Desta vez não é ficção
Há 10 anos a equipa de Mitalipov usou 15 mil ovócitos para tentar clonar um primata. A técnica foi diferente da que usaram na Dolly: luz polarizada para ver o ADN do ovócito em vez de luz ultravioleta ou um pigmento especial, como acontece na técnica convencional; e uma solução de nutrientes que permite controlar melhor a activação dos ovócitos pelos genes da célula do doador adulto - que, neste caso, eram as células da pele do macaco Semos, com 9 anos de idade.
Desta vez foram necessários 150 ovócitos para gerar cada linhagem. As CEE obtidas são idênticas às naturais, tendo já sido transformadas, in vitro, em células cardíacas e neurónios. "E, quando as injectamos em ratinhos, elas formam tumores que indicam que podem, de facto, dar origem a todos os tecidos do organismo."(Mitalipov).
Para criar a ovelha Dolly foram necessários 277 óvulos, apenas 1 teve êxito. Nos primatas superiores havia, até agora, um problema. Duas proteínas essenciais para o controle correcto da replicação dos cromossomas, desaparecíam numa fase precoce do desenvolvimento embrionário do primata superior. Muitas células, a partir de uma certa altura, tinham um número anormal de cromossomas. A partir deste momento a embriogénese ficava comprometida. Investigadores descobriram que faltavam duas proteínas para que o processo se desenrolasse normalmente, essas proteínas responsáveis pela organização dos cromossomas são NUMA e HSET. Actualmente, com a nova técnica, esse problema foi contornado. PARABÉNS!
O CULPADO...

Há 160 M.a. tinha 170 Km de diâmetro, orbitava na Cintura Principal Interior (entre Marte e Júpiter). Um colisão deixou-o com 40 Km de diâmetro e mais de 1000 fragmentos com diâmetro superior a 1 Km. Um deles era o Baptistina. As orbitas desses fragmentos acabou por cruzar com a orbita da Terra. Os impactos produzidos pela chuva de meteoritos estarão na causa da extinção macissa das espécies do Cretácico, há 65 M.a.
São estas as principais conclusões do artigo de Bottke, Vokrouhlicky e Nesvorny publicado na revista Nature[Bottke, Vokrouhlicky & Nesvorny (2007), "An asteroid breakup 160 Myr ago as the probable source of the K/T impactor", Nature, 449, 48-51]. Apenas o "sumário do editor" e o abstract são de acesso livre (em inglês).
Os problemas do Dilúvio
O volume de água necessário seria algo como 4.525x109 km3 ou 4 525 000 000 000 000 000 000 litros o que corresponde a uma massa de água de 4.525x1021 kilogramas. Estima-se que a quantidade de água existente na atmosfera seja uma parcela infíma deste volume e mesmo toda a água na hidrosfera terrestre, incluindo oceanos, rios, lagos e outros cursos de água, é menos de um terço deste volume.
Para além deste pequeno pormenor, é interessante notar que esta massa de água que supostamente cobriu toda a Terra durante quase um ano (desaparecendo não se sabe para onde), não teve qualquer efeito na crusta terrestre, que no entanto mostra elevação pós-glacial nos locais onde os cientistas indicam terem existido glaciares - com espessuras inferiores a esta impossível camada de água, para além de a densidade do gelo ser menor que a da água- num passado mais ou menos remoto.
A proposta de um dos pais do criacionismo «científico», Henry Morris, de que a Terra estaria rodeada por uma bolha gigantesca e invísivel de água «divina» (uma vez que desafiava todas as leis da química e da física), causa ainda mais problemas.
Admitindo que toda a água se encontrava na forma de vapor na atmosfera, a cabeça anda à roda não só com a pressão atmosférica impossível a que tal corresponderia como com o calor libertado pela condensação desta quantidade enorme de água, que tornaria impossível ter água líquida e teria certamente escaldado toda a vida na Terra. O mesmo aconteceria com uma bolha de água líquida, assim mantida por milagre, agora por conversão de energia potencial em energia cinética e posteriormente em calor por impacto com a Terra.
Por outro lado, há outra questão intrigante: admitindo por redução ao absurdo que a Terra tenha ficado coberta com uma altura de água de quase 9 km, o que teria acontecido à nossa atmosfera? A troposfera, a camada mais baixa da atmosfera, estende-se até uma altitude média de 12 km, podendo atingir 17 km nalguns pontos e reduzindo-se a sete quilómetros nos pólos. Esta camada contém cerca de 80% dos gases, do ar, da Terra. A ter existido um dilúvio destas proporções, a Terra teria perdido boa parte destes gases, e a composição (e pressão) da atmosfera terrestre ter-se-ia alterado radicalmente, muito provavelmente não permitindo vida como a conhecemos.
De Rerum Natura
Auto-organização de sistemas químicos
As espécies químicas denominadas anfifílicas -que incluem os detergentes e alguns lípidos - contêm uma parte hidrofílica (que «gosta» de água), e uma hidrofóbica (que não «gosta» de água). Por este motivo, estas espécies agregam-se na presença de água, formando, por exemplo, micelas ou bicamadas. Esta capacidade de auto-organização (self-assembly) consiste na formação (espontânea) de estruturas complexas a partir de componentes simples.
Os detergentes, como o detergente aniónico representado na figura, são um exemplo banal de auto-organização de moléculas simples. Os detergentes devem a sua acção de limpeza ao facto de formarem aglomerados auto-organizados de forma globular, as micelas, que dissolvem no seu interior todo o «lixo» orgânico não solúvel em água (gorduras, etc.).
Outro exemplo de uma estrutura auto-organizada, que permite a realização de tarefas que os componentes isolados são incapazes de promover, é a membrana celular. A membrana celular é constituída essencialmente por proteínas e lípidos. As membranas das células animais contêm colesterol, um lípido igualmente, o que não acontece nas células vegetais, que possuem outros esterois. Quanto maior for a concentração de esterois, menos fluida será a membrana. Os fosfolípidos são os lípidos mais abundantes nas membranas celulares e assim um vesículo gigante (GUV) de fosfolipídos é o modelo estrutural mais simples de uma célula.
Os fosfolípidos são ésteres de glicerol - que esterificado com três ácidos gordos dá origem aos chamados triglicéridos. Num fosfolípido, o glicerol está ligado a dois ácidos gordos e o terceiro grupo -OH liga-se a um dos oxigénio do grupo fosfato. A outro dos oxigénios do grupo fostato podem estar ligados grupos neutros ou com carga, como a colina, a etanoamina, o inositol, o glicerol ou outros. Qunado o grupo a que o fosfato se liga é a colina, temos as fostatidilcolinas - como a representada na figura que hidrolisada dá origem a um ácido gordo saturado, o ácido esteárico e um insaturado, o ácido oleico - igualmente chamadas lecitinas.
Na figura que se segue é esquematizada a auto-organização dos fosfolípidos em bicamadas. Estruturas deste tipo incluem, para além das membranas celulares, lipossomas e estruturas muito importantes a nível biológico, os vesículos sinápticos - onde são armazenados neurotransmissores e neuromoduladores, as substâncias químicas usadas para transmitir informação entre as células.
Em conclusão, um argumento pseudo-científico recorrente contra a evolução consiste na afirmação de que é impossível algo na natureza tornar-se mais «organizado» sem a intervenção de um desígnio inteligente. Por muita habilidade retórica que seja utilizada no disparate debitado, este é completamente falso. Existem inúmeros exemplos na natureza de sistemas auto-organizados e não é necessário invocar qualquer «intervenção inteligente» para explicar a sua existência, bastam alguns conhecimentos de química básica.
Como referi há algum tempo, alguns compostos capazes de self-assembly encontram-se no espaço interestelar, sintetisados de forma abiótica a partir dos elementos produzidos nas estrelas. Na realidade, não há quaisquer dúvidas sobre a síntese abiótica de moléculas orgânicas, quer em planetas e luas sem qualquer evidência de vida quer no espaço interestelar.
A maioria das pessoas não segue as últimas descobertas da NASA nem repara nos processos espontâneos de auto-organização que acontecem no seu quotidiano. Mas não há nenhum milagre envolvido em lavar a louça nem é necessário invocar uma inteligência externa ou forças sobrenaturais para explicar a formação das micelas que permitem ao detergente cumprir a sua função. Aliás, pensar que tal é necessário é uma forma de demissão de tentar perceber como funciona o único mundo que conhecemos, um mundo natural regido por leis naturais.
Apenas quando deixámos de aceitar como necessária a intervenção de agentes sobrenaturais, começámos a conseguir explicar o mundo à nossa volta e começámos a conseguir controlar fenómenos, como doenças, produção de alimentos, produção de electricidade, etc., que permitiram a melhoria de qualidade de vida indispensável ao progresso ético da humanidade.
Retirado do blog De Rerum Natura
Os criadores da vida
post "desde (quase) o incio - fase estelar"
Neste vídeo, que integra a série de ciência Origins da PBS Nova, que gostaria imenso alguma das nossas televisões adquirisse, Neil deGrasse Tyson conta-nos a história dos elementos de uma forma que explica por que é actualmente o mais conhecido astrofísico americano.
Doping PARTE II
Já se tentou a transferência genética para aumentar a produção de eritropoietina em macacos, os resultados ilustram o perigo. O número de glóbulos vermelhos dos macacos duplicou no espaço de dez semanas, produzindo um sangue tão espesso que tinha de ser periodicamente diluído para evitar a falência do coração.
A manipulação do DNA para melhor performance tornar-se-á aceitável?
Se a terapia genética for usada para melhorar a qualidade de vida, a postura ética da sociedade em relação à manipulação dos nossos genes provavelmente será bem diferente da actual. Terapias que regeneram os músculos podem ser úteis para ajudar atletas a recuperar de lesões.
O jornal New England Journal of Medicine divulgou a primeira descrição documentada de um ser humano portador de uma mutação genética que elimina a produção de miostasina.
Seria um benefício injusto haver vantagens naturais deste tipo em atletas? O caso justificaria o uso de drogas inibidoras da miostasina ou de terapia genética por parte de outros atletas só para nivelar a competição?
O esquiador de cross-country finlendês Eero Mäntyranta ganhou duas medalhas de ouro na Olimpíadas de Inverno de 1964. A descoberta da mutação em toda a sua família foi feita décadas mais tarde. A mutação provoca uma resposta exagerada à eritropoietina.
Em 2003 cientistas australianos examinaram um gene, o ACTN3, num grupo de velocistas. Quase 20% não possuem a versão funcional deste gene, que origina uma proteína específica para as fibras musculares rápidas. Os velocistas continham uma frequência alta da presença de ACTN3 funcional.
Até agora, mais de 90 genes já foram associados ao desempenho atlético.
Um receio está a tomar forma entre os críticos. A conformação genética poderá fazer com que crianças sejam recrutadas para certos desportos ou impedidas de atingir níveis de elite no caso de não possuírem a conformação desejada.
Criaremos superatletas?
In SCIAM (Agosto 2004)
Milagre à Força!
Está a fazer furor em determinados meios católicos que, aparentemente, incluem a TV do Vaticano, a foto de uma fogueira que, nas mentes permeáveis e facilmente sugestionáveis de alguns católicos, dizem tratar-se da imagem de João Paulo II!

Porque é que o anterior Papa haveria de aparecer numa fogueira e não numa sandes de torresmos é um assunto sobre o qual não me quero debruçar. Mas, pergunto-me, o que terá visto um observador da mesma fogueira desviado 45º para a esquerda?
Por outro lado, não seria esta uma mensagem de deus a sugerir um maior apoio à Palestina? Cada um vê o que lhe parece mais conveniente… mas, não passa de ilusão.
In http://www.heldersanches.com/Doping PARTE I

Este tipo de geneterapia pode transformar a vida de idosos e de pessoas que sofram de distrofia muscular. O problema está nos atletas adeptos do doping, não é possível distinguir as substâncias produzidas por esse gene dos seus correspondentes naturais.
As células-satélite respondem ao factor de crescimento I semelhante à insulina (IGF-I), aumentando o número de divisões celulares. A miostasina, outro factor de regulação, inibe a sua proliferação.
A equipa de H. Lee Sweeney da Universidade da Pansilvânia analisou a possibilidade de usar o IGF-I para alterar a função muscular escolhendo como vector do implante do gene no tecido o vírus adenoassociado (AAV), visto que infecta o músculo humano sem causar nenhuma doença conhecida.
Depois de injectar a combinação de AAV-AGF-I em camudongos jovens, o tamanho geral dos músculos e o ritmo em que eles cresciam eram entre 15% e 30% maiores que o normal.
Terapias que bloqueiam a miostasina têm grande apelo para as pessoas saudáveis que queiram obter um aumento muscular rápido. Estas drogas sistémicas não são capazes de atingir músculos predeterminados, tal com uma transferência genética, mas têm a vantagem de ser administradas mais facilmente no caso de haver algum problema. Por outro lado, seria fácil para as agências reguladoras detectar essas drogas com um exame de sangue.
Diabo a Sete e Rebimbo'Malho
Adão e Eva

Se Adão e Eva existiram:
1 - Houve evolução
2 - Eva era às manchinhas pretas, amarelas, vermelhas, brancas...
De certo teve de haver uma evolução, caso contrário como explicar as "raças"?
Geometria do Universo

Se a densidade de matéria/energia no começo tivesse sido exactamente igual à densidade crítica, então ficaria igual à densidade crítica durante a expansão do espaço. Mas se a densidade de matéria/energia tivesse sido um mínimo maior ou menor que a densidade crítica, a expansão tê-la-ia levado a valores muito afastados da densidade crítica.
A densidade matéria/energia do universo não é milhares de vezes inferior ou superior à densidade crítica: o espaço não é substancialmente curvo, positiva ou negativamente. O que quer dizer que o universo, no início, estava num equilíbrio muito precário numa aresta extremamente fina.
O problema da planura não mostra que o modelo convencional do big bang esteja errado. Um crente fervoroso reage ao problema da planura com um encolher de ombros e a resposta rápida, “era assim que as coisas eram nessa altura”, assumindo a densidade de matéria/energia incrivelmente precisa do universo inicial como um dado adquirido por explicar.
A evolução da cosmologia inflacionária prevê que a parte que podemos ver do universo deva ser praticamente plana. Prevê que a densidade de matéria/energia que observamos deva ser quase 100 por cento da densidade crítica.
Deveríamos observar um universo plano com a densidade de matéria/energia crítica? A resposta, há uns anos, era “não”. Pesquisas na quantidade de matéria/energia apontavam para 5 por cento da densidade crítica. O erro cometido nesta resposta foi que, na altura, só tiveram em conta a matéria e energia que emitem luz.
As análises mostravam que muitas das galáxias mais velozes deveriam ser sacudidas do aglomerado. Mas nenhuma delas o era. Poderia haver matéria adicional no aglomerado, que não emitia luz mas fornecia a atracção gravitacional adicional necessária para o manter intacto.
A nova resposta foi que a matéria escura perfaz cerca de 25 por cento da densidade crítica. Juntamente com os 5 por cento da matéria visível, a matéria escura leva a conta a 30 por cento da quantidade prevista pela cosmologia inflacionária.
Como justificar os 70 por cento em falta?
Os físicos procuram segundas opiniões quando se lhes deparam dados ou teorias que apontam para resultados intrigantes. Destas segundas opiniões, as mais convincentes são as que alcançam a mesma conclusão seguindo um ponto de vista que difere imenso da análise original. Quando as setas da explicação convergem para um único ponto de ângulos diferentes, há uma boa possibilidade de que estejam a apontar para a mouche do alvo científico.
Até cerce de 7 mil milhões de anos APB dominava a atracção gravitacional. Por esta altura, à medida que a matéria se espalhava, a atracção gravitacional diminuía, o empurrão da constante cosmológica passava gradualmente a dominar.
Uma constante cosmológica que contribui 70 por cento da densidade crítica, juntamente com os 30 por cento da matéria comum e energia escura, levaria a massa/energia aos 100 por cento previstos pela cosmologia inflacionária. O empurrão repulsivo mostrado pelos dados de supernovas pode ser explicado como sendo a quantidade de energia escura necessária para entrar em conta com os 70 por cento do universo ainda não vistos.
No início, a energia do universo era carregada pelo campo do inflatão, que estava em repouso longe do seu estado de energia mínima. Devido à sua pressão negativa, o campo do inflatão provocou uma enorme explosão de expansão inflacionária. 10-35 segundos mais tarde, enquanto o inflatão deslizava para uma energia potencial mais baixa, a explosão de expansão terminou e o inflatão libertou a sua energia acumulada, usada para a produção de matéria e radiação comuns. Durante milhares de milhões de anos estes constituintes exerceram atracção gravitacional normal que retardou a expansão espacial. À medida que o universo crescia e se tornava mais difuso, a atracção gravitacional diminuía. Há cerca de 7 mil milhões de anos, a atracção gravitacional normal tornou-se suficientemente fraca para que a repulsão gravitacional da constante cosmológica do universo se tornasse dominante, e desde então a taxa de expansão espacial tem vindo a aumentar continuamente.
Daqui a uns 100 mil milhões de anos o universo será um sítio vasto, vazio e solitário.
NASA encontra anel de matéria escura
Astrónomos da NASA identificaram um gigantesco anel de matéria escura num aglomerado de galáxias, a cinco mil milhões de anos-luz da Terra, com a ajuda do telescópio espacial Hubble.
O anel, com um diâmetro estimado em 2,6 milhões de anos-luz, foi descoberto no aglomerado de galáxias ZwCl0024+1652 e é a maior prova que confirma a existência de matéria escura.
Os astrónomos desconhecem ainda quais os componentes que constituem esta matéria invisível, que não emite luz, não brilha e compõe 80 por cento da massa do Universo.
O estudo, publicado pela revista científica "Astrophysical Journal", refere que a formação do anel no aglomerado resultou de uma possível colisão entre duas galáxias.
28/11/2007
26/11/2007
15/11/2007
Desta vez não é ficção
Há 10 anos a equipa de Mitalipov usou 15 mil ovócitos para tentar clonar um primata. A técnica foi diferente da que usaram na Dolly: luz polarizada para ver o ADN do ovócito em vez de luz ultravioleta ou um pigmento especial, como acontece na técnica convencional; e uma solução de nutrientes que permite controlar melhor a activação dos ovócitos pelos genes da célula do doador adulto - que, neste caso, eram as células da pele do macaco Semos, com 9 anos de idade.
Desta vez foram necessários 150 ovócitos para gerar cada linhagem. As CEE obtidas são idênticas às naturais, tendo já sido transformadas, in vitro, em células cardíacas e neurónios. "E, quando as injectamos em ratinhos, elas formam tumores que indicam que podem, de facto, dar origem a todos os tecidos do organismo."(Mitalipov).
Para criar a ovelha Dolly foram necessários 277 óvulos, apenas 1 teve êxito. Nos primatas superiores havia, até agora, um problema. Duas proteínas essenciais para o controle correcto da replicação dos cromossomas, desaparecíam numa fase precoce do desenvolvimento embrionário do primata superior. Muitas células, a partir de uma certa altura, tinham um número anormal de cromossomas. A partir deste momento a embriogénese ficava comprometida. Investigadores descobriram que faltavam duas proteínas para que o processo se desenrolasse normalmente, essas proteínas responsáveis pela organização dos cromossomas são NUMA e HSET. Actualmente, com a nova técnica, esse problema foi contornado. PARABÉNS!
O CULPADO...

Há 160 M.a. tinha 170 Km de diâmetro, orbitava na Cintura Principal Interior (entre Marte e Júpiter). Um colisão deixou-o com 40 Km de diâmetro e mais de 1000 fragmentos com diâmetro superior a 1 Km. Um deles era o Baptistina. As orbitas desses fragmentos acabou por cruzar com a orbita da Terra. Os impactos produzidos pela chuva de meteoritos estarão na causa da extinção macissa das espécies do Cretácico, há 65 M.a.
São estas as principais conclusões do artigo de Bottke, Vokrouhlicky e Nesvorny publicado na revista Nature[Bottke, Vokrouhlicky & Nesvorny (2007), "An asteroid breakup 160 Myr ago as the probable source of the K/T impactor", Nature, 449, 48-51]. Apenas o "sumário do editor" e o abstract são de acesso livre (em inglês).
10/11/2007
09/11/2007
Os problemas do Dilúvio
Pensando em outras hipóteses para a origem da água, deparamos com um «pequeno» problema: não há água suficiente para o dilúvio! Fazendo uns cálculos muito simples vamos ver o disparate total que é esta fantasia do dilúvio global. Para ter uma ideia da quantidade de água necessária para semelhante coisa, consideremos o diâmetro da Terra no equador, 12 756.8, km e a altura do Monte Everest, 8 848 m (o Monte Ararat, onde supostamente pousou a Arca no fim do dilúvio, tem 5 151 m).
O volume de água necessário seria algo como 4.525x109 km3 ou 4 525 000 000 000 000 000 000 litros o que corresponde a uma massa de água de 4.525x1021 kilogramas. Estima-se que a quantidade de água existente na atmosfera seja uma parcela infíma deste volume e mesmo toda a água na hidrosfera terrestre, incluindo oceanos, rios, lagos e outros cursos de água, é menos de um terço deste volume.
Para além deste pequeno pormenor, é interessante notar que esta massa de água que supostamente cobriu toda a Terra durante quase um ano (desaparecendo não se sabe para onde), não teve qualquer efeito na crusta terrestre, que no entanto mostra elevação pós-glacial nos locais onde os cientistas indicam terem existido glaciares - com espessuras inferiores a esta impossível camada de água, para além de a densidade do gelo ser menor que a da água- num passado mais ou menos remoto.
A proposta de um dos pais do criacionismo «científico», Henry Morris, de que a Terra estaria rodeada por uma bolha gigantesca e invísivel de água «divina» (uma vez que desafiava todas as leis da química e da física), causa ainda mais problemas.
Admitindo que toda a água se encontrava na forma de vapor na atmosfera, a cabeça anda à roda não só com a pressão atmosférica impossível a que tal corresponderia como com o calor libertado pela condensação desta quantidade enorme de água, que tornaria impossível ter água líquida e teria certamente escaldado toda a vida na Terra. O mesmo aconteceria com uma bolha de água líquida, assim mantida por milagre, agora por conversão de energia potencial em energia cinética e posteriormente em calor por impacto com a Terra.
Por outro lado, há outra questão intrigante: admitindo por redução ao absurdo que a Terra tenha ficado coberta com uma altura de água de quase 9 km, o que teria acontecido à nossa atmosfera? A troposfera, a camada mais baixa da atmosfera, estende-se até uma altitude média de 12 km, podendo atingir 17 km nalguns pontos e reduzindo-se a sete quilómetros nos pólos. Esta camada contém cerca de 80% dos gases, do ar, da Terra. A ter existido um dilúvio destas proporções, a Terra teria perdido boa parte destes gases, e a composição (e pressão) da atmosfera terrestre ter-se-ia alterado radicalmente, muito provavelmente não permitindo vida como a conhecemos.
De Rerum Natura
Auto-organização de sistemas químicos
As espécies químicas denominadas anfifílicas -que incluem os detergentes e alguns lípidos - contêm uma parte hidrofílica (que «gosta» de água), e uma hidrofóbica (que não «gosta» de água). Por este motivo, estas espécies agregam-se na presença de água, formando, por exemplo, micelas ou bicamadas. Esta capacidade de auto-organização (self-assembly) consiste na formação (espontânea) de estruturas complexas a partir de componentes simples.
Os detergentes, como o detergente aniónico representado na figura, são um exemplo banal de auto-organização de moléculas simples. Os detergentes devem a sua acção de limpeza ao facto de formarem aglomerados auto-organizados de forma globular, as micelas, que dissolvem no seu interior todo o «lixo» orgânico não solúvel em água (gorduras, etc.).
Outro exemplo de uma estrutura auto-organizada, que permite a realização de tarefas que os componentes isolados são incapazes de promover, é a membrana celular. A membrana celular é constituída essencialmente por proteínas e lípidos. As membranas das células animais contêm colesterol, um lípido igualmente, o que não acontece nas células vegetais, que possuem outros esterois. Quanto maior for a concentração de esterois, menos fluida será a membrana. Os fosfolípidos são os lípidos mais abundantes nas membranas celulares e assim um vesículo gigante (GUV) de fosfolipídos é o modelo estrutural mais simples de uma célula.
Os fosfolípidos são ésteres de glicerol - que esterificado com três ácidos gordos dá origem aos chamados triglicéridos. Num fosfolípido, o glicerol está ligado a dois ácidos gordos e o terceiro grupo -OH liga-se a um dos oxigénio do grupo fosfato. A outro dos oxigénios do grupo fostato podem estar ligados grupos neutros ou com carga, como a colina, a etanoamina, o inositol, o glicerol ou outros. Qunado o grupo a que o fosfato se liga é a colina, temos as fostatidilcolinas - como a representada na figura que hidrolisada dá origem a um ácido gordo saturado, o ácido esteárico e um insaturado, o ácido oleico - igualmente chamadas lecitinas.
Na figura que se segue é esquematizada a auto-organização dos fosfolípidos em bicamadas. Estruturas deste tipo incluem, para além das membranas celulares, lipossomas e estruturas muito importantes a nível biológico, os vesículos sinápticos - onde são armazenados neurotransmissores e neuromoduladores, as substâncias químicas usadas para transmitir informação entre as células.
Em conclusão, um argumento pseudo-científico recorrente contra a evolução consiste na afirmação de que é impossível algo na natureza tornar-se mais «organizado» sem a intervenção de um desígnio inteligente. Por muita habilidade retórica que seja utilizada no disparate debitado, este é completamente falso. Existem inúmeros exemplos na natureza de sistemas auto-organizados e não é necessário invocar qualquer «intervenção inteligente» para explicar a sua existência, bastam alguns conhecimentos de química básica.
Como referi há algum tempo, alguns compostos capazes de self-assembly encontram-se no espaço interestelar, sintetisados de forma abiótica a partir dos elementos produzidos nas estrelas. Na realidade, não há quaisquer dúvidas sobre a síntese abiótica de moléculas orgânicas, quer em planetas e luas sem qualquer evidência de vida quer no espaço interestelar.
A maioria das pessoas não segue as últimas descobertas da NASA nem repara nos processos espontâneos de auto-organização que acontecem no seu quotidiano. Mas não há nenhum milagre envolvido em lavar a louça nem é necessário invocar uma inteligência externa ou forças sobrenaturais para explicar a formação das micelas que permitem ao detergente cumprir a sua função. Aliás, pensar que tal é necessário é uma forma de demissão de tentar perceber como funciona o único mundo que conhecemos, um mundo natural regido por leis naturais.
Apenas quando deixámos de aceitar como necessária a intervenção de agentes sobrenaturais, começámos a conseguir explicar o mundo à nossa volta e começámos a conseguir controlar fenómenos, como doenças, produção de alimentos, produção de electricidade, etc., que permitiram a melhoria de qualidade de vida indispensável ao progresso ético da humanidade.
Retirado do blog De Rerum Natura Read more...
Os criadores da vida
Apenas os elementos químicos mais leves - hidrogénio, hélio e lítio - foram produzidos no Big Bang. Os outros elementos são produtos de estrelas, que «sintetizam» elementos diferentes em diferentes etapas da sua vida. Durante a explosão de supernovas, são produzidos os elementos mais pesados. Vários mecanismos, como os ventos estelares e as próprias explosões de supernovas, fazem com que os elementos formados nas estrelas se misturem com o gás interestelar, que eventualmente irá dar origem a novas estrelas e planetas.
post "desde (quase) o incio - fase estelar"
Neste vídeo, que integra a série de ciência Origins da PBS Nova, que gostaria imenso alguma das nossas televisões adquirisse, Neil deGrasse Tyson conta-nos a história dos elementos de uma forma que explica por que é actualmente o mais conhecido astrofísico americano.
31/10/2007
Doping PARTE II
Já se tentou a transferência genética para aumentar a produção de eritropoietina em macacos, os resultados ilustram o perigo. O número de glóbulos vermelhos dos macacos duplicou no espaço de dez semanas, produzindo um sangue tão espesso que tinha de ser periodicamente diluído para evitar a falência do coração.
A manipulação do DNA para melhor performance tornar-se-á aceitável?
Se a terapia genética for usada para melhorar a qualidade de vida, a postura ética da sociedade em relação à manipulação dos nossos genes provavelmente será bem diferente da actual. Terapias que regeneram os músculos podem ser úteis para ajudar atletas a recuperar de lesões.
O jornal New England Journal of Medicine divulgou a primeira descrição documentada de um ser humano portador de uma mutação genética que elimina a produção de miostasina.
Seria um benefício injusto haver vantagens naturais deste tipo em atletas? O caso justificaria o uso de drogas inibidoras da miostasina ou de terapia genética por parte de outros atletas só para nivelar a competição?
O esquiador de cross-country finlendês Eero Mäntyranta ganhou duas medalhas de ouro na Olimpíadas de Inverno de 1964. A descoberta da mutação em toda a sua família foi feita décadas mais tarde. A mutação provoca uma resposta exagerada à eritropoietina.
Em 2003 cientistas australianos examinaram um gene, o ACTN3, num grupo de velocistas. Quase 20% não possuem a versão funcional deste gene, que origina uma proteína específica para as fibras musculares rápidas. Os velocistas continham uma frequência alta da presença de ACTN3 funcional.
Até agora, mais de 90 genes já foram associados ao desempenho atlético.
Um receio está a tomar forma entre os críticos. A conformação genética poderá fazer com que crianças sejam recrutadas para certos desportos ou impedidas de atingir níveis de elite no caso de não possuírem a conformação desejada.
Criaremos superatletas?
In SCIAM (Agosto 2004) Read more...
26/10/2007
Milagre à Força!
Está a fazer furor em determinados meios católicos que, aparentemente, incluem a TV do Vaticano, a foto de uma fogueira que, nas mentes permeáveis e facilmente sugestionáveis de alguns católicos, dizem tratar-se da imagem de João Paulo II!

Porque é que o anterior Papa haveria de aparecer numa fogueira e não numa sandes de torresmos é um assunto sobre o qual não me quero debruçar. Mas, pergunto-me, o que terá visto um observador da mesma fogueira desviado 45º para a esquerda?
Por outro lado, não seria esta uma mensagem de deus a sugerir um maior apoio à Palestina? Cada um vê o que lhe parece mais conveniente… mas, não passa de ilusão.
In http://www.heldersanches.com/Doping PARTE I
Este tipo de geneterapia pode transformar a vida de idosos e de pessoas que sofram de distrofia muscular. O problema está nos atletas adeptos do doping, não é possível distinguir as substâncias produzidas por esse gene dos seus correspondentes naturais.
As células-satélite respondem ao factor de crescimento I semelhante à insulina (IGF-I), aumentando o número de divisões celulares. A miostasina, outro factor de regulação, inibe a sua proliferação.
A equipa de H. Lee Sweeney da Universidade da Pansilvânia analisou a possibilidade de usar o IGF-I para alterar a função muscular escolhendo como vector do implante do gene no tecido o vírus adenoassociado (AAV), visto que infecta o músculo humano sem causar nenhuma doença conhecida.
Depois de injectar a combinação de AAV-AGF-I em camudongos jovens, o tamanho geral dos músculos e o ritmo em que eles cresciam eram entre 15% e 30% maiores que o normal.
Terapias que bloqueiam a miostasina têm grande apelo para as pessoas saudáveis que queiram obter um aumento muscular rápido. Estas drogas sistémicas não são capazes de atingir músculos predeterminados, tal com uma transferência genética, mas têm a vantagem de ser administradas mais facilmente no caso de haver algum problema. Por outro lado, seria fácil para as agências reguladoras detectar essas drogas com um exame de sangue.
26/06/2007
Diabo a Sete e Rebimbo'Malho
19/05/2007
Adão e Eva

Se Adão e Eva existiram:
1 - Houve evolução
2 - Eva era às manchinhas pretas, amarelas, vermelhas, brancas...
De certo teve de haver uma evolução, caso contrário como explicar as "raças"?
17/05/2007
Geometria do Universo
Se a densidade de matéria/energia no começo tivesse sido exactamente igual à densidade crítica, então ficaria igual à densidade crítica durante a expansão do espaço. Mas se a densidade de matéria/energia tivesse sido um mínimo maior ou menor que a densidade crítica, a expansão tê-la-ia levado a valores muito afastados da densidade crítica.
A densidade matéria/energia do universo não é milhares de vezes inferior ou superior à densidade crítica: o espaço não é substancialmente curvo, positiva ou negativamente. O que quer dizer que o universo, no início, estava num equilíbrio muito precário numa aresta extremamente fina.
O problema da planura não mostra que o modelo convencional do big bang esteja errado. Um crente fervoroso reage ao problema da planura com um encolher de ombros e a resposta rápida, “era assim que as coisas eram nessa altura”, assumindo a densidade de matéria/energia incrivelmente precisa do universo inicial como um dado adquirido por explicar.
A evolução da cosmologia inflacionária prevê que a parte que podemos ver do universo deva ser praticamente plana. Prevê que a densidade de matéria/energia que observamos deva ser quase 100 por cento da densidade crítica.
Deveríamos observar um universo plano com a densidade de matéria/energia crítica? A resposta, há uns anos, era “não”. Pesquisas na quantidade de matéria/energia apontavam para 5 por cento da densidade crítica. O erro cometido nesta resposta foi que, na altura, só tiveram em conta a matéria e energia que emitem luz.
As análises mostravam que muitas das galáxias mais velozes deveriam ser sacudidas do aglomerado. Mas nenhuma delas o era. Poderia haver matéria adicional no aglomerado, que não emitia luz mas fornecia a atracção gravitacional adicional necessária para o manter intacto.
A nova resposta foi que a matéria escura perfaz cerca de 25 por cento da densidade crítica. Juntamente com os 5 por cento da matéria visível, a matéria escura leva a conta a 30 por cento da quantidade prevista pela cosmologia inflacionária.
Como justificar os 70 por cento em falta?
Os físicos procuram segundas opiniões quando se lhes deparam dados ou teorias que apontam para resultados intrigantes. Destas segundas opiniões, as mais convincentes são as que alcançam a mesma conclusão seguindo um ponto de vista que difere imenso da análise original. Quando as setas da explicação convergem para um único ponto de ângulos diferentes, há uma boa possibilidade de que estejam a apontar para a mouche do alvo científico.
Até cerce de 7 mil milhões de anos APB dominava a atracção gravitacional. Por esta altura, à medida que a matéria se espalhava, a atracção gravitacional diminuía, o empurrão da constante cosmológica passava gradualmente a dominar.
Uma constante cosmológica que contribui 70 por cento da densidade crítica, juntamente com os 30 por cento da matéria comum e energia escura, levaria a massa/energia aos 100 por cento previstos pela cosmologia inflacionária. O empurrão repulsivo mostrado pelos dados de supernovas pode ser explicado como sendo a quantidade de energia escura necessária para entrar em conta com os 70 por cento do universo ainda não vistos.
No início, a energia do universo era carregada pelo campo do inflatão, que estava em repouso longe do seu estado de energia mínima. Devido à sua pressão negativa, o campo do inflatão provocou uma enorme explosão de expansão inflacionária. 10-35 segundos mais tarde, enquanto o inflatão deslizava para uma energia potencial mais baixa, a explosão de expansão terminou e o inflatão libertou a sua energia acumulada, usada para a produção de matéria e radiação comuns. Durante milhares de milhões de anos estes constituintes exerceram atracção gravitacional normal que retardou a expansão espacial. À medida que o universo crescia e se tornava mais difuso, a atracção gravitacional diminuía. Há cerca de 7 mil milhões de anos, a atracção gravitacional normal tornou-se suficientemente fraca para que a repulsão gravitacional da constante cosmológica do universo se tornasse dominante, e desde então a taxa de expansão espacial tem vindo a aumentar continuamente.
Daqui a uns 100 mil milhões de anos o universo será um sítio vasto, vazio e solitário.
Read more...NASA encontra anel de matéria escura
Astrónomos da NASA identificaram um gigantesco anel de matéria escura num aglomerado de galáxias, a cinco mil milhões de anos-luz da Terra, com a ajuda do telescópio espacial Hubble.
O anel, com um diâmetro estimado em 2,6 milhões de anos-luz, foi descoberto no aglomerado de galáxias ZwCl0024+1652 e é a maior prova que confirma a existência de matéria escura.
Os astrónomos desconhecem ainda quais os componentes que constituem esta matéria invisível, que não emite luz, não brilha e compõe 80 por cento da massa do Universo.
O estudo, publicado pela revista científica "Astrophysical Journal", refere que a formação do anel no aglomerado resultou de uma possível colisão entre duas galáxias.








