido ou recusado a sua própria morte, mas não o fez.
Na primeira é administrado o medicamento para que a pessoa morra. Na segunda é suspenso o tratamento. Ainda há um tipo de eutanásia muito comum, infelizmente: A Distanásia, que é a continuação do tratamento enquanto a pessoa sofre. É o prolongar do sofrimento.
O testamento vital irá, sem dúvida permitir uma eutanásia involuntária, e ainda bem, já que há muita gente a sofrer calada.
OGM em Estudo
Centenas de estudos, dos quais 81 foram financiados com fundos da União Europeia, chegaram à conclusão de que a segurança das novas plantas É semelhante à das tradicionais. Mais ainda, os controlos a que são submetidas são muito mais rigorosos que os das plantas tradicionais. Os prazos para conseguir uma licença são semelhantes aos que regem o lançamento de novos medicamentos. Por vezes esperam-se dez a quinze anos desde a obtenção do novo OGM até ser permitida a comercialização com todas as garantias.
Os prazos para conseguir uma licença são semelhantes aos que regem o lançamento de novos medicamentos.
Para que produtos GM entrem nas nossas mesas terão que passar pela análise da UE, que decidirá se o produto passa ou não para as prateleiras comerciais europeias. Enquanto isso, os americanos apresentam já nas suas mesas 50% de produtos trangénicos. A actual directoria que vigora na UE relativamente aos OGMs é a directiva 2001/18/EC, que entrou em vigor em Abril de 2004. Esta directiva articula medidas rigorosas para controlar o impacto de cada espécie introduzida. Também obriga ao acompanhamento dos produtos após a sua inserção no mercado, propondo normas de rotulagem claras. O produtor e o distribuidor têm de transmitir e guardar a informação sobre cada produto que contenha ou tenha sido gerado a partir de um ingrediente trangénico, desde o cultivo à sua comercialização. Uma espécie de currículo. Esta informação deverá ser conservada por cinco anos.
Não é justo afirmar que toda a lavoura geneticamente modificada vá ser um problema. O que se precisa fazer é concentrar as pesquisas na questão dos riscos em vez de imaginar quais serão as futuras repercussões.
A 8 de Dezembro de 2003 a Comissão Permanente para a Cadeia Alimentar da UE debateu a autorização para uma nova variedade de milho, o Bt-11, modificado geneticamente para produzir o seu próprio insecticida. A votação terminou com seis votos a favor, seis contra e três abstenções. O debate ficou adiado.
Fonte: Scientific American
OGM - Um Perigo Para a Biodiversidade?
ras não GM), diminuindo essa característica. Mas, segundo alguns ambientalistas dizem que estes “refúgios” para plantios não GM são pequenos ou mal planeados para manter os insectos à distância. O problema para o aumento das áreas de refúgios é que os plantadores de algodão não iriam concordar com essa ideia pelo facto de não ser rentável. Um estudo científico de larga escala comparou campos de plantações GM de colza e beterraba com campos adjacentes das mesmas plantações não GM. Os resultados confirmaram o perigo que as plantações GM representam para a biodiversidade. Os campos onde a colza GM crescia tinham 30% menos borboletas, 70% menos ervas e 5 vezes menos sementes disponíveis para a alimentação de animais silvestres que os campos de colza não GM. Os campos de beterraba GM apresentavam 1,4 vezes menos borboletas, 1,3 vezes menos ervas, 3 vezes menos sementes de outras plantas silvestres que alimentam pássaros e insectos e ainda 40% menos flores nas suas margens, quando comparados aos campos de plantações de beterraba não GM.
A causa são alguns herbicidas tão fortes que só podem ser usados em culturas GM. Estes herbicidas têm um efeito destruidor sobre a biodiversidade. Muitos medicamentos podem sofrer com as consequências visto que são oriundos de biodiversidade, como por exemplo drogas usadas em cardiologia ou para doenças degenerativas, relaxantes musculares usados em cirurgia, aspirina e inúmeros antibióticos. Os OGMs provocam também alguns distúrbios na vida animal envolvente.
Uma das espécies prejudicadas é a borboleta monarca, um símbolo da população norte-americana, devido ao facto de ser a polinizadora de várias plantas. Uma delas é a Esclépia. Hoje, lavouras de Bacillus thuringiencis (Bt) contêm genes que lhes permitem resistir a ataques de insectos ou tolerar herbicidas de ervas daninhas, estas variedades fabricam o seu próprio insecticida. A resistência a insectos tem si
do possível graças ao gene de uma bactéria, o Bacillus thuringiencis. Esse gene direcciona a célula para fabricar uma proteína que tem acção contra insectos e pragas que atacam as lavouras, especialmente lagartas e besouros. A proteína codificada pelo gene pode afectar diferentes colónias de insectos.
Quais os efeitos das plantações Bt nos animais que passam perto das plantas GM? Promoveriam a polinização das plantas adjacentes, propagando os genes Bt, criando superervas daninhas com um crescimento descontrolado? Que riscos poderá haver se os genes manipulados perderem a sua capacidade de protecção deixando, assim, as plantas modificadas geneticamente vulneráveis aos ataques de insectos e ervas daninhas? Um estudo de laboratório indica que a aveia selvagem, uma erva daninha invasora de culturas de aveia, pode ganhar os genes que dão resistência ao vírus do nanismo amarelo. Se isto acontecer numa lavoura, a aveia selvagem poderá alastrar-se com rapidez e intensidade incontroláveis, superando as aveias não selvagens.
fonte: Scientific American
12/10/2010
A Meta Indesejada
28/05/2009
Em Direcção aos Direitos Individuais
É um direito individual poder escolher o que é melhor e mais confortável para nós. Se estamos a sofrer queremos escolher o caminho de menos sofrimento. Sem este direito poderemos estar a aplicar uma distanásia. E que direito temos nós em fazer sofrer alguém inocente?
Não podemos ceder a uma mentalidade categórica e deontológica de que a vida humana é inviolável. Não nos podemos esquecer que os seres humanos têm sentimentos e que têm desejos.
Devemos zelar pelos interesses de cada um de nós, seja viver mais ou seja morrer mais cedo. É um direito de escolha que cada pessoa tem. O que será melhor para aquela pessoa: sofrer ou deixar de sofrer?
25/05/2009
Testamento vital permite Eutanásia
Num artigo recente (21 de Maio) o Público refere que
"Qualquer pessoa pode deixar escrito quais os cuidados de saúde que deseja ou não receber caso fique incapaz de decidir quando a questão se colocar – a chamada declaração antecipada de vontade -, mas não pode pedir que um terceiro pratique uma acção contrária aos princípios da medicina."
Isto é, uma pessoa pode deixar escrito que não quer cuidados de manutenção de vida. O médico desliga as máquinas. Isto chama-se Eutanásia. Quer seja o médico, quer seja um familiar a fazê-lo. Há que entender o que é a Eutanásia: "Eu" e "Thanatos", o que significa uma boa morte.
Contudo há várias formas de proporcionar uma "boa morte":
1-Eutanásia Voluntária - A obtém os medicamentos que irão permitir a B que se suicide
2-Eutanásia Involuntária - Quando é realizada numa pessoa que poderia ter consentido ou recusado a sua própria morte, mas não o fez.
Na primeira é administrado o medicamento para que a pessoa morra. Na segunda é suspenso o tratamento. Ainda há um tipo de eutanásia muito comum, infelizmente: A Distanásia, que é a continuação do tratamento enquanto a pessoa sofre. É o prolongar do sofrimento.
O testamento vital irá, sem dúvida permitir uma eutanásia involuntária, e ainda bem, já que há muita gente a sofrer calada.
28/04/2009
OGM em Estudo
Centenas de estudos, dos quais 81 foram financiados com fundos da União Europeia, chegaram à conclusão de que a segurança das novas plantas É semelhante à das tradicionais. Mais ainda, os controlos a que são submetidas são muito mais rigorosos que os das plantas tradicionais. Os prazos para conseguir uma licença são semelhantes aos que regem o lançamento de novos medicamentos. Por vezes esperam-se dez a quinze anos desde a obtenção do novo OGM até ser permitida a comercialização com todas as garantias.
Os prazos para conseguir uma licença são semelhantes aos que regem o lançamento de novos medicamentos.
Para que produtos GM entrem nas nossas mesas terão que passar pela análise da UE, que decidirá se o produto passa ou não para as prateleiras comerciais europeias. Enquanto isso, os americanos apresentam já nas suas mesas 50% de produtos trangénicos. A actual directoria que vigora na UE relativamente aos OGMs é a directiva 2001/18/EC, que entrou em vigor em Abril de 2004. Esta directiva articula medidas rigorosas para controlar o impacto de cada espécie introduzida. Também obriga ao acompanhamento dos produtos após a sua inserção no mercado, propondo normas de rotulagem claras. O produtor e o distribuidor têm de transmitir e guardar a informação sobre cada produto que contenha ou tenha sido gerado a partir de um ingrediente trangénico, desde o cultivo à sua comercialização. Uma espécie de currículo. Esta informação deverá ser conservada por cinco anos.
Não é justo afirmar que toda a lavoura geneticamente modificada vá ser um problema. O que se precisa fazer é concentrar as pesquisas na questão dos riscos em vez de imaginar quais serão as futuras repercussões.
A 8 de Dezembro de 2003 a Comissão Permanente para a Cadeia Alimentar da UE debateu a autorização para uma nova variedade de milho, o Bt-11, modificado geneticamente para produzir o seu próprio insecticida. A votação terminou com seis votos a favor, seis contra e três abstenções. O debate ficou adiado.
Fonte: Scientific American
Por Dário Cardina Codinha
0 comentários chave Bioética, Biologia, Biotecnologia, OGM

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OGM - Um Perigo Para a Biodiversidade?
ras não GM), diminuindo essa característica. Mas, segundo alguns ambientalistas dizem que estes “refúgios” para plantios não GM são pequenos ou mal planeados para manter os insectos à distância. O problema para o aumento das áreas de refúgios é que os plantadores de algodão não iriam concordar com essa ideia pelo facto de não ser rentável. Um estudo científico de larga escala comparou campos de plantações GM de colza e beterraba com campos adjacentes das mesmas plantações não GM. Os resultados confirmaram o perigo que as plantações GM representam para a biodiversidade. Os campos onde a colza GM crescia tinham 30% menos borboletas, 70% menos ervas e 5 vezes menos sementes disponíveis para a alimentação de animais silvestres que os campos de colza não GM. Os campos de beterraba GM apresentavam 1,4 vezes menos borboletas, 1,3 vezes menos ervas, 3 vezes menos sementes de outras plantas silvestres que alimentam pássaros e insectos e ainda 40% menos flores nas suas margens, quando comparados aos campos de plantações de beterraba não GM.
A causa são alguns herbicidas tão fortes que só podem ser usados em culturas GM. Estes herbicidas têm um efeito destruidor sobre a biodiversidade. Muitos medicamentos podem sofrer com as consequências visto que são oriundos de biodiversidade, como por exemplo drogas usadas em cardiologia ou para doenças degenerativas, relaxantes musculares usados em cirurgia, aspirina e inúmeros antibióticos. Os OGMs provocam também alguns distúrbios na vida animal envolvente.
Uma das espécies prejudicadas é a borboleta monarca, um símbolo da população norte-americana, devido ao facto de ser a polinizadora de várias plantas. Uma delas é a Esclépia. Hoje, lavouras de Bacillus thuringiencis (Bt) contêm genes que lhes permitem resistir a ataques de insectos ou tolerar herbicidas de ervas daninhas, estas variedades fabricam o seu próprio insecticida. A resistência a insectos tem si
do possível graças ao gene de uma bactéria, o Bacillus thuringiencis. Esse gene direcciona a célula para fabricar uma proteína que tem acção contra insectos e pragas que atacam as lavouras, especialmente lagartas e besouros. A proteína codificada pelo gene pode afectar diferentes colónias de insectos.
Quais os efeitos das plantações Bt nos animais que passam perto das plantas GM? Promoveriam a polinização das plantas adjacentes, propagando os genes Bt, criando superervas daninhas com um crescimento descontrolado? Que riscos poderá haver se os genes manipulados perderem a sua capacidade de protecção deixando, assim, as plantas modificadas geneticamente vulneráveis aos ataques de insectos e ervas daninhas? Um estudo de laboratório indica que a aveia selvagem, uma erva daninha invasora de culturas de aveia, pode ganhar os genes que dão resistência ao vírus do nanismo amarelo. Se isto acontecer numa lavoura, a aveia selvagem poderá alastrar-se com rapidez e intensidade incontroláveis, superando as aveias não selvagens.
fonte: Scientific American
Por Dário Cardina Codinha
2 comentários chave Bioética, Biologia, Biotecnologia, OGM

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