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Indignação

(Clique para aumentar a imagem e a indignação)
Fonte: Público, hoje.
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Terceira estória parte IV

O artigo publicado na edição de Julho de 1989 na revista "Bible-Science Newsletter" reportou que
Dr. Bolton Davidheiser escreveu para o escritório da NASA em Greenbelt, Maryland, onde o fato supostamente ocorreu. Eles responderam que não sabiam nada sobre o senhor Harold Hill e não podiam corroborar as referências sobre o "dia perdido"... No concludente parágrafo da carta da NASA lê-se: ‘Apesar de fazermos uso de posições planetárias como fator necessário para a determinação das órbitas das naves espaciais em nossos computadores, não descobrimos que nenhum astronauta ou cientista espacial em Greenbelt estivesse envolvido na estória do "dia perdido" atribuída ao Sr. Hill’ (Bartz, 1989, página 12).
"Computadores não são máquinas mágicas que podem adivinhar coisas que estão escondidas das pessoas. Maravilhosas como elas são, estão limitadas aos conhecimentos que damos a elas. Computadores dependem de nós para adquirirem conhecimento. Enquanto um computador pode ser usado para gerar um calendário, desde hoje até uma data distante no passado, o que não é uma prática incomum, um computador não pode nos dizer se algum tempo está faltando ou não. Na verdade, o computador teria que ser programado com todo tipo de ajustes, considerando várias mudanças no calendário ocidental, sobre os últimos dois mil anos. Simplificando, a estória é tecnicamente impossível, não interessando quão sofisticado seja seu computador" (1989, página 12).

Só a partir dos anos 80 do séc. XX é que foi possível, com a utilização de sofisticadas integrações numéricas, baseadas em algoritmos feitos a pensar nos computadores que então se desenvolviam, calcular órbitas planetárias ao longo de milhões de anos. O processo foi lento, uma vez que estes cálculos são muito exigentes tanto técnica como computacionalmente. Contudo, ao longo dos anos foi sendo possível levar estas integrações cada vez mais longe no tempo, ao ponto de hoje já se estudar a evolução de órbitas planetárias em tempos mais longos do que a própria idade do sistema solar.
Essencialmente, estas integrações a longo termo mostraram que as ressonâncias são o mecanismo principal do caos lento: pequenos efeitos cumulativos podem resultar em perturbações significativas que levam a comportamentos irregulares nas órbitas dos planetas. Um dos pioneiros destas integrações foi Jacques Laskar, quem primeiro integrou o sistema solar, excluindo Plutão, para um intervalo de tempo de 200 milhões de anos, e analisou nesta escala de tempo as variações dos elementos orbitais relevantes para a configuração global do sistema: excentricidade, inclinação do plano orbital e tamanho da órbita de cada planeta. O algoritmo permite também a detecção de caos, por exemplo lançando várias condições iniciais muito próximas para averiguar se as órbitas correspondentes apresentaram divergência exponencial, a habitual assinatura do caos.
Por último, demosntrem-me como é que estes cálculos (http://www.geocities.com/lemagicien_2000/mathpage/calcorb/calcorb.html#t6) podem confirmar que há um dia perdido? Como é que há um cálculo desses nas minhas sebentas de cosmologia? Gostava de saber!
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Terceira estória parte III

Essa mentira foi amplamente divulgada na década de 60 e início de 70 como resultado dos esforços de Harold Hill, então presidente da Curtis Engine Company em Halenthorpe (Baltimore), Maryland. No seu livro de 1974, "Como viver como filho de um rei", Hill devotou um capítulo inteiro à estória (páginas 65-77), e explicou como ela foi difundida. Ele declarou que na ocasião falou para estudantes secundaristas e universitários sobre assuntos relacionados à Bíblia e à ciência, e que a estória do "dia que faltou" da NASA foi uma das que ele falou com mais freqüência (páginas 65-66). De alguma maneira (mesmo Hill nunca soube como), Mary Kathryn Bryan, uma colunista do Evening World, de Spencer, Indiana, recebeu um relato por escrito da estória de Hill e o publicou em sua coluna.
Mais tarde, Hill observou, "vários noticiários pegaram a estória e ela apareceu em centenas de lugares" (página 69, no original). Ao relato, sem dúvida, foi proporcionado uma certa quantidade de credibilidade embutida, quando Hill sugeriu, relativamente ao programa espacial em Goddard: "Eu estava envolvido desde o início, através de arranjos contratuais com minha empresa" (1974, página 65). [Quando isso foi verificado, viu-se que a conexão de Hill com a NASA era, na melhor das hipóteses, tênua; sua empresa nunca teve nenhum contrato para prestar serviços em geradores elétricos em nenhuma agência governamental. Ele nunca foi contactado de nenhuma maneira para missões de operação ou planejamento].
Todos os esforços para confirmar a origem da estória falharam. Depois que um artigo sobre o assunto apareceu, em Abril de 1970, no "Bible-Science Newsletter", vários leitores da revista escreveram a Hill. Num artigo subseqüente, a revista fez menção ao fato de que, depois que o artigo foi publicado em 1970, alguns leitores finalmente receberam uma carta de Hill na qual ele declarava não ter sido o criador da estória. No seu livro publicado em 1974, ele confessa não haver testemunhado o incidente da NASA pessoalmente, e afirmou ainda que não podia se lembrar quando nem onde foi a primeira vez que a ouviu, mas insistiu que "minha incapacidade de fornecer documentação do incidente do ‘dia que faltou’, de maneira nenhuma diminui sua autenticidade" (página 71).
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Terceira estória parte II

Primeiro, Rimmer especificamente declara que está fazendo uma citação de Ball e Totten, apesar de nenhuma das declarações que fez terem sido colocadas entre aspas. Segundo, o livro de 1890 que Totten escreveu ("O Longo Dia de Josué e o Relógio do Sol de Ahaz") nunca foi citado por Rimmer, o que parece um pouco estranho, considerando que Rimmer devotou um capítulo inteiro sobre o assunto no seu próprio livro.
Terceiro, não há referências bibliográficas de Rimmer sobre os trabalhos de Ball e Totten – novamente pouco usual, uma vez que Rimmer baseia toda sua argumentação na validade dos declarações daqueles autores.
Quarto, inúmeros outros escritores têm feito sérios esforços para determinar a validade da afirmação de Rimmer, tanto quanto aquelas de Ball e Totten, mas sem sucesso. Por exemplo, Bernard Ramm, no livro "A Visão Cristã da Ciência e das Escrituras", discute o ponto-de-vista de Dr. Rimmer e sua referência a Totten. Ramm incluiu suas conclusões pessoais considerando a documentação oferecida por Rimmer, Totten e Ball nomenclatura bem escolhida. Ele observou: "Isso eu não fui capaz de verificar para minha própria satisfação... Dr. Kulp tentou checar essa teoria em Yale [empregador de Totten] e na Inglaterra [residência de Sir Edwin Ball], e não encontrou nada que verificasse isso". (1959, página 109 a 117).
Como tal história se originou é muito mais difícil de saber do que como ela circula. Quando uma história é "corroborada" com o nomes de pessoas de credibilidade e fatos relevantes, o povo não se preocupa em investigá-la. Uma vez aceita, ela então é usada no que o crédulo na Bíblia vê como um justa defesa da palavra de Deus.Com todas as evidências agora disponíveis, a história de Ball, Totten e Rimmer simplesmente não são verdadeiras, e não podem mais ser usadas nem em defesa da Bíblia nem na defesa da palavra de Deus. O mesmo pode ser dito acerca da versão moderna da história. Novamente, alguns fatos anteriores são necessários. Quando o relato, da maneira como fez o Dr, Rimmer, foi publicado pela primeira vez, causou aparentemente grande excitação, e foi aceita sem contestação por aqueles que estavam ansiosos em mostrar como a ciência "comprova" uma verdade bíblica. Depois que essa excitação inicial diminuiu, a história foi esquecida, ou deixada de lado, e eventualmente relegada na pilha de relíquias da história. Sua permanência lá, contudo, foi breve. Alguém (até agora ninguém sabe quem) redescobriu a história, tirou fora a poeira, deu a ela algum embelezamento (sem dúvida para fazê-la mais de acordo com os conhecimentos científicas modernos), colocou nomes (de indivíduos, empresas e cidades), e então, intencionalmente, embutiu nela referência a uma agência governamental bastante popular, que foi/é bastante conhecida pelo público (a NASA – Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço). Com a reedição da história agora completa, colocou nela uma credibilidade que poucos pensaram em duvidar ou questionar.
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O Relojoeiro Cego

"O Relojoeiro Cego" de Richard Dawkins.


Richard Dawkins iniciou seu livro The Blind Watchmaker [O Relojoeiro Cego] , sua influente reafirmação do darwinismo, com a observação que "A biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejadas para um propósito". Poderíamos considerar a possibilidade que os organismos vivos dão aquela aparência porque na verdade eles foram planejados? Dawkins, que é virtualmente o exemplo definidor de um materialista científico intransigente, lida aquela sugestão com o desprezo que ele acha merecedor. O objetivo da ciência evolucionária, ele afirma, é explicar com as coisas complexas são feitas a partir de um começo simples. Um Planejador não evoluído que seja presumivelmente mais complexo do que as coisas que ele planeja não cabe naquele quadro. No A Escalada do Monte Improvável Dawkins nomeia os organismos de "designóides" -- significando que as coisas se parecem exatamente como se tivessem sido projetadas, mas que na verdade foram feitas pelo "relojoeiro cego"-- i.e., as forças darwinianas inconscientes de mutação e seleção [natural].
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Terceira estória e introdução à crítica


“Harold Hill, presidente da Companhia Curtis de Baltimore - Maryland - e conselheiros do programa espacial, refere o seguinte achado: Uma das coisas mais incríveis que Deus fez entre nós, sucedeu recentemente com nossos astronautas e pesquisadores científicos em Green Belt - Maryland. Estavam verificando a posição do Sol, a Lua e dos Planetas para saberem onde se encontrariam dentro de cem anos e também nos próximos mil anos. Estes dados tornam-se indispensáveis para poder-se enviar satélites ao espaço e evitar que choquem com alguma coisa uma vez que estejam em órbita. Deve-se projetar a órbita levando em consideração o tempo de vida do satélite ao mesmo tempo se conhecer às posições dos planetas para que os satélites não venham a ser destruídos. Foram feitos os computadores percorrerem, através dos séculos e de repente pararam. O computador principiou a emitir um sinal vermelho de alerta, indicando que existia algum erro nas informações que lhe haviam sido fornecidas e com os resultados comparativos com as normas estabelecidas. Resolveram chamar o departamento de manutenção para fazer-se uma revisão geral e os técnicos chamados comprovaram que a aparelhagem encontrava-se em perfeitas condições. O diretor operacional da IBM indagou qual seria o problema e para sua surpresa a resposta foi: “Encontramos que falta um dia nos dados do universo do tempo transcorrido na história”.”

No décimo capítulo do Velho Testamento do Livro de Josué, está relatado que o Sol "parou". Circula, com freqüência, a história de que cientistas da NASA, usando computadores para calcular as órbitas da Terra e do Sol, encontraram o que seria um "dia perdido". Depois de muitos exames, esses cientistas usaram seus computadores para descobrir o dia que faltava, provando que o registro bíblico é correto. Essa história é verdadeira?

Histórias similares têm circulado por mais de meio século. No seu livro de 1936 – "A Harmonia da Ciência e Escritura", Harry Rimmer dedicou o último capítulo inteiro à "Moderna Ciência e o Longo Dia de Josué". Nessa discussão, Rimmer reconta a história bíblica de como Deus fez o Sol parar (Josué 10), e então faz as seguintes declarações concernentes ao milagre: "O testemunho final da ciência é que tal dia está faltando no registro do tempo. Por mais que o tempo se prolongue, o registro deste dia deve permanecer. O fato é atestado por eminentes homens de ciência, dois dos quais eu cito aqui". (1936, p. 280)

Dr. Rimmer então menciona dois cientistas – Sir Edwin Ball, um astrônomo britânico, e Charles A. I. Totten, um professor de Yale. Ele informa ter sido Ball o primeiro a noticiar que "quarenta e quatro horas foram perdidas no tempo solar". Rimmer então faz a pergunta: "Para onde eles foram, o que foi que causou esse estranho lapso, e como ele aconteceu? (p. 280). Rimmer então oferece o que ele chamou de sumário do livro de Totten onde, ele diz, a informação poderia ser encontrada para provar exatamente como o dia perdido foi descoberto. Rimmer dá até o dia e o mês exatos no qual a batalha de Josué foi travada – Quarta-feira, 22 de Julho (p.226).

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Liberdade: Vá para fora!

Para comemorar a liberdade que ganha à 33 anos, decidimos usufrui-la.
Fomos a caminho de Espanha (onde não se via a não ser portugueses... os espanhóis estavam a trabalhar). Fomos ao encontro das Tapas e dos preços baixos.
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Religião vs Ciência e Filosofia

«Da filosofia à ciência o processo é contínuo, e já foi repetido em muitos domínios. «De que é feita a matéria?» era uma pergunta filosófica até se compreender o suficiente para formular hipóteses testáveis e, eventualmente, um modelo científico bem fundamentado. Há séculos que andamos nisto, avançando mais nuns domínios que noutros. E cada avanço levanta mais perguntas que é preciso compreender, e, uma vez compreendidas, tentar responder. Perguntas filosóficas que se transformam em perguntas científicas que dão respostas científicas e levantam novas perguntas filosóficas.»

«Nem a filosofia pode vencer a ciência nem a ciência vencer a filosofia. São ambas parte do mesmo processo de compreensão. Mas o [leitor] tem razão em se preocupar com a religião, que sempre foi a roda quadrada desta carroça. A religião assume que já sabe as respostas e nem sequer gosta de perguntas. Enquanto as outras se ajudavam e avançavam a religião ficou na mesma, cada vez mais isolada da realidade.»(«Ciência, Filosofia e Religião.», no Que Treta!)

«Para além disso, a ciência assenta em verificação experimental e a religião assenta na fé, que por definição dispensa qualquer tipo de comprovação, pelo que as duas abordagens ao conhecimento são completamente irreconciliáveis. E considerando que ao longo de boa parte da História da humanidade se tentou arduamente aproximar ambas parece pouco provável que a conciliação alguma vez aconteça» («O perímetro da ignorância», no De Rerum Natura)

http://www.ateismo.net/diario/2007/04/atesmo-na-blogosfera_20.php
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A lei do mais apto

"Não é a mais forte das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor reage à mudança."
Charles Darwin (1809-1882)



http://terraquegira.blogspot.com/
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Diagnóstico genético não deve ser usado para escolher características



O parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida pronunciou-se sobre o Diagnóstico Genético Pré-Implantação. Esta técnica tem a capacidade de identificar o sexo do bebé que o embrião estudado der origem e a existência de de anomalias genéticas que são causa de doenças hereditárias e de malformações congénitas graves (hemofilia, "doença dos pezinhos").


O conselho considera contudo que a utilização desta técnica para a selecção de embriões em função de características físicas que não estão associadas a qualquer patologia, designadamente, para escolha ou melhoramento de características consideradas normais é eticamente inaceitável.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=21351&op=all

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O Método Científico

Ao aplicar este método sabemos se a “nossa” teoria estará certa, ou errada. Se podemos confiar nela, ou se temos de mudar de ideias.

Karl Poper concebeu o método científico como uma sequência de refutações. Primeiro inventam-se as hipóteses, de seguida faz-se o possível para as refutar. Se a hipótese resistir ao falseamento será aceite até aparecer qualquer facto que a contradiga.

As 4 etapas:
1 – Ocorrência do Problema
2 – Formulação da hipótese
3 – Dedução de consequências a partir da hipótese formulada
4 – Comprovação experimental

Se a hipótese resistir aos falseamentos é elevada a lei ou nova teoria.

Verificação – Os factos confirmam a hipótese (deduções coincidem com os factos)
Falseamento – Os factos refutam a hipótese (deduções são contrariadas pelos factos)
Demarcação – A hipótese não pode ser verificada nem falseada. Não é uma hipótese científica (critério de demarcação entre o que é ciência e o que não o é).
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A guerra prossegue e procura obter apoios na Igreja Católica.

Stephen Meyer chamou o filósofo Michael Tkacz, director do Instituto de Filosofia Cristã, para lhe perguntar por que motivo os seguidores de Tomás de Aquino não tinham estado presentes num congresso internacional sobre o DI. “Estamos do mesmo lado, ou não?”. Tkacz explica: “A Teoria do DI baseia-se na Falácia Cosmogónica. Essa insistência na ideia de que a Criação significa que Deus produziu, periodicamente, novas e distintas formas de vida é confundir o acto da Criação com o modo como os seres naturais se desenvolvem no Universo”.

O Discovery Institute procura recuperar a hegemonia perdida através de uma atitude diametralmente oposta à do Dalai Lama, que escreve: “Entender a natureza da realidade é possível através da investigação crítica: se a análise científica demonstra que determinadas afirmações do Budismo são falsas, devemos aceitar as descobertas da Ciência e abandonar esses conceitos.”.

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A verdadeira face do DI

A 18 de Outubro de 2004, o conselho escolar de Dover, Pensilvânia, decidiu incluir o DI através do livro “Of Pandas and People”. Onze padres recorreram aos tribunais para anular a decisão.

O caso parecia uma cópia do que aconteceram em Dayton, 80 anos antes. O juiz John Jones III, cristão praticante e nomeado por George W. Bush, ouviu alegações e testemunhos dos litigantes e da defesa, que ficou a cargo do Thomas More Law Center.

O argumento dos litigantes era de que o DI não passa de criacionismo disfarçado. Para a defesa trata-se de uma ciência nos seus primórdios, por detrás da qual não existe religião, o que não deixa de ser curioso pois o próprio “Documento Cunha”, base ideológica do Discovery Institute, declara que é necessário afirmar a existência de provas de um projecto inteligente na Natureza, deu como exemplo o sistema imunitário, “cuja origem os cientistas foram incapazes de explicar”. O advogado dos litigantes levantou-se e colocou diante de Behe 58 artigos publicados em revistas tão prestigiadas como a Science, Nature, Proceedings of the National Academy of Sciences, etc., sobre a evolução do sistema imunitário, perguntando: “Acha que estes artigos não são suficientemente bons?”. Behe defendeu-se: “Nenhum explica a questão de forma rigorosa (…) Se bem que eu não tenha lido a todos”.

Behe foi forçado a admitir que, se a sua definição de Ciência fosse aplicada de modo a englobar o DI, a astrologia também seria uma ciência. Steven Gey comentou: No final, a defesa perdeu nitidamente o processo: ao negar as definições habituais de Ciência, todos percebemos o que se estava a passar”.

A 20 de Dezembro o juiz determinava que ficara demonstrado que o DI não passa de criacionismo disfarçado; é religião a fazer-se passar por ciência.

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A primeira derrota do fundamentalismo religioso

A primeira derrota do fundamentalismo religioso surgiu quando se aprovou, no estado da Luisiana, uma lei que obrigava as escolas a explicar o criacionismo se também ensinassem biologia evolutiva. Em 1987, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu que a lei da Luisiana era inconstitucional, pois violava o princípio da separação entre Estado e religião consagrado na Primeira Emenda. Em resposta, surgiu o livro “Of Pandas and People”. O objectivo não era ensinar biologia, mas expulsar o evolucionismo, acusado de minar osvalores morais e as crenças religiosas dos jovens.

Para terem êxito, não deviam incluir qualquer referência a Deus nas páginas do livro. A começar pelo título, “Creation Biology (1983), eliminaram as palavras “criacionismo” e “criacionista”.

Em 1991, saiu “Darwin on Trial” de Philip Johnson, no qual se acusava a teoria da evolução de ser “pseudociência”, pois não fora confirmada e nem sequer constituída uma hipótese científica. Era uma postura filosófica produto de um evidente materialismo ateu. No livro torna-se claro o verdadeiro objectivo do DI, o qual não é eliminar a evolução mas sim atingir a base de sustentação da Ciência moderna.

A ciência é metodologicamente naturalista: procura explicações naturais para o mundo natural. Johnson reuniu-se com o filósofo Stephen Mayer, vice-presidente do Discovery Institute, para delinear uma estratégia de substituir a “ciência materialista” pela “ciência teísta” e transformar o DI na “perspectiva dominante na Ciência”.

Na reunião “Reivindicando a América para Cristo”, em 1999, Johnson proferiu que “O DI é um movimento ecuménico. Permite-nos ter um ponto de apoio nas revistas científicas e outro nas revistas de diferentes confissões religiosas. A teoria darwiniana da evolução contradiz não apenas o Génesis como toda a Bíblia”

Em 1993, o movimento DI, inicio a actividade graças a um donativo de 450 mil dólares. Johnson, fundador do Discovery Institute, planeia a “Wedge Stategy” (estratégia da cunha), na qual lança uma guerra cultural contra a concepção da Ciência moderna, espalhando a ideia de que a evolução é uma teoria em crise.

O braço jurídico do Discovery Institute, o Thomas More Law Center, proporciona assistência e apoio a todos os conselhos ou associações que pretendam introduzir o DI. O programa IDEA conseguiu “colocar” conferências em universidades com o prestígio de Yale.

As entrevistas aos membros são controladas por assessores de imprensa. Quando um jornalista da cadeia ABC perguntou a Stephen Meyer se os cristãos evangélicos figuravam entre os principais patrocinadores, o assessor interrompeu e avisou: “Não creio que queira ir por esse caminho”.

Ao politizar as teorias científicas, conseguem retirar-lhes força, pois para a sociedade, os cientistas são o grupo profissional que goza de maior credibilidade.

O Discovery Institute quer separar o DI do Criacionismo. Negando associação com o Deus dos cristãos, mas os seus membros são fundamentalistas cristãos. Interrogados sobre quem foi o “desenhador”, encolhem os ombros e respondem que não podem dizer nada em termos científicos.

O único argumento a favor da existência de um criador inteligente é o da improbabilidade. É um raciocínio antigo. A versão moderna contém a analogia do relojoeiro: se encontramos um relógio numa mata, pensaremos que alguém o perdeu, e não que surgiu ali pelo concurso de circunstâncias naturais.

Michael Behe limita-se a conferir que é a “Teoria do Dedo de Deus”: como não podem explicá-lo como resultado da evolução, torna-se necessário um criador. Misturando o que não foi explicado com o inexplicável.
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Teremos sido Desenhados?

Em 2004, a Comissão Teológica Internacional tornou público um documento (“Comunhão e Administração”). No parágrafo 69 é referido o facto evolutivo e diz que a acção causal de Deus se pode exprimir que como necessidade quer como contingência. No entanto, admite que “um grupo crescente de cientistas” defende a existência de uma criação deliberada da Natureza, que o conceito central da teoria evolutiva é incorrecto.

O criacionismo, expulso pelo Supremo Tribunal, surge agora disfarçado sob uma imagem mais asséptica e menos cristã, o Desenho Inteligente (DI).

No dia 10 de Julho de 1925, o treinador John Scopes foi acusado de violar o Decreto Butler do estado do Tennessee; a lei, em vigor até 1967, proibia que se ensinasse nas escolas “qualquer teoria que negue a história da Criação Divina do Homem”. O mais irónico é que Scopes nunca chegou a dar uma aula sobre a evolução; ninguém lhe perguntou, porque nunca foi chamado a prestar declarações.

Deus criou o mundo em seis dias e, segundo os cálculos que o arcebispo anglicano James Ussher, a Terra foi criada na véspera do dia 23 de Outubro do ano 4000 a.C.

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04/05/2007

Indignação

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Fonte: Público, hoje.

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Terceira estória parte IV

O artigo publicado na edição de Julho de 1989 na revista "Bible-Science Newsletter" reportou que
Dr. Bolton Davidheiser escreveu para o escritório da NASA em Greenbelt, Maryland, onde o fato supostamente ocorreu. Eles responderam que não sabiam nada sobre o senhor Harold Hill e não podiam corroborar as referências sobre o "dia perdido"... No concludente parágrafo da carta da NASA lê-se: ‘Apesar de fazermos uso de posições planetárias como fator necessário para a determinação das órbitas das naves espaciais em nossos computadores, não descobrimos que nenhum astronauta ou cientista espacial em Greenbelt estivesse envolvido na estória do "dia perdido" atribuída ao Sr. Hill’ (Bartz, 1989, página 12).
"Computadores não são máquinas mágicas que podem adivinhar coisas que estão escondidas das pessoas. Maravilhosas como elas são, estão limitadas aos conhecimentos que damos a elas. Computadores dependem de nós para adquirirem conhecimento. Enquanto um computador pode ser usado para gerar um calendário, desde hoje até uma data distante no passado, o que não é uma prática incomum, um computador não pode nos dizer se algum tempo está faltando ou não. Na verdade, o computador teria que ser programado com todo tipo de ajustes, considerando várias mudanças no calendário ocidental, sobre os últimos dois mil anos. Simplificando, a estória é tecnicamente impossível, não interessando quão sofisticado seja seu computador" (1989, página 12).

Só a partir dos anos 80 do séc. XX é que foi possível, com a utilização de sofisticadas integrações numéricas, baseadas em algoritmos feitos a pensar nos computadores que então se desenvolviam, calcular órbitas planetárias ao longo de milhões de anos. O processo foi lento, uma vez que estes cálculos são muito exigentes tanto técnica como computacionalmente. Contudo, ao longo dos anos foi sendo possível levar estas integrações cada vez mais longe no tempo, ao ponto de hoje já se estudar a evolução de órbitas planetárias em tempos mais longos do que a própria idade do sistema solar.
Essencialmente, estas integrações a longo termo mostraram que as ressonâncias são o mecanismo principal do caos lento: pequenos efeitos cumulativos podem resultar em perturbações significativas que levam a comportamentos irregulares nas órbitas dos planetas. Um dos pioneiros destas integrações foi Jacques Laskar, quem primeiro integrou o sistema solar, excluindo Plutão, para um intervalo de tempo de 200 milhões de anos, e analisou nesta escala de tempo as variações dos elementos orbitais relevantes para a configuração global do sistema: excentricidade, inclinação do plano orbital e tamanho da órbita de cada planeta. O algoritmo permite também a detecção de caos, por exemplo lançando várias condições iniciais muito próximas para averiguar se as órbitas correspondentes apresentaram divergência exponencial, a habitual assinatura do caos.
Por último, demosntrem-me como é que estes cálculos (http://www.geocities.com/lemagicien_2000/mathpage/calcorb/calcorb.html#t6) podem confirmar que há um dia perdido? Como é que há um cálculo desses nas minhas sebentas de cosmologia? Gostava de saber!

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Terceira estória parte III

Essa mentira foi amplamente divulgada na década de 60 e início de 70 como resultado dos esforços de Harold Hill, então presidente da Curtis Engine Company em Halenthorpe (Baltimore), Maryland. No seu livro de 1974, "Como viver como filho de um rei", Hill devotou um capítulo inteiro à estória (páginas 65-77), e explicou como ela foi difundida. Ele declarou que na ocasião falou para estudantes secundaristas e universitários sobre assuntos relacionados à Bíblia e à ciência, e que a estória do "dia que faltou" da NASA foi uma das que ele falou com mais freqüência (páginas 65-66). De alguma maneira (mesmo Hill nunca soube como), Mary Kathryn Bryan, uma colunista do Evening World, de Spencer, Indiana, recebeu um relato por escrito da estória de Hill e o publicou em sua coluna.
Mais tarde, Hill observou, "vários noticiários pegaram a estória e ela apareceu em centenas de lugares" (página 69, no original). Ao relato, sem dúvida, foi proporcionado uma certa quantidade de credibilidade embutida, quando Hill sugeriu, relativamente ao programa espacial em Goddard: "Eu estava envolvido desde o início, através de arranjos contratuais com minha empresa" (1974, página 65). [Quando isso foi verificado, viu-se que a conexão de Hill com a NASA era, na melhor das hipóteses, tênua; sua empresa nunca teve nenhum contrato para prestar serviços em geradores elétricos em nenhuma agência governamental. Ele nunca foi contactado de nenhuma maneira para missões de operação ou planejamento].
Todos os esforços para confirmar a origem da estória falharam. Depois que um artigo sobre o assunto apareceu, em Abril de 1970, no "Bible-Science Newsletter", vários leitores da revista escreveram a Hill. Num artigo subseqüente, a revista fez menção ao fato de que, depois que o artigo foi publicado em 1970, alguns leitores finalmente receberam uma carta de Hill na qual ele declarava não ter sido o criador da estória. No seu livro publicado em 1974, ele confessa não haver testemunhado o incidente da NASA pessoalmente, e afirmou ainda que não podia se lembrar quando nem onde foi a primeira vez que a ouviu, mas insistiu que "minha incapacidade de fornecer documentação do incidente do ‘dia que faltou’, de maneira nenhuma diminui sua autenticidade" (página 71).

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Terceira estória parte II

Primeiro, Rimmer especificamente declara que está fazendo uma citação de Ball e Totten, apesar de nenhuma das declarações que fez terem sido colocadas entre aspas. Segundo, o livro de 1890 que Totten escreveu ("O Longo Dia de Josué e o Relógio do Sol de Ahaz") nunca foi citado por Rimmer, o que parece um pouco estranho, considerando que Rimmer devotou um capítulo inteiro sobre o assunto no seu próprio livro.
Terceiro, não há referências bibliográficas de Rimmer sobre os trabalhos de Ball e Totten – novamente pouco usual, uma vez que Rimmer baseia toda sua argumentação na validade dos declarações daqueles autores.
Quarto, inúmeros outros escritores têm feito sérios esforços para determinar a validade da afirmação de Rimmer, tanto quanto aquelas de Ball e Totten, mas sem sucesso. Por exemplo, Bernard Ramm, no livro "A Visão Cristã da Ciência e das Escrituras", discute o ponto-de-vista de Dr. Rimmer e sua referência a Totten. Ramm incluiu suas conclusões pessoais considerando a documentação oferecida por Rimmer, Totten e Ball nomenclatura bem escolhida. Ele observou: "Isso eu não fui capaz de verificar para minha própria satisfação... Dr. Kulp tentou checar essa teoria em Yale [empregador de Totten] e na Inglaterra [residência de Sir Edwin Ball], e não encontrou nada que verificasse isso". (1959, página 109 a 117).
Como tal história se originou é muito mais difícil de saber do que como ela circula. Quando uma história é "corroborada" com o nomes de pessoas de credibilidade e fatos relevantes, o povo não se preocupa em investigá-la. Uma vez aceita, ela então é usada no que o crédulo na Bíblia vê como um justa defesa da palavra de Deus.Com todas as evidências agora disponíveis, a história de Ball, Totten e Rimmer simplesmente não são verdadeiras, e não podem mais ser usadas nem em defesa da Bíblia nem na defesa da palavra de Deus. O mesmo pode ser dito acerca da versão moderna da história. Novamente, alguns fatos anteriores são necessários. Quando o relato, da maneira como fez o Dr, Rimmer, foi publicado pela primeira vez, causou aparentemente grande excitação, e foi aceita sem contestação por aqueles que estavam ansiosos em mostrar como a ciência "comprova" uma verdade bíblica. Depois que essa excitação inicial diminuiu, a história foi esquecida, ou deixada de lado, e eventualmente relegada na pilha de relíquias da história. Sua permanência lá, contudo, foi breve. Alguém (até agora ninguém sabe quem) redescobriu a história, tirou fora a poeira, deu a ela algum embelezamento (sem dúvida para fazê-la mais de acordo com os conhecimentos científicas modernos), colocou nomes (de indivíduos, empresas e cidades), e então, intencionalmente, embutiu nela referência a uma agência governamental bastante popular, que foi/é bastante conhecida pelo público (a NASA – Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço). Com a reedição da história agora completa, colocou nela uma credibilidade que poucos pensaram em duvidar ou questionar.

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03/05/2007

O Relojoeiro Cego

"O Relojoeiro Cego" de Richard Dawkins.


Richard Dawkins iniciou seu livro The Blind Watchmaker [O Relojoeiro Cego] , sua influente reafirmação do darwinismo, com a observação que "A biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido planejadas para um propósito". Poderíamos considerar a possibilidade que os organismos vivos dão aquela aparência porque na verdade eles foram planejados? Dawkins, que é virtualmente o exemplo definidor de um materialista científico intransigente, lida aquela sugestão com o desprezo que ele acha merecedor. O objetivo da ciência evolucionária, ele afirma, é explicar com as coisas complexas são feitas a partir de um começo simples. Um Planejador não evoluído que seja presumivelmente mais complexo do que as coisas que ele planeja não cabe naquele quadro. No A Escalada do Monte Improvável Dawkins nomeia os organismos de "designóides" -- significando que as coisas se parecem exatamente como se tivessem sido projetadas, mas que na verdade foram feitas pelo "relojoeiro cego"-- i.e., as forças darwinianas inconscientes de mutação e seleção [natural].

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26/04/2007

Terceira estória e introdução à crítica


“Harold Hill, presidente da Companhia Curtis de Baltimore - Maryland - e conselheiros do programa espacial, refere o seguinte achado: Uma das coisas mais incríveis que Deus fez entre nós, sucedeu recentemente com nossos astronautas e pesquisadores científicos em Green Belt - Maryland. Estavam verificando a posição do Sol, a Lua e dos Planetas para saberem onde se encontrariam dentro de cem anos e também nos próximos mil anos. Estes dados tornam-se indispensáveis para poder-se enviar satélites ao espaço e evitar que choquem com alguma coisa uma vez que estejam em órbita. Deve-se projetar a órbita levando em consideração o tempo de vida do satélite ao mesmo tempo se conhecer às posições dos planetas para que os satélites não venham a ser destruídos. Foram feitos os computadores percorrerem, através dos séculos e de repente pararam. O computador principiou a emitir um sinal vermelho de alerta, indicando que existia algum erro nas informações que lhe haviam sido fornecidas e com os resultados comparativos com as normas estabelecidas. Resolveram chamar o departamento de manutenção para fazer-se uma revisão geral e os técnicos chamados comprovaram que a aparelhagem encontrava-se em perfeitas condições. O diretor operacional da IBM indagou qual seria o problema e para sua surpresa a resposta foi: “Encontramos que falta um dia nos dados do universo do tempo transcorrido na história”.”

No décimo capítulo do Velho Testamento do Livro de Josué, está relatado que o Sol "parou". Circula, com freqüência, a história de que cientistas da NASA, usando computadores para calcular as órbitas da Terra e do Sol, encontraram o que seria um "dia perdido". Depois de muitos exames, esses cientistas usaram seus computadores para descobrir o dia que faltava, provando que o registro bíblico é correto. Essa história é verdadeira?

Histórias similares têm circulado por mais de meio século. No seu livro de 1936 – "A Harmonia da Ciência e Escritura", Harry Rimmer dedicou o último capítulo inteiro à "Moderna Ciência e o Longo Dia de Josué". Nessa discussão, Rimmer reconta a história bíblica de como Deus fez o Sol parar (Josué 10), e então faz as seguintes declarações concernentes ao milagre: "O testemunho final da ciência é que tal dia está faltando no registro do tempo. Por mais que o tempo se prolongue, o registro deste dia deve permanecer. O fato é atestado por eminentes homens de ciência, dois dos quais eu cito aqui". (1936, p. 280)

Dr. Rimmer então menciona dois cientistas – Sir Edwin Ball, um astrônomo britânico, e Charles A. I. Totten, um professor de Yale. Ele informa ter sido Ball o primeiro a noticiar que "quarenta e quatro horas foram perdidas no tempo solar". Rimmer então faz a pergunta: "Para onde eles foram, o que foi que causou esse estranho lapso, e como ele aconteceu? (p. 280). Rimmer então oferece o que ele chamou de sumário do livro de Totten onde, ele diz, a informação poderia ser encontrada para provar exatamente como o dia perdido foi descoberto. Rimmer dá até o dia e o mês exatos no qual a batalha de Josué foi travada – Quarta-feira, 22 de Julho (p.226).

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25/04/2007

Liberdade: Vá para fora!

Para comemorar a liberdade que ganha à 33 anos, decidimos usufrui-la.
Fomos a caminho de Espanha (onde não se via a não ser portugueses... os espanhóis estavam a trabalhar). Fomos ao encontro das Tapas e dos preços baixos.

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20/04/2007

Religião vs Ciência e Filosofia

«Da filosofia à ciência o processo é contínuo, e já foi repetido em muitos domínios. «De que é feita a matéria?» era uma pergunta filosófica até se compreender o suficiente para formular hipóteses testáveis e, eventualmente, um modelo científico bem fundamentado. Há séculos que andamos nisto, avançando mais nuns domínios que noutros. E cada avanço levanta mais perguntas que é preciso compreender, e, uma vez compreendidas, tentar responder. Perguntas filosóficas que se transformam em perguntas científicas que dão respostas científicas e levantam novas perguntas filosóficas.»

«Nem a filosofia pode vencer a ciência nem a ciência vencer a filosofia. São ambas parte do mesmo processo de compreensão. Mas o [leitor] tem razão em se preocupar com a religião, que sempre foi a roda quadrada desta carroça. A religião assume que já sabe as respostas e nem sequer gosta de perguntas. Enquanto as outras se ajudavam e avançavam a religião ficou na mesma, cada vez mais isolada da realidade.»(«Ciência, Filosofia e Religião.», no Que Treta!)

«Para além disso, a ciência assenta em verificação experimental e a religião assenta na fé, que por definição dispensa qualquer tipo de comprovação, pelo que as duas abordagens ao conhecimento são completamente irreconciliáveis. E considerando que ao longo de boa parte da História da humanidade se tentou arduamente aproximar ambas parece pouco provável que a conciliação alguma vez aconteça» («O perímetro da ignorância», no De Rerum Natura)

http://www.ateismo.net/diario/2007/04/atesmo-na-blogosfera_20.php

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19/04/2007

A lei do mais apto

"Não é a mais forte das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor reage à mudança."
Charles Darwin (1809-1882)



http://terraquegira.blogspot.com/

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18/04/2007

Diagnóstico genético não deve ser usado para escolher características



O parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida pronunciou-se sobre o Diagnóstico Genético Pré-Implantação. Esta técnica tem a capacidade de identificar o sexo do bebé que o embrião estudado der origem e a existência de de anomalias genéticas que são causa de doenças hereditárias e de malformações congénitas graves (hemofilia, "doença dos pezinhos").


O conselho considera contudo que a utilização desta técnica para a selecção de embriões em função de características físicas que não estão associadas a qualquer patologia, designadamente, para escolha ou melhoramento de características consideradas normais é eticamente inaceitável.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=21351&op=all

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17/04/2007

O Método Científico

Ao aplicar este método sabemos se a “nossa” teoria estará certa, ou errada. Se podemos confiar nela, ou se temos de mudar de ideias.

Karl Poper concebeu o método científico como uma sequência de refutações. Primeiro inventam-se as hipóteses, de seguida faz-se o possível para as refutar. Se a hipótese resistir ao falseamento será aceite até aparecer qualquer facto que a contradiga.

As 4 etapas:
1 – Ocorrência do Problema
2 – Formulação da hipótese
3 – Dedução de consequências a partir da hipótese formulada
4 – Comprovação experimental

Se a hipótese resistir aos falseamentos é elevada a lei ou nova teoria.

Verificação – Os factos confirmam a hipótese (deduções coincidem com os factos)
Falseamento – Os factos refutam a hipótese (deduções são contrariadas pelos factos)
Demarcação – A hipótese não pode ser verificada nem falseada. Não é uma hipótese científica (critério de demarcação entre o que é ciência e o que não o é).

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13/04/2007

A guerra prossegue e procura obter apoios na Igreja Católica.

Stephen Meyer chamou o filósofo Michael Tkacz, director do Instituto de Filosofia Cristã, para lhe perguntar por que motivo os seguidores de Tomás de Aquino não tinham estado presentes num congresso internacional sobre o DI. “Estamos do mesmo lado, ou não?”. Tkacz explica: “A Teoria do DI baseia-se na Falácia Cosmogónica. Essa insistência na ideia de que a Criação significa que Deus produziu, periodicamente, novas e distintas formas de vida é confundir o acto da Criação com o modo como os seres naturais se desenvolvem no Universo”.

O Discovery Institute procura recuperar a hegemonia perdida através de uma atitude diametralmente oposta à do Dalai Lama, que escreve: “Entender a natureza da realidade é possível através da investigação crítica: se a análise científica demonstra que determinadas afirmações do Budismo são falsas, devemos aceitar as descobertas da Ciência e abandonar esses conceitos.”.

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A verdadeira face do DI

A 18 de Outubro de 2004, o conselho escolar de Dover, Pensilvânia, decidiu incluir o DI através do livro “Of Pandas and People”. Onze padres recorreram aos tribunais para anular a decisão.

O caso parecia uma cópia do que aconteceram em Dayton, 80 anos antes. O juiz John Jones III, cristão praticante e nomeado por George W. Bush, ouviu alegações e testemunhos dos litigantes e da defesa, que ficou a cargo do Thomas More Law Center.

O argumento dos litigantes era de que o DI não passa de criacionismo disfarçado. Para a defesa trata-se de uma ciência nos seus primórdios, por detrás da qual não existe religião, o que não deixa de ser curioso pois o próprio “Documento Cunha”, base ideológica do Discovery Institute, declara que é necessário afirmar a existência de provas de um projecto inteligente na Natureza, deu como exemplo o sistema imunitário, “cuja origem os cientistas foram incapazes de explicar”. O advogado dos litigantes levantou-se e colocou diante de Behe 58 artigos publicados em revistas tão prestigiadas como a Science, Nature, Proceedings of the National Academy of Sciences, etc., sobre a evolução do sistema imunitário, perguntando: “Acha que estes artigos não são suficientemente bons?”. Behe defendeu-se: “Nenhum explica a questão de forma rigorosa (…) Se bem que eu não tenha lido a todos”.

Behe foi forçado a admitir que, se a sua definição de Ciência fosse aplicada de modo a englobar o DI, a astrologia também seria uma ciência. Steven Gey comentou: No final, a defesa perdeu nitidamente o processo: ao negar as definições habituais de Ciência, todos percebemos o que se estava a passar”.

A 20 de Dezembro o juiz determinava que ficara demonstrado que o DI não passa de criacionismo disfarçado; é religião a fazer-se passar por ciência.

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A primeira derrota do fundamentalismo religioso

A primeira derrota do fundamentalismo religioso surgiu quando se aprovou, no estado da Luisiana, uma lei que obrigava as escolas a explicar o criacionismo se também ensinassem biologia evolutiva. Em 1987, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu que a lei da Luisiana era inconstitucional, pois violava o princípio da separação entre Estado e religião consagrado na Primeira Emenda. Em resposta, surgiu o livro “Of Pandas and People”. O objectivo não era ensinar biologia, mas expulsar o evolucionismo, acusado de minar osvalores morais e as crenças religiosas dos jovens.

Para terem êxito, não deviam incluir qualquer referência a Deus nas páginas do livro. A começar pelo título, “Creation Biology (1983), eliminaram as palavras “criacionismo” e “criacionista”.

Em 1991, saiu “Darwin on Trial” de Philip Johnson, no qual se acusava a teoria da evolução de ser “pseudociência”, pois não fora confirmada e nem sequer constituída uma hipótese científica. Era uma postura filosófica produto de um evidente materialismo ateu. No livro torna-se claro o verdadeiro objectivo do DI, o qual não é eliminar a evolução mas sim atingir a base de sustentação da Ciência moderna.

A ciência é metodologicamente naturalista: procura explicações naturais para o mundo natural. Johnson reuniu-se com o filósofo Stephen Mayer, vice-presidente do Discovery Institute, para delinear uma estratégia de substituir a “ciência materialista” pela “ciência teísta” e transformar o DI na “perspectiva dominante na Ciência”.

Na reunião “Reivindicando a América para Cristo”, em 1999, Johnson proferiu que “O DI é um movimento ecuménico. Permite-nos ter um ponto de apoio nas revistas científicas e outro nas revistas de diferentes confissões religiosas. A teoria darwiniana da evolução contradiz não apenas o Génesis como toda a Bíblia”

Em 1993, o movimento DI, inicio a actividade graças a um donativo de 450 mil dólares. Johnson, fundador do Discovery Institute, planeia a “Wedge Stategy” (estratégia da cunha), na qual lança uma guerra cultural contra a concepção da Ciência moderna, espalhando a ideia de que a evolução é uma teoria em crise.

O braço jurídico do Discovery Institute, o Thomas More Law Center, proporciona assistência e apoio a todos os conselhos ou associações que pretendam introduzir o DI. O programa IDEA conseguiu “colocar” conferências em universidades com o prestígio de Yale.

As entrevistas aos membros são controladas por assessores de imprensa. Quando um jornalista da cadeia ABC perguntou a Stephen Meyer se os cristãos evangélicos figuravam entre os principais patrocinadores, o assessor interrompeu e avisou: “Não creio que queira ir por esse caminho”.

Ao politizar as teorias científicas, conseguem retirar-lhes força, pois para a sociedade, os cientistas são o grupo profissional que goza de maior credibilidade.

O Discovery Institute quer separar o DI do Criacionismo. Negando associação com o Deus dos cristãos, mas os seus membros são fundamentalistas cristãos. Interrogados sobre quem foi o “desenhador”, encolhem os ombros e respondem que não podem dizer nada em termos científicos.

O único argumento a favor da existência de um criador inteligente é o da improbabilidade. É um raciocínio antigo. A versão moderna contém a analogia do relojoeiro: se encontramos um relógio numa mata, pensaremos que alguém o perdeu, e não que surgiu ali pelo concurso de circunstâncias naturais.

Michael Behe limita-se a conferir que é a “Teoria do Dedo de Deus”: como não podem explicá-lo como resultado da evolução, torna-se necessário um criador. Misturando o que não foi explicado com o inexplicável.

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11/04/2007

Teremos sido Desenhados?

Em 2004, a Comissão Teológica Internacional tornou público um documento (“Comunhão e Administração”). No parágrafo 69 é referido o facto evolutivo e diz que a acção causal de Deus se pode exprimir que como necessidade quer como contingência. No entanto, admite que “um grupo crescente de cientistas” defende a existência de uma criação deliberada da Natureza, que o conceito central da teoria evolutiva é incorrecto.

O criacionismo, expulso pelo Supremo Tribunal, surge agora disfarçado sob uma imagem mais asséptica e menos cristã, o Desenho Inteligente (DI).

No dia 10 de Julho de 1925, o treinador John Scopes foi acusado de violar o Decreto Butler do estado do Tennessee; a lei, em vigor até 1967, proibia que se ensinasse nas escolas “qualquer teoria que negue a história da Criação Divina do Homem”. O mais irónico é que Scopes nunca chegou a dar uma aula sobre a evolução; ninguém lhe perguntou, porque nunca foi chamado a prestar declarações.

Deus criou o mundo em seis dias e, segundo os cálculos que o arcebispo anglicano James Ussher, a Terra foi criada na véspera do dia 23 de Outubro do ano 4000 a.C.

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