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A Conspiração Contra o Bem



Nos últimos meses todos nós temos sido assaltados através do nosso mail. Pior, querem matar as pessoas fazendo acreditar que uma cura não o é. Pois é, têm havido vários hoaxes a circular nas nossas caixas de correio virtual a convidar-nos a não tomarmos a vacina para a gripe e a proclamar que o vírus foi criado para nos matar, que a vacina mata, etc…

Um hoax é uma mensagem que desinforma. É muito apelativo pois contém caracteres grandes, outros em maiúsculas, outros sublinhados, frases extravagantes e coloridas. Há muita gente que não está apta para visualizar os erros contidos num hoax. As datas erradas, nomes fictícios, contactos fictícios, pequenos pormenores de incoerência e contradições, etc.

Esses hoaxes descrevem o esqualeno (componente da vacina da gripe) como letal, o thimerosal (outro componente) também é mortal. Sem falar de que o vírus se pode infiltrar no nosso genoma e uma série de barbaridades que, para quem não percebe do assunto (e há muita gente), apanha as pessoas e as consegue influenciar. Qual é a solução quando apanhamos uma hoax (mail cheio de cor e letras garrafais)? É ir ao Google e procurar pelo assunto em sites científicos. Muitos sites científicos e mais sérios informam de forma simples (para leigos na matéria) que esse mail é falso e porquê. Pesquisar 5 minutos não custa. Depois é só substituir o que vem no mail pela explicação séria, coerente e correcta e passar. Assim toda a gente vai perceber o que é a realidade.

O Esqualeno é um adjuvante usado em algumas vacinas da gripe, nomeadamente da Novartis e da GSK. Contudo é usado desde 1997 e já foram administradas cerca e 45 milhões de doses com este componente. Se fosse letal como referem os hoaxes haveriam centenas de milhares ou até milhões de mortes. Este composto é encontrado em plantas, em óleo de peixe, em cosméticos, em suplementos nutricionais e até em humanos. O nosso fígado produz esqualeno que passa a circular no sangue. E agora? Estamos todos mortos? Parece-me que não.

Os EUA não usaram esqualeno como adjuvante nas suas vacinas para esta última estirpe de gripe (A/H1N1/2009) enquanto a Europa usou. Segundo a CDC The absence of significant vaccine-related adverse events following this number of doses suggests that squalene in vaccines has no significant risk.”. Isto com 22 milhões de doses administradas.

Outra desinformação é que o esqualeno provoca doenças auto-imunes. Um estudo com esqualeno MF59 induziu, de facto, sintomas idênticos a lúpus em camudongos. Mas altas quantidades do mesmo produto não provocaram o mesmo efeito em humanos. Mito desfeito!

Agora o thimerosal. É usado para evitar a contaminação da solução das vacinas por bactérias. O problema neste componente é o mercúrio que os hoaxes dizem ser letal. Contudo não há evidência de que a quantidade seja tóxica. Mais, o cação tem mais mercúrio do que a vacina.

Mais sobre os mitos horrendos que andam a ser disseminados pela Web:


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Mutações Silenciosas



Até agora as mutações silenciosas eram aquelas a que não correspondia qualquer alteração fenotípica, pois não haveria alteração das proteínas formadas.
As mutações pontuais, trocas de uma única letra, podem levar a alterações de aminoácidos e das proteínas constituídas por eles. O aminoácido pode ser errado e a proteína deixa de ter função ou tem a sua função debilitada. Ou pior, em determinadas trocas de letras pode surgir o sinal de STOP de tradução e a proteína não fica concluída. Outro tipo de mutação é a mutação silenciosa, a troca é feita mas o seu significado é semelhante no codão final (conjuntos de 3 letras que leva à formação de um aminoácido).
Três mutações pontuais modificam moléculas de hemoglobina e são responsáveis por três doenças graves:
Anemia falciforme – Substituição de um aminoácido hidrofílico por um hidrofóbico
Policitemia – Mutação sem sentido (tradução incompleta da proteína) interrompe uma das proteínas da hemoglobina. Esta mutação resulta no espessamento do sangue.
Talassemia – Mutação com sentido (tradução alongada da protína pela retirada do sinal STOP) troca o codão TAA (sinal STOP) pelo CAA. A proteína torna-se disfuncional.

Estratégia
A bactéria Escherichia coli traduz o aminoácido asparagina. O codão AAC aparece com mais frequência no seu DNA do que o codão AAT. Ambos os codões codificam para a asparagina. Contudo observa-se um aumento das taxas de síntese proteica com o AAC. A razão é que os tRNA (estruturas que se inserem no ribossoma e constroem os aminoácidos aquando da entrada do RNA) destes codões aparecem em concentrações diferentes. O tRNA do AAT é mais abundante do que o tRNA do AAC, desta forma há maior probabilidade de se traduzir o aminoácido do AAT. “Análises de genes de mamíferos [plantas, moscas e vermes também apresentam desvios similares] revelam tendências que favorecem determinados codões.”

Sair do Silêncio
Após a transcrição de DNA para RNA são retiradas regiões não codificadas, os intrões. Os exões são deixados, são as regiões codificadas. O RNA contendo apenas os exões é o mRNA. As coisas complicam-se quando se descobre que os exões não têm a função única de codificar para aminoácidos mas também ajudam na remoção dos intrões. Num RNA inicial os intrões e os exões estão alternados. Para que um intrão seja removido terá de haver um sinal que faça a maquinaria remover o intrão. Na junções intrão/exão existem 3 a 8 letras (estimuladores de intrões exónicos – ESSE) que podem ter um sinal de quebra da ligação ou de não quebra, mantendo-os unidos. Estes estimuladores podem fazer com que o organismo opte por certos nucleótidos. Os codões GGA e GGG codificam o aminoácido glicina, mas também se encontram em estimuladores de junções.
Alterações silenciosas nesses estimuladores de junções podem não alterar um aminoácido mas podem interromper a remoção dos intrões, o que poderá ter um efeito nefasto para uma proteína. A fibrose cística é uma doença causada por uma mutação silenciosa que intervém, também, na remoção dos intrões.
Outro mecanismo pelo qual a mutação silenciosa pode ser prejudicial é na dobra do mRNA. Mesmo que o intrão seja removido correctamente, o mRNA pode não dobrar devidamente, apenas pelo facto de uma letra ser diferente. O modo como se dobra determina a estabilidade do mRNA e isso afecta a velocidade de tradução. Alguns distúrbios cognitivos têm este mecanismo associado.

Eficiência
Grzegorz Kudla e colegas alteraram a percentagem relativa de G e C, o que levou a uma produção proteica cem vezes superior comparativamente com os mesmo genes pobres em G e C.
O gene COMT associado à tolerância à dor apresenta uma mutação que resulta numa alteração de um aminoácido. Contudo não há uma única variante deste gene. Não é do tipo on  e off. Pessoas com intolerência à dor alta ou baixa apresentavam os mesmos nucleótidos, o que indicava haver outra causa para as variações. Os últimos resultados apontam para as mutações silenciosas.
J.V. Chamary e Laurence D. Hurst estimam que “entre 5% e 10% dos genes humanos contêm pelo menos uma região onde as mutações silenciosas poderiam ser prejudiciais.”


Fonte: Scientific American “O Custo das mutações Silenciosas”, J.V. Chamary e Laurence D. Hurst , Julho 2009
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Mutações e Recombinação Genética



O Mats, num comentário do Génesis Contra Darwin escreve isto:

"Resistência às bactérias nãoo é um fenómeno evolutivo uma vez que nada de novo é criado, mas sim ocorre uma recombinação de genes que já existem.

Mutação não é sinónimo de evolução."

Ele não é da área da ciência, como tal terei de usar letras como A, B e C como exemplos de bases azotadas e fazer metáforas com o alfabeto. Sim porque no nosso genoma, ao microscópio, não vemos G, T, C ou A, vemos estruturas e,a elas damos nomes.


Para o Mats uma alteração genética nunca pode formar informação nova porque vê que um A não pode gerar um B por magia, tal como um certo deus criou o ser humano (aí já pode haver magia). De facto não há magia nenhuma, há compreensão científica de como as coisas funcionam.


Imaginemos 2 sequências genómicas:


1-ABCDEFGHI
2-RAYGUCBDI


Têm mais ou menos 50% das mesmas letras mas são muito diferentes, vejamos:


A proteína resultante em 1: ABC DEF GHI
A proteina resultante em 2: RAY GUC BDI


Nenhum dos aminoácidos é igual, a proteína seria diferente, não efectuaria o seu trabalho. Talvez fosse uma proteina que efectuasse o mesmo trabalho com mais eficácia. As bactérias usam proteinas ligeiramente diferentes para sobreviver num meio com menos oxigénio, por exemplo. É um fenómeno destes que está por detrás duma resistência.



Uma mutação pode ser pontual ou numa zona vasta, pode até incluir cromossomas inteiros. Podem ser delecções, inserções, transposões ou inversões. Após a alteração a mutação pode ter efeitos ou pode ser silenciosa.


Delecções:
ABCDEFGHI     ->    ACDEFGHI      o B foi eliminado
proteina final - ACD EFG HI


Inserções:

ABCDEFGHI     ->    AMCDEFGHI      o M foi inserido
proteina final - ABM CDE FGH I


Como podemos ver apenas por estes dois exemplos, a proteina final pode ser totalmente diferente, uma sequência genética pode codificar para uma proteina totalmente diferente, ou não, dependendo da zona alvo da mutação.
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Rápidas: Deus Não Criou os Céus e a Terra - Problemas de Tradução...



No blog Sem Ciência aparece uma notícia intrigante. Uma descoberta interessante. Começa assim: "“No princípio, Deus criou os Céus e a Terra” seria uma afirmação incorreta de acordo com o estudo de uma pesquisadora holandesa."


Ellen Van de Wolde, divulgou recentemente a sua tese na Universidade de Radbound. Ellen é "professora que refuta as primeiras palavras da Gênesis ensina e pesquisa o Velho testamento e textos fonte do judaísmo na universidade. Para ela, houve um erro de tradução e interpretação da Bíblia." refere o blog.

Ainda podemos ler que:

"Após uma análise do texto original hebraico, levando em conta seu contexto, ela afirma que a palavra “bara”, que é usada na primeira frase do Gênesis, não significaria “criar”, mas sim “separar”, de forma que o Velho Testamento começaria com: “No princípio, Deus separou os Céus da Terra”."
E que:

"Na sua interpretação, o Gênesis não fala sobre o princípio absoluto do tempo, mas sim do início de um determinado ato – o que significa que o início da Bíblia não é o princípio de tudo, mas o de uma narrativa."

Bem, os fanáticos pelas escrituras literais e pelo "colar" as peças à na sua cosmovisão poderão chegar à seguinte hipótese:
Afinal a poeira sempre existiu e a Terra e os céus vieram dela. Bom, mas mesmo assim.. hmm.. foi Deus.

Até onde isto nos leva? Uns trabalham para encontrar pistas e os outros aproveitam e colam essas pistas na sua visão deturpada? Ou deturpam as "peças" recortando-as à medida dos buraquinhos? Limam as arestas dos cubos e esculpem as esferas. Assim, os cientistas podem descobrir o que quiserem. É só colar a magnífica e irrefutável frase: "mas quem criou isso foi Deus". Bom, sendo assim, um dia chegaremos ao Big Bang e, encostados ao limite temporal do início dirão o mesmo: "mas quem o criou foi Deus". É que assim não encaixa...

Fonte:
Sem Ciência - Deu não criou Céu e Terra, diz pesquizadora
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LCROSS Detecta Vida na Terra

"O Satélite de Observação e Detecção de Crateras Lunares (LCROSS), um componente da missão do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), realizou uma calibragem de rotina dos seus instrumentos há uns dias, apontando-os para a Terra para observar o que nosso planeta se parece visto de fora." (eternos aprendizes).

O oxigénio molecular (O2) é bastante instável. Contudo, na nossa atmosfera apresenta-se numa percentagem de cerca de 21%. Isto porque aqui na Terra há vida vegetal, que forma O2 a uma velocidade idêntica à do seu consumo pelos outros seres.

Assim, a busca de oxigénio molecular é buscar uma forma de vida.

Ver mais aqui
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Encontrado Aminoácido num Cometa



A sonda Stardust recolheu da cauda do cometa Wild 2 o aminoácigo Glicina, um dos 20 tijolos das proteínas.

A nossa descoberta dá força à teoria de que alguns dos ingredientes da vida se formaram no espaço e chegaram à Terra há muito tempo, através de impactos de meteoritos e cometas”, disse Jamie Elsila, do Goddard Space Flight Center da NASA.

A poeira da cauda do cometa ficou retida num segmento de aerogel (meterial comporto por 1% de hidrogénio e 99% de "vazio").
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We Building Life!

Foi criado em laboratório o primeiro genoma sintético de um organismo vivo. O feito pode ser um passo importante no processo de criação de vida.

A criação vem explicada na revista Science. Esta publicação científica explica que a espécie eleita pela equipa de Craig Venter, pai do Projecto Genoma Humano, foi a bactéria "Mycoplasma genitalium", o ser vivo com o genoma mais pequeno, de entre os que são passíveis de ser reproduzidos de forma independente.

"Este pode ser o primeiro passo para a síntese artificial de qualquer coisa que um dia possa vir a ser vida completa", afirmou o investigador português, Alexandre Quintanilha.

Na perspectiva do investigador, os cientistas estão a demonstrar "de uma forma simples e clara que uma célula viva é um sistema complexo mas que pode ser feito a partir dos seus constituintes".

"Nesta altura, ainda não conseguimos fazer células a partir dos seus blocos constituintes de uma célula, ainda não conseguimos criar vida a partir da vida, mas se for possível começar a construir cromossomas novos a partir do seu material químico e fazer um DNA a partir dos seus componentes químicos, isso será um passo importantíssimo", afirma.

Para Alexandre Quintanilha, essa evolução científica será "um passo muito importante para demonstrar que a vida pode ser criada a partir dos seus componentes".
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23/03/2010

A Conspiração Contra o Bem



Nos últimos meses todos nós temos sido assaltados através do nosso mail. Pior, querem matar as pessoas fazendo acreditar que uma cura não o é. Pois é, têm havido vários hoaxes a circular nas nossas caixas de correio virtual a convidar-nos a não tomarmos a vacina para a gripe e a proclamar que o vírus foi criado para nos matar, que a vacina mata, etc…

Um hoax é uma mensagem que desinforma. É muito apelativo pois contém caracteres grandes, outros em maiúsculas, outros sublinhados, frases extravagantes e coloridas. Há muita gente que não está apta para visualizar os erros contidos num hoax. As datas erradas, nomes fictícios, contactos fictícios, pequenos pormenores de incoerência e contradições, etc.

Esses hoaxes descrevem o esqualeno (componente da vacina da gripe) como letal, o thimerosal (outro componente) também é mortal. Sem falar de que o vírus se pode infiltrar no nosso genoma e uma série de barbaridades que, para quem não percebe do assunto (e há muita gente), apanha as pessoas e as consegue influenciar. Qual é a solução quando apanhamos uma hoax (mail cheio de cor e letras garrafais)? É ir ao Google e procurar pelo assunto em sites científicos. Muitos sites científicos e mais sérios informam de forma simples (para leigos na matéria) que esse mail é falso e porquê. Pesquisar 5 minutos não custa. Depois é só substituir o que vem no mail pela explicação séria, coerente e correcta e passar. Assim toda a gente vai perceber o que é a realidade.

O Esqualeno é um adjuvante usado em algumas vacinas da gripe, nomeadamente da Novartis e da GSK. Contudo é usado desde 1997 e já foram administradas cerca e 45 milhões de doses com este componente. Se fosse letal como referem os hoaxes haveriam centenas de milhares ou até milhões de mortes. Este composto é encontrado em plantas, em óleo de peixe, em cosméticos, em suplementos nutricionais e até em humanos. O nosso fígado produz esqualeno que passa a circular no sangue. E agora? Estamos todos mortos? Parece-me que não.

Os EUA não usaram esqualeno como adjuvante nas suas vacinas para esta última estirpe de gripe (A/H1N1/2009) enquanto a Europa usou. Segundo a CDC The absence of significant vaccine-related adverse events following this number of doses suggests that squalene in vaccines has no significant risk.”. Isto com 22 milhões de doses administradas.

Outra desinformação é que o esqualeno provoca doenças auto-imunes. Um estudo com esqualeno MF59 induziu, de facto, sintomas idênticos a lúpus em camudongos. Mas altas quantidades do mesmo produto não provocaram o mesmo efeito em humanos. Mito desfeito!

Agora o thimerosal. É usado para evitar a contaminação da solução das vacinas por bactérias. O problema neste componente é o mercúrio que os hoaxes dizem ser letal. Contudo não há evidência de que a quantidade seja tóxica. Mais, o cação tem mais mercúrio do que a vacina.

Mais sobre os mitos horrendos que andam a ser disseminados pela Web:


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03/03/2010

Mutações Silenciosas



Até agora as mutações silenciosas eram aquelas a que não correspondia qualquer alteração fenotípica, pois não haveria alteração das proteínas formadas.
As mutações pontuais, trocas de uma única letra, podem levar a alterações de aminoácidos e das proteínas constituídas por eles. O aminoácido pode ser errado e a proteína deixa de ter função ou tem a sua função debilitada. Ou pior, em determinadas trocas de letras pode surgir o sinal de STOP de tradução e a proteína não fica concluída. Outro tipo de mutação é a mutação silenciosa, a troca é feita mas o seu significado é semelhante no codão final (conjuntos de 3 letras que leva à formação de um aminoácido).
Três mutações pontuais modificam moléculas de hemoglobina e são responsáveis por três doenças graves:
Anemia falciforme – Substituição de um aminoácido hidrofílico por um hidrofóbico
Policitemia – Mutação sem sentido (tradução incompleta da proteína) interrompe uma das proteínas da hemoglobina. Esta mutação resulta no espessamento do sangue.
Talassemia – Mutação com sentido (tradução alongada da protína pela retirada do sinal STOP) troca o codão TAA (sinal STOP) pelo CAA. A proteína torna-se disfuncional.

Estratégia
A bactéria Escherichia coli traduz o aminoácido asparagina. O codão AAC aparece com mais frequência no seu DNA do que o codão AAT. Ambos os codões codificam para a asparagina. Contudo observa-se um aumento das taxas de síntese proteica com o AAC. A razão é que os tRNA (estruturas que se inserem no ribossoma e constroem os aminoácidos aquando da entrada do RNA) destes codões aparecem em concentrações diferentes. O tRNA do AAT é mais abundante do que o tRNA do AAC, desta forma há maior probabilidade de se traduzir o aminoácido do AAT. “Análises de genes de mamíferos [plantas, moscas e vermes também apresentam desvios similares] revelam tendências que favorecem determinados codões.”

Sair do Silêncio
Após a transcrição de DNA para RNA são retiradas regiões não codificadas, os intrões. Os exões são deixados, são as regiões codificadas. O RNA contendo apenas os exões é o mRNA. As coisas complicam-se quando se descobre que os exões não têm a função única de codificar para aminoácidos mas também ajudam na remoção dos intrões. Num RNA inicial os intrões e os exões estão alternados. Para que um intrão seja removido terá de haver um sinal que faça a maquinaria remover o intrão. Na junções intrão/exão existem 3 a 8 letras (estimuladores de intrões exónicos – ESSE) que podem ter um sinal de quebra da ligação ou de não quebra, mantendo-os unidos. Estes estimuladores podem fazer com que o organismo opte por certos nucleótidos. Os codões GGA e GGG codificam o aminoácido glicina, mas também se encontram em estimuladores de junções.
Alterações silenciosas nesses estimuladores de junções podem não alterar um aminoácido mas podem interromper a remoção dos intrões, o que poderá ter um efeito nefasto para uma proteína. A fibrose cística é uma doença causada por uma mutação silenciosa que intervém, também, na remoção dos intrões.
Outro mecanismo pelo qual a mutação silenciosa pode ser prejudicial é na dobra do mRNA. Mesmo que o intrão seja removido correctamente, o mRNA pode não dobrar devidamente, apenas pelo facto de uma letra ser diferente. O modo como se dobra determina a estabilidade do mRNA e isso afecta a velocidade de tradução. Alguns distúrbios cognitivos têm este mecanismo associado.

Eficiência
Grzegorz Kudla e colegas alteraram a percentagem relativa de G e C, o que levou a uma produção proteica cem vezes superior comparativamente com os mesmo genes pobres em G e C.
O gene COMT associado à tolerância à dor apresenta uma mutação que resulta numa alteração de um aminoácido. Contudo não há uma única variante deste gene. Não é do tipo on  e off. Pessoas com intolerência à dor alta ou baixa apresentavam os mesmos nucleótidos, o que indicava haver outra causa para as variações. Os últimos resultados apontam para as mutações silenciosas.
J.V. Chamary e Laurence D. Hurst estimam que “entre 5% e 10% dos genes humanos contêm pelo menos uma região onde as mutações silenciosas poderiam ser prejudiciais.”


Fonte: Scientific American “O Custo das mutações Silenciosas”, J.V. Chamary e Laurence D. Hurst , Julho 2009

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27/01/2010

Mutações e Recombinação Genética



O Mats, num comentário do Génesis Contra Darwin escreve isto:

"Resistência às bactérias nãoo é um fenómeno evolutivo uma vez que nada de novo é criado, mas sim ocorre uma recombinação de genes que já existem.

Mutação não é sinónimo de evolução."

Ele não é da área da ciência, como tal terei de usar letras como A, B e C como exemplos de bases azotadas e fazer metáforas com o alfabeto. Sim porque no nosso genoma, ao microscópio, não vemos G, T, C ou A, vemos estruturas e,a elas damos nomes.


Para o Mats uma alteração genética nunca pode formar informação nova porque vê que um A não pode gerar um B por magia, tal como um certo deus criou o ser humano (aí já pode haver magia). De facto não há magia nenhuma, há compreensão científica de como as coisas funcionam.


Imaginemos 2 sequências genómicas:


1-ABCDEFGHI
2-RAYGUCBDI


Têm mais ou menos 50% das mesmas letras mas são muito diferentes, vejamos:


A proteína resultante em 1: ABC DEF GHI
A proteina resultante em 2: RAY GUC BDI


Nenhum dos aminoácidos é igual, a proteína seria diferente, não efectuaria o seu trabalho. Talvez fosse uma proteina que efectuasse o mesmo trabalho com mais eficácia. As bactérias usam proteinas ligeiramente diferentes para sobreviver num meio com menos oxigénio, por exemplo. É um fenómeno destes que está por detrás duma resistência.



Uma mutação pode ser pontual ou numa zona vasta, pode até incluir cromossomas inteiros. Podem ser delecções, inserções, transposões ou inversões. Após a alteração a mutação pode ter efeitos ou pode ser silenciosa.


Delecções:
ABCDEFGHI     ->    ACDEFGHI      o B foi eliminado
proteina final - ACD EFG HI


Inserções:

ABCDEFGHI     ->    AMCDEFGHI      o M foi inserido
proteina final - ABM CDE FGH I


Como podemos ver apenas por estes dois exemplos, a proteina final pode ser totalmente diferente, uma sequência genética pode codificar para uma proteina totalmente diferente, ou não, dependendo da zona alvo da mutação.

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12/10/2009

Rápidas: Deus Não Criou os Céus e a Terra - Problemas de Tradução...



No blog Sem Ciência aparece uma notícia intrigante. Uma descoberta interessante. Começa assim: "“No princípio, Deus criou os Céus e a Terra” seria uma afirmação incorreta de acordo com o estudo de uma pesquisadora holandesa."


Ellen Van de Wolde, divulgou recentemente a sua tese na Universidade de Radbound. Ellen é "professora que refuta as primeiras palavras da Gênesis ensina e pesquisa o Velho testamento e textos fonte do judaísmo na universidade. Para ela, houve um erro de tradução e interpretação da Bíblia." refere o blog.

Ainda podemos ler que:

"Após uma análise do texto original hebraico, levando em conta seu contexto, ela afirma que a palavra “bara”, que é usada na primeira frase do Gênesis, não significaria “criar”, mas sim “separar”, de forma que o Velho Testamento começaria com: “No princípio, Deus separou os Céus da Terra”."
E que:

"Na sua interpretação, o Gênesis não fala sobre o princípio absoluto do tempo, mas sim do início de um determinado ato – o que significa que o início da Bíblia não é o princípio de tudo, mas o de uma narrativa."

Bem, os fanáticos pelas escrituras literais e pelo "colar" as peças à na sua cosmovisão poderão chegar à seguinte hipótese:
Afinal a poeira sempre existiu e a Terra e os céus vieram dela. Bom, mas mesmo assim.. hmm.. foi Deus.

Até onde isto nos leva? Uns trabalham para encontrar pistas e os outros aproveitam e colam essas pistas na sua visão deturpada? Ou deturpam as "peças" recortando-as à medida dos buraquinhos? Limam as arestas dos cubos e esculpem as esferas. Assim, os cientistas podem descobrir o que quiserem. É só colar a magnífica e irrefutável frase: "mas quem criou isso foi Deus". Bom, sendo assim, um dia chegaremos ao Big Bang e, encostados ao limite temporal do início dirão o mesmo: "mas quem o criou foi Deus". É que assim não encaixa...

Fonte:
Sem Ciência - Deu não criou Céu e Terra, diz pesquizadora

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18/08/2009

LCROSS Detecta Vida na Terra

"O Satélite de Observação e Detecção de Crateras Lunares (LCROSS), um componente da missão do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), realizou uma calibragem de rotina dos seus instrumentos há uns dias, apontando-os para a Terra para observar o que nosso planeta se parece visto de fora." (eternos aprendizes).

O oxigénio molecular (O2) é bastante instável. Contudo, na nossa atmosfera apresenta-se numa percentagem de cerca de 21%. Isto porque aqui na Terra há vida vegetal, que forma O2 a uma velocidade idêntica à do seu consumo pelos outros seres.

Assim, a busca de oxigénio molecular é buscar uma forma de vida.

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Encontrado Aminoácido num Cometa



A sonda Stardust recolheu da cauda do cometa Wild 2 o aminoácigo Glicina, um dos 20 tijolos das proteínas.

A nossa descoberta dá força à teoria de que alguns dos ingredientes da vida se formaram no espaço e chegaram à Terra há muito tempo, através de impactos de meteoritos e cometas”, disse Jamie Elsila, do Goddard Space Flight Center da NASA.

A poeira da cauda do cometa ficou retida num segmento de aerogel (meterial comporto por 1% de hidrogénio e 99% de "vazio").

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03/02/2008

We Building Life!

Foi criado em laboratório o primeiro genoma sintético de um organismo vivo. O feito pode ser um passo importante no processo de criação de vida.

A criação vem explicada na revista Science. Esta publicação científica explica que a espécie eleita pela equipa de Craig Venter, pai do Projecto Genoma Humano, foi a bactéria "Mycoplasma genitalium", o ser vivo com o genoma mais pequeno, de entre os que são passíveis de ser reproduzidos de forma independente.

"Este pode ser o primeiro passo para a síntese artificial de qualquer coisa que um dia possa vir a ser vida completa", afirmou o investigador português, Alexandre Quintanilha.

Na perspectiva do investigador, os cientistas estão a demonstrar "de uma forma simples e clara que uma célula viva é um sistema complexo mas que pode ser feito a partir dos seus constituintes".

"Nesta altura, ainda não conseguimos fazer células a partir dos seus blocos constituintes de uma célula, ainda não conseguimos criar vida a partir da vida, mas se for possível começar a construir cromossomas novos a partir do seu material químico e fazer um DNA a partir dos seus componentes químicos, isso será um passo importantíssimo", afirma.

Para Alexandre Quintanilha, essa evolução científica será "um passo muito importante para demonstrar que a vida pode ser criada a partir dos seus componentes".

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