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Tunguska, 101 anos - O que Aconteceu?



“Por volta das 7:15 da manhã daquele 30 de junho de 1908 uma onda de choque quase mil vezes mais forte que a bomba de Hiroshima devastou 80 milhões de árvores em mais de 2.000 km² de floresta. Renas, ursos, lobos, raposas e milhares de outros animais tombaram junto com a vegetação, que até hoje não se recompôs inteiramente.” (in zenite)

A 70 quilómetros de distância, as pessoas sentiram um abalo tão forte que as fez cair das cadeiras e sentiram um calor tão intenso que as suas roupas pareciam estar em fogo.

O céu nocturno ficou incandescente durante semanas. Em Londres, a mais de 10.000 km de distância, era possível ler um jornal à noite! Do outro lado do oceano, o observatório norte-americano Smithsonian registou uma diminuição na transparência atmosférica que durou meses.

Em 1921., o geólogo soviético Leonid Kulik deduziu que o evento foi devido a queda de um grande meteorito. Outra expedição ocorreu em 1927, motivado pela busca de um meteorito ferroso, de valor comercial. Mas nenhuma cratera foi encontrada.

Calculou-se que a magnitude da explosão ficou entre 10 e 15 milhões de toneladas dinamite. Mas o objecto que a causou não tocou o solo, explodindo a cerca de 8 km de altura.

Afastada a suposição de um meteorito, mas levando em conta os relatos da bola de fogo, surgiu uma outra hipótese: em 1908, um pedaço de cometa se chocou com a Terra.

Cometa ou asteróide?


Um cometa é formado principalmente de gelo. Gelo de água e um pouco de metano. Se o corpo responsável pelo desastre fosse, de facto, um cometa haveria no solo vestígios de micro-diamantes e pequenas esferas de vidro (sílica), com alta concentração de irídio e níquel, o que comprovaria a origem extraterrestre. Expedições enviadas a Tunguska a partir de 1950 encontraram precisamente esses indícios.

Em 2007, Mark Boslough e o seu grupo do Sandia National Laboratories utilizou pela primeira vez supercomputadores para simular em três dimensões o evento Tunguska. O resultado foi assustador.

Antes, supunha-se que um pedaço de cometa do tamanho de um campo de futebol, pesando um milhão de toneladas e movendo-se a 108.000 km/h teria causado da explosão. Porém, as simulações sugerem que um pequeno asteróide teria o mesmo efeito.

Outro investigador, Michael Kelley da universidade de Cornell, chegou à mesma conclusão: ele analisou as famosas e misteriosas nuvens noctilucentes e os rastros de vapor de água gerados na atmosfera pelas plumas de escape geradas pelos foguetes dos vaivéns espaciais e ligou esse fenómeno com o evento Tunguska.


fontes:

Scientific American, n.º74

Zenite blog

Ciência Hoje

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Rápidas: Se o Dr. House Fosse Feito nos Açores

Fantástico excerto de um episódio do Dr. House...

... mas nos Açores
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Rápidas: O Humor Científico de David Marçal

Aqui, no blog "De Rerum Natura", "Humor Científico em Dose Dupla"

No primeiro parágrafo mostra-nos, de uma forma cómica o bastante para também ser realidade (por vezes), um pensamento criacionista relativamente ao modo como o vírus A/H1N1/09 sobreviveu após o Dilúvio.
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01/07/2009

Tunguska, 101 anos - O que Aconteceu?



“Por volta das 7:15 da manhã daquele 30 de junho de 1908 uma onda de choque quase mil vezes mais forte que a bomba de Hiroshima devastou 80 milhões de árvores em mais de 2.000 km² de floresta. Renas, ursos, lobos, raposas e milhares de outros animais tombaram junto com a vegetação, que até hoje não se recompôs inteiramente.” (in zenite)

A 70 quilómetros de distância, as pessoas sentiram um abalo tão forte que as fez cair das cadeiras e sentiram um calor tão intenso que as suas roupas pareciam estar em fogo.

O céu nocturno ficou incandescente durante semanas. Em Londres, a mais de 10.000 km de distância, era possível ler um jornal à noite! Do outro lado do oceano, o observatório norte-americano Smithsonian registou uma diminuição na transparência atmosférica que durou meses.

Em 1921., o geólogo soviético Leonid Kulik deduziu que o evento foi devido a queda de um grande meteorito. Outra expedição ocorreu em 1927, motivado pela busca de um meteorito ferroso, de valor comercial. Mas nenhuma cratera foi encontrada.

Calculou-se que a magnitude da explosão ficou entre 10 e 15 milhões de toneladas dinamite. Mas o objecto que a causou não tocou o solo, explodindo a cerca de 8 km de altura.

Afastada a suposição de um meteorito, mas levando em conta os relatos da bola de fogo, surgiu uma outra hipótese: em 1908, um pedaço de cometa se chocou com a Terra.

Cometa ou asteróide?


Um cometa é formado principalmente de gelo. Gelo de água e um pouco de metano. Se o corpo responsável pelo desastre fosse, de facto, um cometa haveria no solo vestígios de micro-diamantes e pequenas esferas de vidro (sílica), com alta concentração de irídio e níquel, o que comprovaria a origem extraterrestre. Expedições enviadas a Tunguska a partir de 1950 encontraram precisamente esses indícios.

Em 2007, Mark Boslough e o seu grupo do Sandia National Laboratories utilizou pela primeira vez supercomputadores para simular em três dimensões o evento Tunguska. O resultado foi assustador.

Antes, supunha-se que um pedaço de cometa do tamanho de um campo de futebol, pesando um milhão de toneladas e movendo-se a 108.000 km/h teria causado da explosão. Porém, as simulações sugerem que um pequeno asteróide teria o mesmo efeito.

Outro investigador, Michael Kelley da universidade de Cornell, chegou à mesma conclusão: ele analisou as famosas e misteriosas nuvens noctilucentes e os rastros de vapor de água gerados na atmosfera pelas plumas de escape geradas pelos foguetes dos vaivéns espaciais e ligou esse fenómeno com o evento Tunguska.


fontes:

Scientific American, n.º74

Zenite blog

Ciência Hoje

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29/06/2009

Rápidas: Se o Dr. House Fosse Feito nos Açores

Fantástico excerto de um episódio do Dr. House...

... mas nos Açores

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Rápidas: O Humor Científico de David Marçal

Aqui, no blog "De Rerum Natura", "Humor Científico em Dose Dupla"

No primeiro parágrafo mostra-nos, de uma forma cómica o bastante para também ser realidade (por vezes), um pensamento criacionista relativamente ao modo como o vírus A/H1N1/09 sobreviveu após o Dilúvio.

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