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Newton na Lua


Todos sabemos por experiência que uma pena cai mais devagar do que uma pedra. .. na Terra. E na Lua? Bem, caem ao mesmo tempo como podemos ver neste vídeo. E aqui o texto completo.

Ainda há pessoas que dizem que a NASA possui gigantes salas de vácuo onde fez este filme. Por um lado fico contente pois parece que a NASA continua a conseguir grandes feitos, e uma sala daquele tamanho e com aquelas condições seria, sem dúvida, um grande feito!

 Para tirar as dúvidas vamos ao que toca à gravidade. Melhor, à diferença gravítica entre a Terra e a Lua. A experiência é um pênculo e o cálculo do seu período. Neste video podemos ver esa experiência e aqui os cálculos.

Para quem tem dúvidas: Para se questionar Física convém saber de Física.

Não sei… parece-me que estes conspiracionistas é que “andam na lua”! HAHA

Aqui podem ler o post completo para ler sobre argumentos ridículos de conspiracionistas e de como a Física prova a veracidade das experiências lunares.
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E Numa Questão de Probabilidades Nasceu o Universo



A mecânica quântica apresenta a previsão de que a matéria se produz constantemente a partir do nada. A Lei de Lavoisier aplica-se também aqui. Pares de partícula e anti-partícula aparecem espontaneamente para, depois, colidirem e anularem-se. No fim, nada se perde, nada se cria e fica tudo na mesma.

Em 1974, Stephen Hawking fez a previsão teórica de que se isto acontecesse em cima do horizonte de eventos de um buraco negro, uma das partículas seguiria viagem para fora, em nossa direcção e outra cairía no buraco negro. A observação dessa partícula foi chamada de radiação de Hawking.

“Até agora não havia maneira de medir esta radiação (…) mas um grupo de cientistas conseguiu criar uma maneira de aprisionar e puxar uma das partículas para  simular a queda para dentro do buraco negro. (…) Isso criou fotões dentro das frequências previstas pela teoria. (…) Apenas da indeterminação nasce matéria.”. (cróica de ciência)

Uma das características do mundo quântico é que as suas oscilações energéticas surgem por aleatoriedade e não requerem qualquer causa externa, pelo que Hawking explica que “a criação espontânea é a razão porque há algo em vez do nada”.

Ao olhar para longe no espaço, e para trás no tempo, reparamos que os corpos e algomerados celestes parecem se agrupar num ponto. Nos 10-43 segundos, que é o tempo de Plank – período de tempo mais curto possível de calcular -, é o momento mais jovem possível de alcançar. Isto porque mais cedo do que isso a curvatura, a pressão e a temperatura do Universo primordial atingem valores na ordem do infinito. Além disso a distância entre partículas desce até zero. A isto se chama de singularidade e ocorre, também, em buracos negros.

Para ultrapassar a singularidade é necessário unir a teoria da gravitação, de Einstein e a teoria quântica numa teoria de gravitação quântica. Ou mais bonito: a Teoria de Tudo.

Alexander Vilenkin, professor de física, criou um modelo do Big Bang em que o “Espaço foi criado por um processo quântico (…) ao qual chama de túneis no tecido do espaço-tempo”. “A condição inicial (…) é a de um Universo com um raio em colapso” – nenhum Universo. Depois do Big Bang iniciou-se a inflação movida pelo campo chamado inflatão.

Vilenkin descobriu que “a expansão pode terminar em determinados locais da bolha primordial”. “Segundo este modelo existe uma rede de universos interligados que se expande até ao infinito e do qual surgem sempre novos universos” mas que nunca poderão ser comprovados.

Outra ideia, defendida por John Richard Gott e por Li-Xin Li, é de que “o Espaço-tempo é (…) um ramo do qual sai uma haste que se torna na raiz do próprio ramo. O loop temporal [por ser um sistema de gravidade em loop] teria apenas um “comprimento de Plank, de 10-35 metros.

Em 1988 Richard Feynman elaborou um diagrama – diagrama de Feynman – no qual previu o comportamento das partículas subatómicas. Hawking e James Hartle desenvolveram as teorias de Feynman e analisaram a soma dos caminhos percorridos pelos fotões desde o início até ao fim da sua trajectória – ao que se chama de Estado de Hartle-Hawking.

Neste momento vemos mais uma curiosidade da teoria quântica: “partículas elementares podem existir simultaneamente em vários estados, que se sobrepõem” que, ao serem observadas, “decidem-se” pelo seu estado. Isto leva-nos a responder que as histórias com menor probabilidade corresponderão a outros universos.

Hawking aposta na teoria de cordas como a candidata para a unificação da física e, por conseguinte, para a Teoria de Tudo. A teoria de cordas contempla partículas com 10-33 centímetros e que podem vibrar num espaço de 10 dimensões. Nesta teoria tem lugar um elemento crucial para a unificação: o gravitão, responsável pela transmissão da força da gravidade.


Via New Scientist:
http://www.newscientist.com/article/dn19508-hawking-radiation-glimpsed-in-artificial-black-hole.html

Sobre a mecânica quântica:
http://cronicadaciencia.blogspot.com/2010/09/sobre-mecanica-quantica.html

Focus Magazin, Michael Odenwald

Crónica de Ciência, "Criação a Partir do Nada e Radiação de Hawking"
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Rápidas: Nova Descoberta no LHC



Dia 21 de Setembro foi anunciada uma descoberta feita numa das experiências no Grande Colisor de Hádrons (LHC), na potência de 7 TeV. 

Foi detectado que algumas partícular estão, de alguma forma, ligadas. Guido Tonelli, físico do Cern, diz que “o novo fenômeno apareceu em nossas análises em meados de julho” e ainda que "precisamos de mais dados para analisar completamente o que acontece e dar os primeiros passos para uma nova física, um novo mundo que o LHC, esperamos, vai nos permitir descobrir". Parece que "certas partículas são intimamente ligadas, de uma maneira que nunca foi observada nas colisões de protões".
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Dimensões Extra e a Nossa Visão das Coisas (também literalmente)



Imaginemos um universo de 2 dimensões: a Planilândia, onde só existem as dimensões de comprimento e de largura. Os seus habitantes são figuras planas e só conhecem os sentidos trás, frente, esquerda e direita (Obviamente aqui falta a dimensão temporal). Apenas os físicos e matemáticos desse mundo plano têm noção de que existem outra dimensão – altura. Os habitantes planos não compreendem essa visão matemática porque não a conseguem imaginar. Está fora do seu alcance experimental. Os matemáticos sabem-no pelas equações complicadas.
Uma figura plana veria apenas o segmento mais perto de outro habitante, uma das arestas por exemplo.
Agora entra em cena um personagem da 3ª dimensão, uma maçã. Esta pode ver coisas que nunca um plano viu. Consegue ver o interior das casas e dos habitantes, uma espécie de raios X. O habitante plano ao ver a maçã a aproximar-se assusta-se pois esta rebola e os pontos de contacto com o solo vão alterando à medida que esta se vai deslocando pela Planilândia.
A certa altura permite ao quadrado uma experiência única. Atira-o ao ar e o habitante plano descobre a altura, vê o interior das casas e dos companheiros. Desfruta de uma visão privilegiada do seu mundo.
Por fim, ao cair os seus companheiros acham estranha a sua espontânea materialização à sua frente, depois de ter desaparecido misteriosamente da sua casa. Mas ele simplesmente esteve por cima deles, num local nunca antes experimentado e não compreendido por aqueles habitantes.
Esta é uma estória que espelha um pouco da investigação e do que podemos esperar das dimensões extra.
A incompreensão dos pessoas leigas sobre a matéria que os cientistas estudam e a sua tentativa de explicar. Como os habitantes da planilândia nunca tinham experienciado tal dimensão e como não a podiam ver desacreditavam os cientistas. Hoje é igual, muita gente quer ver claramente, como um desenho o que está nas fórmulas matemáticas e quer uma explicação simples do que é complexo. Quando há uma boa analogia simples esta torna-se simples demais e denotam-se falhas na explicação. Por este motivo, uma analogia é apenas isso, uma explicação redutora ou uma introdução simples à explicação complexa.
Outro facto a retirar deste conto é que devemos ter a mente aberta a novas explicações e aventurar-nos nas ideias. Muitas vezes a ficção tornou-se realidade e não devemos desprezar uma hipótese antes de a testar (se for possível). Por um motivo, não conhecemos o nosso mundo de 4 dimensões (3 espaciais e uma temporal) tão bem como um suposto ser de 11 dimensões (as descritas pela teoria de cordas).

Estória retirada do livro “Cosmos” de Carl Sagan, 5ª Edição, pgs 304/305
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CONTRA-CAPA: O Medo do Buraco-Negro no LHC



em tudo há coisas boas e coisas menos boas… ou até más. Nesta rubrica costumo colocar exemplos conspiratórios e sem muito fundamento (até engraçados) sobre factos científicos colocados na rubrica CAPA. Ora hoje é o blog Hora Cósmica . Vamos ver o que escreve sobre o LHC.
Começa com um testemunho importante. De quem? Ninguém sabe, só se sabe que é importante:

“Trabalhei, durante mais de 15 anos, no CERN, Laboratório Europeu de Física das Partículas, que se situa a Norte de Meyrin, na Suíça. Tomei parte na elaboração do projecto LHC, Large Hadron Collider (Grande Acelerador de Hadrões), um acelerador de partículas para o estudo da matéria e da antimatéria, que permitiria desmontar certas teorias relativas à física das partículas.”

Bem, parece-me estranho alguém de tão entendido não dar o nome e dizer que o LHC serve “para o estudo da matéria e da antimatéria”, ou seja, para o estudo de tudo. Parece-me que seria alguém a fazer-se passar por um trabalhador do CERN, parece-me.

Explica ainda que em 2008 o LHC funcionou e bem. Até teve resultados expectaculares! Então como se explica isto?

Mais à frente refere que “em consequência das nossas descobertas” que não diz quais, “algumas organizações ultra secretas” repito, que não diz quais. Agora atenção, simpatizantes de Hollywood: Estas organizações super-hiper-ultra-mega secretas apoderaram-se “do LHC para o utilizarem indevidamente para certas manipulações interditas” que (adivinhem) não diz quais. Os investgadores bonzinhos descobriram “sem o saber, um gravíssimo segredo de Estado”. Caramba pah, e que segredo é esse?
Agora, atenção para uma informação altamente credível, lógica e possível: As ditas organizações “conseguiram dilatar uma massa até obterem um buraco negro super pequeno conseguindo obter (…) E então viram o futuro!” Sim! Um físico de partículas a dizer que dilataram uma massa, o que quer que isso queira dizer para formar um buraco negro. E mais, um físico de partículas contraria a Relatividade Geral dizendo que o tempo saltou para o futuro. Meus amigos, em primeiro lugar, nada disto é verdade porque se o acesso ao LHC teria sido vedado para experiências ultra-mega-espantosamente secretas por uns bandidos de umas organizações ultra-mega-espantosamente secretas, então como é que raio o físico viu aquilo tudo? Para não falar dos erros científicos.

A seguir segue o blah blah, aquela parte em que se inventa à descarada o que se viu atravéz do “espelho meu, espelho meu, o que vai acontecer no futuro”. O futuro, obviamente será desastroso e ultra moderno e toda a gente morre menos os ricalhaços. Então como prevenir? A resposta vem a seguir:

“Era preciso alterar a genética de toda a Humanidade, em menos de um ano. Para tal, a melhor solução que se apresentou foi a injecção de plasmídeos.”

E segue a explicação de plasmídeo: “‘Plasmídeo’ é a designação dada a uma molécula ADN divergente dos cromossomas do ADN que consegue auto reproduzir-se.” Metade de uma explicação estapafúrdia misturada com informação verdadeira. Nada melhor!

“foi possível apresentar a injecção do plasmídeo, com toda a transparência, ‘mascarado’ de vacina.”
Aqui, pela primeira vez, assisto a algo espectacular: A ponte entre duas teorias da conspiração. Isto é fenomenal! A vacina não tem vírus, tem plasmídeos. Não sei como é que as pessoas ficaram curadas, como é que as duas soluções componentes da vacina continuam a dar a cor branca, os testes de laboratório continuam a dar resultados de anticorpos de Gripe, etc. A ciência está errada para fazer valer ideias falsas? Humm, não me parece.

Segue afirmando que “as mortes atribuídas à Gripe A não passam de manipulação.” Ora então vamos ver de que é que morreram as pobres pessoas: “O resultado de todas as autópsias indica que a maioria das pessoas morreu com uma doença grave, com uma febre muito alta” Ah! Não, se as pessoas tiveram sintomas de febre alta então não é gripe.

“É deste modo que se consegue administrar a injecção de plasmídeos, que se destina a interromper a evolução do Homem.” Só uma pergunta: então como é isso possível? Quando leio artigos a sério todas as perguntas são respondidas. Nestes casos Apenas há perguntas e não há qualquer resposta. As pessoas ligadas a estas conspirações fartam-se de fazer perguntas sobre o que já foi respondido e provado, porque não acreditam. Contudo acreditam em estórias destas sem pestanejar.
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CAPA: O Medo do Buraco-Negro no LHC


O blog Eternos Aprendizes mostra-nos porque não se deve ter medo de teorias da conspiração.

Em primeiro lugar uma introdução aos buracos negros: São descritos como uma singularidade e apresentam um horizonte de eventos. Transcrevendo: "Quando um corpo se aproxima do centro do buraco negro em uma distância menor que o raio do ‘horizonte de eventos’, ele não pode mais escapar." Esta estrutura cósmica é negra porque nem a luz consegue escapar ao seu campo gravítico. 

Se o Sol se tornasse num buraco negro como seria? Seríamos afectados por isso (claro, sem contar com a sua luz)?  Façamos as continhas: 

R=2GM/c^2, quer dizer que 

Rsol = [2*(6,67428*10^-11 m³/(kg.s²))*(1,9891*10^30 kg)]/300000 km/s = 

(atenção que é preciso dividir o resultado final por 100 000 000 para acerto) 

= 2,950 km de raio.

Se substituirmos o Sol por um buraco negro a geometria do Sistema Solar, em termos gravitacionais, não seria afectada. "As órbitas dos planetas permaneceriam praticamente as mesmas, porque o campo gravitacional que poderia produzir um buraco negro de Schwarzschild seria justamente análogo ao do Sol."

Um outro objectivo do LHC é encontrar assinatura de mini-buracos-negros. Caso existam poderão levar à formulação da teoria quântica da gravidade com a tão desejada ponte entre Teoria Geral da Relatividade e mecânica quântica.
Outra pergunta é respondida: Será possível criar mini-buracos-negros? "O raio de Schwarzschild para dois ‘pártons’ em colisão (quarks + glúons) no LHC é pelo menos 15 ordens de magnitude (10-15 vezes) menor do que o comprimento de Planck – a menor distância ou  tamanho que um objeto pode atingir em nosso Universo convencional." E pronto, resposta dada.

Por último, há motivo para medos? "“De acordo com Stephen Hawking, a rigor, este evento não formariam um buraco negro estável. Eles se evaporam com o tempo, conforme o espectro da radiação de um corpo negro. Assim, a taxa de evaporação será inversamente proporcional à massa do buraco negro”."

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O que Aconteceu às Previsões do LHC?



Alguém se lembra destas pérolas?
pequenos buracos negros que se formariam dentro do LHC poderiam se juntar em um só. O buraco negro resultante dessa fusão começaria a sugar a matéria a sua volta e a crescer, iniciando um processo em cadeia que acabaria por engolir a Terra.” (Aqui)
o Super ciclotrão que está a ser construído na Europa possa criar um… Buraco Negro não-evaporante capaz de engolir toda a Terra e até talvez o nosso Sistema Solar.” (Aqui)
é quase certeza que sera aberto buraco negro no lhc! não será 1 mas vários!
mas lembre-se, as partículas giram na velocidade da luz, um buraco negro criado por partículas menores q um átomo iria diretamente ao espaço pois a velocidade é enorme, e se acontecer de esse buraco negro ficar na terra ele irá para o centro da terra! e caso isso aconteça demoraria bilhões de anos para que ele ganhe 1 m²” (Aqui)
Isto e muito mais…
Em primeiro gostaria de saber quem são estes fenomenais cientistas… hmm… pois, afinal não o são. Obvio! Mas é cómico ver a certeza com que falam das coisas que não percebem. Enfim.
Pior, como não podia deixar de ser apareceram as mais estapafúrdias aldrabices e mentiras, como aqui: "...Os nossos programas de pesquisa foram anulados e foi-nos vedado o acesso ao LHC. Enquanto tentávamos entender esta modificação repentina, descobrimos, sem o saber, um gravíssimo segredo de Estado (... )conseguindo obter, a partir daí, a curvatura do espaço-tempo. E então viram o futuro! Viram que o Homem alcançara sentidos ultra complexos..." (Aqui)
Eram cerca das 12am (GMT) quando se fez história em Genebra. Cada feixe de protões tem 3,5 TeV, num total de colisão de 7 TeV nas que é, até agora, a maior concentração de energia alcançada pelo Homem. “A energia é grande!” diz quem não percebe muito disto e só quer desacreditar a ciência. Contudo esta energia é equivalente a 7 mosquitos a voar, mas num raio muito pequeno. Isto faz com que a energia esteja muito concentrada e, consequentemente, muito quente. Estas seriam as condições iniciais do nosso Universo como o concebemos.
Um medo que tem andado na cabeça de muita gente é problema da formação de um buraco negro que engula o LHC, a Terra e até o Sistema Solar! O Eternos Aprendizes refere que se o Sol fosse um buraco negro, teria apenas 6 km de diâmetro e não alteraria qualquer órbita dos planetas do Sistema Solar porque o campo gravitacional não seria suficiente.
Uma das buscas desta experiência é procurar, não só, o Bósão de Higgs como também assinaturas de mini-buracos negros. A teoria de Stephen Hawking sugere que a taxa de evaporação será inversamente proporcional à massa do buraco negro”.
Ainda o mesmo blog refere que a massa de um mini-buraco-negro é tão pequena que evapora em cerca de “um octilhão de um nanosegundo, desaparecendo instantaneamente”
Mas parece que afinal há alguma verdade nas promeiras referências deste post. De facto há coisas que podem desaparecer, não só quando o LHC entrou em funcionamento ontem, como vai acontecer quando o fizer a 14 TeV ou mesmo em Dezembro de 2012. Não, não somos nós que desaparecemos. São os posts, os blogs, os autores e a própria conspiração que desaparece num “plim!”. O que será da vidinha dessa gente que dizia males e azares do LHC ontem? Infelizmente essa gente é do tipo “não foi hoje é amanhã”.
Deixo ainda uns vídeos interessantes:










Fontes:
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Luz é Capaz de Distorcer Matéria


Sabemos que a matéria curva a luz e isso é verificável. Agora o oposto, que a luz actua sobre a matéria é algo descoberto agora por Nicholas Kotov, da Universidade de Michigan e a sua equipa.

Já se tinha observado a luz actuar sobre a matéria em escalas moleculares. Os feixes costumam ser usados para manipular nanoestruturas, movimentar células vivas e para aprisionar vírus.

Após três anos e meio de investigação observou-se a retorção de metais dispostos em feixes rígidos com comprimentos de 1 a 4 micrómetros (mais de mil vezes acima da escala molecular). A equipa de Kotov esta a trabalhar em metamateriais, usados para construir dispositivos de invisibilidade. Para isto estavam a criar partículas super quirais, que são metais em nanoescala enrolados em espiral que podem, em teoria, "focalizar a luz em pontos menores que o seu comprimento de onda.".

O investigadores começaram por dispersar "nanopartículas de telureto de cádmio em uma solução à base de água. Após cerca de 24 horas sob a luz, as nanopartículas reuniram-se autonomamente - um processo conhecido como automontagem - para formar fitas planas, rígidas e bem alinhadas.". 72 horas depois as fitas retorceram e aglomeraram-se.

"no escuro, as nanopartículas permaneceram na forma de fitas longas, retas e separadas.". "Nós verificamos que, se fizéssemos as fitas no escuro e depois as iluminássemos, poderíamos ver um processo de torção gradual, que vai aumentando conforme aumentamos a intensidade da luz," explica o Dr. Kotov. "Isso é muito incomum em muitos aspectos.".

Agora a equpipa trabalha para fazer essas estruturas girar para criar motores idênticos aos usados por bactérias.


Ler mais em:

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Rápidas: LHC em Direcção ao Auge da Ciência


No dia 19 de Março deste ano o LHC (Large Hadron Colider) atingiu um novo recorde mundial quando os feixes de partículas atingiram os 3,5 TeV (Tera-eletron Volt) de energia. Neste nível de energia será possível verificar a existência (ou não) do Bosão de Higgs e da matéria negra. 

O LHC vai recriar as condições energéticas do após Big Bang. "Com os dois feixes a 3,5 TeV, estamos à beira de lançar o programa de física do LHC”, disse Steve Myers, director do Cern.

Espera-se que dia 30 deste mês os físicos nos tragam pistas sobre o Bosão de Higgs, a partícula responsável por conferir massa a todas as outras.

Podem ler mais aqui.
 
Podem ainda ver em tempo real os testes! Aqui

Podem ler, também, neste blog. Nas etiquetas referentes às palavras-chave.

Seguem-se ainda dois vídeos:
 







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Teoria da Relatividade Confirmada para Grandes Escalas




Uma equipa de astrofísicos dos EUA e da Suíça descobriu que a teoria da relatividade geral de Einstein funciona consistentemente nas escalas tão grandes como aquelas que separam as galáxias, num estudo publicado na  revista Nature. A teoria foi testada e "funciona entre 2 e 50 megaparsecs, cerca de 6,5 a 150 milhões de anos-luz (1 parsec = 3,2616 anos luz) num desvio para o vermelho de z~0,32".


A equipe analisou cerca de 70.000 galáxias, uma quantidade chamada “EG“, e que é baseada na quantidade de aglomeração nas galáxias observadas e na distorção da luz produzida pela sua passagem pela matéria intermediária. "De forma simplificada, EG é proporcional à densidade média da matéria do Universo e inversamente proporcional à taxa de crescimento da estrutura do universo. Essa combinação especial se livra das flutuações de amplitude e, portanto, foca diretamente na combinação particular que é sensível as alterações da teoria da relatividade geral." Pengjie Zhang (Xangai Observatory).


Os resultados valor de EG são de cerca de 0,39, e de acordo com a previsão geral relativista é estimado um valor de cerca de 0,4.


De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, publicada por Einstein em 1915, a matéria (energia) curva o espaço e o tempo à sua volta - a gravitação é um efeito da geometria do espaço-tempo. Isso significa que a luz se curva à medida que passa por um objecto de grande massa, como o núcleo de uma galáxia. A teoria foi validada muitas vezes na escala do Sistema Solar, mas testes em escala galáctica ou cósmica até então mostraram-se inconclusivos.


Teorias que falharam: O Método Científico a Funcionar

Este novo estudo contradiz um outro divulgado no ano passado que indicou que o Universo no seu início, entre 11 e 8 m.M.a. de anos atrás, não se poderia encaixar na descrição relativística geral da gravidade.

A teoria Tensor-Vector-Scalar (TeVeS), surgiu com a intenção de desconsiderar a presença da matéria escura através da aplicação de alterações na teoria da relatividade geral. A TeVeS tentou dar uma resposta as observações do comportamento das rotações galácticas pelas técnica do uso de lente gravitacional, este novo trabalho parece afastá-la.

Este estudo também questionou teorias como a f(R), um mecanismo alternativo proposto para explicar a expansão acelerada do Universo que descarta a energia escura.

Ao calcular EG e compará-lo com as previsões da teoria TeVeS, com as estimativas da teoria f(R) e com o modelo da matéria escura fria da relatividade geral, a equipa chegou a resultados interessantes: As previsões da teoria da relatividade geral se encaixam dentro da margem de erro experimental, o EG previsto por f (R) também se manteve dentro da margem de erro, mas as previsões da teoria TeVeS falharam.

Fontes:

Eternos Aprendizes - Física: Teoria da Relatividade Geral foi confirmada para as grandes escalas cósmicas


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Varrer o Espectro



O satélite Plank está a estudar a radiação de fundo em microondas (RCFM). Contudo alguns cientistas  destacam que o Plank não estuda o seu espectro, que pode revelar detalhes interessantes.
A RCFM é formada por fotões, produzidos nos primeiros momentos do universo, que dispersaram a matéria até à idade em que o universo arrefeceu. Assim, os protões puderam unir-se aos electrões para formarem átomos de hidrogénio. Os protões unidos aos electrões formam átomos neutros, que não espalham fotões. Nesse momento começaram a viajar em movimentos rectilíneos, o que achatou o espectro.
Tal evento pode ser observado de duas formas:
1-      Uma ligação estável entre protões e electrões leva um certo tempo. Para isso o átomo tem de perder energia sob forma de fotões. Esses fotões emitidos poderiam retirar electrões de outros átomos. Contudo, com a expansão do universo, os fotões perderam energia o que resultou numa tendência do equilibro para a formação de átomos.
2-      O hélio, um dos elementos mais predominantes no universo, tem uma maior capacidade de retenção de electrões e, assim, formava átomos mais depressa do que o hidrogénio.
Os fotões de hélio e de hidrogénio acrescentaram impressões digitais à composição inicial do universo. Com a medição do número de fotões de hélio pode-se determinar a quantidade de hélio sintetizado no universo a partir de hélio presente nas estrelas.
Contudo há um problema: os fotões de hélio remontam a uma idade anterior à RCFM. Assim sendo “não pode ser detectado, como decaimentos exóticos de partículas”. Mas como os átomos de hélio se formam rapidamente, os fotões emitidos são fortemente concentrados em certas frequências – linhas espectrais. Em breve poderá “haver uma missão para varrer todas as frequências em busca de um pico no número de fotões”. “Para detectar essas, linhas é preciso observar uma posição fixa e fazer uma varredura em frequência” (José Alberto Rubiño-Martín, do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias).
 Fontes:
Scientific American, Junho 2009 - "Bloco de Notas - Sensação Espectral", George Musser
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24/02/2011

Newton na Lua


Todos sabemos por experiência que uma pena cai mais devagar do que uma pedra. .. na Terra. E na Lua? Bem, caem ao mesmo tempo como podemos ver neste vídeo. E aqui o texto completo.

Ainda há pessoas que dizem que a NASA possui gigantes salas de vácuo onde fez este filme. Por um lado fico contente pois parece que a NASA continua a conseguir grandes feitos, e uma sala daquele tamanho e com aquelas condições seria, sem dúvida, um grande feito!

 Para tirar as dúvidas vamos ao que toca à gravidade. Melhor, à diferença gravítica entre a Terra e a Lua. A experiência é um pênculo e o cálculo do seu período. Neste video podemos ver esa experiência e aqui os cálculos.

Para quem tem dúvidas: Para se questionar Física convém saber de Física.

Não sei… parece-me que estes conspiracionistas é que “andam na lua”! HAHA

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30/09/2010

E Numa Questão de Probabilidades Nasceu o Universo



A mecânica quântica apresenta a previsão de que a matéria se produz constantemente a partir do nada. A Lei de Lavoisier aplica-se também aqui. Pares de partícula e anti-partícula aparecem espontaneamente para, depois, colidirem e anularem-se. No fim, nada se perde, nada se cria e fica tudo na mesma.

Em 1974, Stephen Hawking fez a previsão teórica de que se isto acontecesse em cima do horizonte de eventos de um buraco negro, uma das partículas seguiria viagem para fora, em nossa direcção e outra cairía no buraco negro. A observação dessa partícula foi chamada de radiação de Hawking.

“Até agora não havia maneira de medir esta radiação (…) mas um grupo de cientistas conseguiu criar uma maneira de aprisionar e puxar uma das partículas para  simular a queda para dentro do buraco negro. (…) Isso criou fotões dentro das frequências previstas pela teoria. (…) Apenas da indeterminação nasce matéria.”. (cróica de ciência)

Uma das características do mundo quântico é que as suas oscilações energéticas surgem por aleatoriedade e não requerem qualquer causa externa, pelo que Hawking explica que “a criação espontânea é a razão porque há algo em vez do nada”.

Ao olhar para longe no espaço, e para trás no tempo, reparamos que os corpos e algomerados celestes parecem se agrupar num ponto. Nos 10-43 segundos, que é o tempo de Plank – período de tempo mais curto possível de calcular -, é o momento mais jovem possível de alcançar. Isto porque mais cedo do que isso a curvatura, a pressão e a temperatura do Universo primordial atingem valores na ordem do infinito. Além disso a distância entre partículas desce até zero. A isto se chama de singularidade e ocorre, também, em buracos negros.

Para ultrapassar a singularidade é necessário unir a teoria da gravitação, de Einstein e a teoria quântica numa teoria de gravitação quântica. Ou mais bonito: a Teoria de Tudo.

Alexander Vilenkin, professor de física, criou um modelo do Big Bang em que o “Espaço foi criado por um processo quântico (…) ao qual chama de túneis no tecido do espaço-tempo”. “A condição inicial (…) é a de um Universo com um raio em colapso” – nenhum Universo. Depois do Big Bang iniciou-se a inflação movida pelo campo chamado inflatão.

Vilenkin descobriu que “a expansão pode terminar em determinados locais da bolha primordial”. “Segundo este modelo existe uma rede de universos interligados que se expande até ao infinito e do qual surgem sempre novos universos” mas que nunca poderão ser comprovados.

Outra ideia, defendida por John Richard Gott e por Li-Xin Li, é de que “o Espaço-tempo é (…) um ramo do qual sai uma haste que se torna na raiz do próprio ramo. O loop temporal [por ser um sistema de gravidade em loop] teria apenas um “comprimento de Plank, de 10-35 metros.

Em 1988 Richard Feynman elaborou um diagrama – diagrama de Feynman – no qual previu o comportamento das partículas subatómicas. Hawking e James Hartle desenvolveram as teorias de Feynman e analisaram a soma dos caminhos percorridos pelos fotões desde o início até ao fim da sua trajectória – ao que se chama de Estado de Hartle-Hawking.

Neste momento vemos mais uma curiosidade da teoria quântica: “partículas elementares podem existir simultaneamente em vários estados, que se sobrepõem” que, ao serem observadas, “decidem-se” pelo seu estado. Isto leva-nos a responder que as histórias com menor probabilidade corresponderão a outros universos.

Hawking aposta na teoria de cordas como a candidata para a unificação da física e, por conseguinte, para a Teoria de Tudo. A teoria de cordas contempla partículas com 10-33 centímetros e que podem vibrar num espaço de 10 dimensões. Nesta teoria tem lugar um elemento crucial para a unificação: o gravitão, responsável pela transmissão da força da gravidade.


Via New Scientist:
http://www.newscientist.com/article/dn19508-hawking-radiation-glimpsed-in-artificial-black-hole.html

Sobre a mecânica quântica:
http://cronicadaciencia.blogspot.com/2010/09/sobre-mecanica-quantica.html

Focus Magazin, Michael Odenwald

Crónica de Ciência, "Criação a Partir do Nada e Radiação de Hawking"

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29/09/2010

Rápidas: Nova Descoberta no LHC



Dia 21 de Setembro foi anunciada uma descoberta feita numa das experiências no Grande Colisor de Hádrons (LHC), na potência de 7 TeV. 

Foi detectado que algumas partícular estão, de alguma forma, ligadas. Guido Tonelli, físico do Cern, diz que “o novo fenômeno apareceu em nossas análises em meados de julho” e ainda que "precisamos de mais dados para analisar completamente o que acontece e dar os primeiros passos para uma nova física, um novo mundo que o LHC, esperamos, vai nos permitir descobrir". Parece que "certas partículas são intimamente ligadas, de uma maneira que nunca foi observada nas colisões de protões".

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09/07/2010

Dimensões Extra e a Nossa Visão das Coisas (também literalmente)



Imaginemos um universo de 2 dimensões: a Planilândia, onde só existem as dimensões de comprimento e de largura. Os seus habitantes são figuras planas e só conhecem os sentidos trás, frente, esquerda e direita (Obviamente aqui falta a dimensão temporal). Apenas os físicos e matemáticos desse mundo plano têm noção de que existem outra dimensão – altura. Os habitantes planos não compreendem essa visão matemática porque não a conseguem imaginar. Está fora do seu alcance experimental. Os matemáticos sabem-no pelas equações complicadas.
Uma figura plana veria apenas o segmento mais perto de outro habitante, uma das arestas por exemplo.
Agora entra em cena um personagem da 3ª dimensão, uma maçã. Esta pode ver coisas que nunca um plano viu. Consegue ver o interior das casas e dos habitantes, uma espécie de raios X. O habitante plano ao ver a maçã a aproximar-se assusta-se pois esta rebola e os pontos de contacto com o solo vão alterando à medida que esta se vai deslocando pela Planilândia.
A certa altura permite ao quadrado uma experiência única. Atira-o ao ar e o habitante plano descobre a altura, vê o interior das casas e dos companheiros. Desfruta de uma visão privilegiada do seu mundo.
Por fim, ao cair os seus companheiros acham estranha a sua espontânea materialização à sua frente, depois de ter desaparecido misteriosamente da sua casa. Mas ele simplesmente esteve por cima deles, num local nunca antes experimentado e não compreendido por aqueles habitantes.
Esta é uma estória que espelha um pouco da investigação e do que podemos esperar das dimensões extra.
A incompreensão dos pessoas leigas sobre a matéria que os cientistas estudam e a sua tentativa de explicar. Como os habitantes da planilândia nunca tinham experienciado tal dimensão e como não a podiam ver desacreditavam os cientistas. Hoje é igual, muita gente quer ver claramente, como um desenho o que está nas fórmulas matemáticas e quer uma explicação simples do que é complexo. Quando há uma boa analogia simples esta torna-se simples demais e denotam-se falhas na explicação. Por este motivo, uma analogia é apenas isso, uma explicação redutora ou uma introdução simples à explicação complexa.
Outro facto a retirar deste conto é que devemos ter a mente aberta a novas explicações e aventurar-nos nas ideias. Muitas vezes a ficção tornou-se realidade e não devemos desprezar uma hipótese antes de a testar (se for possível). Por um motivo, não conhecemos o nosso mundo de 4 dimensões (3 espaciais e uma temporal) tão bem como um suposto ser de 11 dimensões (as descritas pela teoria de cordas).

Estória retirada do livro “Cosmos” de Carl Sagan, 5ª Edição, pgs 304/305

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31/03/2010

CONTRA-CAPA: O Medo do Buraco-Negro no LHC



em tudo há coisas boas e coisas menos boas… ou até más. Nesta rubrica costumo colocar exemplos conspiratórios e sem muito fundamento (até engraçados) sobre factos científicos colocados na rubrica CAPA. Ora hoje é o blog Hora Cósmica . Vamos ver o que escreve sobre o LHC.
Começa com um testemunho importante. De quem? Ninguém sabe, só se sabe que é importante:

“Trabalhei, durante mais de 15 anos, no CERN, Laboratório Europeu de Física das Partículas, que se situa a Norte de Meyrin, na Suíça. Tomei parte na elaboração do projecto LHC, Large Hadron Collider (Grande Acelerador de Hadrões), um acelerador de partículas para o estudo da matéria e da antimatéria, que permitiria desmontar certas teorias relativas à física das partículas.”

Bem, parece-me estranho alguém de tão entendido não dar o nome e dizer que o LHC serve “para o estudo da matéria e da antimatéria”, ou seja, para o estudo de tudo. Parece-me que seria alguém a fazer-se passar por um trabalhador do CERN, parece-me.

Explica ainda que em 2008 o LHC funcionou e bem. Até teve resultados expectaculares! Então como se explica isto?

Mais à frente refere que “em consequência das nossas descobertas” que não diz quais, “algumas organizações ultra secretas” repito, que não diz quais. Agora atenção, simpatizantes de Hollywood: Estas organizações super-hiper-ultra-mega secretas apoderaram-se “do LHC para o utilizarem indevidamente para certas manipulações interditas” que (adivinhem) não diz quais. Os investgadores bonzinhos descobriram “sem o saber, um gravíssimo segredo de Estado”. Caramba pah, e que segredo é esse?
Agora, atenção para uma informação altamente credível, lógica e possível: As ditas organizações “conseguiram dilatar uma massa até obterem um buraco negro super pequeno conseguindo obter (…) E então viram o futuro!” Sim! Um físico de partículas a dizer que dilataram uma massa, o que quer que isso queira dizer para formar um buraco negro. E mais, um físico de partículas contraria a Relatividade Geral dizendo que o tempo saltou para o futuro. Meus amigos, em primeiro lugar, nada disto é verdade porque se o acesso ao LHC teria sido vedado para experiências ultra-mega-espantosamente secretas por uns bandidos de umas organizações ultra-mega-espantosamente secretas, então como é que raio o físico viu aquilo tudo? Para não falar dos erros científicos.

A seguir segue o blah blah, aquela parte em que se inventa à descarada o que se viu atravéz do “espelho meu, espelho meu, o que vai acontecer no futuro”. O futuro, obviamente será desastroso e ultra moderno e toda a gente morre menos os ricalhaços. Então como prevenir? A resposta vem a seguir:

“Era preciso alterar a genética de toda a Humanidade, em menos de um ano. Para tal, a melhor solução que se apresentou foi a injecção de plasmídeos.”

E segue a explicação de plasmídeo: “‘Plasmídeo’ é a designação dada a uma molécula ADN divergente dos cromossomas do ADN que consegue auto reproduzir-se.” Metade de uma explicação estapafúrdia misturada com informação verdadeira. Nada melhor!

“foi possível apresentar a injecção do plasmídeo, com toda a transparência, ‘mascarado’ de vacina.”
Aqui, pela primeira vez, assisto a algo espectacular: A ponte entre duas teorias da conspiração. Isto é fenomenal! A vacina não tem vírus, tem plasmídeos. Não sei como é que as pessoas ficaram curadas, como é que as duas soluções componentes da vacina continuam a dar a cor branca, os testes de laboratório continuam a dar resultados de anticorpos de Gripe, etc. A ciência está errada para fazer valer ideias falsas? Humm, não me parece.

Segue afirmando que “as mortes atribuídas à Gripe A não passam de manipulação.” Ora então vamos ver de que é que morreram as pobres pessoas: “O resultado de todas as autópsias indica que a maioria das pessoas morreu com uma doença grave, com uma febre muito alta” Ah! Não, se as pessoas tiveram sintomas de febre alta então não é gripe.

“É deste modo que se consegue administrar a injecção de plasmídeos, que se destina a interromper a evolução do Homem.” Só uma pergunta: então como é isso possível? Quando leio artigos a sério todas as perguntas são respondidas. Nestes casos Apenas há perguntas e não há qualquer resposta. As pessoas ligadas a estas conspirações fartam-se de fazer perguntas sobre o que já foi respondido e provado, porque não acreditam. Contudo acreditam em estórias destas sem pestanejar.

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CAPA: O Medo do Buraco-Negro no LHC


O blog Eternos Aprendizes mostra-nos porque não se deve ter medo de teorias da conspiração.

Em primeiro lugar uma introdução aos buracos negros: São descritos como uma singularidade e apresentam um horizonte de eventos. Transcrevendo: "Quando um corpo se aproxima do centro do buraco negro em uma distância menor que o raio do ‘horizonte de eventos’, ele não pode mais escapar." Esta estrutura cósmica é negra porque nem a luz consegue escapar ao seu campo gravítico. 

Se o Sol se tornasse num buraco negro como seria? Seríamos afectados por isso (claro, sem contar com a sua luz)?  Façamos as continhas: 

R=2GM/c^2, quer dizer que 

Rsol = [2*(6,67428*10^-11 m³/(kg.s²))*(1,9891*10^30 kg)]/300000 km/s = 

(atenção que é preciso dividir o resultado final por 100 000 000 para acerto) 

= 2,950 km de raio.

Se substituirmos o Sol por um buraco negro a geometria do Sistema Solar, em termos gravitacionais, não seria afectada. "As órbitas dos planetas permaneceriam praticamente as mesmas, porque o campo gravitacional que poderia produzir um buraco negro de Schwarzschild seria justamente análogo ao do Sol."

Um outro objectivo do LHC é encontrar assinatura de mini-buracos-negros. Caso existam poderão levar à formulação da teoria quântica da gravidade com a tão desejada ponte entre Teoria Geral da Relatividade e mecânica quântica.
Outra pergunta é respondida: Será possível criar mini-buracos-negros? "O raio de Schwarzschild para dois ‘pártons’ em colisão (quarks + glúons) no LHC é pelo menos 15 ordens de magnitude (10-15 vezes) menor do que o comprimento de Planck – a menor distância ou  tamanho que um objeto pode atingir em nosso Universo convencional." E pronto, resposta dada.

Por último, há motivo para medos? "“De acordo com Stephen Hawking, a rigor, este evento não formariam um buraco negro estável. Eles se evaporam com o tempo, conforme o espectro da radiação de um corpo negro. Assim, a taxa de evaporação será inversamente proporcional à massa do buraco negro”."

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O que Aconteceu às Previsões do LHC?



Alguém se lembra destas pérolas?
pequenos buracos negros que se formariam dentro do LHC poderiam se juntar em um só. O buraco negro resultante dessa fusão começaria a sugar a matéria a sua volta e a crescer, iniciando um processo em cadeia que acabaria por engolir a Terra.” (Aqui)
o Super ciclotrão que está a ser construído na Europa possa criar um… Buraco Negro não-evaporante capaz de engolir toda a Terra e até talvez o nosso Sistema Solar.” (Aqui)
é quase certeza que sera aberto buraco negro no lhc! não será 1 mas vários!
mas lembre-se, as partículas giram na velocidade da luz, um buraco negro criado por partículas menores q um átomo iria diretamente ao espaço pois a velocidade é enorme, e se acontecer de esse buraco negro ficar na terra ele irá para o centro da terra! e caso isso aconteça demoraria bilhões de anos para que ele ganhe 1 m²” (Aqui)
Isto e muito mais…
Em primeiro gostaria de saber quem são estes fenomenais cientistas… hmm… pois, afinal não o são. Obvio! Mas é cómico ver a certeza com que falam das coisas que não percebem. Enfim.
Pior, como não podia deixar de ser apareceram as mais estapafúrdias aldrabices e mentiras, como aqui: "...Os nossos programas de pesquisa foram anulados e foi-nos vedado o acesso ao LHC. Enquanto tentávamos entender esta modificação repentina, descobrimos, sem o saber, um gravíssimo segredo de Estado (... )conseguindo obter, a partir daí, a curvatura do espaço-tempo. E então viram o futuro! Viram que o Homem alcançara sentidos ultra complexos..." (Aqui)
Eram cerca das 12am (GMT) quando se fez história em Genebra. Cada feixe de protões tem 3,5 TeV, num total de colisão de 7 TeV nas que é, até agora, a maior concentração de energia alcançada pelo Homem. “A energia é grande!” diz quem não percebe muito disto e só quer desacreditar a ciência. Contudo esta energia é equivalente a 7 mosquitos a voar, mas num raio muito pequeno. Isto faz com que a energia esteja muito concentrada e, consequentemente, muito quente. Estas seriam as condições iniciais do nosso Universo como o concebemos.
Um medo que tem andado na cabeça de muita gente é problema da formação de um buraco negro que engula o LHC, a Terra e até o Sistema Solar! O Eternos Aprendizes refere que se o Sol fosse um buraco negro, teria apenas 6 km de diâmetro e não alteraria qualquer órbita dos planetas do Sistema Solar porque o campo gravitacional não seria suficiente.
Uma das buscas desta experiência é procurar, não só, o Bósão de Higgs como também assinaturas de mini-buracos negros. A teoria de Stephen Hawking sugere que a taxa de evaporação será inversamente proporcional à massa do buraco negro”.
Ainda o mesmo blog refere que a massa de um mini-buraco-negro é tão pequena que evapora em cerca de “um octilhão de um nanosegundo, desaparecendo instantaneamente”
Mas parece que afinal há alguma verdade nas promeiras referências deste post. De facto há coisas que podem desaparecer, não só quando o LHC entrou em funcionamento ontem, como vai acontecer quando o fizer a 14 TeV ou mesmo em Dezembro de 2012. Não, não somos nós que desaparecemos. São os posts, os blogs, os autores e a própria conspiração que desaparece num “plim!”. O que será da vidinha dessa gente que dizia males e azares do LHC ontem? Infelizmente essa gente é do tipo “não foi hoje é amanhã”.
Deixo ainda uns vídeos interessantes:










Fontes:

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26/03/2010

Luz é Capaz de Distorcer Matéria


Sabemos que a matéria curva a luz e isso é verificável. Agora o oposto, que a luz actua sobre a matéria é algo descoberto agora por Nicholas Kotov, da Universidade de Michigan e a sua equipa.

Já se tinha observado a luz actuar sobre a matéria em escalas moleculares. Os feixes costumam ser usados para manipular nanoestruturas, movimentar células vivas e para aprisionar vírus.

Após três anos e meio de investigação observou-se a retorção de metais dispostos em feixes rígidos com comprimentos de 1 a 4 micrómetros (mais de mil vezes acima da escala molecular). A equipa de Kotov esta a trabalhar em metamateriais, usados para construir dispositivos de invisibilidade. Para isto estavam a criar partículas super quirais, que são metais em nanoescala enrolados em espiral que podem, em teoria, "focalizar a luz em pontos menores que o seu comprimento de onda.".

O investigadores começaram por dispersar "nanopartículas de telureto de cádmio em uma solução à base de água. Após cerca de 24 horas sob a luz, as nanopartículas reuniram-se autonomamente - um processo conhecido como automontagem - para formar fitas planas, rígidas e bem alinhadas.". 72 horas depois as fitas retorceram e aglomeraram-se.

"no escuro, as nanopartículas permaneceram na forma de fitas longas, retas e separadas.". "Nós verificamos que, se fizéssemos as fitas no escuro e depois as iluminássemos, poderíamos ver um processo de torção gradual, que vai aumentando conforme aumentamos a intensidade da luz," explica o Dr. Kotov. "Isso é muito incomum em muitos aspectos.".

Agora a equpipa trabalha para fazer essas estruturas girar para criar motores idênticos aos usados por bactérias.


Ler mais em:

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25/03/2010

Rápidas: LHC em Direcção ao Auge da Ciência


No dia 19 de Março deste ano o LHC (Large Hadron Colider) atingiu um novo recorde mundial quando os feixes de partículas atingiram os 3,5 TeV (Tera-eletron Volt) de energia. Neste nível de energia será possível verificar a existência (ou não) do Bosão de Higgs e da matéria negra. 

O LHC vai recriar as condições energéticas do após Big Bang. "Com os dois feixes a 3,5 TeV, estamos à beira de lançar o programa de física do LHC”, disse Steve Myers, director do Cern.

Espera-se que dia 30 deste mês os físicos nos tragam pistas sobre o Bosão de Higgs, a partícula responsável por conferir massa a todas as outras.

Podem ler mais aqui.
 
Podem ainda ver em tempo real os testes! Aqui

Podem ler, também, neste blog. Nas etiquetas referentes às palavras-chave.

Seguem-se ainda dois vídeos:
 







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19/03/2010

Teoria da Relatividade Confirmada para Grandes Escalas




Uma equipa de astrofísicos dos EUA e da Suíça descobriu que a teoria da relatividade geral de Einstein funciona consistentemente nas escalas tão grandes como aquelas que separam as galáxias, num estudo publicado na  revista Nature. A teoria foi testada e "funciona entre 2 e 50 megaparsecs, cerca de 6,5 a 150 milhões de anos-luz (1 parsec = 3,2616 anos luz) num desvio para o vermelho de z~0,32".


A equipe analisou cerca de 70.000 galáxias, uma quantidade chamada “EG“, e que é baseada na quantidade de aglomeração nas galáxias observadas e na distorção da luz produzida pela sua passagem pela matéria intermediária. "De forma simplificada, EG é proporcional à densidade média da matéria do Universo e inversamente proporcional à taxa de crescimento da estrutura do universo. Essa combinação especial se livra das flutuações de amplitude e, portanto, foca diretamente na combinação particular que é sensível as alterações da teoria da relatividade geral." Pengjie Zhang (Xangai Observatory).


Os resultados valor de EG são de cerca de 0,39, e de acordo com a previsão geral relativista é estimado um valor de cerca de 0,4.


De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, publicada por Einstein em 1915, a matéria (energia) curva o espaço e o tempo à sua volta - a gravitação é um efeito da geometria do espaço-tempo. Isso significa que a luz se curva à medida que passa por um objecto de grande massa, como o núcleo de uma galáxia. A teoria foi validada muitas vezes na escala do Sistema Solar, mas testes em escala galáctica ou cósmica até então mostraram-se inconclusivos.


Teorias que falharam: O Método Científico a Funcionar

Este novo estudo contradiz um outro divulgado no ano passado que indicou que o Universo no seu início, entre 11 e 8 m.M.a. de anos atrás, não se poderia encaixar na descrição relativística geral da gravidade.

A teoria Tensor-Vector-Scalar (TeVeS), surgiu com a intenção de desconsiderar a presença da matéria escura através da aplicação de alterações na teoria da relatividade geral. A TeVeS tentou dar uma resposta as observações do comportamento das rotações galácticas pelas técnica do uso de lente gravitacional, este novo trabalho parece afastá-la.

Este estudo também questionou teorias como a f(R), um mecanismo alternativo proposto para explicar a expansão acelerada do Universo que descarta a energia escura.

Ao calcular EG e compará-lo com as previsões da teoria TeVeS, com as estimativas da teoria f(R) e com o modelo da matéria escura fria da relatividade geral, a equipa chegou a resultados interessantes: As previsões da teoria da relatividade geral se encaixam dentro da margem de erro experimental, o EG previsto por f (R) também se manteve dentro da margem de erro, mas as previsões da teoria TeVeS falharam.

Fontes:

Eternos Aprendizes - Física: Teoria da Relatividade Geral foi confirmada para as grandes escalas cósmicas


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06/03/2010

Varrer o Espectro



O satélite Plank está a estudar a radiação de fundo em microondas (RCFM). Contudo alguns cientistas  destacam que o Plank não estuda o seu espectro, que pode revelar detalhes interessantes.
A RCFM é formada por fotões, produzidos nos primeiros momentos do universo, que dispersaram a matéria até à idade em que o universo arrefeceu. Assim, os protões puderam unir-se aos electrões para formarem átomos de hidrogénio. Os protões unidos aos electrões formam átomos neutros, que não espalham fotões. Nesse momento começaram a viajar em movimentos rectilíneos, o que achatou o espectro.
Tal evento pode ser observado de duas formas:
1-      Uma ligação estável entre protões e electrões leva um certo tempo. Para isso o átomo tem de perder energia sob forma de fotões. Esses fotões emitidos poderiam retirar electrões de outros átomos. Contudo, com a expansão do universo, os fotões perderam energia o que resultou numa tendência do equilibro para a formação de átomos.
2-      O hélio, um dos elementos mais predominantes no universo, tem uma maior capacidade de retenção de electrões e, assim, formava átomos mais depressa do que o hidrogénio.
Os fotões de hélio e de hidrogénio acrescentaram impressões digitais à composição inicial do universo. Com a medição do número de fotões de hélio pode-se determinar a quantidade de hélio sintetizado no universo a partir de hélio presente nas estrelas.
Contudo há um problema: os fotões de hélio remontam a uma idade anterior à RCFM. Assim sendo “não pode ser detectado, como decaimentos exóticos de partículas”. Mas como os átomos de hélio se formam rapidamente, os fotões emitidos são fortemente concentrados em certas frequências – linhas espectrais. Em breve poderá “haver uma missão para varrer todas as frequências em busca de um pico no número de fotões”. “Para detectar essas, linhas é preciso observar uma posição fixa e fazer uma varredura em frequência” (José Alberto Rubiño-Martín, do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias).
 Fontes:
Scientific American, Junho 2009 - "Bloco de Notas - Sensação Espectral", George Musser

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